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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Naves e robôs espaciais poderão afundar se pousarem em lua de Júpiter

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Naves e robôs espaciais poderão afundar ao pousar em lua de Júpiter
Para ir além da camada superficial, a NASA está desenvolvendo um radar que estudará as profundezas das luas geladas de Júpiter.[Imagem: ESA/ATG/NASA/J. Nichols/JPL/Universidade do Arizona/DLR]
Lua com densidade baixa demais
Pode não ser tão simples como se esperava enviar uma sonda para pousar na lua Europa, de Júpiter.
Europa parece ser tão porosa que um robô ou sonda espacial pode simplesmente afundar na superfície da lua antes de ter tempo de transmitir qualquer informação.
Esta é a conclusão de uma equipe chefiada por Robert Nelson, do Instituto de Ciências Planetárias, nos EUA, depois de analisar cuidadosamente os dados que vêm sendo coletados ao longo dos anos das luas Io, Europa e Ganimedes, além de asteroides como o 44 Nysa e o 64 Angelina.
Devido às grandes chances de haver vida em Europa, a lua de Júpiter tornou-se oalvo número um na busca por vida extraterrestre - uma sonda espacial europeia será lançada rumo às luas de Júpiter nos próximos anos, enquanto uma missão com módulo de pouso está sendo desenvolvida pela NASA.
Fofo como neve
O dado principal é que as observações dessas luas e asteroides - dotados de atmosfera própria - têm revelado uma polarização negativa incomum quando as partículas brilhantes desses corpos são observadas com fotopolarimetria.
Depois de reproduzirem essas observações usando partículas experimentais em laboratório, Nelson e seus colegas descobriram que essas observações podem ser explicadas por partículas extremamente finas com espaços vazios superiores a cerca de 95%. Esses grãos - de gelo ou poeira congelada - teriam dimensões na ordem do comprimento de onda da luz usada nas observações, o que significa frações de micrômetros.
Isto corresponde a um material que seria menos denso do que a neve que tenha acabado de cair, que é extremamente fofa, cedendo facilmente ao peso de um ser humano ou mesmo de pequenos animais.
Assim, qualquer sonda ou robô espacial que tente pousar nessas luas - tipicamente pesando centenas de quilogramas - pode simplesmente afundar.
"É claro que, antes do desembarque da nave espacial robótica Luna 2, em 1959, havia preocupação de que a Lua pudesse ser coberta por poeira de baixa densidade na qual qualquer futuro astronauta pudesse afundar," disse Nelson. "Da mesma forma, devemos ter em mente que as observações remotas de ondas visíveis de objetos como Europa estão sondando apenas os micrômetros mais externos da superfície".

Bibliografia:

Laboratory simulations of planetary surfaces: Understanding regolith physical properties from remote photopolarimetric observations
Robert M. Nelson, Mark D. Boryta, Bruce W. Hapke, Kenneth S. Manatt, Yuriy Shkuratov, V. Psarev, Kurt Vandervoort, Desire Kroner, Adaze Nebedum, Christina L.Vides, John Quiñones
Icarus - International Journal of Solar System Studies
DOI: 10.1016/j.icarus.2017.11.021

Células solares de plástico ficam ainda mais simples

Redação do Site Inovação Tecnológica



Células solares de plástico ficam ainda mais simples
O material ativo usado até agora nas células solares de plástico como "receptor" de cargas foi substituído por um material amorfo, simplificando a fabricação. [Imagem: Yutaka Ie et al. - 10.1002/aenm.201702506]
Células solares de plástico
Pesquisadores da Universidade de Osaka (Japão) e do Instituto Max Planck (Alemanha) reformularam alguns polímeros usados pela eletrônica orgânica para criar um novo tipo de célula solar que não necessita de tratamentos especiais extras.
A célula solar de plástico apresentou uma excelente eficiência na conversão de energia da energia solar em eletricidade e continua podendo ser fabricada por impressão rolo a rolo, em grandes painéis flexíveis, transparentes e de baixo custo.
Apesar de as células solares plásticas terem potencial para serem muito baratas e versáteis, sua eficiência está intimamente relacionada com a forma como os diferentes tipos de materiais se misturam e se cristalizam em filmes finos conforme os polímeros condutores são aplicados por impressão. Isso significa que geralmente é necessário um processamento complexo e cuidadoso, em várias etapas, para fabricá-las.
"As células solares orgânicas convencionais já alcançaram boas eficiências, mas os filmes de polímero nesses dispositivos geralmente requerem processamento especial para garantir a cristalização correta. Em vez disso, nós focamos em misturas amorfas de polímeros para evitar essas questões," contou o professor Yutaka Ie.
Polímero condutor de cargas positivas
É fácil entender o problema: as células solares orgânicas funcionam com base na luz solar energizando - ou excitando - elétrons em um polímero. Os elétrons energizados - cargas negativas - são então transferidos para o lado positivo da célula solar. O espaço deixado por um elétron é conhecido como lacuna - carga positiva. E as lacunas também precisam passar para o outro lado da célula solar para completar o circuito e fazer a eletricidade fluir.
Assim, o X da questão está no "passar para o outro lado". Hoje, o material mais usado é um fulereno, uma molécula de carbono em formato de bola de futebol - portanto, um material cristalino, com poucos átomos de espessura, complicado de sintetizar no lugar certo, bem no meio da célula solar.
Yutaka e seus colegas então reprojetaram a estrutura desse polímero ativo até descobrir um componente extra não-cristalino, ou amorfo - o nome completo é tiofeno anilizado com benzodioxociclohexeno -, que melhora a condutividade das cargas positivas de forma intrínseca. Isso dispensa os reprocessamentos ou passos adicionais para cristalizar os materiais.
"Ser capaz de fazer essas células sem ter que prestar muita atenção à estrutura do cristal dos filmes de polímero vai nos permitir fabricar esses dispositivos em massa usando métodos simples de impressão, o que deve reduzir consideravelmente os custos dos dispositivos e levar a uma adoção muito maior," disse o professor Yoshio Aso.

Bibliografia:

Enhanced Photovoltaic Performance of Amorphous Donor-Acceptor Copolymers Based on Fluorine-Substituted Benzodioxocyclohexene-Annelated Thiophene
Yutaka Ie, Koki Morikawa, Wojciech Zajazkowski, Wojciech Pisula, Naresh B. Kotadiya, Gert-Jan A. H. Wetzelaer, Paul W. M. Blom, Yoshio Aso
Advanced Energy Materials
DOI: 10.1002/aenm.201702506

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Novo antibiótico encontrado na 'poeira' é capaz de combater superbactéria

Pela BBC - Brasil


Bactéria coletada no solo

Nova família de antibióticos foi batizada de 'maladicin' 


Pesquisadores da Rockefeller University, em Nova York, descobriram em amostras do solo recolhidas em diversos pontos dos Estados Unidos uma nova família de antibióticos com potencial para combater infecções difíceis de tratar.
Testes mostraram que os compostos naturais, chamados de 'malacidins', foram capazes de debelar uma série de doenças bacterianas que se tornaram resistentes à maioria dos antibióticos, entre elas a superbactéria MRSA (sigla em inglês que se refere à Staphylococcus aureus, que é resistente à meticilina).
Especialistas dizem que a pesquisa, divulgada na publicação científica Nature Microbiology, dá esperança na corrida para encontrar antibióticos mais efetivos.
Doenças resistentes a remédios são uma das grandes ameaças à saúde no mundo todo e matam cerca de 700 mil pessoas por ano. Por isso a pressa para encontrar novos tratamentos.

Remédio da 'poeira'

O chão está repleto de micro-organismos vivos com potencial para produzir componentes terapêuticos, incluindo antibióticos.
Sean Brady, líder da equipe de pesquisadores da Rockefeller University, é um dos cientistas dedicados a explorar o potencial medicinal da "poeira".
Seu time está usando uma técnica de sequenciamento de genes para analisar mais de mil amostras de solo coletadas em todo o território americano - e já identificou a nova família de antibióticos, chamada de 'malacidins', em muitas das amostras.
Eles chegaram a testar o componente natural em roedores já contaminados com bactérias resistentes, e a infecção que eles tinham na pele foi eliminada.
Agora, os cientistas estão trabalhando para melhorar o medicamento e torná-lo ainda mais eficiente, na esperança de que essa nova família de antibióticos seja usada em tratamentos em humanos.
Colônia de bactérias
A pesquisa coletou mil amostras de solo em diferentes lugares dos EUA
Isso, entretanto, ainda não é certo: Brady diz que a pesquisa está ainda em fase muito inicial e que, por isso, seria muito cedo para dizer.
"É um longo, árduo caminho entre a descoberta inicial e o uso médico de um antibiótico", salienta.
O professor Colin Garner, que pesquisa antibióticos no Reino Unido, pondera que a descoberta de novos antibióticos capazes de tratar doenças mais resistentes é uma boa noticia, mas não atende à demanda mais urgente.
"Nossa preocupação é com as bactérias chamadas gram-negativas, que são difíceis de tratar e cuja resistência está aumentando. Elas causam pneumonia, infeções sanguíneas e urinarias, além de infecção na pele. Precisamos de novos antibióticos", observa Garner.

Como a exploração de uma árvore nativa pode ajudar a reduzir o desmatamento na Amazônia

Pela BBC - Brasil


Pesquisador Gustavo Schwartz
Experimento com plantio do paricá em áreas desmatadas teve início em 1995 

Uma técnica que recupera a floresta amazônica a partir do plantio de uma única espécie nativa pode ajudar a reconstituir uma área do tamanho do Estado do Paraná e reduzir a pressão sobre regiões preservadas.
A técnica, desenvolvida pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, estatal vinculada ao Ministério da Agricultura) em parceria com uma empresa madeireira, consiste no plantio do paricá, árvore cuja madeira é usada para fazer laminados.
Pesquisadores verificaram que, a partir da plantação de paricás em uma área desmatada de 108 hectares (1 km²), outras espécies passaram a se propagar naturalmente no local. Treze anos depois, a área tinha valor comercial 36% maior do que a de um lote vizinho também desmatado, mas onde não havia sido feita qualquer intervenção.
O experimento teve início em 1995 e ocorreu em uma fazenda em Dom Eliseu, município no nordeste do Pará, em uma parceria entre a Embrapa Amazônia Oriental e o grupo madeireiro Arboris.
Segundo a Embrapa, a metodologia pode ser aplicada em mais de 19 milhões de hectares (área equivalente à do Paraná) em áreas em diferentes graus de degradação no Pará. Pesquisadores afirmam que a técnica pode ser replicada em outros Estados amazônicos e também empregada com fins comerciais, aproveitando o valor do paricá.
Para isso, porém, seria preciso alterar a legislação ambiental, para permitir o corte de árvores com menos de 30 anos de idade e menos de 50 cm de diâmetro, já que os paricás costumam cair naturalmente por volta dos 18 anos de idade, antes de atingir essa grossura.
Em parceria com a UEPA (Universidade Estadual do Pará), a Arboris está catalogando espécies surgidas na mata regenerada e que poderiam ser exploradas comercialmente.
Floresta amazônica
Metodologia pode ser aplicada em mais de 19 milhões de hectares em áreas em diferentes graus de degradação no Pará

Grande polo serralheiro

O engenheiro florestal da Embrapa Jorge Yared diz que a região onde a pesquisa foi feita começou a ser desmatada nos anos 1960, com a construção da rodovia Belém-Brasília. "Na década de 1980, a região era conhecida como o maior polo serralheiro do mundo", afirma.
Quando o experimento começou, sobravam poucas árvores, nenhuma de grande porte. "Era o que chamamos de floresta de paliteiro", diz o engenheiro agrônomo Ademir Ruschel, da Embrapa.
Ruschel afirma que mudanças nas regras ambientais para permitir o corte do paricá, árvore de madeira branca, reduziria a pressão para a retirada das árvores de madeira vermelha, com maior densidade e maior valor de mercado. "Quem explora a área ganha tempo para colher essas árvores, que geralmente duram centenas de anos, em um tamanho maior", afirma.
O engenheiro diz que a rentabilidade pode fazer com que os proprietários não só mantenham a cobertura florestal em 50% em suas terras, conforme exigido por lei, mas até mesmo invistam em preservar ou recuperar um percentual maior de floresta.
"Existe uma pressão grande sobre a floresta da expansão da monocultura da soja e dos pastos para a criação de gado", afirma.
Segundo Romulo Batista, coordenador do Projeto Amazônia do Greenpeace, a iniciativa é importante porque aumenta a possibilidade de lucro com a floresta em pé, além de diminuir a pressão sobre as áreas preservadas.
"É uma alternativa ao ciclo de desmatar ou deixar pegar fogo e depois ocupar", diz. "É claro que a área recuperada não tem os mesmos benefícios da mata nativa, mas o trabalho trata de áreas em que a mata original já foi destruída."
Para difundir a técnica, Slaviero, da Embrapa, afirma que pretende contatar assentamentos e agricultores familiares que vivem na região.


Ghosting : a maneira cruel de acabar com relacionamentos na era digital

Pela BBC 

GettyDireito de imagemY IMAGES
Image captionO ghosting está cada vez mais comum com os sites e aplicativos de encontros
A situação pode ser familiar para muitos: você conhece alguém, troca números de telefone, vai a vários encontros, começa um relacionamento e tudo parece ir muito bem quando, de repente... silêncio.
A outra pessoa deixa de responder mensagens de texto e chamadas e, sem aviso, desaparece sem dar explicações.
Em inglês isto é chamado de ghosting, palavra derivada de ghost (fantasma). O termo vem ganhando popularidade nos últimos anos e foi eleito como uma das palavras de 2015 pelo dicionário britânico Collins.
Encerrar um relacionamento da noite para o dia, cortando todo tipo de comunicação, não é novo. Mas alguns especialistas afirmam que as novas tecnologias tornaram esta prática mais comum.
Em uma época em que muitas relações começam por meio de sites ou aplicativos dos celulares, o ghosting é algo cada vez mais comum.

Consequências

Especialistas em psicologia afirmam que o ghosting tem consequências para quem sofre e também para quem pratica.
A pessoa que sofreu o ghosting tem sua autoestima prejudicada e precisa atravessar o período difícil do fim de um relacionamento sem ter todas as respostas sobre o que levou ao rompimento.
A que praticou o ghosting, se for o caso de um relacionamento consolidado, terá que lidar com o remorso e sentimento de culpa por ter abandonado alguém desta maneira.
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Image captionAlguns culpam os aplicativos de encontros pelo aumento de casos de ghosting
Os especialistas dizem que, em alguns casos, os que praticam o ghosting têm medo de conflito, evitando de todas as formas o enfrentamento e o fato de ter que falar pessoalmente que quer encerrar o relacionamento.
Em uma pesquisa de 2014, realizada nos Estados Unidos pelo instituto YouGov para o Huffington Post, 11% dos participantes disseram ter praticado ghosting e cerca de 13% dizem ter sofrido com esta prática.
A revista Elle fez uma pesquisa parecida entre seus leitores: cerca de 26% das mulheres e 33% dos homens admitiram que já tinham sido vítimas e também já tinham feito ghosting.

'Nos livramos das pessoas'

Gety ImagesDireito de imageAGES
Image captionOs adolescentes crescem pensando que não responder a uma mensagem é algo normal 
Sherry Turkler, professora de sociologia do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), disse em uma entrevista recente ao Huffington Post que o "ghosting é algo quase único do mundo online".
"Com as novas tecnologias nos acostumamos a nos livrar das pessoas simplesmente não respondendo. E isso começa com os adolescentes, que crescem com a ideia de que é possível que enviem uma mensagem a alguém e não recebam nada em resposta."
Turkle afirmou que "isto tem graves consequências, porque quando nos tratam como se pudéssemos ser ignorados, começamos a pensar que tudo bem, e nos tratamos como pessoas que não têm sentimentos".
"E, ao mesmo tempo, tratamos os outros como pessoas que não têm sentimentos neste contexto e a empatia começa a desaparecer."
A psicoterapeuta americana Elisabeth J. LaMotte acredita que para muitos o ato de dizer adeus ou acabar com o relacionamento é incômodo e "o evitamos em muitas esferas, particularmente no setor do amor".
"Passamos muito tempo socializando através das novas tecnologias, compartilhando nossa vida particular nas redes sociais e cada vez nos sentimos mais incomodados com o contato interpessoal", disse LaMotte para a BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.
"Isto faz com que terminar uma relação seja mais complicado, porque temos cada vez menos prática nisto."

Consciência do dano

LaMotte afirma que "quando se analisa a psicologia dos que praticam o ghosting, em alguns casos se vê que foram feridos por pessoas que consideram mais importantes que eles mesmos e que já sofreram rompimentos de relacionamentos que não processaram corretamente".
"Em algumas ocasiões não têm consciência do dano que causam", disse a especialista.
"Para a pessoa vítima de ghosting, pode ser uma experiência muito dolorosa. A rejeição causa dor. E o ghosting é uma rejeição vaga que faz que o processo de dor do rompimento seja mais longo."
LaMotte afirma que "no começo, as pessoas passam por um processo de negação e buscam desculpas para explicar a situação, como a outra pessoa ter perdido o telefone ou ter aparecido uma emergência".
"Quando se conscientizam da realidade, precisam enfrentar a dor de saber que o outro não se incomodou para dar dignidade à relação e dizer adeus."
A psicoterapeuta afirma que, às vezes, o fim de um relacionamento é o momento mais importante, já que "é uma oportunidade para o crescimento emocional".
GettyDireito de imageTY IMAGES
Image captionO ghosting tem consequências para quem sofre e para quem o pratica
Segundo LaMotte "se alguém sofreu várias experiências de ghosting, examine suas escolhas", pois é preciso "respeitar a si mesmo e não cair outra vez no mesmo padrão".

Sem conflito

Maya Borgueta, psicóloga da organização Lantern, da Califórnia, afirmou que o ghosting "está relacionado com querer evitar o conflito".
"Querem evitar sentir o incômodo caso a outra pessoa fique brava ou comece a chorar", disse ela à BBC Mundo.
"Obviamente o ghosting existe desde o início dos tempos, mas não há dúvida de que a tecnologia e o tipo de comunicação impessoal a que nos habituamos, por meio da internet ou aplicativos, transformou em algo mais comum."
"Realmente pode ser muito doloroso, porque quando nos deixam desta forma, frequentemente continuamos conectados com estas pessoas em redes sociais como Facebook, Twitter ou Instagram", acrescentou.
"Você percebe que esta pessoa não está se comunicando com você e continua com a vida como se nada tivesse acontecido. Faz com que o processo seja mais complicado."
Borgueta acredita que o ghosting "pode reforçar as inseguranças que uma pessoa tem e pode afetar relacionamentos futuros".
"Também pode ter efeitos psicológicos negativos para a pessoa que o pratica, que pode ter um grande sentimento de culpa e vergonha, sentem que não podem gerenciar os momentos difíceis de um relacionamento."
De acordo com Borgueta, apesar da dor, as vítimas de ghosting "devem assumir que talvez nunca tenham o encerramento desejado para este relacionamento".

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Desperdício de papel nas empresas: dicas de como reduzir o consumo do material

Pelo site Pensamentoverde


foto de papéis em cima da mesa do escritórioO desperdício de papel pode ser minimizado dentro das empresas, por meio de medidas mais sustentáveis e conscientes.
Um dos grandes problemas registrados dentro das empresas é a enorme quantidade de papéis que são desperdiçados. De acordo com pesquisa realizada nos Estados Unidos pela empresa IBM, um funcionário que trabalha em escritório utiliza uma média de 10 mil folhas de papel por ano, um número impressionante e que desencadeia uma série de problemas ambientais — especialmente no que diz respeito ao desmatamento e acúmulo de lixo.
Embora este seja um problema muito grave, ele pode ser facilmente amenizado com a adoção de algumas medidas por parte das empresas e seus colaboradores. É claro que os gastos com papel dificilmente serão zerados, mas é totalmente possível reduzir drasticamente o consumo e desperdício deste material.
Tomando medidas mais conscientes e sustentáveis, as empresas podem economizar cerca 40% com papéis e outros itens de escritório. Além disso, estas ações colaboram diretamente para a redução dos custos e do desperdício, ajudando também na preservação do meio ambiente. Confira algumas dicas que podem ajudar nesse processo:

6 dicas para reduzir o consumo do papel nas empresas

  • Digitalize os processos e documentos da empresa;
  • Faça palestras e projetos conscientizando os colaboradores a respeito da importância de reduzir o consumo e desperdício de papel;
  • Invista em comunicação digital;
  • Em vez de usar papel, prefira utilizar o bloco de notas do notebook ou do smartphone durante as reuniões;
  • Configure as impressoras da empresa para economizar papel, fazendo impressões em frente e verso;
  • Reutilize impressos antigos como rascunho.

Não esqueça de reciclar!

Além de seguir todas essas dicas, é imprescindível não se esquecer de incentivar e colaborar com a reciclagem do papel. Para evitar o descarte incorreto do lixo, é preciso realizar a separação dos materiais, identificando os tipos de papel que são passíveis do processo de reciclagem:
  • Sulfite;
  • Papelão;
  • Caixas de embalagens de produtos;
  • Papel de presente;
  • Jornal e revista;
  • Folhas de caderno.

Saiba como foi feita a despoluição do Rio Sena e como pode ajudar os rios brasileiros

Pelo site Pensamentoverde

foto do rio sena Para despoluir o Rio Sena foi criado uma séria de leis de proteção ambiental e ações para recuperar o ecossistema do local.
Alguns rios se encontram em estados tão extremos de poluição que parecem ser impossíveis de recuperar. Felizmente, porém, nada é impossível por meio da tecnologia, conscientização e projetos que visam a despoluição de um rio que aparentemente está condenado. Um bom exemplo dessa situação aconteceu com o Rio Sena.

Como foi feita a despoluição do Rio Sena?

O Rio Sena é considerado o mais importante da França e, na década de 1960, ele foi considerado biologicamente morto. A partir de então, ele foi incluído em uma série de leis de proteção ambiental e em projetos nos quais foram investidos milhões de euros ao longo dos anos. No geral, as ações consistiam em formas de recuperar o ecossistema do rio e na criação de estações de tratamento.
Atualmente, estudiosos de todo o mundo constatam o que os franceses já esperavam: o rio foi despoluído e está vivo! A água é cristalina e há uma variedade de peixes e outros seres vivos, sendo que o rio é seguro até mesmo para a presença de humanos autorizados. Levou algumas décadas, mas hoje em dia o Rio Sena pode ser visto novamente como um cartão-postal de Paris, além de um membro essencial para o ecossistema francês.

A despoluição dos rios brasileiros é possível?

Sim! Na verdade, a recuperação do Rio Sena deve servir como inspiração. Em 2013, foi assinado um acordo de cooperação entre o governo francês e o de São Paulo, que pretende aplicar no rio Tietê até 50 iniciativas similares às usadas no Sena. Considerado o mais poluído do Brasil e destaque entre os rios mais poluídos do mundo, o Tietê apresenta uma situação tão preocupante que apenas seres vivos que não precisam de oxigênio, como bactérias e fungos, conseguem sobreviver no local.
Outras iniciativas e soluções também estão sendo buscadas por empresas e organizações brasileiras. A tecnologia despoluidora The Water Cleanser, da Austrália, já vem sendo testada em rios brasileiros, e pode ajudar muito em breve.
Ainda assim, o processo de recuperação é muito demorado. O Brasil é um dos países com o maior índice de poluição de água no mundo todo, o que é especialmente assustador considerando que também possuímos uma das maiores reservas de água doce do planeta. Esse problema surge tanto da falta de conscientização da população, que joga dejetos nos mais diversos rios, como da falta de tratamento básico de esgoto na maioria dos municípios.
Em outras palavras, podemos dizer que a despoluição de rios brasileiros é possível, mas apenas com esforços conjuntos de diferentes esferas — o que inclui o âmbito governamental e o social. No primeiro caso, é preciso usar tecnologias, projetos e iniciativas aprovadas e eficazes em outros países, adaptadas para a realidade brasileira. Além disso, são necessárias campanhas de conscientização da população.
Por parte dos cidadãos, é fundamental que todos devem realmente seguir as orientações e evitar todo tipo de ação que cause poluição. Por mais que a falta de saneamento básico seja um dos principais causadores deste problema, nenhuma ação será muito eficiente se as pessoas continuarem com o hábito destrutivo de jogar lixo em rios.

Estudo revela que mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é plástico

Pelo site Pensamentoverde

95% do lixo encontrado nas praias brasileiras são compostos por materiais plásticos.
Não é um fato desconhecido que o plástico é um dos resíduos que mais contribui para a poluição do planeta. Copos, garrafas, embalagens, equipamentos diversos — ou seja, o plástico formatado nos mais diversos tipos de materiais — representam toneladas de lixo que são produzidas e depois descartadas de maneira incorreta no meio ambiente.
De acordo com estudo realizado pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é composto por matéria plástica. Segundo o documento, pelo menos 80% deste total de resíduos tem origem terrestre, o que responsabiliza, principalmente, a (falta de) gestão do lixo urbano e as atividades econômicas (indústria, comércio e serviços), além da responsabilidade individual de cada pessoa que descarta esses resíduos.
Em relação aos outros 20%, os pesquisadores explicam que a demanda é gerada por atividades marítimas (tais como pesca, mergulho com snorkel e turismo). Para chegar a esses números, o instituto tem trabalhado com o monitoramento de pelo menos 12 praias brasileiras desde 2012.
A pesquisa revela, ainda, a quantidade de lixo plástico descartado nas praias de todos os países a cada ano. No Brasil, são lançados entre 70 mil e 190 mil toneladas, enquanto China, Indonésia e Filipinas lideram o índice para descarte do material nos oceanos (com 3,5 milhões de toneladas de plástico geradas anualmente).
O objetivo do instituto é, com essa base de informações, orientar o setor industrial, empresarial e até mesmo a população, oferecendo dicas e sugestões para incentivar a conscientização e gerenciamento de material plástico. Desta forma, o IO-USP acredita que é possível diminuir consideravelmente a quantidade do material nas praias e oceanos para os próximos anos.

Conheça os principais projetos de carros movidos a eletricidade no Brasil

Pelo site Pensamentoverde

foto de carro elétrico desenhado no asfalto
O veículo elétrico é extremamente importante para a conservação e preservação ambiental.
A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP) é um evento realizado anualmente e reúne entidades de todo o mundo com o objetivo de estabelecer relações internacionais de consumo e produção sustentáveis. Em 2017, foi realizada a 21ª edição do encontro, que ocorreu em Paris e atentou para a importância de estabelecermos novas relações de consumo e produção de energia.
Na ocasião, o segmento de transporte foi apontado como o maior responsável pelo consumo enérgico e, consequentemente, pela emissão de gases que intensificam o efeito estufa. É neste ponto que os carros elétricos ganham destaque, deixando de serem vistos como itens produzidos apenas por entidades de tecnologia limpa e sustentável (como é o caso da Tesla) para se tornarem produtos das mais tradicionais montadoras mundiais.
O carro elétrico é um veículo que usa propulsão por meio de motores elétricos compostos por um sistema de energia que não emite qualquer tipo de poluente. Trata-se de um veículo muito importante para a conservação e preservação ambiental, uma vez que ajuda a reduzir os impactos do sofridos pela camada de ozônio e pelo efeito estufa.

Projetos de carros movidos à eletricidade no Brasil

Modelo elétrico da BYD

Em Curitiba, capital do estado do Paraná, o carro elétrico chegou no início do segundo semestre de 2016 e pode ser alugado por qualquer motorista (no valor de R$ 15 a hora ou R$ 120 pelo dia).
Uma carga completa (que leva, em média, duas horas) permite que o motorista rode até 400 quilômetros sem parar. Na conta de luz, cada abastecida gasta R$ 28, o que torna o veículo muito mais econômico em comparação aos que utilizam álcool e gasolina como combustível. O SUV elétrico é da marca chinesa BYD e também se encontra disponível em outras cidades das regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.
A marca também tenta negociar com algumas prefeituras para oferecer unidades de veículos elétricos para ser testadas pelos órgãos.

Nissan

A japonesa, lado a lado com a Renault, possui o modelo “Leaf” como principal representante dos carros elétricos em âmbito global. No mercado asiático, ele já é muito bem aceito. O objetivo é desenvolver a solução na América Latina (o que inclui o Brasil) a partir de 2019. Estima-se que a versão híbrida do modelo custará um pouco mais do que R$ 100 mil a unidade.

Chevrolet

Uma das marcas mais consolidadas no território brasileiro também visa trazer os modelos elétricos para o País muito em breve. O modelo será o “Bolt”, que deve começar a ser testado no Brasil também em 2019.

Toyota

A marca, que possui fábrica no interior de São Paulo (em Porto Feliz), deve anunciar em breve mais de 20 modelos de veículos elétricos e híbridos. Segundo a Toyota, o objetivo é trazê-los ao Brasil — desde que haja maior incentivo por parte do governo.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Qual a ameaça real do 'torpedo do juízo final', a arma nuclear da Rússia que preocupa os EUA

BBC - MUNDO
Homens dentro do submarino russo Yuri DolgorukyDireito de imagemAFP
Image captionSubmarino russo Yuri Dolgoruky: O sistema nuclear da Rússia deve ser lançado a partir de submarinos adaptados
Sigiloso, implacável e devastador.
Assim é descrito o Sistema Oceânico Multipropósito Status-6, uma arma nuclear russa que está em fase de desenvolvimento e que tem preocupado os Estados Unidos.
Em sua Revisão de Postura Nuclear (NPR, da sigla em Inglês) divulgada em 2 de fevereiro, o Departamento de Defesa americano incluiu a arma como uma das ameaças que justificam os EUA modernizarem seu arsenal atômico.
O presidente dos EUA, Donald Trump, acredita que o país está sendo alcançado por seus grandes concorrentes - Rússia e China - por causa do que considera "anos de abandono da era Obama".
A NPR, que dita o plano de atuação do governo em relação às armas de dissuasão, caracteriza o Status-6 como "um novo torpedo intercontinental autônomo e submarino, de combustível e armamento nuclear".
Já a Rossikaya Gazeta, o jornal oficial do governo russo, o batizou como o "artefato do dia do juízo final".
Imagem mostra explosão nuclear
Image captionExplosão nuclear: O Pentágono garante que a Rússia desenvolve ao menos outros dois sistemas de alcance intercontinental 

Capaz de atravessar o oceano

O Status-6 foi projetado como um veículo autônomo capaz de atravessar o Oceano Pacífico e lançar um ataque radioativo mortal sobre a costa oeste dos Estados Unidos.
Ele é adaptado para mergulhos tão profundos que se tornaria invisível a sistemas de detecção. Sua carga incluiria ogivas nucleares de alta potência.
"Sua detonação provocaria uma enorme nuvem radioativa", explica à BBC Mundo, o serviço em espanhol a BBC, Pavel Podvig, autor do blog Russian Forces, que divulga informações sobre armas nucleares, controle de armas e desarmamento na Rússia, baseadas em análises científicas.
O plano russo é contar com o que os especialistas chamam de "arma de terceira onda" definitiva.
Papel com detalhes do projeto Status-6
Image captionPapel com detalhes do projeto russo: Imagem teria sido registrada enquanto era mostrada ao presidente Vladimir Putin 
Caso tanto os mísseis balísticos terrestres como submarinos fossem neutralizados por um hipotético ataque inimigo, leia-se americano, o Status-6 teria a capacidade de lançar uma resposta atômica em terreno adversário.
Ele seria lançado a partir de um submarino adaptado para isso.

'Danos enormes'

Hans Kristensen, da Federação de Cientistas Americanos, destaca que os "Estados Unidos têm capacidade para perseguir os submersíveis inimigos, mas, uma vez que se lança um torpedo, a história é diferente".
"Se essa arma fosse concluída, certamente causaria danos enormes", diz Podvig.
Mas a dúvida é justamente essa, se o Status-6 será realidade algum dia.
Vladimir Putin e Donald TrumpDireito de imagemFP
Image captionVladimir Putin e Donald Trump: Para o presidente dos EUA, o país vem perdendo a vantagem que tinha sobre a Rússia e a China
Apesar de ter sido oficialmente reconhecido como uma ameaça pelo Pentágono, os especialistas encontram muitas razões para ceticismo.
"Não está claro que ele vá ficar operacional", diz Podvig.
Os Estados Unidos e seus aliados souberam dos planos de desenvolvimento dessa arma durante um encontro do presidente russo Vladimir Putin com seus generais na cidade de Sochi, na Rússia.
Em imagens divulgadas por canais controlados pelo Kremlin, é possível ver rapidamente um dos militares mostrando um documento confidencial a Putin.
A folha continha desenhos e detalhes do Status-6, desenhado pela Rubin, uma fabricante de submarinos nucleares de São Petesburgo.
Logo surgiram especulações sobre se a divulgação das imagens foi acidental ou estratégia para intimidar potenciais adversários.
Submarino russoDireito de imagemGES
Image captionSubmarino russo: Estados Unidos e Rússia lutam pelo "controle dos mares"
Kristensen lembra que "os russos fazem frequentemente essas coisas, de manter, durante anos, programas dos quais posteriormente não sai nada".
"Eu não acho que vai ser operacional da maneira como foi descrito", reforçou Podvig.
Então, por que os estrategistas do Pentágono o incluíram em um documento oficial como uma ameaça real para a segurança nacional?
"O Status-6 é tecnicamente possível e, na comunidade de inteligência, eles acham melhor estarem preparados para algo assim", ressalta Podvig.
Kristensen descarta que esse sistema de armas em desenvolvimento tenha sido uma das razões para a revisão da política nuclear de Washington.
"Eles o usaram como um dos exemplos assustadores de que os russos são maus e podem obter suas próprias armas para respaldar o argumento de que os Estados Unidos precisam melhorar suas armas nucleares."
Imagem mostra míssil balístico russo na Praça Vermelha, em MoscouDireito de imagemAFP
Image captionMíssil balístico de fabricação russa, em Moscou: Especialistas asseguram que as armas americanas não perderam vantagem
De acordo com informações recentes divulgadas pela agência de notícias Bloomberg, Trump espera que o Congresso aprove um aumento de 7,2% no orçamento da Defesa para o próximo ano.
Em seu discurso sobre o Estado da União, relatório que os presidentes americanos apresentam anualmente aos parlamentares, ele pediu a construção de um arsenal nuclear "tão forte e poderoso que possa impedir qualquer tentativa de agressão de outro país".

Outras ameaças

Embora o NPR tenha citado, além do Status-6, "pelo menos dois outros sistemas de alcance intercontinental", os especialistas fizeram poderações em relação à fala de Trump sobre uma deterioração das capacidades dos EUA.
"O fato de que a Rússia estava há algum tempo modernizando seus equipamentos não significa que os EUA não o fizeram também, mas que isso aconteceu muitos anos antes", diz Povdig.
Agora, depois de anos de política de não proliferação de armas nucleares em Washington, essa corrida parece prestes a recomeçar.
"Já na época da Guerra Fria sempre se citava as armas da grande potência alheias como justificativa para as próprias. É assim que sempre funciona."