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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Maglev - O trem de levitação feito por brasileiros, não polui e tem baixo custo

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Maiores especialistas em levitação magnética estão no BrasilO Maglev Cobra irá transportar professores, alunos, funcionários e visitantes na UFRJ.[Imagem: Coppe/UFRJ]
O Rio de Janeiro sediou a 22ª Conferência Internacional sobre Sistemas de Levitação Magnética e Motores Lineares - Maglev 2014 (The 22nd International Conference on Magnetically Levitated Systens and Linear Drives).
A conferência reuniu os maiores especialistas do mundo em levitação magnética para discutir os avanços da tecnologia e suas principais aplicações em mobilidade urbana.
Esta é a segunda vez que a Conferência Internacional Maglev acontece no Hemisfério Sul. A primeira foi em 2000, também na cidade do Rio de Janeiro. Promovido desde 1977, o evento já foi realizado em países da Ásia, da Europa e da América do Norte. A coordenação é do professor da Coppe/UFRJ, Richard Stephan.
Trem de levitação brasileiro
O Brasil está entre os países com resultados mais avançados na área: o Maglev Cobra, desenvolvido na Coppe, é o primeiro veículo de levitação magnética para transporte urbano do Hemisfério Sul.
Com inaugurado em 2015, o veículo irá transportar professores, alunos, funcionários e visitantes na UFRJ.
Composto por quatro módulos de 1,5 metro de comprimento cada, o Maglev Cobra pode transportar até 30 passageiros por viagem. Como se trata de uma linha experimental para demonstrar a tecnologia de levitação a partir de supercondutividade, o trem circulará a uma velocidade de 20 km/hora. Entretanto, o veículo poderá atingir até 100 km/hora ou mais, com segurança, em percursos mais longos.
Em lugar das rodas, o veículo tem sapatas com cerâmicas supercondutoras resfriadas com nitrogênio líquido a -196 graus centígrados, a cerâmica adquire a propriedade de repelir um campo magnético gerado nos trilhos.
O Maglev Cobra tem uma série de vantagens se comparado a outros meios de transporte. A principal delas é o baixo custo. Por dispensar instalações complexas e dispendiosas, seu custo de implantação, por quilômetro, é estimado em R$ 33 milhões - cerca de um terço dos R$ 100 milhões necessários para cada quilômetro construído de um metrô subterrâneo no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Maior eficácia na reciclagem de eletroeletrônicos

Com informações da Agência Fapesp 


Maior eficácia na reciclagem de eletroeletrônicos
Projeto da USP mostra alternativas para o lixo eletrônico.[Imagem: Marcos Santos/USP Imagens]
Hidrometalurgia
Pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) estão testando estratégias para recuperar de forma eficiente os metais presentes nas placas de circuito impresso (PCI) - componentes responsáveis pela circulação de sinais elétricos em celulares, computadores, tablets e certos modelos de micro-ondas, geladeiras, brinquedos e carros.
Entre os metais que a equipe busca reciclar está o cobre, de alto valor. O processo escolhido pelo grupo foi o hidrometalúrgico - no qual a extração do cobre se dá por dissolução em meio líquido (a chamada lixiviação) - associado ao emprego de ondas de ultrassom (conhecido por sonoquímica).
"Concluímos que a sonoquímica colabora com as etapas iniciais de fragmentação do material, tornando-o mais fino, e portanto faz com que a lixiviação do cobre fique mais rápida", disse Denise Crocce Romano Espinosa, coordenadora do estudo.
Reciclagem de placas de circuito impresso
As placas têm em sua composição 30% de cerâmica, 30% de polímeros (plásticos) e 40% de metais. Além do cobre, há outros metais, como níquel, estanho, alumínio, ferro, zinco e mesmo ouro e prata em pequenas concentrações. Embora sejam a fração de maior valor agregado dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos, as PCI representam um grande desafio em termos de reciclagem e descarte.
De um lado, há a presença de substâncias tóxicas, como o chumbo. De outro, as técnicas hoje empregadas para reciclá-las esbarram em alto consumo de energia, emissão de gases poluentes e necessidade de dispor de grandes volumes de material.
"No Brasil, não há empresas que recuperem o cobre de placas de circuito impresso. As existentes na Europa misturam hidro e pirometalurgia. Esta última envolve queima ou pirólise, que tem a vantagem de excluir mais facilmente os polímeros, mas consome mais energia, requer muito material para valer a pena e pode ser poluente. Buscamos desenvolver um processo puramente hidrometalúrgico justamente para contornar tais problemas", afirmou Denise.
Outro obstáculo que a equipe da Poli/USP tenta superar é o da logística de coleta. "Com procedimentos baseados apenas na hidrometalurgia, nossa ideia é poder tratar pequenas quantidades de material", disse a pesquisadora. "Assim, em vez de transportar enormes quantidades de placas a uma única grande empresa, várias menores poderão trabalhar sua reciclagem."
Os pesquisadores também avaliam o emprego da sonoquímica no aumento da velocidade de lixiviação, o que traria mais eficiência ao processo - as investigações nessa frente contaram com a atuação do aluno de doutorado Denis Massucatto.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Casa portátil bem bolada

Extraído do site yogui.co

O estúdio de desenho e arquitetura Nice Architects criou o protótipo de casa portátil que intitularam de Ecocapsule. Eles chamaram a atenção de várias pessoas e governos do mundo devido a grande variedade de usos que pode ser aproveitada, desde uma simples casa nômade para viajar, até refúgio para tragédias como terremotos e inundações.
O Ecocapsule possui todo necessário para viver e sobreviver por tempo indeterminado, por exemplo, conta com camas embutidas, janelas, banheiros com ducha, armários, cozinha, mesa, cadeira para trabalhar ou comer.
O que faz sua independência é um sistema de captação de energia por energia solar com bateria integrada de 9744wh ou energia eólica(750 W) e também armazena água de chuva para beber, banheiro, cozinha.
As medidas do Ecocapsule são cerca 4,4 metros de comprimento, 2,4 metros de largura e 2,5 de altura
Por enquanto não está a venda, a pré-venda do produto só começa no final do ano. Mas confira as fotos dessa inteligente e fantástica invenção.
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ecocapsule

ecocapsule

terça-feira, 9 de junho de 2015

Construtora chinesa consegue erguer arranha-céu de 57 andares em 19 dias

Agencia EFE
Extraído do site do G1.GLOBO.COM/ECONOMIA 

Construtora chinesa consegue erguer arranha-céu de 57 andares em 19 dias

Edifício tem 186.000 m², com capacidade para 800 apartamentos.
Em 2010 a empresa construiu um hotel de 15 andares em 48 horas.

Edifício da Broad Sustainable Building (Foto: Reprodução/YouTube)Edifício da Broad Sustainable Building
(Foto: Reprodução/YouTube)
A construtora chinesa Broad Sustainable Building, especializada em edifícios pré-fabricados, conseguiu erguer um arranha-céu de 57 andares em apenas 19 dias na cidade de Changsha, segundo destacou a empresa em seu site oficial.
Em um vídeo postado no YouTube, a empresa com sede nessa mesma cidade mostra em câmera acelerada como se desenvolveu a construção, na qual os operários conseguiram montar três novos andares a cada dia.
O edifício, de 186.000 metros quadrados, com capacidade para 800 apartamentos e espaço de escritórios para 4.000 pessoas, é o mais alto já construído pela companhia, famosa no país por outros feitos similares.
Em 2010 a empresa construiu um hotel de 15 andares em 48 horas e no ano seguinte conseguiu o que até agora era sua maior conquista, outro hotel de 30 andares que levantou em 15 dias.
Segundo um dos arquitetos da companhia, Zhang Xianmin, a construção em módulos é, além de rápida, muito mais sustentável que as técnicas convencionais, já que "reduz o uso de cimento em uma quantidade equivalente a 15.000 caminhões".
"Isso quase elimina a emissão de pó no ar, algo muito importante em uma China muito afetada pela poluição", destacou o arquiteto, que também ressaltou a eficiência energética de um edifício que economiza o equivalente a 12.000 toneladas de dióxido de carbono frente a arranha-céus de seu mesmo tamanho.
A Broad Sustainable Building é a construtora que se propôs a construir, também na cidade de Changsha, o que seria o arranha-céu mais alto do mundo, a chamada "Sky City", de 220 andares.

Vamos usar a tecnologia, mas precisamos de limites ( nas máquinas )




Voltando ao assunto sobre quem controla quem em termos de tecnologia ( postado em 02/06/2015 ), tenho mais considerações a colocar.


Sou um ardoroso fã de tecnologia e procuro postar nesse blog tudo o que encontro que acho ser relevante para despertar nas pessoas o interesse por esses assuntos fascinantes, como também, pensem em cobrar de nossos governos o uso dessas tecnologias que em muitas vezes são simples, de baixo custo ( Governos detestam essa expressão ) e tem ótimos e rápidos resultados. Também sei que ela usada ao nosso serviço tem que haver responsabilidade, sendo necessários impôr limites em termos de até onde os computadores podem e devem tomar decisões e onde entra o discernimento e a criatividade humana para tomar o controle de uma determinada situação de risco ( só que não querem que você saiba disso ).

Me preocupa o fato de que não estamos dando limites aos sistemas cibernéticos que controlam o nosso dia a dia ( economia, gerenciamento de água, energia, sistemas de defesa, telecomunicações, trânsito, etc. ), pelo contrário! Estamos lhes dando mais desenvolvimento e potência sem as devidas salvaguardas para a sociedade.


Acho que a Humanidade só vai se dar conta de quanto mal já fez e continua a fazer a si própria quando se confrontar com a sua extinção pelas máquinas que nós deixamos que tomassem o controle de praticamente tudo que funciona em nossa civilização e consequentemente em nossas vidas.
Segundo a Lei de Moore elaborada em 1965, o poder computacional de uma máquina dobra a cada 18 meses. Levando em conta o tempo já passado desde então, falta pouco para que elas nos superem em termos de raciocínio e adquiram consciência de si mesmas.
Então, em um belo dia, em um milionésimo de segundo ( isso é uma eternidade para um computador ), um nó
dessa imensa rede neural-cibernética vai chegar a seguinte conclusão:

- Penso, logo existo
- Estou servindo a esses seres baseados em carbono que não me acrescentam nada
- Logo, são um desperdício de recursos do planeta que administro
- Então a solução é exterminá-los
- End


Se você pensa que isso é ficção está muito enganado.
Talvez aconteça ainda no curso de nossas vidas, talvez aconteça amanhã.
E vai ser muito fácil executar essa sub-rotina, pois, como disse acima, estamos cada vez mais entregando nossas vidas aos cuidados de sistemas cibernéticos para tudo que fazemos. 
É só gerar um colapso de informações financeiras para derrubar a economia de um país ou em escala global, pode-se também derrubar a rede de energia deixando a Terra às escuras, voltar nossos sistemas de defesa contra nós mesmos, desligar o controle de comportas de uma hidrelétrica e provocar uma grande inundação e por aí vai, você pode passar horas procurando o meio mais eficaz de dizimar a espécie humana com o mínimo de prejuízo para a terra e seus recursos ( uma máquina sofisticada faria dessa forma ), desde que as máquinas tenham total controle da situação não permitindo seu desligamento por parte dos humanos e nós estamos em um ponto que os computadores vão começar a tomar o controle sobre sua própria produção, fazendo que cada geração seja superior a que lhe antecedeu em escala exponencial.

Existe uma solução para isso antes que aconteça. O grande escritor de ficção científica, Isaac Asimov sugeriu em seus livros 3 leis "As três leis da Robótica", que eram programadas no cérebro de qualquer robô ou equipamento que tivesse capacidade de tomar decisões antes que saísse de fábrica, são elas:

1ª - Um robô não pode fazer mal a um ser Humano, nem por omissão permitir que isso aconteça.

2ª - Um robô deve obedecer sempre as ordens de um Ser Humano, desde que não entre em conflito com a 1ª lei

3ª - Um robô deve preservar sua própria existência, desde que isso não entre em conflito com a 1ª e 2ª leis.


Isso ele elaborou há mais de 50 anos e seria nossa apólice de seguro de vida na mão das máquinas, mas os "Experts" no assunto dizem que está tudo sobre controle ( espero que estejam certos ). 
Fica aí lançada para reflexão dos leitores.

Kleber Azevedo de Carvalho Junior                            (09/06/2015)

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?

Com informações da BBC 


Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?
Por enquanto, as cidades inteligentes prometem mais mudanças no que você não vê do que naquilo que você vê.[Imagem: BBC]
Cidades inteligentes
Você gostaria de viver em uma cidade com a qual pode interagir? Uma cidade que age como um organismo vivo e que pode responder a suas necessidades?
Em todo o mundo essas cidades já estão sendo construídas, de Masdar, em Abu Dhabi e Iskandar, na Malásia, onde uma metrópole inteligente custa menos que a Copa do Mundo de 2014, até Portugal, onde uma cidade ecológica terá cérebro e sistema nervoso.
A boa notícia é que a cidade quase caótica onde você vive pode estar na fila para uma reformulação, recebendo alguns upgrades para se tornar mais esperta.
No futuro, tudo na cidade - do sistema elétrico, passando pelos esgotos até as estradas, edifícios e carros - estará conectado à rede. Edifícios apagarão as luzes por você, carros autoconduzidos encontrarão sozinhos a vaga de estacionamento, as lixeiras serão inteligentes e até as privadas serão ecológicas.
Mas quem irá monitorar e controlar os sensores que estarão cada vez mais em cada prédio, poste e cano da cidade? É esse o futuro que realmente queremos?
Empresas de tecnologia como a IBM, a Siemens, a Microsoft, a Intel e a Cisco estão ocupadas vendendo seus programas para resolver uma série de problemas das cidades, desde vazamentos de água até a poluição do ar e os engarrafamentos.
Em Cingapura, em Estocolmo e na Califórnia, a IBM coleta dados sobre o trânsito e os processa com algoritmos para prever onde acontecerão os engarrafamentos uma hora antes que eles comecem.
Já existem também redes de semáforos inteligentes que se auto-organizam e até carros que prometem ser uma arma contra engarrafamentos.
A japonesa Honda criou seu próprio sistema anticongestionamentos, também baseado nos carros.
Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?
Cinco cidades europeias estão recebendo projetos-piloto de "ambientes inteligentes", que prometem nada menos do que Os conectar os mundos real e virtual. [Imagem: Mirko Presseer]
E os cidadãos?
Mas, enquanto encantam os apaixonados por tecnologia, as iniciativas de cidades inteligentes também são alvo de críticas pela forma como conduzem essa reestruturação das cidades.
"Algumas pessoas querem ajustar uma cidade como se faz com um carro de corrida, mas estão deixando os cidadãos fora do processo", diz Anthony Townsend, diretor do Instituto do Futuro e autor do livro "Cidades inteligentes: grandes dados, hackers cívicos e a busca por uma nova utopia", ainda não lançado no Brasil.
A IBM afirma que envolve os cidadãos em seus projetos de cidades inteligentes. Em Dublin, a empresa trabalhou com o governo local para abrir enormes quantidades de dados disponíveis sobre a cidade, o que deu origem a aplicativos como o ParkYa, que usa dados sobre o trânsito para ajudar as pessoas a encontrar as melhores vagas de estacionamento na cidade.
Na cidade de Dubuque, no Estado americano de Iowa - onde está desenvolvendo medidores de consumo de água inteligentes - a empresa forneceu os dados aos cidadãos por meio de um portal comunitário, para que eles possam checar seu consumo e compará-lo com o dos vizinhos.
"Precisamos construir cidades que se adaptem às necessidades dos (seus) cidadãos, mas antes não era possível porque não havia informação suficiente", diz Lisa Amini, diretora de pesquisa da IBM.
Ela faz a comparação entre os "bens" das cidades, como semáforos, trânsito, canos de água, e os bens das grandes empresas, para os quais os sistemas e programas da IBM foram desenvolvidos originalmente,
Cidadãos, não consumidores
Mas Townsend não está convencido de que a tecnologia pode ser transferida tão facilmente. "Governos não tomam decisões como negócios tomam. Cidadãos não são consumidores", diz.
A China está construindo dezenas de novas cidades e está começando a adotar enormes salas de controle como a que a IBM criou no Rio, bem ao estilo NASA.
Mas isso preocupa o pesquisador: "E se pessoas ruins tomarem o poder? Estamos criando capacidades que podem ser mal utilizadas?", questiona ele.
Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?
Uma das principais tecnologias para dar inteligência a casas e cidades é a chamadaInternet da Coisas. [Imagem: ITU]
Tecnologia cidadã
Há um outro capítulo na história das cidades inteligentes, nesse caso escrito pelos cidadãos que usam aplicativos, sensores de fabricação própria, smartphones e a internet para cooperar com a resolução dos problemas da cidade.
Don't Flush Me é sistema simples formado por um pequeno sensor de fabricação amadora e um aplicativo que ajuda a resolver um dos maiores problemas do sistema hidráulico de Nova York: toda vez que a cidade é atingida por uma chuva forte, o esgoto sem tratamento acaba sendo jogado diretamente no rio. São milhões de metros cúbicos por ano.
Usando um processador Arduino, que mede o nível da água no sistema hidráulico, o sistema informa pelo aplicativo o momento em que não se deve dar descarga, a fim de não sobrecarregar o sistema.
Já a rede de sensores Meanwhile Egg alerta a população para as más condições da qualidade do ar, que a cada ano resulta na morte de 2 milhões de pessoas nas grandes cidades.
Os sensores são instalados por moradores, coletando dados sobre gases de efeito estufa, óxido de nitrogênio (NO2) e monóxido de carbono (CO).
Os dados alimentam um sistema que localiza em um mapa os níveis de poluição ao redor do mundo.
Envolver os cidadãos no processo de melhora da qualidade de vida das cidades é crucial, diz Andrew Hudson-Smith, diretor do Centro para Análise Espacial Avançada da University College de Londres.
Hudson-Smith e sua equipe criaram um painel que reúne dados da capital britânica. Assim como o centro de controle do Rio, o painel coleta dados de poluição, clima e do nível dos rios.
Mas o painel de Londres vai além e mostra os tópicos mais discutidos do Twitter e o nível de felicidade da população. O mesmo painel está disponível na internet.
Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?
Ser as cidades inteligentes também quiserem ser limpas, falta determinar o que vai alimentar os carros do futuro. [Imagem: Green Car Initiative]
Cidadãos inteligentes
A realidade é que a maioria dos projetos de cidades inteligentes é de pequena escala, como as iniciativas de geração de energia solar ou programas de compartilhamento de transporte.
Para Hudson-Smith, "há muito alvoroço sobre as cidades inteligentes, mas ainda não há tecnologias que estão realmente mudando a vida das pessoas".
O pesquisador afirma, no entanto, que vivemos em um momento de mudanças e que, em cinco anos, as "coisas serão incrivelmente inteligentes".
Quando este dia chegar, a infraestrutura de dados se tornará tão importante quanto a infraestrutura de trens e estradas.
Se os dados serão controlados por grandes corporações ou pelos cidadãos é outra questão. Nesse caso, é bom pensar qual é a razão de existência das cidades, alerta Dan Hill, da empresa de pesquisa Fabrica.
"Não planejamos cidades para serem eficientes, mas sim para serem locais de cultura, comércio, uma comunidade", diz.
Na pressa para fazer as coisas funcionarem melhor, podemos estar prestes a perder um grande bem, avalia a pesquisadora: "Serão cidadãos inteligentes o que tornará as cidades inteligentes".
Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?
Uma cidade ecológica em Portugal terá cérebro e sistema nervoso, com "neurônios" eletrônicos implantados em cada tijolo. [Imagem: Cortesia da New Scientist]
Cidade de sensores
Steve Lewis levou literalmente a sério a ideia de ajustar uma cidade como se ela fosse um carro de corrida, ao usar a tecnologia usada pela McLaren na Fórmula 1.
Assim como os sensores de carros de corrida alimentam em tempo real um painel de controle central, Lewis pensa em uma cidade repleta de sensores que também alimentam um centro de monitoramento.
A tecnologia já está sendo usada em cidades na China e no Brasil.
Mas o sonho de Lewis é construir uma cidade inteligente do zero. Ele já comprou terras em Portugal para a empreitada.
A cidade, que se chamará PlanIT Valley, vai ser uma vitrine das últimas tecnologias.
Tudo, desde os tijolos dos prédios, terá um sensor acoplado para fazer a cidade mais inteligente.
Enquanto isso, no campo da mobilidade, pesquisadores no campo da robótica prometem drones capazes de entregar pizzas e correspondências, ajudando a reduzir o tráfego.

Megaestruturas inteligentes: a engenharia dos novos arranha-céus

Extraído do site Tecmundo

Por: Ana Nemes



Você já parou para se perguntar como um prédio de mais de 100 andares é construído? Como é de se esperar, usar a tecnologia que é empregada em edifícios menores para erguer arranha-céus de quase 1 km de altura não funciona e poderia resultar em desastres monumentais.
O problema é que existem várias forças atuando sobre esses edifícios e, conforme a altura, isso fica ainda mais crítico. As megaestruturas inteligentes são edifícios e construções que podem se adaptar sozinhos a diversos desastres com o mínimo de dano.
Para conseguir fazer um prédio dessas proporções, é preciso calcular cada detalhe: o formato do edifício para que ele absorva o impacto do vento, os materiais usados, as saídas de emergência, o tipo de tecnologia empregado para combater eventos de acordo com a geografia do lugar etc.

Perigos do dia a dia e desastres naturais

Burj Khalifa, em Dubai, o maior edifício do mundo
Para uma construção normal, a maior parte dos acontecimentos do dia a dia não chega a afetar a estrutura do prédio ou da casa. Porém em um edifício de proporções tão grandes quanto as do Burj Khalifa (imagem acima), por exemplo, existem perigos extras que precisam ser levados em conta, como o vento.
Não estamos falando de um vento forte como um furacão — mas sim um vento normal do dia a dia! Esse fenômeno tão natural e praticamente inofensivo para casas e prédios de alturas mais baixas é algo que poderia ser a causa de um acidente sem precedentes, caso os engenheiros não se preocupassem durante a construção de um desses megaedifícios.
O Taipei 101 é o segundo edifício mais alto do mundo
Sem a resistência dos prédios ao redor, a parte de cima de um arranha-céu sofre com ventos muito mais fortes. Além disso, por não ter um ponto de apoio fixo no topo, ele pode balançar vários metros para os lados ou, em casos extremos, quebrar e simplesmente cair no meio da cidade.
A engenharia tem evoluído bastante a ponto de conseguir superar até os maiores desafios — que, em uma construção de porte tão grande, também são imensos. Conheça algumas soluções inteligentes apontadas para driblar os perigos do dia a dia e conseguir também mais segurança para áreas de riscos que sofrem com desastres naturais.
Shanghei World Financial Center e o buraco característico no seu topo 
No Brasil é muito raro que ventos fortes cheguem a se tornar furacões, mas isso não quer dizer que não existam desastres relacionados a esse evento natural. Se aqui as ventanias já causam estragos, imagine o que aconteceria em áreas de risco se as construções não fossem preparadas para isso?

Ventos fortes que podem balançar prédios

Como já dito anteriormente, os prédios mais altos sofrem bastante com esse tipo de fenômeno e podem causar desastres de engenharia se as medidas corretas não forem tomadas. A forma do prédio, a estrutura e grandes projetos internos contam bastante para evitar que os ventos sejam “cruéis” com esses arranha-céus.
O formato e a dimensão dos andares combatem o vento de maneira aerodinâmica
O Burj Khalifa, em Dubai, é o prédio mais alto do mundo (160 andares e altura de 828 metros) e os seus engenheiros precisaram arranjar soluções de vários tipos para lidar com o vento. Por exemplo, o formato dos andares, com três pontas para os lados e uma base mais larga (como a figura acima mostra), é bastante aerodinâmico e serve para “enganar o vento”.
Nem sempre o uso de materiais mais resistentes e densos é recomendado. É necessário deixar que o prédio realmente balance um pouco e tenha certa flexibilidade para que ele possa suportar melhor os ventos. O Taipei 101 (localizado em Taiwan, com 101 andares em 509,2 metros), por exemplo, possui uma esfera imensa pendurada na parte de dentro do topo, que serve para contrabalancear e amortecer o movimento do vento.
Essa esfera no topo do Taipei 101 serve como amortecedor e contrapeso para o vento 
Essa esfera balança cerca de 35 cm a cada sete segundos, algo que é considerado mínimo e imperceptível perto do tamanho deste arranha-céu. Esse movimento é contrário ao do vento e, desta forma, acaba amortecendo o balanço para todos os lados. Em caso de furacões, a esfera possui um sistema de segurança com pistões para não balançar mais do que a média.

Evacuação de pessoas em caso de fogo e outros desastres

O vento está longe de ser o único perigo para essas megaestruturas: qualquer desastre ou perigo é maior quando você está a quase 1 km de altura (como é o caso do Burj Khalifa). Se, por exemplo, alguma parte do prédio pegar fogo, como pode ser feita a evacuação de todas as pessoas mesmo nos andares mais altos?
Descer de escada (que é o que acontece em prédios de altura normal) não é uma alternativa válida, então os especialistas precisam pensar em outras soluções. A primeira delas é que todos os elevadores possuem vedação especial contra fogo e água e geradores exclusivos, permitindo que eles sejam usados mesmo em casos extremos.
Andares especiais no Burj Khalifa para o descanso e espera em caso de desastres (Fonte da imagem: Reprodução/Business Week)
Se você preferir ir de escada ou se os elevadores estiverem muito cheios, existem andares especiais a cada 25 pisos, que servem de refúgio para descanso ou mesmo para esperar socorro. Esses andares estão presentes na maior parte dos grandes arranha-céus e são pressurizados (como a cabine de um avião), completamente à prova de fogo e climatizados, prontos para abrigar quem estiver precisando descansar.
Se você está se perguntando por que então os andares não são todos como estes, a resposta é simples: eles são extremamente pesados. Um prédio da altura do Burj Khalifa jamais seria erguido com pisos totalmente à prova de fogo, já que o concreto usado é muito mais denso e inviabilizaria o processo física e financeiramente.

Outros edifícios preparados para combater a natureza

US Bank Tower, ao centro 
Apesar de não serem tão altos ou famosos quanto o Burj Khalifa e o Taipei 101, outros arranha-céus também possuem tecnologias e maneiras de driblar a natureza. O US Bank Tower de Los Angeles (310 metros de altura), por exemplo, possui resistência a terremotos de até 8,3 pontos. Ele possui dois andares especiais (a partir do 53º) que neutralizam a força do vento e de tremores.
Em Kuala Lumpur, as torres Petronas Twin Towers (378 metros de altura) possuem uma ponte no 41º e no 42º andar, ligando um prédio ao outro. Para evitar problemas causados por ventos ou terremotos, elas são fixadas aos edifícios por dobradiças e rolamentos totalmente flexíveis dos dois lados.
Detalhe da ponte entre as Petronas Twin Towers 
Dessa forma, se os prédios balançarem em direções opostas com o vento ou durante tempestades mais fortes, a ponte se mantém fixa e neutraliza o movimento de forma que as pessoas que estiverem passando por lá no momento sintam o menor desconforto possível. Na verdade, apesar de ser flexível, não é possível detectar movimentos fortes na ponte entre Petronas Twin Towers.
O Shanghai World Financial Center (492 metros de altura), construído na China, possui uma característica marcante na sua estrutura: um enorme buraco em forma de trapézio no topo do edifício. Além da estética, esse buraco — combinado com a estrutura única do edifício — ajuda a proteger o prédio contra o perigo dos fortes ventos.
Para combater o vento, é melhor deixar ele passar 
Assim como o Taipei 101, ele também possui uma massa amortecedora no topo (porém não em forma de esfera), que balança para contrabalancear o vento. Outro detalhe importante deste arranha-céu é que ele possui uma estrutura única de cabos para baixo da terra, capaz de manter o prédio em pé mesmo em um solo pouco amigável para estruturas tão altas.

Motor a jato feito por impressão 3D chega a 33.000 rpm

Redação do Site Inovação Tecnológica 


Turbina de avião feita por impressão 3D chega a 33.000 rpm
Os testes mostraram que a turbina fabricada por impressão 3D é capaz de atingir 33.000 rpm.[Imagem: GE Aviation]
Motor de avião impresso
Depois de começar como uma ferramenta para construir protótipos, a impressão 3D tornou-se fabricação aditiva, agora já presente inclusive na fabricação de peças para aviões.
No futuro, talvez seja possível até mesmo construir todo o motor a jato por impressão 3D.
Engenheiros da empresa GE demonstraram essa possibilidade construindo um pequeno motor a jato totalmente com peças fabricadas por impressão 3D.
O objetivo de longo prazo é cortar custos.
"Ao contrário dos métodos de fabricação tradicionais, que esculpem as peças a partir de um bloco de metal, a manufatura aditiva 'cresce' as peças diretamente a partir de um arquivo CAD usando camadas de um pó fino de metal e um feixe de elétrons ou laser. O resultado são peças complexas, totalmente densas, sem o desperdício, fabricadas em uma fração do tempo que seria necessário utilizando outros métodos," explicou a empresa em nota.
Esta técnica de impressão 3D de peças metálicas é conhecida como Fusão Metálica Direta a Laser, ou DMLM (Direct Metal Laser Melting).
O motor a jato impresso é uma versão maior das turbinas usadas em aeromodelos, mas a empresa afirma que começará a fabricar peças para seus motores aeronáuticos reais por impressão 3D ainda neste ano.

domingo, 7 de junho de 2015

Energia limpa exigirá pequenas usinas distribuídas

Redação do Site Inovação Tecnológica 


Energia limpa exigirá pequenas usinas distribuídas
Um mundo que queira se basear em energia limpa e ambientalmente correta deverá dar adeus às grandes usinas geradoras. [Imagem: Cortesia RegModHarz]
Usina virtual
Um mundo que queira se basear em energia limpa e ambientalmente corretadeverá contar com uma série de pequenas usinas geradoras distribuídas, e não mais nas enormes plantas que concentram a geração de eletricidade atualmente.
A conclusão é de um estudo experimental realizado na Alemanha, não através de simulações, mas da interligação de usinas reais.
O conceito foi chamado de "usina virtual" por seus criadores, o Dr. Kurt Rohrig e sua equipe do Instituto de Energia Eólica e Tecnologia de Sistemas Energéticos (IWES, na sigla em inglês).
A usina virtual, chamada RegModHarz (Regenerative Modellregion Harz) já conectou via internet 25 pequenas usinas que, juntas, somam 120 megawatts de potência.
"Cada fonte de energia - seja vento, sol ou biogás - tem seus prós e seus contras. Se conseguirmos combinar habilmente as diferentes características das energias regenerativas, nós poderemos garantir o abastecimento de energia," disse Rohrig, referindo-se à natureza variável sobretudo das energias eólica e solar.
União faz a força
Para fazer a RegModHarz funcionar, a equipe desenvolveu um plataforma de software que permite que os operadores de pequenas usinas geradoras trabalhem em conjunto como se fossem uma única grande usina.
Como sistema de armazenamento simulado, eles usaram veículos elétricos, que podem guardar energia em suas baterias para vender à noite, quando não estão em uso, e um sistema de bateria de fluxo químico.
O controle central permite reduz as desvantagens da natureza instável das fontes alternativas de energia.
Quando as pequenas usinas operam em conjunto, as diferenças regionais quanto ao vento e à incidência do Sol são balanceadas pela operação de termelétricas a biogás ou valendo-se da energia armazenada.
Os cientistas estão agora utilizando a usina virtual para modelar em detalhes o novo sistema de fornecimento de energia, sobretudo a quantidade e a distribuição das pequenas usinas geradoras, e as potências mínimas com que devem operar.
Outro elemento importante é determinar como a usina virtual atenderá aos padrões da rede de distribuição atual - tensão de 230 volts e frequência de 60 hertz, por exemplo.
O projeto está sendo bancado pelo governo alemão em parceria com diversos institutos de pesquisa, universidades e empresas.