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sábado, 6 de junho de 2020

10 melhores projetos arquitetônicos sustentáveis de 2020

Pelo site Ciclovivo


Fundação Ford
Desempenho energético, uso eficiente da água, design biofílico e muita criatividade. Confira as melhores soluções para a arquitetura.


Mais do que elemento um mero elemento, a sustentabilidade é parte integrante de qualquer projeto arquitetônico alinhado com as demandas atuais. Neste sentido, anualmente, o Comitê Ambiental do Instituto Americano de Arquitetos (AIA, na sigla em inglês) premia os 10 melhores projetos arquitetônicos que combinam alto design com desempenho de ponta em dez áreas principais. Os critérios de seleção incluem valores sociais, econômicos e ecológicos.
“Os 10 projetos vencedores ilustram as soluções que os arquitetos fornecem para a saúde e o bem-estar de nossas comunidades e do planeta”, afirma a instituição em comunicado. Confira abaixo os selecionados:

Centro de natureza ambiental e pré-escola, Newport Beach, Califórnia

LPA, Inc.
pré-escola Newport Beach

Voltada para crianças de 2 a 5 anos, esta pré-escola na Califórnia tem o intuito de fornecer educação focada na experiência prática na natureza. Para tanto, a própria comida é cultivada em uma horta orgânica local e todo o entorno é repleto de plantas nativas, que fornecem o habitat perfeito para pássaros e insetos. Por serem típicas da região, tal vegetação não requer irrigação.
Aproveitando o clima costeiro, o edifício, construído com materiais naturais e reciclados, é orientado para favorecer a ventilação natural. Não há sistema de refrigeração, apenas ventiladores de teto de baixo consumo energético. Além disso, a instalação de painéis solares gera até 60% mais energia do que o necessário. As medidas de eficiência hídrica, como acessórios e torneiras eficientes, reduzem o uso de água potável em 35%.

Biblioteca Central de Austin, Austin, Texas

Flato Architects + Joint Venture Shepley Bulfinch
Dois objetivos principais de sustentabilidade determinaram este projeto: a ideia é que seria a biblioteca mais iluminada do país e serviria como modelo de conservação de água para edifícios na região.
O coração do edifício é o átrio de seis andares, que fornece iluminação natural para mais de 80% dos espaços ocupados regularmente. A instalação é composta por espaços flexíveis e combinados, incluindo coleções e salas de leitura internas, varandas para leitura ao ar livre, espaços para criadores, refeições ao ar livre, um centro de tecnologia, café, livraria, centro de eventos, galeria de arte, cozinha e estacionamento. Um jardim para polinizadores e varandas de leitura atraem visitantes para se conectar com a natureza.
Um sistema de captação de água da chuva fornece água necessária para a irrigação das árvores verdes, como o jardim polinizador, e para as instalações sanitárias. A Biblioteca Central de Austin é o primeiro projeto público da cidade a obter a certificação LEED Platinum.

Porto de entrada terrestre nos EUA, Columbus, Novo México

Richter Architects
Fotos: Robert Reck 
Localizado no deserto de Chihuahuan, nesta passagem de fronteira circulam pedestres, veículos particulares, mercadorias comerciais (principalmente agrícolas) e mais de 800 crianças em idade escolar que vão à escola nos Estados Unidos.
O projeto buscou fornecer uma arquitetura que inspira e respeita todas as pessoa: abraça a cultura, conserva recursos, nutre a ecologia, protege o habitat, celebra a diversidade e transmite o amor pela terra. Painéis solares que aproveitam o sol do deserto, retenção de água pluvial e banheiros públicos com ventilação natural são apenas algumas das medidas adotadas.

Centro da Fundação Ford para Justiça Social, Nova York

Gensler
Fotos: Garrett Rowland
Este projeto é uma reforma da sede da Fundação Ford que existe desde os anos 60. Muitos espaços, acabamentos e móveis foram redesenhados. No processo, alcançou-se uma redução de 35% no consumo de energia e 66% de toda a água da chuva que cai é coletada em uma cisterna.
Outro ponto de destaque é que anteriormente, pela configuração dos espaços, apenas um grupo seleto de escritórios tinha uma visão privilegiada do átrio. Hoje, os poucos espaços fechados se alinham na extremidade externa do edifício, tornando o átrio visualmente acessível a todos. Neste átrio, uma variedade de plantas e árvores criam um belo cenário verdejante.

Edifício de Design John W. Olver, Amherst, Massachusetts

Leers Weinzapfel Associates
Maior edifício acadêmico a usar madeira laminada cruzada (CLT) dos Estados Unidos. Este projeto incorpora soluções estratégicas de engenharia para minimizar o uso de energia. Desta forma, o edifício Olver consome 54% menos energia do que um prédio universitário comum. Além disso, o espaço bem iluminado oferece conexão visual com diversos espaços, abraçando os objetivos de colaboração da universidade.
A inserção de plantas nativas, gerenciamento de águas pluviais e jardins de chuva criam ainda uma sala de aula ao ar livre.

Keller Center – Escola de Políticas Públicas de Harris, Chicago

Farr Associates e Woodhouse Tinucci Architects
Fotos: Tom Rossiter 
O campus da Universidade de Chicago está localizado em um ambiente urbano entre uma série de parques públicos conectados. Para se adequar ao seu entorno, a reforma do prédio contou com a inclusão de jardins com espécies nativas, um vidraça padrão biofílico amigável às aves.
Painéis solares no teto, clarabóias do tamanho certo e sombreamento solar fixo proporcionam ganhos térmicos passivos. Estando em uma área de muita chuva, para mitigar o escoamento, o Keller Center coleta e armazena as águas pluviais em uma cisterna.

Centro de Educação Marinha, Ocean Springs, Mississippi

Flato Architects e Unabridged Architecture
Centro de Educação Marinha (MEC) é o braço de educação e divulgação do Laboratório de Pesquisa da Costa do Golfo da Universidade do Sul do Mississippi. Após três destruições causadas por tempestades e furacões ficou claro que a nova instalação precisaria ser resiliente, sustentável e durável.
Cientes da capacidade das árvores para amortecer naturalmente o vento, a equipe conseguiu inserir a nova instalação na parte mais resiliente e protegida do local. Além disso, ao invés de uma única construção foram feitos edifícios menores agrupados em zonas antes dominadas por árvores invasoras ou enfraquecidas. O sistema de fundação usa pilares em forma de hélice para elevar os prédios e minimizar danos ao local.
O resfriamento natural é maximizado pela orientação do edifício, além de um sistema solar térmico que fornece água quente. Os responsáveis pelo projeto estimam que o centro consuma 47% menos energia que a média nacional deste tipo de edifício.
Mesmo com todos os cuidados, a equipe selecionou materiais de baixo impacto para evitar a contaminação do oceano no caso de um desastre natural.

UPCycle, Austin, Texas

Gensler
Nesta reforma empresarial, o antigo armazém opaco e pouco convidativo deu lugar a um prédio criativo cheio de luz, que incentiva a interação e a conexão. Foram removidos áreas de concreto para inserir espécies nativas e adaptativas. Varandas e pátios ao ar livre incentivam os funcionários a se conectarem com o exterior.
Todos os equipamentos selecionados no projeto atendem ou excedem os requisitos mínimos de redução de água LEED para gerenciar o uso da água. No quesito energético, novos sistemas foram instalados para melhorar a ventilação e iluminação natural.

O seis, Los Angeles

Brooks + Scarpa
Localizado em um antigo estacionamento, o edifício foi projetado para pessoas em situação de rua e deficientes. Devido ao clima ameno, seco e ensolarado de Los Angeles, várias estratégias de design passivas foram utilizadas. Entre as aplicações sustentáveis destacamos a orientação do prédio que maximiza a ventilação cruzada e iluminação natural, a retenção de água da chuva (95% das superfícies captam água pluvial de alguma forma) e a grande incorporação de áreas verdes. O prédio foi projetado para que mais de 30% do local seja composto por paisagismo vegetativo ou superfícies permeáveis.
Os quartos individuais são pequenos, logo, para compensar, foi construída uma grande sala de recreação com cozinha e área de estar, que permite aos inquilinos socializar, cozinhar juntos e aproveitar o espaço comum.

Sede da Etsy, Nova York

Gensler
Fotos: Garrett Rowland
Para construir sua sede, a empresa de comércio eletrônico adaptou um prédio industrial no Brooklyn. Isso por si só já garantiu uma grande redução de recursos. O projeto incorporou vegetação abundante em ambientes internos e externos e princípios do design biofílico.
O telhado cede espaço para placas solares e a companhia ainda compra energia adicional para garantir que o abastecimento seja 100% de fontes renováveis. Também no telhado, e áreas comuns, floreiras e paredes verdes trazem o verde para o local de trabalho. As plantas cultivadas são nativas, algumas são raízes comestíveis, e são irrigadas com água captada da chuva.


Aqui trouxemos um pouco de cada projeto, mas como dissemos no início foram 10 os critérios para escolha. 
Confira os detalhes de cada projeto em https://www.aia.org/resources/6280238-2020-cote-top-ten-awards

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Árvores têm potencial para serem geradoras de eletricidade para nossas cidades

Pelo site Engenharia É



Já pensou se as árvores pudessem gerar eletricidade? Nós não precisaríamos mais de combustíveis fósseis, de usinas hidrelétricas ou até mesmo as nucleares. Este pensamento que mais parece utopia tem condições técnicas de se tornar realidade.
Pesquisadores têm trabalhado nessas árvores especiais a partir de experimentos que envolvem o efeito triboelétrico na folhagem das plantas. O fenômeno acontece quando certos materiais são atritados e depois são separados, gerando assim a eletricidade.
Folhas, que são positivamente carregadas, produzem pequenas quantidades de eletricidade quando entram em contato com o tronco da árvore ou com qualquer outro material negativamente carregado. A equipe de pesquisadores pretende captar esta capacidade energética em uma micro rede biológica.

Para transformar árvores em geradores com uma eficiência de eletricidade, os pesquisadores usaram técnicas de biologia sintética, também conhecido como engenharia genética, em uma árvore olmo. Eles interferiram na formação dos galhos, aumentaram a grossura e densidade das folhas, adicionaram genes que repelem pragas e aceleraram a taxa de crescimento de tais plantas.
A eletricidade coletada das folhas seria conduzida pelo tronco da árvore até uma estrutura subterrânea que contém uma bateria que pode armazenar até 103kH/h de eletricidade.

“Uma árvore pode alimentar sete casas americanas, e americanos consumem muita energia!”, diz Catalina Lotero, designer industrial integrante da equipe multidisciplinar.
O projeto foi apresentado em uma conferência recente na África do Sul.
O resultado final deste trabalho provavelmente só será visto daqui e algumas décadas, já que é necessário esperar pelo ciclo de crescimento de árvores, e Olmos levam 40 anos para chegar à fase, digamos que adulta.
Entretanto, a equipe reflete sobre as implicações éticas deste trabalho. Se o mundo tivesse acesso à esse tipo lucrativo de árvore, isso poderia impactar negativamente a diversidade de vários biomas. “E se as pessoas se empolgarem com essas árvores e retirarem plantações, árvores frutíferas… o que aconteceria com a vida selvagem?”, indaga ela. “É eticamente correto usar algo que está vivo e alterá-lo como um produto?”
Empresas de tecnologia têm se voltado cada vez mais para etinicistas que podem refletir sobre implicações éticas de produtos de Inteligência Artificial antes que os projetos sigam em frente. Uma empresa especializada nesse serviço é a Unintended Consequences of Tecnology Lab, em São Francisco, nos Estados Unidos.
Uma das financiadoras da pesquisa, a Tokyo Gas, não está pressionando a equipe para que desenvolva logo a árvore, o que é muito importante. “Eu acho que como designers, pesquisadores, arquitetos, cientistas e todos os outros que estão projetando o futuro, temos que reservar um tempo para pensar no pior cenário de cada projeto”, conclui Lotero.

Motores elétricos precisam de revolução na linha de montagem

Redação do Site Inovação Tecnológica

Motores elétricos precisam de revolução na linha de montagem
Motor elétrico automotivo - para veículos totalmente elétricos - adaptado ao espaço de instalação.
[Imagem: Schaeffler]

Fordismo para carros elétricos

O fordismo - a linha de montagem, o processo produtivo idealizado por Henry Ford - foi a revolução que viabilizou a expansão da indústria automobilística, responsável por impulsionar a economia mundial por mais de um século.
Então, se os carros elétricos pretendem mesmo tomar a dianteira, aposentando de vez os motores a combustão, então precisaremos providenciar uma "revolução fordista para os motores elétricos", defende Jürgen Fleischer, do Instituto de Tecnologia Karlsruhe, na Alemanha.
Atualmente, os motores elétricos automotivos são produzidos principalmente em pequenos lotes ou com baixa produtividade, em fábricas apenas parcialmente automatizadas, em linhas de transferência altamente especializadas, mas muito inflexíveis, e onde não é incomum encontrar processos ainda sendo realizados manualmente, destaca o engenheiro.
Por isso, ele e sua equipe estão apostando no desenvolvimento de um novo sistema de produção mais ágil e baseado em um produto modular, o que permitirá sua aplicação a motores elétricos de várias tecnologias.
"Dessa forma, permitiremos uma futura produção flexível, mas ainda economicamente eficiente, de vários modelos e quantidades de motores elétricos baseados em várias tecnologias. Isso permitirá que efeitos de escala de redução de custo sejam usados para várias séries de produtos e tecnologias de fabricação," disse Fleischer.
Motores elétricos precisam de revolução na linha de montagem
Este é um protótipo de estator com um enrolamento de fio plano compacto, produzido com a ajuda da nova tecnologia de fabricação.
[Imagem: Gehring]
Motores elétricos automotivos
A equipe está trabalhando em três projetos parciais paralelos: O primeiro é um kit de produto integrado baseado em estruturas modulares e robustas e métodos flexíveis de desenvolvimento e projeto; o segundo projeto parcial abrange as estruturas e tecnologias necessárias para os sistemas flexíveis; e o terceiro projeto parcial tem como objetivo comercializar o sistema de produção, de modo que os resultados do projeto de pesquisa possam ser transferidos para a escala industrial.
Além disso, soluções parciais e o sistema completo para o desenvolvimento ágil de motores elétricos automotivos estão passando por validações técnicas e econômicas.
"Um sistema de produção ágil baseado em um processo de desenvolvimento de produto integrado será decisivo para o sucesso econômico da nossa abordagem flexível," explica Fleischer. "O sistema é capaz de acomodar mudanças e é caracterizado por elementos modulares de fabricação, interfaces padronizadas e conceitos de dimensionamento. Dessa forma, ele pode responder com flexibilidade às mudanças nos requisitos de mercado e tecnologia."
A expectativa é que tudo isso ajude a reduzir o risco empresarial e facilite a adoção da tecnologia flexível.

Siderúrgica sueca é primeira no mundo a usar hidrogênio para produzir aço

Redação do Site Inovação Tecnológica

Siderúrgica sueca é primeira no mundo a usar hidrogênio para produzir aço
A principal preocupação era se a qualidade do aço não seria afetada pelo aquecimento com hidrogênio.
[Imagem: Ebba Persson/Ovako]

Hidrogênio na siderurgia

A siderúrgica sueca Ovako tornou-se a primeira no mundo a usar hidrogênio para aquecer o aço antes da laminação, que é a última etapa no processo de fabricação da liga de ferro e carbono.
A empresa anunciou que o primeiro teste em larga escala foi concluído com sucesso, mostrando que o aquecimento com hidrogênio não afeta a qualidade do aço.
O uso de hidrogênio para aquecimento promete um grande efeito positivo para o meio ambiente, uma vez que a única emissão gerada pela combustão do gás é o vapor de água.
Isto representa um desenvolvimento crucial para a indústria siderúrgica, historicamente associada com a queima do carvão e com a emissão de uma pesada carga de poluentes no meio ambiente.
O teste em escala industrial, feito na usina de Hofors, comprovou que as emissões de dióxido de carbono da laminação do aço podem ser totalmente eliminadas caso o hidrogênio possa ser produzido de forma limpa.
"Este é um grande desenvolvimento para a indústria siderúrgica. É a primeira vez que o hidrogênio é usado para aquecer o aço em um ambiente de produção real. Graças ao teste, sabemos que o hidrogênio pode ser usado de forma simples e flexível, sem afetar a qualidade do aço, o que pode significar uma redução muito grande na pegada de carbono," disse Göran Nyström, da Ovako.
Hidrogênio cinza e hidrogênio verde
A empresa estima que o investimento inicial garantirá um corte de 200.000 toneladas na emissão de dióxido de carbono a cada ano. E isso é só o começo, anunciou a empresa: "Nós realizamos este teste de forma que ele possa ser reproduzido em grande escala em Hofors e em nossas outras usinas de laminação," disse Anders Lugnet, responsável pela área de tecnologia da empresa.
O hidrogênio é considerado um combustível limpo por excelência em termos de sua combustão. Contudo, atualmente sua produção envolve o uso de derivados do petróleo, como o gás natural, o que significa que sua pegada ambiental total não é zero - por isso o hidrogênio vendido comercialmente hoje é conhecido como "hidrogênio cinza". Novas tecnologias para alcançar o fim definitivo das emissões incluem o chamado hidrogênio solar, que envolve a produção do hidrogênio a partir da hidrólise da água usando energia solar.