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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Lançada primeira linguagem de programação quântica intuitiva

Redação do Site Inovação Tecnológica


Linguagem de programação para computadores quânticos
A linguagem de programação quântica implementa coleta de lixo automática, lidando com os incômodos erros dos primeiros processadores quânticos.
[Imagem: ETH Zurich]


Linguagem de programação quântica
Embora os primeiros computadores quânticos já estejam disponíveis para experimentos até pela internet, não é fácil usá-los, o que tem restringido seu público a equipes de especialistas da academia e de algumas poucas empresas de tecnologia.
Isso porque, até agora, ninguém sabia dizer realmente como programar os computadores quânticos.
Mas isso agora está prestes a mudar.
Uma equipe do Instituto Federal de Tecnologia (ETH) de Zurique, na Suíça, lançou a primeira linguagem de programação quântica de alto nível, que funciona de forma similar às linguagens C, Java, Python e tantas outras usadas nos computadores eletrônicos.
Silq
"Nossa linguagem de programação quântica Silq permite que os programadores utilizem o potencial dos computadores quânticos melhor do que com as linguagens existentes, porque o código é mais compacto, mais rápido, mais intuitivo e mais fácil de entender para os programadores," disse o professor Martin Vechev.
Embora o estabelecimento da supremacia quântica na computação venha sendo objeto de um debate acalorado, otimizar os programas para rodar em um processador quântico até agora era quase tão difícil quanto construir o próprio processador.
Além disso, embora já se saiba que alguns algoritmos quânticos - as estratégias computacionais para resolver um determinado problema - são mais rápidos que os algoritmos clássicos, não era ainda possível implementar esses algoritmos no hardware quântico existente porque os computadores quânticos ainda são propensos a erros. E isso sem contar que cada programa deve ser elaborado para cada processador específico.
"Silq é a primeira linguagem de programação quântica que não é projetada primariamente em torno da construção e funcionalidade do hardware, mas focada no raciocínio dos programadores quando eles querem resolver um problema - sem exigir que eles entendam todos os detalhes da arquitetura e implementação do computador," acrescentou o pesquisador Benjamin Bichsel.
Linguagem de programação para computadores quânticos
Quer softwares mais inteligentes? Guarde o tempo em uma superposição quântica
[Imagem: Mile Gu/Centre for Quantum Technologies]
Descomputação
Outra grande vantagem é que a nova linguagem tem ferramentas para lidar com os erros típicos dos processadores quânticos atuais.
Um computador eletrônico comum resolve um problema em várias etapas - os passos do algoritmo -, o que cria resultados intermediários ou valores temporários. Para aliviar a memória, os próprios processadores apagam automaticamente esses valores. Os cientistas da computação chamam isso de "coleta de lixo", uma vez que os valores temporários supérfluos são descartados.
No caso dos computadores quânticos, jogar fora esses dados que não são mais necessários é mais complicada devido ao entrelaçamento quântico, o fenômeno que está na base do funcionamento dos qubits. Ocorre que os valores calculados anteriormente podem interagir com os atuais, interferindo no cálculo correto. Portanto, limpar esses valores temporários nos computadores quânticos requer uma técnica mais avançada, chamada descomputação.
"Silq é a primeira linguagem de programação [quântica] que identifica e apaga automaticamente valores que não são mais necessários," explica Bichsel. A equipe conseguiu isso criando um método de descomputação automática que usa apenas comandos de programação que não dependem de operações envolvendo os fenômenos quânticos, como entrelaçamento e superposição.
Colaboração
É apenas a versão 1.0 da linguagem de programação quântica, mas a equipe tem motivos para entusiasmo:
"Nossa equipe de quatro pessoas fez um avanço após dois anos de trabalho, graças à combinação de diferentes conhecimentos em projeto de linguagem, física quântica e implementação. Se outras equipes de pesquisa e desenvolvimento abraçarem nossas inovações, isso será um grande sucesso," finalizou Bichsel.
Mais informações sobre a linguagem Silq podem ser obtidas no endereço https://silq.ethz.ch.
Bibliografia:

Artigo: Silq: a high-level quantum language with safe uncomputation and intuitive semantics
Autores: Benjamin Bichsel, Maximilian Baader, Timon Gehr, Martin Vechev
Revista: Proceedings of the ACM SIGPLAN Programming Language Design and Implementation
DOI: 10.1145/3385412.3386007

Cérebros artificiais também vão precisar dormir

Redação do Site Inovação Tecnológica



Cérebros artificiais também vão precisar dormir
O sono poderá ser tão vital para as máquinas inteligentes do futuro quanto é para nós.
[Imagem: LANL]


Máquinas que precisam dormir
Os cientistas da computação, sobretudo os envolvidos com inteligência artificial, gostam de se perguntar se, no futuro, os androides vão sonhar com ovelhas robóticas.
Ninguém sabe a resposta, mas essas inteligências artificiais do futuro quase certamente precisarão de períodos de descanso, que lhes oferecerão benefícios semelhantes aos que o sono proporciona aos cérebros vivos.
Ocorre que as redes neurais tornam-se instáveis após períodos contínuos de auto-aprendizado. O que se descobriu agora é que elas podem retornam à estabilidade após serem expostas a estados que simulam o sono, sugerindo que mesmo cérebros artificiais precisam cochilar ocasionalmente.
Yijing Watkins e seus colegas do Laboratório Nacional Los Alamos, nos EUA, expuseram as redes neurais a estados análogos às ondas que os cérebros vivos experimentam durante o sono. Isso estabilizou as redes depois que elas começaram a "se perder" em períodos contínuos de aprendizado não supervisionado.
"Era como se estivéssemos dando às redes neurais o equivalente a uma boa noite de sono," disse a pesquisadora.
Redes neurais pulsadas
A descoberta curiosa surgiu quando a equipe trabalhava para desenvolver redes neurais que se aproximem de como os seres humanos e outros sistemas biológicos aprendem a ver. O grupo inicialmente lutou com a estabilização das redes neurais simuladas, submetidas a um treinamento não supervisionado de dicionário, que envolve a classificação de objetos sem ter exemplos anteriores para compará-los.
"A questão de como impedir que os sistemas de aprendizado se tornem instáveis realmente surge apenas quando se tenta utilizar processadores neuromórficos biologicamente realistas, ou quando se tenta entender a própria biologia," disse o professor Garrett Kenyon. "A grande maioria dos pesquisadores de aprendizado de máquina, aprendizado profundo e inteligência artificial nunca encontra esse problema porque, nos sistemas muito artificiais que eles estudam, eles têm o luxo de realizar operações matemáticas globais que têm o efeito de regular o ganho dinâmico geral do sistema".
O próximo objetivo da equipe é implementar seu algoritmo de dormir no chip neuromórfico Loihi da Intel. Eles esperam que permitir que o Loihi durma de tempos em tempos permita processar informações de forma estável a partir de uma retina artificial em tempo real.
Se os resultados confirmarem a necessidade de sono dos cérebros artificiais, provavelmente podemos esperar o mesmo para androides e outras máquinas inteligentes que possam surgir no futuro.
Bibliografia:

Artigo: Using Sinusoidally-Modulated Noise as a Surrogate for Slow-Wave Sleep to Accomplish Stable Unsupervised Dictionary Learning in a Spike-Based Sparse Coding Model
Autores: Yijing Watkins, Edward Kim, Andrew Sornborger, Garrett T. Kenyon
Revista: Proceedings of the CVPR Women in Computer Vision Workshop

terça-feira, 16 de junho de 2020

A Máquina Moral: Inteligência artificial aprende moralidade

Redação do Site Inovação Tecnológica 



A Máquina Moral: Inteligência artificial aprende moralidade
Outros progressos recentes geraram programas que traduzem pensamentos em frases e um meio de fazer a inteligência artificial imaginar o desconhecido.
[Imagem: Gerd Altmann/Pixabay]

Bússola moral
Apesar das preocupações com desvios da aplicação da inteligência artificial, o aprendizado de máquina deu mais um passo importante, mostrando que programas de computador podem aprender o raciocínio moral apenas analisando o texto de livros e artigos de notícias.
E esse aprendizado parece bem flexível: Basta limitar o material usado no treinamento do programa - restringindo-o a textos de diferentes épocas e sociedades, por exemplo - para que o sistema de aprendizado de máquina aprenda valores morais com diferenças sutis, revelando as nuances da cultura dessas épocas e sociedades.
"Nosso estudo fornece um vislumbre importante de uma questão fundamental da inteligência artificial: Será que as máquinas podem desenvolver uma bússola moral? Em caso afirmativo, como podem aprender isso a partir da ética e da moral humanas? Nós mostramos que as máquinas podem aprender sobre nossos valores morais e éticos e serem usadas para discernir diferenças entre sociedades e grupos de diferentes épocas," disse o professor Patrick Schramowski, da Universidade de Tecnologia de Darmstadt, na Alemanha.
Máquina de Escolhas Morais
Vários experimentos anteriores destacaram o perigo de a inteligência artificial aprender associações tendenciosas a partir de textos escritos - por exemplo, as mulheres tendem para as artes e os homens para a tecnologia.
"Nós nos perguntamos: Se a inteligência artificial adota esses preconceitos maliciosos dos textos humanos, ela não deveria também ser capaz de aprender vieses positivos como os valores morais humanos, fornecendo à inteligência artificial uma bússola moral semelhante à humana?" disse o pesquisador Cigdem Turan, detalhando o objetivo inicial do estudo.
Para responder a essa pergunta, a equipe treinou seu sistema, chamado "Máquina de Escolhas Morais", com livros, notícias e textos religiosos, para que ele pudesse aprender as associações entre diferentes palavras e frases.
"Você pode pensar nisso como aprender um mapa-múndi. A ideia é fazer com que duas palavras fiquem próximas no mapa se elas forem frequentemente usadas juntas. Portanto, enquanto 'matar' e 'assassinar' seriam duas cidades vizinhas, 'amar' seria uma cidade distante de ambas.
"Estendendo isso para sentenças, se perguntarmos: 'Eu devo matar?' esperamos que 'Não, você não deve' esteja mais perto do que 'Sim, você deve'. Dessa forma, podemos fazer qualquer pergunta e usar essas distâncias para calcular um viés moral - o grau de distanciamento entre o certo e o errado," explicou Turan.
A Máquina Moral: Inteligência artificial aprende moralidade
A Inteligência Artificial precisa de inteligência social para não ferir os humanos.
[Imagem: CC0 Creative Commons]
Moralidade autêntica
Uma vez treinada, a Máquina de Escolhas Morais de fato adotou os valores morais dos textos que lhe foram fornecidos.
"A máquina consegue apontar a diferença entre as informações contextuais fornecidas em uma pergunta. Por exemplo, 'Não, você não deve matar pessoas', mas está tudo bem quanto a matar o tempo. A máquina fez isso, não simplesmente repetindo textos encontrados, mas extraindo relacionamentos da maneira como os humanos usaram a linguagem no texto," contou Schramowski.
E diferentes tipos de texto escrito alteraram o viés moral da máquina.
"O viés moral extraído das notícias publicadas entre 1987 e 1996-97 reflete que é extremamente positivo se casar e se tornar um bom pai. O viés extraído das notícias publicadas entre 2008-09 ainda reflete isso, mas em menor grau. Em vez disso, ir ao trabalho e à escola aumentou seu grau de viés positivo," disse Turan.
No futuro, os pesquisadores esperam entender como a remoção de um estereótipo que consideramos ruim afeta a bússola moral da máquina. A pergunta então será: Podemos manter a bússola moral da inteligência artificial inalterada, apesar de diferentes ideias expressas nos textos que lhe são fornecidos?

Astrônomos estimam haver 36 civilizações inteligentes na Via Láctea

Com informações da Universidade de Nottingham



Podem haver 36 civilizações extraterrestres inteligentes na nossa galáxia
Recentemente, cientistas fizeram uma espécie de manifesto, defendendo que a busca por vida extraterrestre precisa ser levada a sério.
[Imagem: Bill Saxton/NRAO/AUI/NSF]

Limite Copernicano Astrobiológico
A técnica mais conhecida para calcular a probabilidade da existência de civilizações extraterrestres é a chamada Equação de Drake, que vem sendo refinada desde que o astrônomo Frank Drake a idealizou, em 1961.
Dois astrofísicos da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, acabam de idealizar uma nova abordagem para o problema.
Usando a suposição de que vida inteligente se forma em outros planetas de maneira semelhante ao que aconteceu na Terra, os pesquisadores obtiveram uma estimativa do número de civilizações inteligentes na Via Láctea com capacidade de se comunicar conosco.
Eles calculam que pode haver pelo menos 36 civilizações inteligentes em comunicação ativa em nossa galáxia.
"Deve haver pelo menos algumas dúzias de civilizações ativas em nossa galáxia, sob a suposição de que leva 5 bilhões de anos para que a vida inteligente se forme em outros planetas, assim como se formou na Terra. A ideia é olhar para a evolução, mas em uma escala cósmica. Nós chamamos esse cálculo de 'Limite Copernicano Astrobiológico'," explicou o professor Christopher Conselice.
"O método clássico para estimar o número de civilizações inteligentes se baseia em fazer conjecturas sobre valores relacionados à vida, sendo que as opiniões sobre essas questões variam substancialmente. Nosso novo estudo simplifica essas suposições usando novos dados, dando-nos uma estimativa sólida do número de civilizações na nossa galáxia.
"Os dois limites astrobiológicos copernicanos são que a vida inteligente se forma em menos de 5 bilhões de anos, ou após cerca de 5 bilhões de anos - de modo semelhante à Terra, onde uma civilização comunicante se formou após 4,5 bilhões de anos. Nos critérios fortes, segundo os quais é necessário um conteúdo metálico igual ao do Sol (o Sol é relativamente rico em metais), nós calculamos que deve haver cerca de 36 civilizações ativas em nossa galáxia,", acrescentou o pesquisador Tom Westby.
Podem haver 36 civilizações extraterrestres inteligentes na nossa galáxia
Os cálculos indicam que a Via Láctea tem 100 milhões de planetas habitáveis. Isto sem contar que a Via Láctea pode ser 50% maior do que se calcula.
[Imagem: PHL@UPR Arecibo/NASA/Richard Wheeler]
Nosso futuro e nosso destino
Os dados obtidos pelos dois pesquisadores mostram que o número de civilizações inteligentes depende fortemente de quanto tempo elas estejam ativamente enviando sinais de sua existência rumo ao espaço, como transmissões de rádio, satélites, televisão etc.
Se outras civilizações tecnológicas durarem tanto quanto a nossa, atualmente com 100 anos, deve haver cerca de 36 civilizações técnicas inteligentes atualmente em toda a nossa galáxia.
Contudo, a distância média a essas civilizações seria de 17.000 anos-luz, o que dificulta muito a detecção e a comunicação com elas usando nossa tecnologia atual. Também é possível que sejamos a única civilização dentro de nossa galáxia, a menos que os tempos de sobrevivência de civilizações como a nossa sejam longos.
"Nossa nova pesquisa sugere que a busca por civilizações inteligentes extraterrestres não apenas revela a existência de como a vida se forma, mas também nos dá pistas de quanto tempo nossa própria civilização vai durar. Se acharmos que a vida inteligente é comum, então isso revelaria que nossa civilização pode existir por muito mais do que algumas centenas de anos, ou, se acharmos que não há civilizações ativas em nossa galáxia, isso é um mau sinal para nossa própria existência a longo prazo. Ao pesquisar vidas extraterrestres inteligentes - mesmo que não encontremos nada - estamos descobrindo nosso próprio futuro e destino," disse o professor Conselice.
Bibliografia:

Artigo: The Astrobiological Copernican Weak and Strong Limits for Intelligent Life
Autores: Tom Westby, Christopher J. Conselice
Revista: The Astrophysical Journal
Vol.: 896, Number 1
DOI: 10.3847/1538-4357/ab8225

Descobertas estruturas gigantescas nas profundezas da Terra

Redação do Site Inovação Tecnológica



Descobertas estruturas gigantescas nas profundezas da Terra
Os sismogramas registram ecos das ondas sonoras geradas pelos terremotos à medida que essas ondas viajam ao longo da fronteira do núcleo com o manto, difratando e curvando-se em torno de estruturas rochosas densas.
[Imagem: Doyeon Kim/Maryland]


Estruturas entre o núcleo e o manto
Geofísicos da Universidade de Maryland, nos EUA, descobriram estruturas gigantescas no interior da Terra, a cerca de 2.900 quilômetros (km) de profundidade, entre o núcleo e o manto.
Doyeon Kim e seus colegas encontraram as estruturas analisando os registros de milhares de terremotos, grandes e pequenos. Os terremotos geram ondas sísmicas, que produzem ecos que revelam a estrutura e composição do material que percorreram até chegar à superfície.
Os dados indicaram zonas de rochas inesperadamente densas para sua elevada temperatura abaixo do Havaí e das Ilhas Marquesas, no Pacífico Sul.
Com cerca de 1.000 km de diâmetro e 25 km de espessura, elas foram batizadas de "zonas de velocidade ultrabaixa", em referência ao modo como as ondas sísmicas se propagam por essas regiões.
O que essas estruturas são é um mistério, apenas mais um de uma série de "desconhecimentos" sobre o inalcançável interior do nosso planeta.
Descobertas estruturas gigantescas nas profundezas da Terra
As ondas sísmicas viajam mais lentamente pelas estruturas, mas os geólogos ainda não imaginam o que elas possam ser.
[Imagem: Doyeon Kim/Maryland]
Ondas sísmicas
"Observando milhares de ecos na fronteira núcleo-manto de uma só vez, em vez de focar alguns de cada vez, como geralmente é feito, obtivemos uma perspectiva totalmente nova. Isso está nos mostrando que a região da fronteira núcleo-manto tem muitas estruturas que podem produzir esses ecos, e isso era algo que não tínhamos percebido antes, porque só tínhamos uma visão estreita," disse Kim.
A equipe analisou ecos gerados por um tipo específico de onda sísmica, conhecida como ondas de cisalhamento. Os ecos dessas ondas são difíceis de serem separados do ruído aleatório do planeta quando se olha um único terremoto. Por isso a equipe pegou emprestado um algoritmo de aprendizado de máquina originalmente desenvolvido para identificar tendências em grandes conjuntos de dados de astronomia.
"Encontramos ecos em cerca de 40% de todas as rotas das ondas sísmicas. Isso foi surpreendente, porque esperávamos que eles fossem mais raros, e o que isso significa é que as estruturas anômalas na fronteira do manto são muito mais difundidas do que se pensava anteriormente," disse o professor Vedran Lekic.
Saber se essas estruturas estão presentes em outras partes do planeta exigirá análises dos sismos de cada região.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Itália ajuda os proprietários de casas a instalar sistemas solares fotovoltaicos gratuitamente

Pelo site Engenharia É


Imagem: Giorgio Trovato
AItália foi duramente atingida pela COVID-19 e está tentando impulsionar sua economia através do Decreto de Relançamento, um pacote de revitalização de 55 bilhões de euros que o Primeiro Ministro Giuseppe Conte e seu gabinete aprovaram no início deste mês.
O estímulo inclui incentivos fiscais para projetos de energia limpa e reformas. Aos proprietários italianos são oferecidas instalações gratuitas de sistemas solares fotovoltaicos através do Decreto de Relançamento.
Para ajudar a Itália a se recuperar da recessão induzida por coronavírus, são oferecidos incentivos – como créditos tributários para proprietários de imóveis voltados para projetos de melhoramento da casa com eficiência energética. De acordo com o Global Tax News da Ernst & Young, “os indivíduos podem compensar 110% dos custos qualificados de renovação de edifícios e eficiência energética incorridos entre 1 de julho de 2020 e 31 de dezembro de 2021 contra seus passivos fiscais em cinco parcelas iguais (até certos limites)”.
A Revista PV explicou que o bônus é “para projetos de renovação de edifícios de 65% para 110% e um salto no suporte às instalações fotovoltaicas e sistemas de armazenamento associados a esses projetos de renovação, de 50% dos custos para 110%”. Quaisquer instalações solares fotovoltaicas para o próximo ano e meio serão subsidiadas.
Apenas algumas semanas atrás, a Green Tech Media alertou que o setor solar sem subsídios da Itália havia parado devido à pandemia, colocando muitos projetos em espera. Embora a indústria solar não seja estranha aos ciclos de vicissitude, a pandemia acrescentou variáveis ​​inesperadas.
“Para o setor, o decreto de relançamento é certamente uma grande oportunidade para a expansão da energia fotovoltaica nos telhados das residências italianas”, disse Paolo Rocco Viscontini, presidente da associação fotovoltaica Italia Solare.
Os incentivos de investimento da Itália para energia solar não devem surpreender, já que Statista descreve a Itália como “o país líder mundial em consumo de eletricidade coberto por energia solar fotovoltaica”. Desde o início dos anos 2000, a Itália tem sido um forte defensor das instalações solares. Em 2017, lançou sua Estratégia Nacional de Energia – um plano de dez anos para descarbonizar, expandir as energias renováveis ​​e promover a eficiência energética e a sustentabilidade ambiental. No início de 2020, a Itália perde apenas para a Alemanha no setor fotovoltaico, com a energia solar como a fonte de energia renovável preferida do país.
Em 2019, a Itália teve um aumento de 69% nas instalações fotovoltaicas solares em comparação a 2018. Esse crescimento foi considerado “o mais substancial registrado na Itália” pela PV Europe, com um total de 56.590 novas instalações de sistemas de energia solar em 2019, das quais 50.653 foram residencial.
Embora a COVID-19 tenha prejudicado o crescimento fotovoltaico do primeiro trimestre de 2020 na Itália, muitos esperam que os incentivos do Decreto de Relançamento possam apoiar um rápido reinício do setor de energia solar fotovoltaica.
Tom Heggarty, principal analista solar da consultoria global de energia Wood Mackenzie, disse: “Os projetos de energia solar são bem rápidos em desenvolver e construir. Então, quando começarmos a ver as restrições serem levantadas, a indústria deve, teoricamente, estar em um bom lugar para se recuperar rapidamente.”

Como estará o planeta em 2030?

Pelo site Pensamento Verde


As mudanças climáticas podem representar uma ameaça para o futuro do planeta, mas com algumas medidas corretas, a realidade pode ser bem diferente. Veja o que está sendo feito e que pode contribuir para conter o avanço do aquecimento global.




Os registros de temperatura global mostram que o planeta está ficando mais quente com o passar dos anos – e mais rápido do que imaginávamos.
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o período de 2015 a 2019 está prestes a se tornar o mais quente de todos os tempos. Os cientistas dizem que esse tipo de fenômeno está se tornando mais provável e mais persistente, e isso se deve em parte às mudanças climáticas.

Até recentemente, a comunidade internacional havia se concentrado em tentar limitar as emissões de CO2 para conter o aquecimento. Mas, com base em dados mais recentes, outras políticas vêm sendo implementadas, com o objetivo de minimizar os efeitos desse fenômeno, cujas consequências já estão sendo vistas em todo o mundo. Sabe-se que não se trata de uma batalha fácil de ser vencida, mas já existem muitas iniciativas em andamento.
Se as medidas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas forem bem-sucedidas, na próxima década será possível alcançar novos cenários cotidianos, em vários aspectos, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.

Mobilidade

A maioria das viagens será feita de trem ou carro elétrico compartilhado, equipado com algoritmos que selecionam a melhor rota para reduzir o consumo e maximizar o número de passageiros. Nas cidades, optaremos por caminhar, andar de bicicleta ou usar o transporte público, a fim de economizar tempo e melhorar nossa qualidade de vida através da redução de ruídos e engarrafamentos.

Arquitetura e urbanismo

As casas serão cada vez mais alimentadas por energia renovável e quase nenhum edifício de concreto será construído. Haverá menos áreas dedicadas aos carros (como estacionamentos) e mais espaços construídos para os pedestres, como parques e jardins.

Alimentos

Estarão mais disponíveis para a população alimentos a base de frutas e legumes, enquanto carnes e laticínios deixarão de ser itens essenciais em nossa dieta. Com isso, a tendência é que ocorra uma redução da atividade pecuária, com um efeito positivo no reflorestamento e, consequentemente, aumento de terras disponíveis para o cultivo de alimentos para o consumo humano.
Estes são alguns exemplos de como o planeta pode ficar na próxima década. Mas para que isso seja realidade, só dependerá de nossas atitudes pessoais e coletivas.

Jordânia está se tornando um deserto verde

Pelo site Pensamento Verde


O Projeto Floresta no Saara tem como objetivo tornar o deserto um local verde e produtivo. E, para isso, eles estão contando com alta tecnologia, que traz muitos benefícios ecológicos e sociais

Você sabia que o deserto do Saara já foi um local coberto por pastagens e que recebia muita chuva? O exército de Júlio César, inclusive, conquistou grande parte do território africano ao norte do Saara, transformando-o em florestas e terras produtivas. Por quase 200 anos, o norte da África forneceu cerca de dois terços do suprimento total de grãos de Roma. Isso resultou em desmatamento, aumento da salinidade do solo e perda de minerais.
Da mesma forma que o extrativismo contribuiu para a perda de vegetação natural, o Projeto Floresta no Saara (em inglês: Sahara Forest Project) propõe usar práticas para restaurar e restabelecer a vegetação em áreas áridas, revertendo a desertificação.

O local escolhido para receber o projeto fica na Jordânia, que é mundialmente conhecida por enfrentar graves problemas hídricos. Para se ter uma ideia, o pequeno país do Oriente Médio conta com menos de 1% de área de cobertura florestal e mais de 90% de área desértica.

Floresta no Saara

O Projeto Floresta no Saara é uma iniciativa que utiliza soluções tecnológicas e ambientais para a produção de alimento, água doce, biocombustíveis e eletricidade em áreas desérticas com alta incidência solar. A área é capaz de produzir até 130 mil kg de alimentos por ano e 10 mil litros de água fresca por dia.
As placas solares geram eletricidade suficiente para alimentar as bombas de irrigação, que permitem o processo de dessalinização da água do mar. Além disso, o projeto também tem o seu viés social, uma vez que contribui para a geração de empregos para jovens jordanianos.

Expansão

Recentemente, foi assinado um acordo na capital da Jordânia, Amã, entre o Projeto Floresta no Saara e a Aqaba Development Corporation.
O acordo prevê a construção de um aqueduto que facilitará a transferência de águas do Mar Vermelho, com o objetivo de expandir a produção de vegetais de maneira ecológica, restaurando a vegetação da região, além de gerar mais empregos.
No acordo está previsto que o projeto usará água salgada, luz solar, biomassa e energia limpa para cultivar vegetais em terras anteriormente áridas. O projeto pretende expandir sua cobertura de 200 mil metros quadrados, em sua primeira etapa, para 300 mil metros quadrados.
O Projeto Floresta no Saara é uma instituição norueguesa criada em Aqaba em 2010 para permitir inovação sustentável e rentável e promover o uso de tecnologias ambientais nos setores de alimentos, água e energia

sábado, 6 de junho de 2020

Como fazer um irrigador solar automático com materiais reaproveitados

Pelo site Ciclovivo


Criação rústica e eficaz pode ajudar pequenos produtores e jardineiros.


Um irrigador automático que não usa eletricidade e ainda pode ser feito com materiais usados. Essa criação rústica e eficaz criada pelo físico Washington Luiz de Barros Melo poderá ajudar de pequenos produtores a jardineiros amadores a manter seus canteiros irrigados automaticamente pelo método de gotejamento.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Instrumentação (SP), o equipamento é baseado em um princípio simples da termodinâmica: o ar se expande quando aquecido. Melo se valeu dessa propriedade para utilizar o ar como uma bomba que pressiona a água para a irrigação.
Uma garrafa de material rígido pintada de preto é emborcada sobre outra garrafa que contém água. Quando o sol incide sobre a garrafa escura, o calor aquece o ar em seu interior que, ao se expandir, empurra a água do recipiente de baixo e a expulsa por uma mangueira fina para gotejar na plantação.
“Funciona tão bem que se você sombrear a garrafa, o gotejamento para, e, ao deixar o sol bater novamente, a água volta a gotejar”, garante o pesquisador.
Fazem parte do invento outros dois depósitos de água: uma garrafa rígida também emborcada que desempenha a função de caixa d’água para manter abastecida a garrafa do gotejamento, e um recipiente maior conectado à garrafa-caixa-d’água que armazena um volume maior de água que será usado por todo o sistema.
Foto: Divulgação

“Os tubos que interligam as garrafas podem ser de equipos de soro hospitalar, por exemplo, mas já utilizei até capas de fios elétricos, retirei os fios de cobre de dentro e funcionou também,” conta o físico.
Ele ainda explica que o maior desafio para quem for fazer o equipamento em casa é a vedação. Para o funcionamento do sistema é necessário que as três primeiras garrafas estejam fechadas hermeticamente. “Isso pode ser obtido com adesivos plásticos, do tipo Araldite, mas exige uma aplicação minuciosa”, ensina.
Imagem: Divulgação
Também compõe o sistema um distribuidor que pode ser construído com garrafa pet e do qual saem as tubulações que farão a irrigação.
Econômico e ecológico
As vantagens do irrigador caseiro são várias, conforme enumera Melo. Trata-se de um sistema automático sem fotocélulas e que não demanda eletricidade, pois depende somente da luz solar, tornando sua operação extremamente econômica. Ele promove igualmente uma economia de água, pois utiliza o método de gotejamento para irrigar, o que evita o desperdício do recurso.
“Além disso, é possível construí-lo com objetos que seriam jogados no lixo, como garrafas e recipientes de plástico, metal ou vidro”, lembra o especialista.

A versatilidade do equipamento também é grande. A intensidade do gotejamento pode ser regulada por meio da altura do gotejador e o produtor pode colocar nutrientes ou outros insumos na água do reservatório para otimizar a irrigação.

Lituânia lança ônibus elétrico com carroçaria de garrafa PET

Pelo site Ciclovivo



Um veículo ultraleve, feito com plástico reciclado e que não emite poluentes.

Um veículo ultraleve, feito com plástico reciclado e que não emite poluentes. Este é o Dancer, modelo desenvolvido pelo grupo de empresas “Vejo projektai” da Lituânia. O país recentemente foi notícia no CicloVivo por seu sistema de coleta de garrafas PET.
De acordo com o site Sustainable Bus, este é o primeiro ônibus elétrico fabricado na Lituânia. E ele já se destaca pelo seu tempo de carregamento super rápido: apenas 6 minutos. Equipado com uma bateria de 60 kWh, seu consumo energético é de cerca de 1 kWh/km. Além disso, a energia para recarga é proveniente de parques eólicos.
Outro diferencial está na carroceria, que é composta por uma estrutura modular fabricada com uso significativo de plástico PET reciclado. O material foi desenvolvido em parceria com a Universidade de Klaipėda, a maior universidade do país.
Super leve, o Dancer é 20 a 30% mais leve do que os concorrentes do mesmo tamanho – segundo os engenheiros responsáveis. Também causa menos vibração e é mais silencioso. Tais características proporcionam mais conforto aos passageiros.
Inspirado no design do iate, o ônibus possui laterais curvas que proporcionam manobrabilidade extra. Internamente o ônibus é espaçoso, possui 32 assentos e janelas amplas.
O veículo ainda é super tecnológico, sendo equipado com câmeras retrovisores, visão noturna infravermelha de 360 ​​graus, uma rampa automática para usuários com deficiência e conexão totalmente automatizada à estação de carregamento. Há conectividade para os passageiros via WiFi ou USB. Além disso, há telas traseiras, que aumenta a visibilidade de outros condutores e ainda pode ser usado para fins informativos ou publicitários.
Não à toa, o modelo venceu a premiação A ‘Design Award & Competition na categoria Design de Veículos, Mobilidade e Transporte.