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domingo, 4 de março de 2018

Tesla duplicou suas vendas na China no ano passado e planeja expandir ainda mais em 2018

Pelo site Engenharia é




Oaumento das vendas no ano passado é provavelmente devido a uma súbita subida da demanda pelo Modelo X, que está se tornando muito popular no país. Esta é uma grande conquista, já que a empresa enfrentou algumas questões em seus estágios iniciais na China; mas sendo uma grande perspectiva comercial, a montadora não queria desistir do sonho do carro elétrico na China!
Quando falamos sobre o cenário do carro elétrico na China, é inevitável tocar o tema da sustentabilidade. A qualidade do ar na China atingiu valor mínimo de todos os tempos no ano de 2017. As camadas de poluição atmosférica tornaram-se tão espessas e perigosas que afetaram 460 milhões da população chinesa.
Já é hora da China buscar maneiras de reduzir a poluição. Sendo o país mais povoado do mundo, a China tem uma enorme quantidade de veículos que funcionam com combustíveis fósseis. Assim, a China concentrou seus esforços na adoção de veículos elétricos.
O governo chinês já está investindo bilhões de dólares na promoção de EVs. O governo já planejou instalar 800 mil pontos de recarga em todo o país. Em 2016, o país registrou 336 mil novos veículos elétricos em oposição ao escasso número de 160 mil registros nos EUA. Aqui é onde Tesla entra com seus carros elétricos. Até agora, Tesla ganhou mais de 2 bilhões de dólares.
Mas, a empresa não está apenas se concentrando em vender mais carros. O fabricante de automóveis elétricos está interessado em construir mais estações de recarga e estações de serviço por toda a China.
Para reduzir o custo, Tesla pensa em construir uma fábrica na China. Mas os sistemas de regulamentação chineses são um pouco mais complicados do que parecem. Quando um fabricante estrangeiro quer vender carros na China, eles podem fazê-lo apenas de duas maneiras:
Eles podem provavelmente fazer uma parceria com um parceiro chinês. A vantagem deste acordo é que eles não terão que pagar uma taxa elevada de impostos. A desvantagem é que a empresa estará em uma posição em que terá que compartilhar seus segredos comerciais com os parceiros.
O segundo método é adaptado de tal forma que o fabricante pode manter seus segredos seguros, mas eles terão que pagar uma taxa considerável alta pelo mesmo.
No momento, Tesla fez um acordo preliminar com o governo municipal de Xangai. A empresa terá a propriedade exclusiva da fábrica, mas terá que pagar as devidas taxas a menos que negocie uma isenção. A Tesla espera implementar tudo até o final do ano e iniciar o processo de produção em 2019.

Youtuber consegue cortar um coco usando papel

Pelo site Engenharia é




Neste vídeo foi feito o teste para tentar cortar objetos como um lápis, uma bola de borracha e um coco! Não estou brincando, você tem que assistir o vídeo por si mesmo, e ver se papel consegue cortar um coco mesmo.
Mr.Hacker, o YouTuber, oferece um rápido tutorial sobre como fazer um disco cortador de papel com dimensões e tudo. Então, por fim ele tem um disco de corte de papel.
A parte interessante deste vídeo é quando Mr.Hacker corta materiais difíceis como o pedaço de madeira em 3,09 minutos no vídeo. Você pode ver como o disco de papel se esforça para cortar a madeira. Ele lutou para conseguir o feito, mas uma vez que o cortador de papel fez, foi capaz de deslizar completamente através da madeira sem ser danificado.
Você pode ver o quanto ele lutou para cortar a medida que um leve sopro de fumaça foi distribuído para o fim. Um fenômeno de flambagem semelhante pode ser visto quando uma bola de borracha foi cortada. A bola de borracha foi ligeiramente resistente no início, mas acabou por entrar sob a força de rotação do moedor de papel.
Você pode usar este cortador de papel para qualquer um de seus trabalhos ao invés de comprar um disco de corte, apenas faça um por conta própria!
Veja o vídeo de como fazer no link abaixo:
https://youtu.be/eLXHLRa37_g

Pesquisador brasileiro cria uma plataforma que otimiza uso de recursos hídricos em bacias hidrográficas

Pela Agência Brasil




Opesquisador da Embrapa, cujo o nome é Lineu Neiva Rodrigues, se prepara para apresentar no 8º Fórum Mundial da Água uma plataforma de manejo de irrigação e recursos hídricos em bacias hidrográficas que está em desenvolvimento no órgão.
O sistema computacional utiliza equipamentos instalados no campo e imagens de satélite  para sugerir a melhor opção de irrigação para os produtores. “A ferramenta vai dar uma opção, uma sugestão de como podem utilizar a água. Mas a decisão é dos usuários”, disse. A plataforma busca contribuir para otimizar o uso dos recursos hídricos e a irrigação em uma determinada bacia, segundo o engenheiro agrícola.
Em entrevista a Agência Brasil, Lineu disse: “Esse projeto cria uma ferramenta para que os usuários, dentro da gestão compartilhada da água, possam indicar como essa água poderia ser utilizada. Estamos usando diversas ferramentas, inclusive imagens de satélites, para monitorar a quantidade de água que está sendo utilizada, e por meio desse monitoramento, poder informar ao agricultor quanta água ele está utilizando, quanto o vizinho dele está utilizando e o quanto de água tem no rio. É uma ferramenta computacional que depende de equipamentos instalados no campo. Com isso, a gente faz um balanço de água na bacia e vai informar o quanto de água está sendo demandado em determinado momento e se tem água suficiente para atender a demanda.”
E ainda acrescentou “Não queremos ficar com esse instrumento para nós pesquisadores nem para o governo. A ideia é fortalecer os usuários, os comitês de bacias hidrográficas, que essa ferramenta seja passada para as associações de irrigantes, de produtores, de tal forma que eles se organizem e tomem a decisão da melhor forma de usar a água dentro do critério de gestão compartilhada.”

Professor que desenhou o Word no quadro recebe ajuda da Microsoft

Pelo site Engenharia é




Essa semana o mundo inteiro viu as imagens de um professor ganês que, devido as dificuldades da sua escola que acabaram impossibilitam a aquisição de um computador, desenhou, ele mesmo, uma página de Word em um quadro. 
A notícia começou a circular mundialmente quando Owura Kwadwo publicou uma foto em seu Facebook pessoal mostrando o quadro negro com todos os detalhes presentes no editor de textos. Em pouco tempo, o professor começou a receber inúmeras ofertas de doação de notebooks para o seu trabalho com as crianças. A escola, localizada na área rural de Gana, não tem condições de pagar por um, muito menos dezenas de computadores, mas mesmo assim Kwadwo fez questão de que seus alunos se sintam familiarizados com as máquinas.
Entre essas ofertas, está a Microsoft que vai doar um computador para que Kwadwo possa explicar, num cenário real, as funcionalidades do processador de texto mais usado no Mundo. Além do computador, a Microsoft vai ainda, segundo o Sunday Times, disponibilizar material educativo e de desenvolvimento profissional para ele.

Empresa cria material que resiste ao fogo por até uma hora

Pelo site Engenharia é




Uma empresa chilena chamada Rootman criou um material de isolamento de parede totalmente natural que pode suportar fogo até uma hora antes de ser comprometida.
O produto eco-friendly parece uma excelente ideia em teoria, mas como, então, é criado? Outra questão que também vem à mente, naturalmente, é se o processo ou as matérias-primas envolvidas na criação do isolamento resultam em cortes de árvores que levam a conseqüências ambientais imprevistas. Isso, sem dúvida, apresentaria um cenário contra-intuitivo para a empresa.
Felizmente, no entanto, a resposta parece ser não. Com o aspecto de feno grosseiramente enrolado, o material versátil é formado a partir de sementes de várias plantas que sofrem um processo hidropônico, um método que também economiza água.
Além dos benefícios já citados, a empresa informa uma série de outros benefícios impressionantes para os seus materiais de isolação, tanto para o meio ambiente como em termos de eficiência de produção:
• O tempo não é um obstáculo no processo de produção.
• Não é necessário um custo adicional para produtos sintéticos ou químicos para sua fabricação.
• O consumo de água é relativamente menor do que com as alternativas.
As formas convencionais de isolamento, embora mais ou menos efetivas, apresentaram toda uma série de questões ambientais e de segurança amplamente divulgadas, algumas das quais incluem a poluição da água e do ar, bem como a erosão, com a porcentagem de conteúdo reciclado que está sendo usado em suas fabricação restante relativamente baixa. Veja abaixo o produto no link abaixo:
https://youtu.be/7db4khBveNI

sexta-feira, 2 de março de 2018

Este pendrive vai se vaporizar em 10s

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Este pendrive vai se vaporizar em 10s
Isto foi o que restou depois de um teste de vaporização - como se pode ver, bem-sucedido - de um chip com a tecnologia de eletrônica transitória.[Imagem: Cornell University]
Eletrônica transitória
Engenheiros da Universidade Cornell, nos EUA, demonstraram um novo método para vaporizar aparelhos eletrônicos remotamente, dando aos dispositivos a capacidade de desaparecer no ar - juntamente com seus valiosos dados - se caírem nas mãos erradas.
Essa capacidade de autodestruição é o cerne de uma tecnologia emergente conhecida como eletrônica transitória, ou transiente, na qual porções-chave de um circuito - ou todo o circuito - podem se desintegrar ou dissolver discretamente, sem explosões.
E como a vaporização não emite nenhum subproduto prejudicial, os engenheiros preveem aplicações biomédicas e ambientais, além da proteção de dados.
Chips que se autodestroem
Existem várias técnicas para desencadear a vaporização de um circuito eletrônico, cada uma com seus próprios inconvenientes. Alguns eletrônicos transitórios usam condutores solúveis que se dissolvem em contato com a água, obviamente exigindo a presença de umidade. Outros se desintegram quando atingem uma temperatura específica, exigindo que um elemento de aquecimento e uma fonte de energia estejam disponíveis.
Ved Gund e Amit Lal criaram uma arquitetura transitória que elimina essas desvantagens. Eles usaram um microchip de dióxido de silício dentro de um invólucro de policarbonato. O chip tem em seu interior cavidades microscópicas preenchidas com rubídio e bifluoreto de sódio, produtos químicos que podem reagir termicamente e decompor o microchip.
A reação térmica pode ser desencadeada remotamente usando ondas de rádio para abrir as válvulas de grafeno que mantêm os produtos químicos selados nas cavidades.
"O rubídio encapsulado então se oxida vigorosamente, liberando calor para vaporizar o invólucro de policarbonato e decompor o bifluoreto de sódio. Este último libera ácido fluorídrico de forma controlável, para derreter os componentes eletrônicos," disse Gund.
Sensores que se desintegram
A tecnologia também poderá ser integrada em nós de redes de sensores sem fio para uso em monitoramento ambiental. "Por exemplo, os sensores vaporizáveis podem ser usados em uma plataforma de internet das coisas para monitorar culturas ou coletar dados sobre nutrientes e umidade, e depois desaparecer quando tiverem completado essas tarefas," disse Gund.

A dupla já registrou uma patente para a tecnologia e agora pretende aprimorar a arquitetura com vistas a fazê-la chegar ao mercado.

Memórias preparam-se para saltar para a faixa dos terahertz

Redação do Site Inovação Tecnológica

Memórias preparam-se para saltar para a faixa do terahertz
Este gráfico ilustra as interações dos pulsos de luz terahertz (rosa) com um nanocompósito alinhado verticalmente. "B" é o campo magnético e "ETHz" é o campo elétrico THz. O filme nanocompósito inclui pilares minúsculos de óxido de zinco (ZnO) (vermelho) incorporados em uma matriz de manganita de estrôncio e lantânio (amarelo).[Imagem: Chris Sheehan]
Magnetorresistência colossal
Um material ferroelétrico na forma de uma película de espessura atômica mostrou-se capaz de gravar dados magnéticos em uma frequência na faixa dos terahertz, mais de 1.000 vezes a maior velocidade obtida nas memórias atuais.
A leitura e escrita de dados nessa frequência promete equipamentos eletrônicos operando em um novo patamar de velocidade.
Isto se tornou possível quando um filme de óxidos de perovskita apresentou o fenômeno conhecido como magnetorresistência colossal a temperatura ambiente.
Além disso, o fenômeno pode ser controlado por meio de alterações de temperatura, como nas memórias de mudança de fase, por magnetismo, como nos discos rígidos atuais, ou - ainda mais interessante quando o assunto é velocidade e baixo consumo de energia - por meio de pulsos de luz.
Diferente da magnetorresistência colossal convencional, observada sob campos magnéticos muito fortes e temperaturas criogênicas, o fenômeno observado nas perovskitas opera a temperatura ambiente e sob campos magnéticos de intensidade intermediária.
A demonstração é bastante inicial, mas os resultados indicam que esses materiais ferroelétricos emergentes são adequados para a construção de componentes ópticos e eletrônicos acima da atual faixa dos gigahertz.
"Isso sugere que a magnetorresistência colossal nas frequências THz pode encontrar uso em nanoeletrônica e em componentes óticos THz controlados por campos magnéticos," escreveu James Lloyd-Hughes, da Universidade de Warwick, que trabalhou com uma equipe do Reino Unido e dos EUA.

Bibliografia:

Colossal Terahertz magnetoresistance at room temperature in epitaxial La0.7Sr0.3MnO3 nanocomposites and single-phase thin films
James Lloyd-Hughes, C. D. W. Mosley, S. P. P. Jones, M. R. Lees, A. P. Chen, Q. X. Jia, E. M. Choi, J. L. MacManus-Driscoll
Nano Letters
Vol.: 17, 2506
DOI: 10.1021/acs.nanolett.7b00231

Tintas metálicas poderão ser cultivadas em vez de fabricadas

Redação do Site Inovação Tecnológica 




Bactérias coloridas podem ser cultivadas para produzir tintas metálicas
As colônias da bactéria Flavobacterium IR1 formam cristais fotônicos que interferem com a luz, gerando cores vivas. [Imagem: Sarah Collins/University of Cambridge]
Genética da cor estrutural
Acaba de ser identificado o código genético por trás de algumas das cores mais brilhantes e vibrantes da natureza.
Tendo em mãos as chaves da genética por trás dessas chamadas cores estruturais - como as que são vistas em asas de borboletas e penas de pavão - torna-se possível produzir em laboratório organismos estruturalmente coloridos.
Villads Egede Johansen, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, demonstrou como a genética pode mudar a cor e a aparência de determinados tipos de bactérias cujas colônias apresentam cores metálicas vivas.
Os resultados abrem a possibilidade de manipular geneticamente essas bactérias para a fabricação em larga escala de materiais nanoestruturados - tintas biodegradáveis e não-tóxicas que poderão ser "cultivadas", e não fabricadas quimicamente, por exemplo.
Bactérias com cores estruturais
Flavobacterium é um gênero de bactéria que se reúne em colônias altamente organizadas que apresentam cores metálicas impressionantes. Essas cores não vêm de pigmentos, mas da estrutura física das bactérias, que reflete a luz em determinados comprimentos de onda.
Até agora, todas as técnicas envolvendo a fabricação de cores estruturais envolvia a fabricação de detalhes em nanoescala sobre superfícies sólidas, o que pode ser muito mais complicado e mais caro do que fabricar uma tinta.
Bactérias coloridas podem ser cultivadas para produzir tintas metálicas
As manipulações genéticas permitem controlar as cores das bactérias. [Imagem: Villads Egede Johansen et al. - 10.1073/pnas.1716214115]
"É crucial mapear os genes responsáveis pela coloração estrutural para uma maior compreensão de como as nanoestruturas são projetadas na natureza," disse Johansen. "Este é o primeiro estudo sistemático dos genes subjacentes às cores estruturais - não só em bactérias, mas em qualquer sistema vivo".
Tintas de bactérias
De posse das informações, a equipe induziu mutações genéticas nas bactérias que resultaram em mudanças nas suas dimensões e na sua capacidade de movimentação, o que alterou a geometria das colônias. Ao mudar a geometria, a cor também mudou. As colônias passaram da cor verde metálica original para uma ampla faixa do espectro visível, do azul ao vermelho. Também foi possível produzir uma coloração mais esmaecida e mesmo fazer a cor desaparecer inteiramente.
"De um ponto de vista de aplicações práticas, este sistema bacteriano nos permite obter estruturas fotônicas vivas ajustáveis que podem ser reproduzidas em abundância, evitando métodos tradicionais de nanofabricação.
"Vemos um potencial no uso de colônias bacterianas como pigmentos fotônicos que podem ser prontamente otimizados para mudar a coloração sob estímulos externos e que podem se relacionar com outros tecidos vivos, adaptando-se a ambientes variáveis.
"O futuro está aberto para pinturas biodegradáveis em nossos carros e paredes - simplesmente cultivando exatamente a cor e aparência que desejarmos!" disse a professora Silvia Vignolini.

Bibliografia:

Living colors: Genetic manipulation of structural color in bacterial colonies
Villads Egede Johansen, Laura Cat, Raditijo Hamidjaja, Els Oosterink, Bodo D. Wilts, Torben Solbeck Rasmussen, Michael Mario Sherlock, Colin J. Ingham, Silvia Vignolin
Proceedings of the National Academy of Sciences
DOI: 10.1073/pnas.1716214115

Podem contar: Público aceitará muito bem existência de ETs

Com informações da ASU 

Podem contar: Público aceitará muito bem existência de ETs
Ainda não vimos uma nave alienígena, mas os cálculos indicam que, se você não acredita em ETs, então está contra as probabilidades.[Imagem: ESO/M. Kornmesser]









Como vamos receber os ETs
À medida que a tecnologia nos torna mais capazes de aferir se existem outras formas de vida no Universo, uma questão importante precisa ser respondida: Quando fizermos contato, como vamos lidar com isso? Será que nos sentiremos ameaçados e reagiremos com horror? Será que nos daremos bem com a notícia? Ou será que vamos simplesmente encolher os ombros como qualquer outra coisa com que temos de lidar em nosso mundo cada vez mais acelerado?
"Se estivéssemos cara a cara com uma vida de fora da Terra, nós na verdade ficaríamos bastante animados com isso," garante o professor Michael Varnum, da Universidade Estadual do Arizona, nos EUA. "Tem havido muita especulação sobre como podemos responder a esse tipo de notícia, mas até agora quase nenhuma pesquisa empírica sistemática [havia sido feita]".
Em um estudo piloto, Varnum e seus colegas analisaram a linguagem em artigos de jornais, revistas e sites sobre possíveis descobertas de vidas extraterrestres, analisando a natureza das reações à vida alienígena. Para isso, eles utilizaram um programa de computador que quantifica emoções, sentimentos, impulsos e outros estados psicológicos em textos escritos.
Os artigos no estudo piloto centraram-se no anúncio de micróbios marcianos extraterrestres possivelmente fossilizados em um meteorito (1996); o descobrimento em 2015 do escurecimento periódico em torno da Estrela de Tabby, que durante algum tempo se pensou indicar a presença de uma "esfera Dyson" construída artificialmente; e a descoberta, em 2017, de exoplanetas terrestres na zona habitável de uma estrela.
O levantamento constatou que a linguagem usada na cobertura desses eventos apresenta significativamente mais emoções positivas do que negativas.
Entusiasmo com os ETs
A equipe então partiu para entrevistar diretamente mais de 500 voluntários, pedindo-lhes para escrever sobre suas próprias reações hipotéticas e qual seria em sua opinião a reação da humanidade ao anúncio da descoberta de vida microbiana extraterrestre.
As respostas dos participantes também mostraram emoções significativamente mais positivas do que negativas, tanto ao contemplar suas próprias reações como as da humanidade como um todo. "Eu ficaria entusiasmado com as novidades. Seria emocionante, mesmo que fosse uma forma primitiva de vida," escreveu um participante típico.
A equipe também analisou as notícias mais recentes sobre as especulações de que o asteroide interestelar 'Oumuamua poderia ser uma nave espacial. Também neste caso, houve significativamente mais emoções positivas do que negativas, sugerindo que também podemos reagir positivamente à notícia da descoberta de evidências de vida inteligente - e não apenas micróbios - em outros lugares do Universo.
Varnum concluiu que seus estudos, "tomados em conjunto, sugerem que, se descobrirmos que não estamos sozinhos, vamos receber as notícias bastante bem."

Bibliografia:

How Will We React to the Discovery of Extraterrestrial Life?
Jung Yul Kwon, Hannah L. Bercovici, Katja Cunningham, Michael E. W. Varnum
Frontiers in Psychology
DOI: 10.3389/fpsyg.2017.02308

Gerador transforma oscilações de temperatura em eletricidade

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Gerador transforma oscilações de temperatura em eletricidade
Protótipo do sistema (dentro da caixa preta), instalado no telhado do laboratório. [Imagem: Justin Raymond]









Ressonador térmico
Os bem conhecidos geradores termoelétricos geram eletricidade quando um lado do dispositivo tem uma temperatura diferente da outra.
Agora, uma equipe do MIT, nos EUA, idealizou um novo gerador que converte flutuações de temperatura em energia elétrica - em vez de exigir duas entradas diferentes de temperatura ao mesmo tempo, o novo sistema tira proveito das oscilações na temperatura ambiente que ocorrem durante o ciclo dia-noite.
Essencialmente, um lado do dispositivo captura o calor, que depois se irradia lentamente para o outro lado. Um dos lados sempre fica "correndo atrás do outro" enquanto o sistema tenta alcançar o equilíbrio. Esta diferença perpétua de temperatura entre os dois lados pode ser recolhida através de materiais termoelétricos convencionais.
"É algo que pode ficar sobre uma mesa e gerar energia aparentemente do nada. Estamos rodeados por flutuações de temperatura de todas as frequências o tempo todo. É uma fonte de energia inexplorada," disse o professor Michael Strano.
O sistema, chamado de ressonador térmico, poderá viabilizar o funcionamento contínuo de sistemas de baixo consumo de energia - sistemas de sensores para monitoramento ambiental, por exemplo - durante anos, sem necessidade de outras fontes de energia ou baterias.
Efusividade térmica
Para produzir eletricidade a partir de ciclos de temperatura, a equipe desenvolveu um material otimizado para uma característica pouco conhecida, chamada efusividade térmica - uma propriedade que descreve a facilidade com que o material pode extrair o calor do seu entorno ou liberá-lo no ambiente.
A efusividade térmica combina as propriedades de condução térmica (rapidez com que o calor pode se propagar através de um material) e capacidade térmica (quanto calor pode ser armazenado em um determinado volume de material). Na maioria dos materiais, se uma dessas propriedades é alta, a outra tende a ser baixa - a cerâmica, por exemplo, tem alta capacidade térmica, mas baixa condutividade.
Quem conseguiu contornar esse problema foi o pesquisador Anton Cottrill, mediante uma combinação de materiais cuidadosamente selecionados. A estrutura básica é uma espuma metálica feita de cobre ou níquel, que é revestida com uma camada de grafeno para proporcionar uma maior condutividade térmica. Em seguida, a espuma é infundida em um tipo de cera chamada octadecano, um material de mudança de fase, que oscila entre sólido e líquido dentro de uma determinada gama de temperaturas escolhidas para uma determinada aplicação.
"O material de mudança de fase armazena o calor e o grafeno oferece uma condução muito rápida quando chega a hora de usar esse calor para produzir uma corrente elétrica," explicou Cottrill.
Gerador transforma oscilações de temperatura em eletricidade
O material pode ser ajustados para outros ciclos de frio e calor. [Imagem: Anton L. Cottrill et al. - 10.1038/s41467-018-03029-x]
Teste e aplicações práticas
Em resposta a uma diferença de temperatura de 10 graus Celsius entre a noite e o dia, uma pequena amostra do material produziu 350 milivolts de potencial e 1,3 miliwatt de potência - o suficiente para alimentar pequenos sensores ambientais ou sistemas de comunicação.
Embora os níveis de potência gerados pelo sistema até agora sejam modestos, o ressonador térmico superou um material piroelétrico comercial de tamanho idêntico - um método já conhecido para converter flutuações de temperatura em eletricidade - por um fator de mais de três em termos de energia por área.
Os testes iniciais foram feitos usando o ciclo diário de 24 horas da temperatura do ar ambiente, mas as propriedades do material podem ser ajustadas para possibilitar a colheita de outros tipos de ciclos de temperatura, como o calor do motor em uma geladeira ou de máquinas em instalações industriais, disse Cottrill.

Bibliografia:

Ultra-high thermal effusivity materials for resonant ambient thermal energy harvesting
Anton L. Cottrill, Albert Tianxiang Liu, Yuichiro Kunai, Volodymyr B. Koman, Amir Kaplan, Sayalee G. Mahajan, Pingwei Liu, Aubrey R. Toland, Michael S. Strano
Nature Communications
Vol.: 9, Article number: 664
DOI: 10.1038/s41467-018-03029-x

Animais serão monitorados pela Estação Espacial Internacional

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Animais serão monitorados pela Estação Espacial Internacional
A "internet dos animais" permitirá monitorar a vida silvestre em todo o globo. [Imagem: MPI for Ornithology]
Internet dos animais
No último dia 13 de Fevereiro, um foguete russo levou para a Estação Espacial Internacional as antenas que faltavam para completar a missão Icarus, desenvolvida por uma equipe do Instituto Max Planck (Alemanha) e da Agência Espacial Russa (Roscosmos).
O objetivo do sistema é monitorar a vida animal a partir do espaço, fornecendo informações inéditas sobre como as populações desses animais vivem e se movimentam.
O conjunto receptor poderá captar dados de pelo menos 15 milhões de transmissores fixados nos animais vivendo em qualquer ponto da Terra.
Os transmissores são ultraminiaturizados em relação às etiquetas que são fixadas nos animais hoje, pesando apenas cinco gramas cada uma. Com isto, mesmo pequenos pássaros migratórios poderão ser rastreados - os primeiros animais a serem equipados com as novas etiquetas Icarus serão melros.
"A partir de junho, iremos marcar cerca de 300 melros com nossos minitransmissores em 35 locais na Alemanha. Eles nos ajudarão a aprender onde as aves vivem, por onde voam e onde morrem," disse o professor Martin Wikelski, diretor da missão Icarus, que chama o projeto de uma "internet dos animais", em uma referência à internet das coisas.
Cerca de 150 pesquisadores ao redor do mundo já se inscreveram para rastrear a migração de animais, incluindo tartarugas marinhas, jaguares, morcegos e aves migratórias.
Animais serão monitorados pela Estação Espacial Internacional
Uma das antenas de recepção durante testes em laboratório. [Imagem: MPI for Ornithology/MaxCine]
Antenas para a vida silvestre
O sistema Icarus inclui três antenas de recepção, medindo entre um e dois metros de comprimento, e uma antena de transmissão - cada uma delas pesa cerca de 200 quilogramas.
As antenas receptoras, que possuem receptores montados em duas palhetas inclinadas, receberão sinais de uma área de 30 por 800 quilômetros. Como a trajetória da Estação Espacial move-se 2.500 quilômetros para o oeste cada vez que circunda o globo, as antenas de recepção podem cobrir até 80% da superfície da Terra em um dia.
A antena transmissora, por sua vez, permitirá enviar comandos de configuração para as etiquetas, bem como dados orbitais precisos de volta para a estação receptora.

Agora é só esperar que os astronautas programem a caminhada espacial para montar as antenas no lado de fora da Estação.

Velocidade da luz cai a zero em "pontos excepcionais"

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Velocidade da luz cai a zero nos
A chamada "luz congelada" - a luz totalmente parada - já está sendo usada em experimentos de computação óptica, que prometem de processadores de luz a vídeos holográficos 3D.[Imagem: U. Buffalo]








Parar a luz
Há algum tempo os físicos vêm conseguindo instalar aceleradores e freios na luz - já se demonstrou ser possível, por exemplo, diminuir velocidade da luz ou, no extremo oposto, fazer a luz viajar com velocidade infinita.
Agora, um trio do qual faz parte o professor Alexei Mailybaev, do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), no Rio de Janeiro, demonstrou como a luz pode ser brecada e até mesmo parada completamente usando uma técnica que envolve a captura da luz dentro de cristais ou de nuvens ultrafrias de átomos.
Ainda que alguns físicos venham defendendo que a velocidade da luz pode ser menor do que se calculava, é bom lembrar que os cálculos atuais estabelecem que a luz viaja a uma velocidade 299.792.458 metros por segundo.
Mailybaev e seus colegas demonstraram que o ponteiro desse velocímetro pode ser trazido a zero no que eles chamam de "pontos excepcionais", que são pontos onde dois modos de luz se juntam e coalescem. E esses pontos podem ser criados dentro de guias de ondas com a simetria adequada.
Pontos excepcionais
Ao contrário da maioria dos outros métodos que são usados para parar a luz, o trio garante que sua nova técnica poderá ser ajustada para funcionar com uma ampla gama de cores e larguras de banda, o que pode ser uma vantagem importante para futuras aplicações práticas.
Os pontos excepcionais para a parada da luz poderão ser criados nas guias de ondas variando os parâmetros de perda e ganho, de modo que dois modos de luz coalesçam - combinem-se em um novo modo único. Para evitar a perda da luz, algo comum nesse tipo de experimento, Mailybaev e seus colegas propõem guias de onda com simetria de tempo-paridade, uma vez que essa simetria garante que o ganho e a perda sejam sempre equilibrados. Como resultado, a intensidade da luz permanece constante quando a luz se aproxima do ponto excepcional, eliminando perdas.
Para liberar a luz parada e acelerá-la de volta à sua velocidade normal, basta que os parâmetros de ganho/perda sejam revertidos.
A característica mais importante do novo método, no entanto, é que os pontos excepcionais podem ser ajustados para funcionar com qualquer frequência de luz, novamente simplesmente ajustando os parâmetros de ganho e perda.
Agora que todos os cálculos estão feitos, resta que os físicos experimentalistas construam as guias de ondas e testem o novo método na prática.
A equipe afirma que este método também poderá funcionar com outros tipos de ondas, como as ondas sonoras - eles planejam investigar essa possibilidade a seguir.

Bibliografia:

Light Stops at Exceptional Points
Tamar Goldzak, Alexei A. Mailybaev, Nimrod Moiseyev
Physical Review Letters
Vol.: 120, 013901
DOI: 10.1103/PhysRevLett.120.013901

O que você tem quando cruza um avião com um submarino?

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Híbrido de avião e submarino voa como águia ou como raia
Imagem temporizada do pequeno drone saindo do modo submarino rumo a um voo em modo avião.[Imagem: Matthew Bryant]









Híbrido de avião e submarino
Engenheiros da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, demonstraram que é mesmo possível construir um híbrido de avião e submarino.
O protótipo navega sobre a superfície da água como um barco, mergulha como um submarino e depois decola verticalmente da água, passando a voar como um avião de pleno direito.
Como "voa" na água e no ar, o pequeno drone foi batizado de EagleRay, uma junção dos termos em inglês para águia e raia - mas ele não bate as asas como nenhum dos dois.
"Manter a vigilância aérea pode usar muita energia. O EagleRaypode economizar energia passando algum tempo na água. Por exemplo, ele pode rastrear um grupo veloz de golfinhos a partir do ar, depois passar um tempo na água se os golfinhos pararem para aproveitar um bom local de alimentação. O EagleRay pode então retomar o voo quando os golfinhos começarem a se mover novamente," disse Warren Weisler, um dos projetistas do aparelho.
O drone de demonstração tem um comprimento de 1,40 metro e uma envergadura de asas de 1,50 metro. Um motor elétrico aciona sua única hélice frontal, cuja velocidade é controlada conforme ele se movimenta na superfície da água, embaixo d'água ou no ar.
"No momento estamos desenvolvendo um controlador personalizado para o EagleRay," contou Weisler. "Os controladores existentes não foram projetados para um veículo que transite do ar para o mar e de volta - eles são projetados para ser um ou outro, sem uma etapa de transição."

Bibliografia:

Testing and Characterization of a Fixed Wing Cross-Domain Unmanned Vehicle Operating in Aerial and Underwater Environments
Warren Weisler, William Stewart, Mark B. Anderson, Kara J. Peters, Ashok Gopalarathnam, Matthew Bryant
IEEE Journal of Oceanic Engineering
Vol.: PP, Issue: 99 - Page(s): 1 - 14
DOI: 10.1109/JOE.2017.2742798

Inteligência artificial do bem demonstra "cooperação de máquina"

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Inteligência artificial do bem demonstra
Recentemente analistas se mostraram preocupados quando a inteligência artificial se mostrou capaz de fazer poesia.[Imagem: CC0 Creative Commons/Pixabay]









Software cooperativo
Os programas de computador - nomeadamente aqueles incluídos no campo da inteligência artificial - podem bater os seres humanos nos jogos mais complicados, como xadrez e Go.
Mas será possível ensinar esses programas a cooperar, negociar e transigir para se chegar a uma posição comum - em vez de competir?
Parece que sim, e parece também que a "cooperação de máquina" não apenas é possível, como algumas vezes pode ser mais eficaz do que a busca de um acordo entre os seres humanos.
"O objetivo final é entendermos a matemática por trás da cooperação com as pessoas e quais atributos a inteligência artificial precisa para desenvolver habilidades sociais. A inteligência artificial precisa ser capaz de responder a nós [humanos] e articular o que está fazendo. Ela tem que ser capaz de interagir com outras pessoas," defendeu Jacob Crandall, da Universidade Brigham Young, nos EUA.
Cooperação de máquina
Para demonstrar a capacidade das máquinas para chegarem a um acordo de benefícios mútuos, Crandall desenvolveu um algoritmo, chamado S#, e executou-o em uma série de jogos de dois jogadores para ver como esses dois jogadores cooperariam em certos relacionamentos - a equipe testou interações máquinas-máquina, humano-máquina e humano-humano.
Na maioria dos casos, os agentes de software programados com S# superaram os humanos na capacidade de chegar a acordos que beneficiassem ambas as partes.
"Dois humanos, se fossem honestos e leais um com o outro, teriam alcançado o mesmo desempenho das duas máquinas," disse Crandall. "Ocorre que cerca de metade dos humanos mente em algum ponto. Então, essencialmente, este algoritmo em particular está aprendendo quais características morais são boas. Ele está programado para não mentir, e também aprende a manter a cooperação tão logo ela emerge".
Inteligência artificial do bem
Os pesquisadores acreditam que essa demonstração inicial deverá ter implicações a longo prazo não apenas para as relações homem-máquina, tipicamente marcadas pela preocupação com os perigos que a inteligência artificial trará à humanidade, mas também para as relações humanas.
"Na sociedade, relacionamentos são desfeitos o tempo todo. Pessoas que eram amigas durante anos, de repente se tornam inimigas. Como as máquinas geralmente são melhores para alcançar esses acordos do que nós, elas podem nos ensinar a melhorar isso," disse Crandall.
Os resultados também são importantes para aqueles preocupados com o modo como os humanos podem manter o controle final sobre a inteligência artificial, demonstrando que, no final das contas, se queremos robôs responsáveis, podemos começar com humanos responsáveis.

Bibliografia:

Cooperating with machines
Jacob W. Crandall, Mayada Oudah, Tennom, Fatimah Ishowo-Oloko, Sherief Abdallah, Jean-François Bonnefon, Manuel Cebrian, Azim Shariff, Michael A. Goodrich, Iyad Rahwan
Nature Communications
Vol.: 9, Article number: 233
DOI: 10.1038/s41467-017-02597-8