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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Torres submersas vão restaurar recifes de corais

Pelo site Engenharia é


Aconstante luta contra o desaparecimento dos recifes de corais em breve poderá receber uma grande ajuda da arquitetura, isso porque há um projeto para a construção de imensas torres submersas.
Esses “arranha-céus” de vidro poderiam ser utilizados para cultivar fazendas artificiais de corais no oceano, além de poder transplantá-los em outros ambientes. Projetado pelos arquitetos Jethro Koi e Quah Zheng Wei, da Malásia, o projeto é chamado de “Aquarim Trinity” e visa a conservação e restauração dos recifes em áreas afetadas.
Ao redor do mundo, diversos recifes têm lutado para se adaptar ao aquecimento das águas e com as vastas estruturas vivas ao redor que prejudicam suas formações. O projeto, no entanto, possui uma abordagem semelhante à das paredes vivas – em que plantas são cultivadas em um substrato vertical. Contudo, no caso dos corais, esse crescimento seria feito através de uma estação de energia geotérmica e nas profundezas do oceano.
A ideia é que os canais de corais sejam recolhidos. Um submarino se encarregaria de dispersar as espécies em áreas afetadas, para que pudessem se desenvolver. Diferentes espécies de corais cresceriam ali e seriam movidas para cima e baixo da estrutura. Assim, quando estiverem em condições de se mudarem, os pesquisadores removeriam os exemplares da estrutura pelo topo, e os plantariam em um novo local.


“Esta nova tipologia arquitetônica é unicamente para restaurar os oceanos ao estado em que costumavam estar, e servirá como um aviso para a humanidade, lembrando sobre o estado moribundo dos esquecidos pulmões no oceano” escreveram os designers.
No entanto, ainda não está claro como a torre poderia funcionar na prática e como os corais receberiam os nutrientes, luz e calor necessários. Os sistemas de recifes são ecossistemas complexos que se apoiam e são dependentes de milhões de peixes e outras vidas marinhas. Enquanto aparentam serenidade, durante as noites são locais de intensas batalhas pela luta de recursos.
Ambientalistas e biólogos marinhos já relataram preocupações a respeito do aumento do branqueamento dos corais em habitats de todo o mundo – especialmente na Grande Barreira de Corais, na Austrália. Esse branqueamento os deixam susceptíveis a doenças e a morte.

Computadores neurais: cientistas querem reproduzir cérebro de gato

Redação do Site Inovação Tecnológica 

Cérebro de gato artificial: Computadores neurais mais próximos
Pesquisadores comprovaram que os memristores, uma espécie de elo perdido da eletrônica, podem ser a base para a construção de circuitos artificiais neuromórficos, que imitam o funcionamento do cérebro. [Imagem: NanoLetters]









Cérebro de gato artificial
Um gato é capaz de reconhecer um rosto mais rapidamente e de forma mais eficiente do que o mais rápido supercomputador existente hoje.
Esta foi uma das razões pelas quais um grupo de cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, resolveu inspirar-se no cérebro do felino para criar um novo tipo de computador, inspirado na biologia.
O objetivo é mais do que construir uma nova forma de reconhecer padrões: se tiverem sucesso, sua máquina será capaz de aprender e fazer um número de tarefas simultâneas e tomar decisões que não podem ser programadas em um computador.
Memristor
Embora a inspiração na natureza nunca tenha faltado, e nem tampouco o sonho de fazer máquinas pensantes, a equipe do professor Wei Lu acredita agora ter a peça fundamental que lhes permitirá construir uma máquina verdadeiramente neural.
Essa peça atende pelo nome de memristor, uma espécie de elo perdido da eletrônica, um componente eletrônico com um comportamento similar ao de um resistor, mas capaz de "lembrar do passado", o que significa que ele funciona como uma memória não-volátil - memristor é uma junção dos termos memória e resistor.
Ao contrário de um resistor comum, que oferece uma resistência fixa à passagem da corrente, a resistência de um memristor é controlada pela "memória" das correntes e das tensões às quais ele já foi exposto. Para saber mais detalhes sobre o memristor, veja a reportagem Elo perdido da eletrônica permitirá computador que aprende.
O primeiro memristor foi criado há apenas dois anos. Como ele foi construído com dióxido de titânio, era difícil integrá-lo com os chips à base de silício. Vários pesquisadores tentaram construir memristores de silício, mas todos apresentam uma alteração abrupta na resistência.
Sinapse artificial
Lu e sua equipe construíram o seu próprio memristor e verificaram que ele pode substituir um transístor tradicional e emular uma sinapse biológica. A vantagem é que o seu memristor contém silício e ainda assim consegue funcionar de forma suave.
O fluxo de corrente que pode passar por um memristor tem a ver com o movimento iônico em seu interior, com a resistência variando conforme esses íons se movem. Os primeiros resistores com memória utilizavam um eletrodo de prata para injetar os íons no silício. Mas essa estrutura acaba criando canais de condução no componente, fazendo com que a resistência se altere abruptamente.
A equipe do professor Lu eliminou o eletrodo de prata, aplicando tanto a prata quanto o silício na forma de películas com cerca de 25 nanômetros de espessura. Isso permite o controle preciso da taxa entre as duas substâncias, garantindo o funcionamento suave do memristor.
Agora, eles demonstraram que seu novo memristor pode conectar circuitos eletrônicos convencionais e sustentar um processo que é fundamentalmente o que se acredita ser a base da memória e do aprendizado verificado em sistemas biológicos.
"Nós estamos construindo um computador da mesma maneira que a natureza constrói um cérebro", arrisca-se o professor Lu. "A ideia é usar um paradigma completamente diferente em relação aos computadores convencionais. O cérebro do gato representa uma meta realista porque ele é muito mais simples do que um cérebro humano, ainda que seja extremamente difícil de replicar em termos de complexidade e eficiência."
Rotas neurais
Em um computador, as funções lógicas e de memória estão localizadas em partes diferentes do circuito e cada unidade capaz de fazer um cálculo liga-se apenas aos seus vizinhos mais próximos.
Com isso, os computadores executam as instruções dos programas de forma linear, linha por linha.
Já no cérebro de um mamífero, os neurônios são conectados entre si por sinapses, que funcionam como interruptores reconfiguráveis, que podem formar rotas ligando milhares de neurônios.
O mais importante em seu funcionamento é que as sinapses conseguem se lembrar dessas rotas com base na intensidade e no sincronismo dos sinais elétricos gerados pelos neurônios.
O grande número de rotas estabelecidas significa que o cérebro pode executar operações paralelamente de forma natural e intensiva.
É por isso que nós e os gatos podemos reconhecer um rosto instantaneamente no meio de uma multidão, enquanto um supercomputador vai demorar muito tempo e gastar um bocado de energia para fazer o mesmo.
Plasticidade cerebral
Cérebro de gato artificial: Computadores neurais mais próximos
O memristor retém a memória das conexões e ainda é capaz de um processo de aprendizado chamado "plasticidade dependente da temporização." [Imagem: Wei Lu]
Até agora, porém, Lu conectou apenas dois blocos lógicos eletrônicos usando o lendário memristor.
Mas foi o suficiente para demonstrar que ele retém a memória das conexões e ainda é capaz de um processo de aprendizado chamado "plasticidade dependente da temporização."
Esse tipo de plasticidade refere-se à capacidade que as conexões entre os neurônios têm de se tornarem mais fortes dependendo dos intervalos dos disparos dos neurônios associados.
Os cientistas acreditam que esta plasticidade dependente do tempo seja a base da memória e do aprendizado no cérebro dos mamíferos.
O sucesso do cérebro de gato artificial dependerá, obviamente da "correção" dessa teoria - se é mesmo esta plasticidade, e somente ela, que fundamenta o aprendizado. E da possibilidade de replicar as interconexões com os memristores para um número muito maior de circuitos.
Computadores inspirados na biologia
Mesmo que a tentativa de replicar um cérebro de mamífero encontre desafios ainda não computados, os primeiros resultados das pesquisas com os memristores mostram uma possibilidade concreta de que máquinas equivalentes aos supercomputadores atuais tenham o tamanho de um smartphone ou, no máximo, de um iPad - dentro de alguns anos.
Apesar de alguns pesquisadores menos realistas sonharem com a construção de um cérebro humano artificial em 10 anos, as pesquisas de inspiração biológica parecem ser um caminho natural para a construção de computadores mais espertos do que os atuais.
Um grupo europeu está tentando construir um cérebro em um chip e até um neurônio artificial já foi demonstrado. Mas talvez o cérebro de gato do professor Lu sinta-se mais à vontade com o computador cognitivo inspirado no cérebro de um camundongo ou com o robô controlado por neurônios de rato.

Bibliografia:

Nanoscale Memristor Device as Synapse in Neuromorphic Systems
Sung Hyun Jo, Ting Chang, Idongesit Ebong, Bhavitavya B. Bhadviya, Pinaki Mazumder, Wei Lu
Nano Letters
April 2010
Vol.: 2010, 10 (4), pp 1297-1301
DOI: 10.1021/nl904092h

Rede neural aumenta resolução de imagens astronômicas

Redação do Site Inovação Tecnológica



Rede neural aumenta resolução de imagens astronômicas
Em cima, a imagem original e a mesma imagem degradada intencionalmente para validação da ferramenta. Embaixo, a imagem recuperada (esquerda) e a recuperação feita pelo antigo sistema usado pelo Hubble (direita).[Imagem: K. Schawinski/C. Zhang/ETH Zurich]
Resolução inferida
A regra fundamental é: se você quer imagens melhores e de maior resolução do espaço, aumente o tamanho do telescópio.
O diâmetro da lente ou espelho, a chamada abertura, limita fundamentalmente qualquer telescópio. Em termos simples, quanto maior a lente, mais luz ela capta, permitindo detectar objetos de luz mais fraca. Um conceito estatístico conhecido como "teorema de amostragem de Shannon-Nyquist" descreve o limite de resolução e, portanto, o nível de detalhe que pode ser visto com um determinado telescópio.
A novidade agora é que é possível melhorar muito a resolução de um telescópio usando imagens de maior resolução - obtidas por telescópios maiores ou por telescópios no espaço - de um determinado corpo celeste. Estas diferentes imagens são usadas para ensinar uma rede neural como telescópios menores e telescópios maiores obtêm imagens diferentes.
Quando a rede estiver treinada, então ela poderá ser aplicada aos telescópios mais avançados, inferindo detalhes que não aparecem nas imagens.
Rede neural adversária
Uma equipe do Instituto ETH de Zurique, na Suíça, usou redes neurais, uma das técnicas de inteligência artificial, para treinar um programa de computador para interpretar os dados coletados pelo telescópio e inferir os detalhes que a imagem astronômica não consegue mostrar.
A rede neural, uma abordagem computacional que simula os neurônios em um cérebro, "aprende", por exemplo, como é a aparência de uma galáxia a partir de imagens de boa qualidade e, a seguir, analisa automaticamente uma imagem borrada da mesma galáxia e tenta transformá-la em uma imagem mais nítida.
O sistema usa duas redes neurais que competem entre si, uma abordagem emergente no campo do aprendizado de máquina chamada de "rede adversária generativa". O treinamento levou apenas algumas horas em um computador de alto desempenho e a rede neural já começou a aumentar a resolução das imagens.
Vendo o invisível
As redes neurais treinadas foram capazes de reconhecer e reconstruir características que o telescópio não poderia distinguir, como regiões de formação de estrelas, as barras e faixas de poeira nas galáxias. A equipe checou os resultados contra as imagens originais de alta resolução e verificou que o programa é melhor na recuperação de detalhes do que qualquer coisa já desenvolvida até hoje, incluindo a abordagem de "deconvolução" usada para melhorar as imagens feitas nos primeiros anos do Telescópio Espacial Hubble.
Isto significa que a ferramenta não precisa se limitar a imagens de telescópios mais fracos: com um treinamento suficiente, a rede neural pode inferir detalhes de imagens obtidas também pelos telescópios de ponta.
"Nós podemos começar voltando aos levantamentos do céu feitos com telescópios ao longo de muitos anos, ver mais detalhes do que nunca e, por exemplo, aprender mais sobre a estrutura das galáxias. Não há nenhuma razão para que não possamos aplicar essa técnica às imagens mais profundas do Hubble e ao próximo Telescópio Espacial James Webb, para aprender mais sobre as estruturas mais antigas do Universo," disse o professor Kevin Schawinski, idealizador da técnica.

Bibliografia:

Generative adversarial networks recover features in astrophysical images of galaxies beyond the deconvolution limit
Kevin Schawinski, Ce Zhang, Hantian Zhang, Lucas Fowler, Gokula Krishnan Santhanam
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
Vol.: 467 (1): L110-L114
DOI: 10.1093/mnrasl/slx008

domingo, 9 de abril de 2017

Neste minusculo disco de vidro poderá gravar a história da humanidade, ou 360TB

Pelo site Engenharia é




Uma nova técnica desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, promete mudar a forma de como armazenamos nossos dados em estruturas físicas. A equipe de pesquisadores conseguiu armazenar 360 terabytes de informação em um pequeno disco de quartzo usando lasers.
O mais interessante é que, segundo os pesquisadores, a informação pode permanecer registrada no disco por  mais 14 bilhões de anos. A técnica usa pulsos de laser de femtosegundo (utilizado em cirurgias de catarata, por exemplo) para criar camadas de nanoestruturas em um quartzo, o mineral mais abundante da Terra. Com isso, ainda de acordo com os pesquisadores, o resultado lembra os cristais da “Fortaleza da Solidão” que, nas histórias em quadrinhos do Superman, armazenam todo o conhecimento da história do planeta Krypton.

Os dados são armazenados em cinco dimensões: tamanho, orientação e outras três camadas de nanoestruturas separadas entre si por apenas 5 micrômetros (isto é, a milésima parte de um milímetro). Para experimentar a nova ténica, a equipe registrou diversas obras em pequenos discos de vidro, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Bíblia cristã.
Além de durar mais de 14 bilhões de anos, o armazenamento sobrevive a temperaturas de até 190 °C. Uma técnica similar foi desenvolvida em 2012, permitindo armazenar 40 megabytes por polegada² – aproximadamente a mesma densidade de um CD de música.
A ideia é que esse novo estudo ofereça uma maneira de armazenar, em definitivo, a “história da humanidade”.

Conheça o primeiro modelo de computador quântico

Pelo site Engenharia é






Os cientistas afirmam ter produzido o primeiro projeto de um computador quântico em grande escala em um desenvolvimento que poderia trazer uma revolução tecnológica.
Esse projeto, que descreve como fazer um computador quântico do tamanho de um campo de futebol, afirma resolver problemas usando a tecnologia existente – o que significa que a tecnologia revolucionária poderia estar finalmente ao nosso alcance. “A vida mudará completamente, seremos capazes de fazer certas coisas com as quais nunca poderíamos sonhar antes“, disse um membro da equipe, Winfried Hensinger da Universidade de Sussex, no Reino Unido.
Ao contrário dos computadores de hoje, que são limitados pelo código binário, computadores quânticos são baseados em qubits. Graças ao efeito quântico conhecido como entrelaçamento que ocorre em menor escala, cada qubit pode assumir o estado de 0, 1, ou uma superposição dos dois. Ao invés de ter bits que só podem ser 1 ou 0 em um dado momento, qubits podem ser qualquer coisa e tudo ao mesmo tempo. Isso significa que eles podem executar muitos cálculos simultaneamente.
Enquanto equipes de todo o mundo estão correndo para construir o primeiro computador quântico, o processo é lento, já que é difícil aproveitar o estranho efeito de emaranhamento. Até agora, os cientistas conseguiram construir dispositivos com mais de 10 ou 15 qubits. “Máquinas de laboratório sofrem de um tipo de drop-out chamado decoerência, onde qubits perdem sua ambiguidade e se tornam 1s e 0s simples – um obstáculo técnico para a construção de computadores quânticos práticos“, explicou Paul Rincon ao The Independent.
Hensinger e sua equipe dizem que seu novo modelo se baseia na tecnologia existente para superar os principais desafios que têm impedido o desenvolvimento de computadores quânticos práticos e de grande escala que poderiam realmente encontrar uso fora do laboratório. A ideia é usar íons presos em campos magnéticos como os qubits, e eles existiriam em um sistema de milhares de quadrados, módulos portáveis. Esses módulos quadrados seriam intercambiáveis, podendo ser substituídos ou adicionados à vontade. Isso significa que você poderia teoricamente construir um computador quântico tão grande quanto quisesse.
Cada um desses módulos contém cerca de 2.500 qubits e os campos magnéticos os protegem de interferências e preservam seus estados quânticos. Quando o computador é ligado, as operações são realizadas por interações entre os íons, facilitando a mudança da grade modular de uma maneira que os orienta. Para entender melhor, pense em um Pacman movendo-se em um labirinto gerado aleatoriamente.

A equipe explica que projetos anteriores de computadores quânticos propuseram usar conexões de fibra ótica para ligar os módulos de computador individuais, mas o plano utiliza campos elétricos para transportar os íons de um módulo para o outro. Eles dizem que essa abordagem permite velocidades de conexão 100.000 maiores entre os módulos de computação quântica individuais e permite que o computador funcione à temperatura ambiente, ao contrário de modelos alternativos que exigiam materiais supercondutores com temperaturas impraticáveis.
Outra melhoria que a equipe alega ter feito é que, ao invés de usar lasers individuais para manter os qubits de íons no lugar, eles iriam executar um campo de radiação de micro-ondas em todo o sistema de computador. “Para sintonizar um qubit dentro e fora de interação com o campo mais vasto, eles só são obrigados a aplicar uma tensão local“, disse a especialista Elizabeth Gibney ao Nature.
O projeto, que está agora disponível para qualquer equipe, pode ser usado para construir um computador quântico que poderia encher um grande edifício. Hensinger e sua equipe dizem que estão esperam ter sua própria versão instalada e funcionando em apenas dois anos. “Este não é um estudo acadêmico mais, é realmente toda a engenharia necessária para construir um tal dispositivo“.

China está desenvolvendo trem de levitação magnética mais rápido do mundo

Pelo site Engenharia é





Uma empresa chinesa está desenvolvendo um trem de levitação magnética que permitirá atingir uma velocidade de 600 km/h, o que seria mais rápido do que qualquer outro trem.
Um trem de levitação magnética circula sobre uma linha elevada no chão e é propulsionado através de forças repulsivas e atrativas do magnetismo.
Ainda não foram confirmados os prazos desta grande obra tecnológica que está a cargo da CRRC, a empresa estatal chinesa e líder na produção de material ferroviário. No entanto, sabe-se que será criado uma linha com (mínimo) 5 km para testar este comboio.

Nos planos da companhia estão também a pesquisa e o desenvolvimento de trens de alta velocidade de circulação transfronteiriça, que podem atingir 400 quilômetros por hora.
Desde 2016 que, a China é o país com a maior rede ferroviária de alta velocidade do Mundo com mais de 20 mil km de linhas e, o seu 1º comboio Maglev atingiu 100 km/h na cidade de Changsha.

sábado, 8 de abril de 2017

Como colocar energia solar em residência e economizar na conta de energia

Pelo site Pensamentoverde

Hoje é possível garantir um retorno em economia energética e de gastos após sete anos 
da instalação das placas.


Aqui no Brasil os gastos com instalações de placas solares podem chegar a R$ 22 mil.
energia solar vem cada vez mais sendo explorada por sua característica 100% limpa e por sua abundancia principalmente em regiões tropicais e com alta incidência de sol. As placas solares têm evoluído de maneira cada vez mais rápida e hoje esse mercado se expande, possibilitando que mais pessoas tenham acesso a elas.
A energia do sol pode ser aproveitada de duas maneiras. A primeira é fotovoltaica. Esta faz uso de painéis que possuem células fotovoltaicas. As células nada mais são do que dispositivos semicondutores com a propriedade de captar a luz do sol e transformá-la em energia elétrica de forma direta. E esses painéis são aquelas placas que ficam no telhado das casas que utilizam essa tecnologia.
A segunda é térmica que recorre ao calor do sol para aquecer a água que se transforma em vapor, em um procedimento semelhante ao das termoelétricas. Com esses dois procedimentos é possível utilizar essa energia em casa, tanto na rede elétrica como para aquecimento da água, e em usinas solares que podem gerá-la.
No que se refere à produção de energia elétrica, é necessário um investimento inicial nas placas solares que serão responsáveis pela captação da luz do sol. No Brasil os gastos com as placas e suas instalações ficam em torno de R$ 22 mil.
Uma residência com consumo de 300 KWh/mês gasta, aproximadamente, R$ 160 por mês em luz. Ao se calcular o tempo que o investimento demora a se “pagar” e gerar economia chega-se ao número de sete anos. Com os constantes aumentos na conta de energia promovidos pelo governo, esse retorno pode vir em seis ou até cinco anos.
O tempo de vida útil das placas solares é de 20 anos e a manutenção é praticamente nula. Esse investimento compensa para quem já possui residência própria ou pretende permanecer no mesmo local por muitos anos, já que o retorno financeiro não é imediato. Por ser amiga do meio ambiente e reversível após o gasto inicial, pode resultar em uma boa opção para o consumo doméstico.

Em dois anos, Brasil estará entre os 20 maiores produtores mundiais de energia solar

Pelo site Pensamentoverde


País deve atingir a posição graças ao enorme potencial encontrado no Nordeste, que apresenta a os maiores valores de irradiação solar global



Região Nordeste apresenta os maiores valores de irradiação solar global.
Ao final de 2014, o mundo contabilizou uma potência instalada de geração de energia solar fotovoltaica de 180 Gigawatts (GW), 40,2 GW a mais que em 2013. Os dados são do relatório “Energia Solar no Brasil e no Mundo – Ano de Referência – 2014”, publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
De acordo com a publicação, os cinco primeiros países em potência instalada são Alemanha, China, Japão, Itália e EUA. Juntos, eles respondem por 70% do total mundial. No entanto, ao que parece, o cenário deve mudar logo. Para 2015, estima-se que a China alcance o 1º lugar no ranking mundial de potência instalada.
Além disso, outra previsão que chama a atenção é a de que, em 2018, o Brasil deverá estar entre os 20 países com maior geração de energia solar no mundo, considerando a potência já contratada (2,6 GW) e a escala da expansão dos demais países.
A posição pode ser explicada pelo enorme potencial brasileiro, encontrado principalmente no Nordeste. A região apresenta os maiores valores de irradiação solar global, com a maior média e a menor variabilidade anual, dentre todas as regiões geográficas. Os valores máximos de irradiação solar são observados na região central da Bahia e no noroeste de Minas Gerais.
De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (IEA), a energia solar deve responder por cerca de 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050 (5 mil TWh). Outros estudos revelam que, no Brasil, nesse mesmo período, 18% dos domicílios contarão com geração fotovoltaica (8,6 TWh).

Ministério garante incentivos

O Ministério de Minas e Energia lançou em dezembro o Programa de Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), com o objetivo de estimular a geração de energia pelos próprios consumidores (residencial, comercial, industrial e rural) com base em fontes renováveis, em especial a fotovoltaica.
O governo acredita que a proposta deve alavancar o consumo de energia solar. Há potencial para a instalação de 23,5 GW até 2030.

Manual do IPT ensina como reutilizar água cinza

Pelo site Pensamentoverde


Intuito é ensinar para a população a forma correta de coleta, armazenamento e utilização da água cinza




A água cinza precisa ser utilizada com cuidado, para não colocar em risco a saúde das pessoas.
Segundo Sérgio Antônio Gonçalves, diretor do Departamento de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, no Brasil aproximadamente 36,4% da água é desperdiçada. Porém, mesmo com toda essa perda, a busca por ações e soluções para melhorar o aproveitamento aumentou consideravelmente, devido à crise com a falta de água que assola todo o Brasil.
Para incentivar a população a continuar com as ações sustentáveis de redução de consumo de água, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) desenvolveu em 2016, em homenagem ao Dia Mundial da Água, um manual ensinando como reutilizar água cinza.
São consideradas águas cinza aquelas que usamos em tanques, máquinas de lavar, no banho e em lavatórios de banheiro, podendo ser utilizadas com diversas finalidades. Entretanto, é essencial tomar alguns cuidados básicos, uma vez que alguns produtos são colocados durante o seu uso.
“Para não colocar a saúde das pessoas em risco, o manual apresenta os cuidados recomendados ao seu uso a partir de soluções simples que não requerem construções, instalação de equipamentos especiais ou mesmo reformas residenciais”, esclarece – pesquisador do Centro Tecnológico do Ambiente Construído e coordenador do manual, Wolney Castilho Alves, em matéria publicada no site do IPT.
O principal objetivo dessa cartilha é instruir todas as pessoas sobre o modo exato de coleta, armazenamento e utilização da água cinza, de forma que ela possa ser feita com total segurança em sua casa, possibilitando uma economia considerável de água.

Uso e cuidados

Para utilizar a água cinza é imprescindível verificar se há a presença de corantes, gorduras, restos de sabão, amaciantes, alvejantes, cloro e partículas que possam grudar nas superfícies. Esses produtos podem causar diversos danos e prejuízos se colocados em locais inadequados, como hortas de verduras, legumes e tubérculos, jardins e veículos.
A coleta varia de acordo com o tipo de uso e espaço para armazenamento da água, que podem ser feitos em baldes de 5 a 30 litros, tanques, dependendo do volume disponível, ou bombonas plásticas encontradas em diversos mercados.
Segundo o manual, uma máquina de lavar de 8kg pode gerar aproximadamente 100 litros de água, volume suficiente para 16 descargas. Já um banho de 8 minutos em um chuveiro elétrico pode gerar um volume de 24 a 40 litros, ideal para uma média de quatro a seis descargas.
O que deve sempre ser verificado é a coloração da água coletada na máquina de lavar, pois cores como cinza escuro e chumbo têm a tendência de ficarem cada vez mais escuras, além de serem ainda suscetíveis a liberarem mal odor.

Recomendação

Os pesquisadores deixam claro no manual que, mesmo a água cinza parecendo limpa, existem uma série de usos não recomendados. Veja abaixo algum deles:
• Não consumir;
• Não utilizar para banho;
• Evitar contato com a pele;
• Não utilizar em animais domésticos.
Para baixar o manual completo, acesse o link do IPT.  http://www.ipt.br/download.php?filename=1334-Manual_para_aproveitamento_emergencial_de_aguas_cinza_do_banho_e_da_maquina_de_lavar.pdf

Vidro Solar gera energia capaz de manter edifício

Pelo site Pensamentoverde


Projeto criado por startup britânica promete revolucionar as iniciativas de energia solar já existentes




O vidro, criado pela Oxford Photovoltaics, é bem mais acessível que os painéis solares tradicionais.
Diversos setores da economia têm investido em soluções para garantir o desenvolvimento sustentável e mitigar os problemas gerados pelas atividades humanas. Neste contexto, tem se destacado as iniciativas que visam garantir uma energia mais limpa.
De eólicasolardas marésbiogás até biocombustíveis, são consideradas fontes de energia limpa aquelas que não liberam, durante seu processo de produção ou consumo, resíduos ou gases poluentes geradores do efeito estufa e do aquecimento global.
Atualmente, as atenções tem se voltado para a energia solar. Por ser mais acessível e comum, a fonte é considerada um dos melhores negócios para quem quer reduzir os gastos e aliviar o planeta do desgaste da produção de outras formas de energia.
Atualmente, o principal recurso utilizado para geração de energia solar são os painéis fotovoltaicos. No entanto, com o objetivo de levar a fonte limpa para cada vez mais pessoas, a startup britânica Oxford Photovoltaics, incubada pela Universidade de Oxford, desenvolveu um projeto inovador que consiste na criação de um vidro transparente e colorido capaz de gerar energia elétrica a partir da luz solar.
A iniciativa pode parecer comum a tantas outras. O que não se imagina, no entanto, é que o projeto permite transformar toda a fachada de um edifício em uma usina solar e a um baixo custo – o vidro é bem mais acessível que os painéis solares tradicionais.
A ideia é aplicar os vidros solares em diversos prédios em todo o mundo, começando pela Inglaterra.
Alemão aposta em “bola de cristal”
Ainda nesse contexto de iniciativas inovadoras para fontes de energia limpa, em 2013 o arquiteto alemão André Broessel, da companhia Rawlemon, desenvolveu um globo que rastreia a luz do sol e gera energia solar.
Chamado de “Betaray”, o projeto é 35% mais eficiente do que os painéis solares atuais e pode, ainda, concentrar a luz difusa, aquela que está presente em um dia nublado, por exemplo.

Maior do mundo: Ponte solar londrina é capaz de gerar 90 mil kW de potência

Pelo site Pensamentoverde


A estrutura possui 6 mil m² de teto solar com 4.400 painéis solares que abastecem metade da demanda de energia da estação de trem Blackfriars



Maior ponte solar do mundo
A ponte e estação ferroviária de Blackfriars, construída em 1886 sobre o Rio Tâmisa, acaba de se tornar um projeto sustentável. Após quase cinco anos de reestruturação ela foi reinaugurada em janeiro, a reforma da ponte com 6 mil m² de teto solar tem 4.400 painéis fotovoltaicos espalhados pelos 281 metros de comprimento, que são capazes de gerar 90 mil kilowatts de potência, o suficiente para abastecer metade da energia usada pela estação.
A First Capital Connect, empresa operadora da estação, estima que além da redução de custos na conta de luz, o projeto ainda consiga diminuir os índices de emissões de carbono em 511 toneladas por ano, o equivalente a emissão de poluentes de 89 mil veículos.
Por conta dos frequentes nevoeiros e o clima chuvoso que encobrem a cidade, os engenheiros e arquitetos do departamento de infraestrutura da Network Rail, estatal responsável pelos trens do Reino Unido, decidiram colocar modelos específicos de placas solares que não dependem diretamente da luz do sol para a produção de eletricidade.
Além da Blackfriars Bridge, a passarela Kurilpa, em Brisbane, na Austrália, e o Solar Tunel, na Bélgica, são estruturas semelhantes que também geram eletricidade com placas fotovoltaicas.
Maior ponte solar do mundo

Barreiras acústicas das estradas podem gerar energia solar

Pelo site Pensamentoverde


Energia captada pela luz solar ficará armazenada em painéis ao longo das estradas. Expectativa é geração de energia elétrica para famílias



Energia seria capaz de fazer um carro elétrico andar por 900km.
O mundo precisa de novas alternativas e fontes de energia e, felizmente, muitas ideias vêm surgindo. Na Holanda, por exemplo, pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Eindhoven criaram uma solução para captação de energia solar nas rodovias do país. Funciona assim: barreiras acústicas são instaladas nas laterais de uma determinada rodovia que, por sua vez, armazenam a luz do sol em painéis translúcidos. Esta energia será transformada em eletricidade e distribuída na sequência.
As barreiras acústicas que hoje conhecemos não são esteticamente bonitas, mas os pesquisadores já pensam em alternativas para chamar a atenção do público, como criar painéis coloridos ao longo da estrada. “Graças a suas muitas cores, os painéis são atraentes, o que os torna ideais para uso em diferentes situações. Outras vantagens são que o princípio utilizado é de baixo custo, é robusto e pode trabalhar mesmo quando o céu está nublado”, ressalta um dos responsáveis pelo projeto, Michael Debje, ao site da universidade.
O projeto ainda está em desenvolvimento, mas testes iniciais já revelaram que somente um quilômetro de barreiras acústicas tem a capacidade de armazenar energia solar e fornecer eletricidade para até 50 famílias durante um ano inteiro ou, ainda, garantir o funcionamento de um carro elétrico por 900 quilômetros seguidos. Estas barreiras acústicas possuem cinco metros e largura e 4,5 de altura.

Programa de habitação do Governo Federal faz energia solar gerar renda na Bahia

Pelo site Pensamentoverde


Com a instalação de 9.500 painéis fotovoltaicos, moradores de conjunto residencial terão autonomia energética, evitarão a emissão de 2 mil toneladas de CO2 e ainda receberão R$ 90






Instalação do painel fotovoltaico


Desenvolvido pelo Governo Federal em conjunto com a Caixa Econômica, o programa “Minha Casa, Minha Vida” oferece descontos e subsídios para que milhões de brasileiros obtenham a casa própria. No entanto, além de possibilitar a compra de casas populares, o projeto irá disponibilizar energia limpa e uma fonte de renda aos habitantes do condomínio Morada do Salitre, em Juazeiro (Bahia), com a instalação projetada de 9.500 painéis solares.
Aproveitando o clima quente, característico do sertão baiano, o conjunto residencial funcionará basicamente como uma espécie de usina de pequeno porte, uma vez que os equipamentos fotovoltaicos ficarão espalhados por uma área de 2.400 m², armazenando o calor em tubos que manterão a temperatura a 500°C.
Conectado a rede da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), o sistema terá potencial para gerar cerca de 3.500 MW/h, eletricidade suficiente para abastecer 1.600 habitações. Regulamentado em outubro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o projeto é pioneiro no programa governamental de moradias e foi criado através da parceria entre o Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal e a empresa Brasil Solair.
Com o investimento de 7 milhões de reais, as estruturas são disponibilizadas para cidadãos com faturamento de até três salários mínimos. Além disso, as tubulações de captação de calor do Morada do Salitre serão integradas às linhas de vapor de uma fábrica de pneus, em Feira de Santana (Bahia), ação que renderá R$ 90 a cada morador do condomínio e evitará que a indústria emita 2 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) num prazo de cinco anos.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Tratamento de esgoto doméstico com plantas é alternativa para evitar poluição dos rios

Pelo site Ciclovivo

Projetos de saneamento com plantas devolvem a água mais limpa ao meio ambiente.
Tratamento de esgoto doméstico com plantas é alternativa para evitar poluição dos rios
Quando o esgoto passa subterrâneo pelos tanques, as raízes consomem a matéria orgânica e os poluentes.

As informações são da palestra “Introdução ao Saneamento Ecológico”, ministrada por Rodolfo Almeida, ambientalista e presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu – SEAE, em Embu das Artes, cujo objetivo foi apresentar maneiras simples para tratar o esgoto unifamiliar, com a utilização de recursos naturais e economicamente viáveis.
Por lei, quando não existe coleta do efluente (esgoto) por empresas como a SABESP, o tratamento convencional deveria ser feito com fossa séptica, mas ela não remove todos os poluentes, que acabam lançados na natureza.

Segundo o palestrante, “nitrato, fostafato, hormônios e antibióticos não são neutralizados e voltam para rios e represas e, consequentemente, para as nossas torneiras. Além disso, desperdiça recursos que poderiam ser aproveitadas dos efluentes, como biogás (para energia) e lodo (para o adubação)”.
Em contrapartida, tratamentos com plantas são capazes de filtrar mais de 90% dos poluentes e remover até mesmo contaminação química. Existem alternativas para todos os gostos, com preços compatíveis e até mais baratos que os sistemas tradicionais. Entre eles está o tanque de evapotranspiração, círculo de bananeiras, jardim filtrante, fossa biodigestora, vermifiltro, biossistema e zonas de raízes (wetlands).
Alguns métodos podem ser praticados inclusive em urbanas, pois exigem pouco espaço. Eles podem atender desde residências individuais, pequenas comunidades ou até cidades inteiras. Podem também ser usados para completar o tratamento da água e colaborar com a saúde do meio ambiente.
Tratamento por plantas
Na zonas de raízes (wetlands), as plantas de espécies peculiares, como papiros, tairoba, aguapés, entre outras, atuam na absorção das substâncias poluentes que passam por suas raízes.
De um modo geral, o sistema conta com a fossa séptica tradicional e dois tanques de passagem (filtragem) que ficam sob a terra, cobertos com uma camada de pedra britada. Sobre a pedra, as plantas são cultivadas. Quando o esgoto passa subterrâneo pelos tanques, as raízes consomem a matéria orgânica e os poluentes, as bactérias eliminam coliformes fecais e outros organismos que causam doenças. Ao final do processo, a água tratada pode ser utilizada em lavagem de calçadas, irrigação de pomares e jardins, em lagos paisagísticos ou simplesmente devolvida ao ambiente.
Nesta opção, é importante atentar ao cálculo do tamanho do sistema de tratamento para evitar a ineficiência ou entupimentos, pois ocorre variação de acordo com a quantidade de pessoas que a residência costuma receber.
O projeto não traz qualquer risco de doenças a pessoas ou animais, tampouco cheiro desagradável, pois o esgoto corre abaixo do solo.

Chineses criam painel solar que gera energia a partir da chuva também

Pelo site Ciclovivo


A placa é capaz de aproveitar os raios do sol e os pingos de chuva, tornando-se eficiente em qualquer condição.


Chineses criam painel solar que gera energia a partir da chuva também
O sistema funciona graças a uma camada de grafeno incorporada à superfície das placas.


A energia solar é uma das grandes soluções e apostas globais para a produção de eletricidade com baixo impacto ambiental, seja em larga ou em pequena escala. No entanto, ela ainda enfrenta alguns entraves. O mais comum é a baixa produção em dias nublados ou chuvosos, mas, uma tecnologia pode mudar este cenário.
Um grupo de cientistas chineses, liderados por Qunweu Tang, Xiaopeng Wang, Peishi Yang e Benlin He, desenvolveu uma placa fotovoltaica que é capaz de produzir energia a partir dos raios solares e também pelas gotas de chuva, sendo eficiente independente das condições climáticas.
O sistema funciona graças a uma camada de grafeno incorporada à superfície das placas. O material é usado para revestir as células solares, mas também é um excelente condutor de eletricidade. Segundo o material publicado pelos cientistas, tudo o que é preciso para criar a tecnologia é uma mera camada de grafeno de um átomo de espessura, para que uma quantidade enorme de elétrons possa se mover pela superfície.
Quando a água está presente neste processo, o grafeno liga seus elétrons com íons carregados positivamente, o que é conhecido entre os cientistas como interação ácido-base de Lewis.
O sal contido na chuva se separa em íons, tornando grafeno e água uma ótima combinação para a produção de energia. A água realmente adere ao grafeno, formando uma camada dupla com os elétrons de grafeno. A diferença entre as camadas é tão forte, que gera energia.
Estas células solares podem ser estimuladas pela luz incidente em dias ensolarados e por pingos de chuva nos dias chuvosos, atingindo uma eficiência de conversão de energia ideal de 6,53% sob 1,5 de espessura de radiação, junto a uma tensão de centenas de mV por pingos de chuvas.