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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Sinapse artificial: Rumo à inteligência artificial em hardware

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Sinapse artificial com pré-sinapse para inteligência artificial em hardware
Os engenheiros eletrônicos estão raqueando o cérebro humano em busca de construir computadores mais inteligentes.[Imagem: He Tian et al. - 10.1021/acsnano.7b03033]
Neuromorfose
Um dos maiores desafios para o desenvolvimento da inteligência artificial é entender o cérebro humano e descobrir como imitá-lo.
Um desses entendimentos acaba de ser mimetizado em um circuito eletrônico por He Tian e seus colegas das universidades Sul da Califórnia e da Flórida, nos EUA.
Eles desenvolveram uma sinapse artificial capaz de simular uma função fundamental do nosso sistema nervoso - a liberação de sinais inibitórios e excitatórios a partir do mesmo terminal "pré-sináptico".
O sistema nervoso humano é composto por mais de 100 trilhões de sinapses, estruturas que permitem que os neurônios passem sinais elétricos e químicos uns para os outros. Nos mamíferos, essas sinapses podem iniciar e inibir mensagens biológicas. Muitas sinapses apenas transmitem um tipo de sinal, enquanto outras podem transmitir ambos os tipos simultaneamente, ou podem alternar entre os dois.
A maioria das sinapses artificiais fabricadas até hoje, no entanto, - a maioria baseada nos memoristores - só é capaz de disparar um tipo de sinal.
Sinapse artificial reconfigurável
Agora, He Tian criou uma sinapse artificial reconfigurável, capaz de enviar sinais excitatórios e inibitórios.
O componente sináptico reconfigura a si próprio com base nas tensões elétricas aplicadas ao seu terminal de entrada. Uma junção feita de fósforo negro e seleneto de estanho permite a alternância entre os sinais excitatórios e inibitórios.
O componente é flexível e versátil, o que é altamente desejável para a fabricação de redes neurais artificiais.
Com o componente pré-sináptico, a expectativa é que o projeto das sinapses artificiais e dos circuitos neuromórficos fique mais simples e possa incorporar mais funções, facilitando a construção da inteligência artificial em hardware.


Bibliografia:

Emulating Bilingual Synaptic Response Using a Junction-Based Artificial Synaptic Device
He Tian, Xi Cao, Yujun Xie, Xiaodong Yan, Andrew Kostelec, Don DiMarzio, Cheng Chang, Li-Dong Zhao, Wei Wu, Jesse Tice, Judy J. Cha, Jing Guo, Han Wang
ACS Nano
DOI: 10.1021/acsnano.7b03033

Impressão 3D faz peças de aço inoxidável sem perder resistência

Redação do Site Inovação Tecnológica 

Impressão 3D faz peças de aço inoxidável sem perder resistência
A equipe demonstrou sua técnica usando um material nobre, uma liga de aço inoxidável largamente utilizada na indústria. [Imagem: Leifeng Liu/University of Birmingham]









Resistência e ductilidade
Apesar do avanço da impressão 3D e da chamada manufatura aditiva, imperava na indústria um grande ceticismo quanto à possibilidade de se chegar à fabricação de peças metálicas realmente fortes e não quebradiças por esse processo.
Esse ceticismo agora caiu por terra, graças ao trabalho de uma equipe de engenheiros da China, Reino Unido e Suécia.
"A técnica de impressão em 3D é conhecida por produzir objetos com formas anteriormente inalcançáveis, e nosso trabalho mostra que ela também oferece a possibilidade de produzir a próxima geração de ligas estruturais com melhorias significativas na resistência e na ductilidade," disse o professor Leifeng Liu, coordenador da equipe.
Em metalurgia, resistência e ductilidade são propriedades vistas como antagônicas, por isso a otimização das duas ao mesmo tempo dá uma ideia da significância da inovação.
E a equipe demonstrou sua técnica usando um material nobre, uma liga de aço inoxidável largamente utilizada na indústria.
Resfriamento ultrarrápido
O avanço foi possível graças à incorporação à impressora 3D de um sistema de resfriamento ultrarrápido, que baixa a temperatura do material a uma taxa teórica de 100 milhões de graus Celsius por segundo - até agora só se havia alcançado algo em torno de 1.000 ºC por segundo.
O aço é arrefecido de forma tão rápida que ele atinge um estado de não-equilíbrio, permitindo a cristalização de microestruturas - a chamada rede de deslocamento - com dimensões nanométricas. São essas nanoestruturas as responsáveis pela melhoria das propriedades mecânicas das peças resultantes.
"Este trabalho dá aos pesquisadores uma nova ferramenta para projetar novas ligas com propriedades ultramecânicas. Também ajudará a impressão 3D em metal a ter acesso a um campo onde são necessárias elevadas propriedades mecânicas, como peças estruturais na indústria aeroespacial e automotiva," disse Liu.

Bibliografia:

Dislocation network in additive manufactured steel breaks strength-ductility trade-off
Leifeng Liu, Qingqing Ding, Yuan Zhong, Ji Zou, Jing Wu, Yu-Lung Chiu, Jixue Li, Ze Zhang, Qian Yu, Zhijian Shen
Materials Today
DOI: 10.1016/j.mattod.2017.11.004

Aprenda a fazer uma cisterna e aproveite a água da chuva para economizar

Pelo site Ciclovivo

O recurso não é potável, mas pode ser usado para a limpeza, rega de plantas, descarga, entre outras coisas.


Aprenda a fazer uma cisterna e aproveite a água da chuva para economizar


Cisternas não são itens altamente tecnológicos, mas a sua eficiência vem de longa data. O sistema simples permite que água da chuva seja capturada e armazenada para o uso posterior. Ele já é bastante comum no nordeste do Brasil, em locais que sofrem que a estiagem durante a maior parte do ano. Com a chegada das chuvas de verão, é possível captar um bom volume de água.
Através do movimento Cisterna Já, formado por um grupo independente de cidadãos preocupados com a preservação dos recursos hídricos, qualquer pessoa pode ter acesso a dicas on-line sobre como produzir uma cisterna simples em casa. Além disso, a iniciativa também conta com encontros pontuais que funcionam como oficinas, em que são ensinadas as técnicas para a fabricação do sistema. Clique em http://pt.m.wikiversity.org/wiki/Cisterna_J%C3%A1#Galeria_de_fotos.2C_v.C3.ADdeos_e_depoimentos   para acessar o manual.

Na página do movimento são divulgadas algumas informações básicas sobre as cisternas, mas os internautas também têm acesso a outros links importantes para quem quer iniciar. Uma das opções é o vídeo do canal Consumo Consciente, onde Édson Urbano explica todo o passo a passo para que qualquer pessoa possa construir a sua própria minicisterna.

https://youtu.be/jFMr8IAuMoI?list=FLr1NuSioVpLp-pC01Vz9nkw


O sistema é muito simples e prático. Ao invés de deixar a água da chuva simplesmente ir embora, é possível conectar a cisterna à calha e aproveitar centenas de litros de água. O recurso não é potável, mas pode ser usado para a limpeza, rega de plantas, descarga, entre outras coisas, permitindo a economia de uma grande quantidade de água.
A opção é barata e pode ser aplicada em qualquer casa, sem a necessidade de muito espaço, o que o torna ideal também para o meio urbano. Também não é necessário ter muito conhecimento sobre o manuseio de ferramentas para implantá-lo e a redução no desperdício é inegável.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Conheça a deslumbrante ponte que está sendo construída em Dubai

Pelo site Engenharia é





Dubai parece estar se preparando para um novo tipo de ponte incrivelmente moderna e fascinante.  Chamada de “As três graças”, é o projeto de NOX Lars Spuybroek, que está em andamento no momento.
Serão três torres interligadas pela passarela. O design inspirado pela primeira ponte na Escócia, tem como objetivo atuar como uma ponte ou portão para os navios que passam pelo porto deKhor Dubai. A visão é deslumbrante.
Serão 600 metros de comprimento conectando estas três torres de hotel e escritórios para criar uma unidade fluida e sinérgica. As torres denominadas Joy, Beauty e Charm se transformam em um centro de conferências, um shopping center e um restaurante.

Tesla anuncia 6 projetos para restaurar a energia de Porto Rico

Pelo site Ciclovivo


Um campo solar já foi construído no estacionamento de um hospital infantil na capital do país.


Tesla anuncia 6 projetos para restaurar a energia de Porto Rico

A Tesla parece estar mesmo empenhada em mostrar que um novo modelo energético é possível. Logo após o furacão Maria, que devastou Porto Rico, a companhia de Elon Musk se prontificou a ajudar o país doando produtos e serviços de energia solar. Agora, a empresa e o governo firmaram parceria para seis projetos que prometem restaurar a energia de duas ilhas da região.
Vieques e Culebra são as duas ilhas contempladas com os projetos, que incluem a bateria Tesla Powerpack, para armazenamento de energia solar, combinando ao sistema microgrid -, redes elétricas locais, que podem ser desconectadas do sistema central (macrogrid). Ele permite que um edifício individual ou um grupo de edifícios tenha acesso à energia mesmo quando a rede falha.

O sistema já foi usado para construir um campo solar no estacionamento de um hospital infantil na cidade San Juan, capital do país. E a ideia é que a prioridade seja de fato os locais mais críticos, como a estação de tratamento de esgoto, a estação de bombeamento de água, uma comunidade idosa “Ciudad Dorada”, além de hospitais.
Segundo a  Elektrek, a ideia é criar um programa mais eficiente do que se tinha antes do desastre. “Esses projetos fazem parte das medidas que estamos tomando para construir um Porto Rico melhor após a passagem do furacão Maria e garantir um serviço confiável em benefício dos cidadãos que residem aqui”, afirmou o governador Rosselló Nevares em uma rádio local.

Desastre com barragem acordou “monstro” de poluentes no Rio Doce, diz perito

Pela Agência Brasil


Sedimentos do fundo do Rio Doce e seus afluentes que já estavam no fundo foram revirados.


Desastre com barragem acordou “monstro” de poluentes no Rio Doce, diz perito



O desastre ambiental com a Barragem de Fundão, explorada pela Samarco em Mariana (MG), que completou dois anos em novembro, fez com que poluentes que estavam estabilizados no fundo do Rio Doce subissem, piorando ainda mais as condições da água. Metais como arsênio, chumbo, manganês, níquel, cromo e alumínio (substâncias danosas à saúde humana) passaram a ser encontrados nas coletas de pesquisadores. Esses elementos não faziam parte do que foi encontrado originalmente no rejeito da barragem.
“Com a passagem da lama, que veio de uma vez com muita energia e grande volume, o movimento revolveu o fundo do leito do rio. É como se tivesse acordado um monstro”, explica o perito criminal federal Marcus Vinícius Andrade, que chefiou a equipe que fez a coleta de provas e coordenou os laudos da investigação. “Até hoje, em vários pontos, temos um nível alto de poluentes”.


O “monstro acordado” pode ser um dos responsáveis pela piora na qualidade da água dois anos depois do desastre, conforme constatou a Fundação SOS Mata Atlântica. Segundo estudo da entidade, as condições estão ruins ou péssimas em 88,9% dos 18 pontos de coleta analisados. Em apenas dois pontos, a qualidade foi apontada como regular (11,1%). A fundação informou que a água apresenta concentrações “elevadas de sólidos em suspensão e metais pesados” como manganês, cobre, alumínio e zinco.
O relatório dos peritos criminais federais explicou que “a onda liberada pelo rompimento da barragem, com elevado volume e energia, carreou parte do solo às margens e revolveu sedimentos do fundo do Rio Doce e seus afluentes, suspendendo elementos até então retidos para esses corpos d’água”. Foram mais de 330 mil análises de água em laboratórios brasileiros. Os peritos realizaram ainda, na época, 26 coletas em Fundão, com o lançamento de sondas por helicóptero, quando foram encontrados minérios de ferro e manganês. Ao longo do rio, a coleta é feita com equipes em barcos.
Desde o ciclo do ouro
Segundo Marcus Andrade, esses poluentes que foram suspensos, e que estavam estáveis no fundo do rio, hoje em quantidade muito acima do nível esperado, são o resultado de uma história longa de deposição que vem desde a exploração do ciclo do ouro na região. Não houve elementos para avaliar se alguma parte dessas substâncias é de outras empresas, que também jogam materiais no Rio Doce, antes, durante ou depois do desastre. O perito aponta que, antes do desastre, a maioria dos pontos dos rios tinha qualidade média ou boa e utilizável para tratamento de água. “Esse relatório da SOS Mata Atlântica afirma, inclusive, que a maioria dos pontos estava em situação ruim ou péssima, o que impede a captação de água em todas aquelas cidades ao longo do rio”.
Para a especialista em água da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, condições naturais também têm influenciado a situação do rio. “A seca extrema e o baixo volume de água causaram uma concentração dos poluentes, o que fez com que a poluição, apesar de imperceptível a olho nu, esteja em concentração bem maior do que no ano passado”. Para Marcus Andrade, a recuperação do rio deve demorar muito tempo. “Não é só a toxicidade do rejeito, mas a própria característica de os compostos ficarem suspensos e manter a turbidez, com a pouca transparência da água. Até hoje, isso prejudica muito a proliferação da vida aquática ou a utilização do rio”.
O perito criminal federal Rodrigo Mayrink, que é veterinário e fez exames nos peixes mortos no Rio Doce, concorda que metais pesados que aparecem nas coletas são resultado do desastre que teria revirado o fundo do leito. Ele lembra que o rio atravessa polo industrial importante em Minas Gerais, o que contribui historicamente para a poluição. “No Vale do Aço, há uma série de pequenas e médias indústrias, como de papel e celulose, que acabam jogando rejeitos no rio, que são tratados de uma forma ou de outra”.
Valor do prejuízo
O oceanógrafo e professor gaúcho Antonio Philamena, que realiza perícia independente em Mariana, faz um estudo para apontar o valor monetário do prejuízo do desastre para a sociedade. Ele utiliza duas metodologias, uma para avaliar o dano na bacia e outra para avaliar os danos indiretos. Philamena defende a valoração para subsidiar políticas públicas e legislações, a fim de coibir instalações de empresas sem aporte financeiro para lidar com cenários como esse em Minas Gerais.
“Nossa questão é entender como uma indústria de determinado valor acaba com um rio. Eu vou fazer um cálculo para avaliar qual seria o valor de um rio. Estou melhorando o modelo para servir de base. Multa é diferente de reparação. O rio virou um canal. Como uma barragem pode fazer uma destruição tão grande? Se a empresa não tem dinheiro para cobrir um desastre, não deveria funcionar”. Alguns gastos são mensuráveis, outros não. “A parte tecnológica é até mais simples, mas o impacto social não tem como calcular”.

Incêndios florestais: impactos ambientais e econômicos

Pelo site Pensamentoverde


foto de floresta pegando fogo
A recuperação de uma floresta que sofreu com um incêndio de grandes proporções vai depender exclusivamente de suas características.
Os incêndios florestais têm se tornado cada vez mais corriqueiros, não só no Brasil, mas em diversos países do mundo. Recentemente, incêndios de grandes proporções atingiram países como Portugal, Espanha, Canadá, EUA, entre outros. Além do enorme impacto ambiental causado por este tipo de desastre, existe a questão socioeconômica envolvida, já que diversas famílias próximas ao local do incêndio abandonam seus lares e a região por muitas vezes demora anos para retomar a sua normalidade econômica.
No Brasil, tivemos casos recentes de grandes incêndios. Alguns locais foram praticamente devastados: os principais ocorreram no Horto Florestal em Campos do Jordão, Parque Nacional da Chapada Diamantina na Bahia, Parque Nacional da Serra Bocaína na divisa entre São Paulo e o Rio de Janeiro e na Chapada dos Veadeiros em Goiás. Esses são apenas alguns exemplos dos diversos incêndios que ocorrem em nosso país.
Para melhor compreender esse tema que causa tanta preocupação — principalmente em países como o Brasil, em que as floretas e matas são tão abundantes e o clima seco em muitas regiões —, convidei o professor Dr. Alexandre França Tetto, especialista em prevenção e combate a incêndios florestais, mestre e doutor em Conservação da natureza, além de ter atuado na Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná, no SENAR-PR e também como consultor. Ele ainda elaborou projetos e laudos para o Governo do Estado do Paraná, INCRA, IICA, poder judiciário e empresas privadas. Atualmente leciona as disciplinas de Incêndios Florestais, Climatologia, Meteorologia Florestal e Manejo de Áreas Silvestres na Universidade Federal do Paraná, veja abaixo como foi o nosso bate-papo:
Por que ocorrem tantos incêndios florestais no planeta?
Os incêndios ocorrem sobretudo em função da mudança do uso do solo, com o aumento de áreas de culturas agrícolas, cultivos florestais ou pecuária, que possuem material combustível predominantemente fino e em quantidade, que facilitam o início e propagação dos incêndios, além da presença humana, que é responsável pelo início da grande maioria dos incêndios.
Diversas pesquisas apontam a ação humana como a principal causa dos incêndios florestais, isso significa que a grande maioria desses desastres poderiam ser evitados?
Teoricamente, sim. O que falta é prioridade e planejamento em ações de prevenção aos incêndios florestais.
Em regiões com maior propensão a incêndios florestais, existe algum tipo de vegetação/biodiversidade que possa auxiliar na prevenção contra os incêndios?
Para que o fogo exista, há necessidade de três elementos: calor, material combustível e oxigênio. Se eliminarmos um ou mais destes elementos, reduzimos ou extinguimos o fogo. Neste sentido, uma das técnicas de prevenção diz respeito à alteração da vegetação por meio da implantação de cortinas de segurança (vegetação menos inflamável daquela que se quer proteger). Cabe destacar, que para cada local/condição haverá uma composição vegetacional mais indicada, no caso da cortina de segurança, ou a opção de outras alternativas de prevenção, como: educação/sensibilização ambiental, construção de aceiros, queima controlada, entre outras.
Na sua opinião o Brasil está preparado para combater incêndios florestais? Existe algum estado que pode ser citado como caso de sucesso?
Para entender o contexto atual, destaco um fato histórico que foi o incêndio de 1963, no estado do Paraná. Este incêndio, considerado como um dos maiores no mundo em extensão, queimou 2 milhões de hectares, destruiu 8.000 imóveis entre casas, galpões e silos, deixou aproximadamente 5.700 famílias de trabalhadores rurais desabrigados e causou a morte de 110 pessoas.
Naquela época, o corpo de bombeiros do estado recebeu treinamento do Serviço Florestal Americano, que o repassou, ao longo dos anos seguintes, aos demais grupamentos do Brasil. Em função disso, os bombeiros possuem uma boa capacitação para o combate aos incêndios florestais. O mesmo ocorre nas empresas florestais, que frequentemente realizam treinamentos/capacitações para os seus funcionários. O desafio está em aperfeiçoarmos a prevenção e o combate em unidades de conservação, em função da falta de recursos humanos e de ferramentas ou equipamentos para combate.
Percebe-se uma demora elevada na tomada de decisão no combate ao fogo pelas instituições públicas, seja em âmbito Federal ou Estadual, por que isso ainda ocorre?
As ações de prevenção e combate devem ser realizadas anualmente em função da estação normal de perigo de incêndios. Como existem picos de ocorrência de incêndios, a cada 3 a 5 anos, por exemplo, não há uma continuidade dessas ações, o que compromete a efetividade do sistema de proteção. Além disso, o impacto causado pelos incêndios, principalmente em unidades de conservação, não é uma prioridade do governo.
Uma floresta que sofre com um incêndio de grandes proporções, demora quanto tempo para recuperar-se em sua plenitude?
O efeito do fogo sobre uma formação florestal dependerá das suas características. O cerrado, por exemplo, é considerado uma vegetação dependente do fogo, ou seja, a sua evolução está relacionada e condicionada à presença do fogo, que ocorre regularmente. Por isso, neste ambiente é recomendado o manejo do fogo, que acaba por resultar em benefícios ao ambiente, como o surgimento de flores poucos dias após a passagem do fogo. No outro extremo está a Floresta Ombrófila Densa (floresta atlântica), que além de não possuir adaptações vegetativas ao fogo, possui condições que dificultam a sua ocorrência e propagação, como: menor temperatura, maior umidade relativa do ar e menor velocidade do vento.
A população, principalmente em locais com propensão a incêndios florestais, é orientada quanto a gravidade do tema? Existe engajamento das empresas privadas com o assunto?
São campanhas pontuais que vêm sendo realizadas pelos governos, geralmente por técnico preocupado com o tema. Em empresas florestais, a preocupação já é mais continuada, sobretudo nas áreas de entorno dos cultivos florestais.
Possui algum recado/alerta que gostaria de deixar aos leitores sobre o tema incêndios florestais?
É preciso se atuar mais na prevenção dos incêndios florestais e no seu planejamento. A utilização de um registro de ocorrência de incêndios, que nos possibilita uma análise histórica de ocorrências, fornece subsídio e nos indica onde, quando e de que forma concentrar esforços, já que os recursos são finitos. Além disso, o uso de um índice de perigo de incêndios é fundamental, por indicar as medidas preventivas a serem adotadas, o comportamento do fogo esperado e a dificuldade de supressão do incêndio.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Impressão 3D volumétrica produz peça inteira em 10 segundos

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Impressão 3D volumétrica produz peça inteira em 10 segundos
A peça é projetada a laser no interior da resina, como se fosse um holograma.[Imagem: Maxim Shusteff/LLNL]
Impressão 3D volumétrica
Embora a manufatura aditiva, mais conhecida como impressão 3D, esteja permitindo criar peças com designs nunca antes possíveis, o impacto da tecnologia tem sido limitado pela característica impressão em camadas, que pode levar horas ou dias para produzir peças tridimensionais, dependendo da complexidade.
Essa limitação agora começou a ser derrubada graças a uma técnica de impressão 3D que usa imagens projetadas a laser como se fossem hologramas.
A resina que será usada para fazer a peça fica em estado líquido dentro de um vidro transparente. Então, três feixes de laser cruzam-se no interior da resina, definindo a geometria do objeto a ser fabricado. Onde os lasers se cruzam a luz atinge uma intensidade suficiente para que a resina se cure, o que leva cerca de 10 segundos.
A seguir, basta esgotar o restante da resina líquida, e a peça pronta pode ser retirada do interior do recipiente de vidro. Está finalizado o processo, que Maxim Shusteff, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos EUA, chama de "impressão 3D volumétrica".
"Esta pode ser a única maneira de fazer manufatura aditiva sem precisar de camadas," disse Shusteff. "Se você conseguir fugir das camadas, você tem a chance de se livrar das cristas e de propriedades direcionais. Como todas as características dentro das peças são formadas ao mesmo tempo, elas não têm problemas de superfície."
Impressão 3D volumétrica produz peça inteira em 10 segundos
Dezenas de formas geométricas vazadas produzidas com a nova técnica. [Imagem: Maxim Shusteff/LLNL]
O próximo passo da equipe será tentar fabricar peças maiores e mais complexas. O inconveniente da técnica é que o material a ser usado na fabricação das peças precisa ser transparente ao comprimento de onda dos lasers utilizados.

Bibliografia:

One-step volumetric additive manufacturing of complex polymer structures
Maxim Shusteff, Allison E. M. Browar, Brett E. Kelly, Johannes Henriksson, Todd H. Weisgraber, Robert M. Panas, Nicholas X. Fang, Christopher M. Spadaccini
Science Advances
Vol.: 3 (12): eaao5496
DOI: 10.1126/sciadv.aao5496

domingo, 17 de dezembro de 2017

Entendendo o conceito de engenharia reversa de produtos e sua essência sustentável

Pelo site Pensamentoverde



 palidachan A engenharia reversa é extremamente útil para a preservação ambiental, especialmente quando se trata dos processos de reciclagem.


A adoção de atitudes sustentáveis é fundamental para garantir a preservação do meio ambiente, bem como promover um desenvolvimento que não agrida a natureza. Nesse caso, um dos conceitos mais relevantes para a sustentabilidade nos dias de hoje é a engenharia reversa de produtos.

O que é engenharia reversa?

A engenharia reversa é um método que consiste na desmontagem de determinado item com o objetivo de estudar o funcionamento da estrutura tecnológica do objeto, produto ou sistema. Com isso, é possível entender detalhadamente a constituição deste produto, de modo a facilitar a manutenção, o aprimoramento ou até mesmo a criação de um dispositivo novo que cumpra a mesma função.
Em outras palavras, podemos dizer que a engenharia reversa consiste no processo de desmontar um objeto com o intuito de descobrir como ele funciona. Este método teve suas primeiras aplicações dentro do âmbito da tecnologia militar, mas hoje é amplamente utilizado em escolas de engenharia, no setor da computação e em alguns segmentos da indústria. O intuito é sempre descobrir maneiras para criar e aperfeiçoar produtos e tecnologias.
Além disso, a engenharia reversa pode ser utilizada no segmento da ecologia e da sustentabilidade, prevenindo o descarte de produtos inservíveis como aerossóis, cosméticos e medicamentos. O trabalho realizado pela Dinâmica Ambiental, por exemplo, é uma das referências do mercado quando o assunto é engenharia reversa, uma vez que a empresa contribui de maneira significativa para a preservação ambiental por meio de parcerias com cooperativas de reciclagem e direcionamento correto de materiais.

Engenharia reversa de produtos e a ecologia

A engenharia reversa é uma grade da preservação ambiental, sendo útil especialmente para aprimorar os processos de reciclagem. Neste caso, a metodologia contribui para o reaproveitamento de determinados produtos por meio na análise detalhada de suas estruturas, utilizando esse conhecimento para a criação de novos produtos.
No âmbito da reciclagem, este é um procedimento muito importante, uma vez que evita o desperdício e possibilita reaproveitar determinadas tecnologias. Com isso, a engenharia reversa de produtos estabelece um caráter sustentável e benéfico para o meio ambiente.
Essa capacidade de compreensão de como funciona determinado produto é muito útil para a sociedade de modo geral, pois permite uma melhor evolução da tecnologia, bem como possibilita melhores condições para o produto seja ecologicamente sustentável. Além disso, ela proporciona um melhor equilíbrio para o ciclo produtivo, estabelecendo um menor impacto ambiental e favorecendo a economia.

A era do Petróleo se aproxima do fim

Pelo site Pensamentoverde


foto de barril de petróleo vazando
As grandes empresas estão adotando novas medidas visando substituir a produção energética por outras menos agressivas ao meio ambiente.
Há uma crescente preocupação mundial sobre os efeitos nocivos dos combustíveis fósseis na geração dos gases de efeito estufa (GEE) que contribuem para o aumento do aquecimento global e das mudanças climáticas. Além disso seus efeitos negativos sobre a saúde humana e os ecossistemas contribuem para a condenação generalizada e o aumento da pressão para o desenvolvimento de fontes alternativas de energia limpa.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) divulgou na reunião da COP22, realizada no Marrocos em novembro de 2016, um documento intitulado “Mobilidade elétrica: Oportunidade para a América Latina” em que afirma que se a totalidade da frota atual de ônibus e táxis de 22 cidades em 12 países latino-americanos fosse substituída por veículos elétricos a partir deste ano, até 2030 seriam economizados quase 64 bilhões de dólares em combustíveis, seria reduzida a emissão de 300 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono) e seriam evitadas a morte prematura de mais de 36.500 pessoas devido a doenças respiratórias associadas à qualidade do ar.
Automóveis, ônibus e caminhões consomem 45% de todo petróleo utilizado no planeta. Se ocorrer simultaneamente um avanço na utilização de energias renováveis e se os atuais veículos forem substituídos por elétricos, o fim da era do petróleo pode estar próximo.
São sinais claros das mudanças a unanimidade global que vai se formando em torno da necessidade da substituição dos combustíveis fósseis como fonte de energia, o que tem provocado um rápido envolvimento das multinacionais petrolíferas e das grandes montadoras de veículos na fabricação de carros elétricos.
As grandes companhias de petróleo estão se preparando para a mudança de paradigma.  A BP, companhia de petróleo inglesa, há vários anos vem mudando sua imagem e inclusive seu nome. Antes BP representava simplesmente British Petroleum, mas atualmente prefere ser conhecida como “Beyond Petroleum”, ou seja: “além do petróleo”.
A Shell abriu seu primeiro posto de abastecimento de hidrogênio para veículos nos Estados Unidos, na capital Washington e o está utilizando como modelo para o futuro, quando estes locais comercializarão múltiplos combustíveis. A multinacional petrolífera francesa Total comprou a maior companhia norte-americana de painéis solares, a Sunpower. Outra companhia de petróleo a ExxonMobil desenvolve pesquisas com biocombustíveis e outras fontes renováveis.
As empresas automobilísticas vêm adotando medidas visando a crescente substituição da forma tradicional de produção energética por outras menos poluentes. A multinacional sueca Volvo anunciou que, a partir de 2019, todos os veículos de modelo novo que produzirá serão 100% elétricos ou híbridos. A Toyota começará as vendas de seu carro elétrico em 2022. A Renault-Nissan, a Ford e a Volkswagen anunciaram planos para produzir carros elétricos em parceria com empresas chinesas. A empresa britânica Jaguar Land Rover informou que, a partir de 2020, toda a sua linha terá motores híbridos — combinando combustão e eletricidade — ou 100% elétricos. E a alemã BMW produzirá carros elétricos em massa a partir de 2020.
Os governos, em todos os níveis, estão buscando soluções regulatórias para a solução de problemas ambientais. Regulamentação do governo chinês que entrará em vigor no próximo ano, estabelece que todas as montadoras produzam uma cota de veículos elétricos. França e Reino Unido proibirão a venda de veículos a gasolina e a diesel a partir de 2040. A Noruega só permitirá a venda de automóveis elétricos e híbridos a partir de 2025.
Dando continuidade a um acordo assinado em 2016 por inúmeros prefeitos, as municipalidades alemãs de Berlim, Bremen, Dresde, Essen, Frankfurt, Hamburgo, Hannover e outras passaram a proibir a entrada de veículos a diesel em 2017. Barcelona fará o mesmo em 2019, Paris em 2020 e Madri e a capital mexicana, em 2015.
O problema do petróleo não é o seu esgotamento. O combustível se tornou uma fonte de energia prejudicial ao meio ambiente e o seu uso pode acarretar sérios danos ao planeta, ameaçando seus ecossistemas, agravando a saúde humana e aumentando o aquecimento global. Nesse sentido, torna-se oportuna a frase dita pelo ex-presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Ahmed Zaki Yamani: “A Idade da Pedra não acabou pela falta de pedra, e a Idade do Petróleo irá acabar muito antes que o mundo fique sem petróleo”.
Essa é uma tendência irreversível. O mundo avança além do petróleo. As nações que insistem em aumentar sua dependência do petróleo apostam no passado e não enxergam o futuro, o que pode ser desastroso para seu desenvolvimento. Investir em energias limpas e na substituição dos combustíveis fósseis como força motora dos veículos é abrir portas para o desenvolvimento em padrões sustentáveis.

Relatório da ONU aponta produção global de quase 45 milhões de toneladas de lixo eletrônico

Pelo site Pensamentoverde
foto de lixo eletrônico
Somente 20% de todo o lixo eletrônico produzido foi reciclado em 2016.
A Universidade das Nações Unidas, com apoio da União Internacional de Telecomunicações, publicou na última quarta-feira, dia 13 de dezembro, um documento que traz detalhes sobre o volume de lixo eletrônico descartado no mundo. De acordo com o levantamento, cerca de 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico foram geradas em 2016, representando um aumento de 8% em relação a 2014.
Segundo os pesquisadores da Universidade da ONU, a estimativa é de que até 2021 os números subam em 17% apenas no que diz respeito ao descarte deste tipo de material — que engloba desde celulares, computadores, até baterias, televisões e outros eletrônicos.
Global E-waste Monitor 2017, nome do relatório, detalha ainda que 4% de todo esse volume tem como destino os aterros sanitários, sendo que 76% dessa quantidade é incinerada ou reciclada em operações “informais”.
Ainda sobre esta edição, o documento afirma que somente 20% do lixo eletrônico recolhido em 2016 foi reciclado, mesmo grande parte destes resíduos sendo composta por metais recuperáveis (cobre, platina, ouro, prata, entre outros). Para se ter uma ideia, a baixa taxa de reciclagem pode também impactar negativamente na economia, já que calcula-se um valor próximo a 55 bilhões de dólares encontrados na forma de material.
Outro dado expressivo do relatório diz respeito à tendência de crescimento em relação ao descarte de materiais eletrônicos per capita. O principal número ligado a este dado é o do aumento de 5% de desperdício médio desses materiais por pessoa no mundo, subindo de 5,8 kg (2014) para 6,1 kg. Como justificativa, os especialistas apontam que a queda dos preços dos eletrônicos instigou estimulou o consumo, resultando em maior descarte de produtos velhos.
Entre os países campeões de descarte de lixo eletrônico per capita, estão Austrália e Nova Zelândia na liderança, com cerca de 17 kg por habitante. A Rússia vem atrás com 16,6 kg. Na contramão, os países africanos apresentam os menores índices do planeta com só 1,9 kg. Já o Brasil, produz cerca de 7,4 kg por pesso

O controverso Planeta Nove, novo integrante do Sistema Solar que ninguém nunca viu

Pela BBC

Ilustração do 'Planeta Nove'Direito de imagem
Image captionO 'Planeta Nove' é descrito como uma 'super Terra'
Ele tem dez vezes o tamanho da Terra e, por se encontrar 20 vezes mais distante do Sol que Netuno, precisa de 10 mil a 20 mil anos para completar sua órbita.
Seu nome, ainda que provisório, é "Planeta Nove", porque se trata nada menos que do nono membro do Sistema Solar. O problema é que ninguém o viu.
O astro foi descrito pela primeira vez há dois anos em uma pesquisa publicada na revista científica The Astronomical Journal e, desde então, divide a comunidade científica.
Mas os autores do estudo, Michael Brown e Konstantin Batygin, ambos especialistas do prestigiado Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), estão acostumados com a controvérsia: eles fazem parte também da equipe de pesquisadores que rebaixou Plutão à categoria de planeta anão.
O cientista Michael BrownDireito de imagem
Michael Brown disse que 'incrivelmente' ninguém conseguiu provar que sua hipótese sobre o nono integrante do Sistema Solar está errada
Embora muitos cientistas critiquem a falta de evidências definitivas sobre a existência do Planeta Nove, os pesquisadores preferem se concentrar na metade do copo que está cheia.
É que, em todo esse tempo, nenhuma evidência surgiu para refutar a existência do planeta de forma conclusiva.
"Nos últimos 170 anos, muitos afirmaram ter descoberto novos planetas e sempre estiveram errados", disse Brown à revista The Atlantic na semana passada.
O astrônomo afirmou que, "incrivelmente", ninguém conseguiu provar que seus cálculos para o nono planeta estejam errados.
Batygin, por sua vez, compartilhou em sua conta no Twitter o artigo da revista, intitulado "O Planeta Nove é real?" com o acréscimo do comentário: "A resposta curta é: sim".
É que, segundo os cientistas, é mais difícil imaginar o Sistema Solar sem esse astro do que com ele.

Indícios para o 'sim'

Para descrever a existência deste gigante planeta congelado, os pesquisadores basearam-se principalmente em dados indiretos, como seus supostos traços gravitacionais.
Em particular, estudaram seis objetos localizados no chamado Cinturão de Kuiper, uma região que se estende da órbita de Netuno até o espaço interestelar.
Esses corpos gelados têm órbitas elípticas que apontam na mesma direção, algo que é tão improvável que só poderia ser explicado pela presença de um corpo como o Planeta Nove, segundo defenderam Brown e Batygin em seu estudo original.
Cinturão de Kuiper
Image captionPlaneta Nove estaria no Cinturão de Kuiper, uma região que se estende da órbita de Netuno ao espaço interestelar | Foto: Science Photo Library
Em outubro, Batygin deu uma entrevista ao site de notícias da Nasa, agência espacial americana, em que disse: "Neste momento, existem cinco linhas diferentes de estudos com evidências observacionais que apontam para a existência do Planeta Nove".
De acordo com o astrofísico, "se você decidir eliminar essa explicação e imaginar que o Planeta Nove não existe, você geraria mais problemas do que soluções. De repente, você teria cinco enigmas diferentes e você deveria ter que desenvolver cinco teorias diferentes para explicá-los".
No mês passado, o próprio Batygin publicou um estudo que aumentaria as evidências defendidas por ele, em que afirma que o Planeta Nove até conseguiu mudar o sentido da órbita de objetos distantes do Sistema Solar.

Indícios para o 'não'

Nestes dois anos, astrônomos de diferentes partes do mundo apresentaram explicações alternativas ao nono planeta.
De acordo com um projeto chamado "Outer Solar System Origins Survey" ("Pesquisas sobre as origens para além do Sistema Solar"), por exemplo, que descobriu mais de 800 novos objetos transneptunianos (aqueles que orbitam o Sol a uma distância média superior à de Netuno), a distribuição desses corpos é realmente aleatória.
Plutão
Image captionMichael Brown e Konstantin Batygin fazem parte também da equipe de pesquisadores que reibaxou Plutão à categoria de planeta anão | Imagem: Nasa
Eles até chegaram a dizer que os dados sobre os quais Brown e Batygin estão se baseando têm erros causados por fatores climáticos - assim, todos os cálculos seriam tendenciosos.
Christopher Smeenk, filósofo da ciência da Universidade do Oeste de Ontário, nos Estados Unidos, foi além.
"Os cientistas muitas vezes são bons em desenvolver conclusões por contrastes, ao estilo de Sherlock Holmes", disse ele à revista The Atlantic.
O famoso detetive, acrescentou, era capaz de elaborar probabilidades de culpa entre uma série de suspeitos.