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quinta-feira, 10 de março de 2016

Para hackear uma impressora 3D basta um gravador de som

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Para hackear uma impressora 3D basta um gravador de som
O som das impressoras 3D pode ser um mecanismo facilmente explorado na espionagem industrial. Na foto, exemplos de objetos impressos. [Imagem: Daniel Anderson / UCI]
Espionagem sonora
Hackear uma impressora 3D pode ser tão simples quanto ligar o gravador do celular ao lado enquanto o equipamento está funcionando.
Mohammad Al Faruque e seus colegas da Universidade da Califórnia em Irvine, nos EUA, mostraram que basta o gravador de um celular para capturar os sinais acústicos que guardam todas as informações necessárias para isso.
Com a gravação do ruído do movimento e do bico injetor da impressora 3D é possível fazer uma engenharia reversa e recriar o mesmo objeto em outra impressora.
O programa de engenharia reversa criado pela equipe conseguiu quase 90% de precisão na duplicação de um objeto aleatório usando apenas a engenharia reversa acústica.
Fluxos de informação e fluxos de energia
"Meu grupo basicamente tropeçou nesta descoberta no verão passado quando estávamos tentando entender a relação entre os fluxos de informação e os fluxos de energia," contou o professor Al Faruque.
"De acordo com as leis fundamentais da física, a energia não é consumida; ela é convertida de uma forma para outra - energia eletromagnética para cinética, por exemplo. Algumas formas de energia são convertidas em formas significativas e úteis; outras tornam-se emissões, que podem inadvertidamente liberar informações secretas," acrescentou o pesquisador.
As emissões produzidas pelas impressoras 3D são sinais acústicos que contêm mais informação do que se imaginava.
Para aqueles mais preocupados com proteção intelectual e sigilo industrial, o pesquisador sugere que se comece a pensar em formas de amortecer os sinais acústicos das impressoras, eventualmente introduzindo ruídos aleatórios que possam evitar a engenharia reversa.

Ou proibir que alguém se aproxime do equipamento com um celular enquanto ele estiver funcionan

quarta-feira, 9 de março de 2016

Usinas solares começam a flutuar pelo mundo

Com informações da BBC e Agência Brasil 



Usinas solares começam a flutuar pelo mundo
[Imagem: United Utilities/Divulgação]
Usinas solares flutuantes
A maior fazenda solar flutuante da Europa está sendo construída em um reservatório na Inglaterra.
Mais de 23.000 painéis solares fotovoltaicos estão sendo colocados na superfície do reservatório Rainha Elizabeth II, perto de Surrey.
A fazenda, que terá o tamanho equivalente a oito campos de futebol contíguos, deverá gerar 5,8 megawatts-hora (MWh) de eletricidade.
Parte dessa energia será usada para alimentar o sistema de tratamento de água instalado na própria represa.
O empreendimento é uma obra conjunta entre a empresa de abastecimento de água e a concessionária de energia que atende a região.
Usinas solares começam a flutuar pelo mundo
O processo de montagem é simples e rápido. [Imagem: LightSource/Divulgação]
Construção em terra
A plataforma flutuante terá 57.500 metros quadrados, composta por mais de 61.000 flutuadores e 177 âncoras.
Os painéis solares estão sendo instalados sobre a plataforma em um sistema de construção simples e de baixo custo, com as peças sendo montadas em terra e simplesmente lançadas sobre a água.
A maior usina solar flutuante na Europa até agora também está na Inglaterra, tendo sido inaugurada perto de Manchester no Natal passado, medindo 45.500 metros quadrados.
Usinas solares começam a flutuar pelo mundo
A fazenda solar vai sendo montada e simultaneamente lançada na água. [Imagem: LightSource/Divulgação]
Maior usina solar flutuante do mundo
As duas usinas inglesas parecem pequenas perto da maior usina solar flutuante do mundo, que está sendo construída no Japão.
A fabricante de painéis solares Kyocera está construindo a fazenda solar em Chiba, na represa Yamakura.
Ela terá 180.000 metros quadrados quando concluída, fornecendo energia suficiente para abastecer 4.970 casas no padrão de consumo japonês - a fazenda solar inglesa conseguirá abastecer 1.800 casas.
Usinas solares começam a flutuar pelo mundo
Protótipo da fazenda solar brasileira, lançado na represa de Balbina. [Imagem: Bianca Paiva/Agência Brasil]
Fazendas solares brasileiras
O Brasil também está começando a investir na exploração de energia solar em lagos de usinas hidrelétricas.
A utilização dos lagos das hidrelétricas permite aproveitar as subestações e as linhas de transmissão das usinas, evitar a desapropriação de terras e ainda proteger o reservatório, evitando a evaporação.
O primeiro projeto foi lançado na semana passada na Hidrelétrica de Balbina, no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas.
As placas fotovoltaicas flutuantes no reservatório da usina amazonense vão gerar, inicialmente, um 1 MW de energia. A previsão é que, até outubro de 2017, a potência seja ampliada para 5 MW.

Um projeto semelhante, com a mesma capacidade de geração de energia solar de Balbina, será lançado nesta semana na Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia.

Maior aeronave do mundo está pronta para testes

Com informações da BBC 



Maior aeronave do mundo está pronta para testes
Além de mostrar eficiência técnica, a empresa terá que vencer o tabu contra os dirigíveis. [Imagem: Hybrid Air Vehicles/Divulgação]
A volta dos dirigíveis?
Nas próximas semanas, o Airlander 10, a maior aeronave do mundo, fará seu primeiro voo de teste.
Uma estranha mistura de dirigível, helicóptero e avião, o veículo decolará de Cardington, um vilarejo 70 km ao norte de Londres.
O Airlander 10 tem 92 metros de comprimento, 18 a mais que as maiores estrelas da aviação comercial, o Airbus 380 e o Boeing 747-8.
O "10" no nome da aeronave é uma referência à sua capacidade de carga - 10 toneladas de carga e até 48 passageiros. Já há planos para a construção futura de uma versão para 50 toneladas.
Aeronave verde e barata
Baseado originalmente em um projeto militar norte-americano, o Airlander 10 saiu do papel graças à Hybrid Air Vehicles, que adaptou os planos para desenvolver o que a empresa chama de uma nova geração de aeronaves silenciosas, energeticamente eficientes e que não afetam o meio ambiente.
Segundo a empresa, a aeronave é 70% mais "verde" que um avião de carga típico, mas a grande vantagem é a versatilidade: além de decolar verticalmente, o dirigível pode pousar da mesma maneira em uma série de superfícies, inclusive na água.
Isso poderia fazer dele um veículo bastante útil para transportar cargas para locais de difícil acesso, como zonas de desastres sem pistas de pouso. De acordo com o fabricante, o Airlander é capaz de suportar ventos de mais de 120 km/h quando está ancorado no solo.
E seus custos também são uma fração em comparação com a concorrência: cerca de US$ 11 milhões - a maior parte deste valor veio de financiamentos do governo britânico e da União Europeia, mas uma campanha de financiamento coletivo arrecadou mais de US$ 3,3 milhões.
Maior aeronave do mundo está pronta para testes
A construção civil e o acesso a locais remotos são os principais mercados visados pela empresa. [Imagem: Hybrid Air Vehicles/Divulgação]
Velocidade e autonomia
A aeronave contra com quatro motores movidos a diesel e uma estrutura inflada com gás hélio, o que resulta em um peso de 20 toneladas, menos de 10% de um Airbus 380, por exemplo.
O Airlander promete também autonomia maior do que a concorrência. Pode voar continuamente por até cinco dias a uma velocidade de 148 km/h, alcançar 6.100 metros de altitude e pode ser controlado por controle remoto.
Maior aeronave do mundo está pronta para testes
Uma futura versão para 50 toneladas poderá ser empregada em obras maiores. [Imagem: Hybrid Air Vehicles/Divulgação]
Tabu da indústria
O Airlander conta também com um detalhe que pode ser bem ou mal visto: ele foi construído no Hangar 1, em Cardington, as mesmas instalações onde foi produzido o primeiro dirigível do mundo, em 1918, recuperados pela Hybrid Air Vehicles, que quer fabricar lá pelo menos 10 unidades por ano.
Agora é saber se a empresa conseguirá convencer o mercado, desafiando o que especialistas em transporte aéreo classificam como um tabu da indústria: em 1937, o mais famoso dirigível da época, o Hindenburg, incendiou-se enquanto aterrissava em Nova Jersey, matando 35 pessoas. "O desastre matou a indústria", escreveu o historiador John Swinfield.

O Airlander, porém, é inflado com hélio, um gás não inflamável, ao contrário do hidrogênio, que era usado pelos dirigíveis como o Hindenburg.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Célula solar-eletroquímica armazena luz do Sol e gera hidrogênio

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Célula solar-eletroquímica armazena luz do Sol e gera hidrogênio
Protótipo do reator fotoeletroquímico, que opera nas temperaturas elevadas encontradas nas usinas termossolares. [Imagem: TU Wien]
Célula fotoeletroquímica
As células fotovoltaicas convertem a luz solar em eletricidade, mas sua eficiência diminui a temperaturas elevadas.
Outra linha de trabalho tenta usar a energia elétrica produzida pelas células solares para a produção de hidrogênio, um combustível limpo, mas a eficiência energética desse processo ainda é limitada.
Pesquisadores da Universidade Tecnológica de Viena, na Áustria, desenvolveram agora um novo conceito: eles conseguiram combinar a energia fotovoltaica gerada em altas temperaturas com uma célula eletroquímica, que poderá produzir hidrogênio.
A luz ultravioleta do Sol é usada diretamente para bombear íons de oxigênio através de um eletrólito sólido, o que significa que a energia da luz UV é armazenada quimicamente. Com as adaptações necessárias, este método também pode ser usado para quebrar as moléculas da água em hidrogênio e oxigênio.
"Isso nos permitirá concentrar a luz solar com espelhos e construir plantas de grande escala com um alto índice de eficiência. As células fotovoltaicas comuns, no entanto, só funcionam bem até 100º C. Uma planta com concentradores solares opera em temperaturas muito mais elevadas," disse Georg Brunauer, idealizador da nova célula.
Fotovoltaica com eletroquímica
O que Brunauer fez foi combinar diversos óxidos metálicos para montar uma célula que combina a energia fotovoltaica com a eletroquímica.
A chave para o sucesso foi uma escolha bem feita dos materiais usados. Em vez do silício tradicionalmente usado nas células fotovoltaicas, ele optou pelas perovskitas, tidas como o material do futuro não apenas para células solares, mas também para LEDs e memórias RAM.
"Nossa célula consiste de duas partes diferentes - uma parte fotoelétrica na parte superior e uma parte eletroquímica embaixo. Na camada superior, a luz ultravioleta cria portadores de carga livres, assim como em uma célula solar padrão," explica Brunauer.
Os elétrons nesta camada são imediatamente capturados e dirigidos para a camada inferior, da célula eletroquímica. Uma vez lá, esses elétrons são usados para ionizar o oxigênio. Esses íons de oxigênio negativos deslocam-se então através de uma membrana na parte eletroquímica da célula, onde são armazenados.
O protótipo funcionou a contento, mas a tensão gerada - 0,9 Volt - não é suficiente ainda para a produção direta de hidrogênio. "Esse objetivo está ao nosso alcance, agora que demonstramos que a célula funciona," disse Brunauer.

Bibliografia:

UV-Light-Driven Oxygen Pumping in a High-Temperature Solid Oxide Photoelectrochemical Cell
Georg Christoph Brunauer, Bernhard Rotter, Gregor Walch, Esmaeil Esmaeili, Alexander Karl Opitz, Karls Ponweiser, Johann Summhammer, Juergen Fleig
Advanced Functional Materials
DOI: 10.1002/adfm.201503597

WFIRST: Novo telescópio espacial irá estudar exoplanetas

Redação do Site Inovação Tecnológica 



WFIRST: Novo telescópio espacial irá estudar exoplanetas
Com uma capacidade 100 vezes superior à do Hubble, o WFIRST vai estudar também a energia e a matéria escuras. [Imagem: NASA/GSFC]
Largo e profundo
Depois de anos de estudos preparatórios, a NASA está formalmente iniciando o projeto de um novo telescópio espacial, o WFIRST (Wide Field Infrared Survey Telescope, ou telescópio de rastreio infravermelho de largo campo de visão).
Com uma capacidade visual 100 vezes maior que a do Telescópio Espacial Hubble, o WFIRST vai ajudar a desvendar os segredos da energia escura, da matéria escura, explorar a evolução do cosmos e espionar os exoplanetas em detalhes, sobretudo aqueles com condições de vida similares às da Terra.
"Esta missão combina de forma única a capacidade de descobrir e caracterizar planetas além do nosso Sistema Solar com a sensibilidade e a óptica para olhar aberto e profundamente para o Universo na busca por desvendar os mistérios da energia escura e da matéria escura," disse o astronauta John Grunsfeld ao apresentar o projeto.
Estudo de exoplanetas
O WFIRST será o próximo grande observatório de astrofísica da NASA após o lançamento do Telescópio Espacial James Webb, em 2018. O observatório irá analisar grandes regiões do céu em luz infravermelha.
Seus principais instrumentos serão uma câmera infravermelha de campo largo e um coronógrafo projetado para bloquear o brilho das estrelas para permitir observar a fraca luz dos planetas que orbitam em torno delas.
Bloqueando a luz da estrela hospedeira, o coronágrafo realizará medições detalhadas da composição química das atmosferas planetárias - essa técnica é conhecida como microlente gravitacional. A comparação desses dados entre muitos exoplanetas permitirá uma melhor compreensão da origem e da física dessas atmosferas, além de permitir a busca por sinais químicos de ambientes adequados para a vida.
WFIRST: Novo telescópio espacial irá estudar exoplanetas
Comparação entre o telescópio espacial Kepler e o WFIRST quanto à distância a partir da estrela onde cada um poderia encontrar um exoplaneta. [Imagem: WFIRST]
O WFIRST também poderá medir com precisão as formas, posições e distâncias de milhões de galáxias para rastrear a distribuição e o crescimento das grandes estruturas cósmicas, incluindo os aglomerados de galáxias e a matéria escura que os acompanha.
E, medindo as distâncias de milhares de supernovas, será possível mapear em detalhe como a expansão cósmica tem-se comportado ao longo do tempo.
Ponto de Lagrange
A previsão é que o WFIRST seja lançado em meados da década de 2020.

Ele ficará em um local conhecido como ponto de Lagrange L2, um ponto de equilíbrio gravitacional entre a Terra e o Sol, a cerca de 1,6 milhão de km de distância, onde há menos interferências e é necessário usar menos combustível para se manter estável.

domingo, 6 de março de 2016

Eletrônica de plástico fica 1.000 vezes melhor

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Componentes eletrônicos de plástico ficam 1.000 vezes melhores
Cadeias poliméricas alinhadas verticalmente melhoraram os semicondutores orgânicos em 1.000 vezes.[Imagem: Umea University]
Semicondutores orgânicos
Os polímeros semicondutores, ou semicondutores orgânicos, ficaram ainda melhores - 1.000 vezes melhores.
Agora eles ganharam a capacidade de transportar cargas elétricas na vertical, e não apenas ao longo das cadeias poliméricas centrais - de forma mais simples, a eletricidade flui pelo interior do plástico inteiro.
Os semicondutores orgânicos estão na base das telas mais modernas, feitas de OLEDs - ou LEDs orgânicos - e serão essenciais em tecnologias emergentes, como as telas e aparelhos flexíveis e da eletrônica de vestir, e de uma multiplicidade de aparelhos de baixo consumo de energia.
Vasyl Skrypnychuk e seus colegas da Universidade de Umea, na Suécia, descobriram um modo de alinhar verticalmente as cadeias poliméricas, o que multiplicou por várias ordens de grandeza a quantidade de cargas que consegue fluir pelo material, além de dispensar a dopagem, a adição de elementos estranhos à cadeia polimérica.
"O transporte de cargas elétricas é grandemente otimizado somente pelo controle da cadeia polimérica e da orientação dos cristalitos dentro do filme. A mobilidade medida foi aproximadamente mil vezes maior do que o que já havia sido conseguido no mesmo semicondutor orgânico," disse o professor David Barbero, coordenador da equipe.
Quais os benefícios?
E como isto poderá afetar o campo da eletrônica orgânica?
"Acreditamos que estes resultados terão impacto na área das células solares de polímeros e fotodiodos orgânicos, onde as cargas são transportadas verticalmente no dispositivo. Dispositivos de base orgânica têm sido tradicionalmente mais lentos e menos eficientes do que os inorgânicos (por exemplo, feitos de silício), em parte devido à baixa mobilidade das cargas nos semicondutores orgânicos.
"Tipicamente, os semicondutores de plástico, que são apenas semicristalinos, têm mobilidades de cargas positivas cerca de 10.000 vezes menores do que o silício dopado, que é usado nos dispositivos eletrônicos. Agora nós demonstramos que é possível obter uma mobilidade muito maior e muito mais perto da do silício, controlando o alinhamento da cadeia vertical, e sem dopagem," resumiu o professor Barbero.

Bibliografia:

Ultrahigh Mobility in an Organic Semiconductor by Vertical Chain Alignment
Vasyl Skrypnychuk, Gert-Jan A. H. Wetzelaer, Pavlo I. Gordiichuk, Stefan C. B. Mannsfeld, Andreas Herrmann, Michael F. Toney, David R. Barbero
Advanced Materials
Vol.: Published online
DOI: 10.1002/adma.201503422

quinta-feira, 3 de março de 2016

Brasil lança pedra fundamental de nova estação na Antártica

Com informações da Agência Brasil 



Brasil lança pedra fundamental de nova estação na Antártica
As novas instalações deverão ter uma complexa infraestrutura composta por 17 laboratórios, com extremidades envidraçadas para aproveitar a luz natural.[Imagem: Marinha do Brasil/Divulgação]
Pedra à distância
Quatro anos após o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, o Brasil lançou a pedra fundamental da nova base brasileira no continente.
O lançamento estava programado para a Antártica, mas, devido a condições meteorológicas adversas, a comitiva brasileira não pôde fazer a viagem.
A cerimônia foi então transferida para o Instituto Antártico Chileno, em Punta Arenas, no Chile, e teve a participação dos ministros da Defesa, Aldo Rebelo, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera.
A nova base brasileira vai ocupar o mesmo local da estação anterior, na Península Keller, interior da Baía do Almirantado, na Ilha Rei George, e deverá ser entregue em 2018.
As obras para reconstrução começaram em dezembro do ano passado, pela empresa China Electronics Imports and Exports Corporation, vencedora da licitação no valor de US$ 99,6 milhões.
Com uma área de aproximadamente 4,5 mil metros quadrados, a nova Estação Antártica Comandante Ferraz vai ter 17 laboratórios, setor de saúde, biblioteca e sala de estar, podendo abrigar 64 pessoas.
Programa Antártico
O Programa Antártico Brasileiro (Proantar), coordenado pela Marinha, foi criado em 1982 com o objetivo de desenvolver um programa científico que incluísse o Brasil entre os países do Tratado da Antártica. A Estação Comandante Ferraz foi instalada dois anos depois, em fevereiro de 1984, e tornou-se a base para as pesquisas brasileiras no continente, abrigando militares e cientistas.
A estrutura foi destruída por um incêndio no dia 25 de fevereiro de 2012. O fogo começou na praça de máquinas, local onde ficavam os geradores de energia. Dois militares da Marinha morreram tentando apagar o incêndio.
Desde o incêndio, a instalação de módulos emergenciais tem permitido a permanência brasileira e a continuidade das pesquisas no local.

Nas suas três décadas, o Proantar realizou uma média anual de 20 projetos de pesquisas nas áreas de oceanografia, biologia, biologia marinha, glaciologia, geologia, meteorologia e arquitetura. As atividades científicas são realizadas durante todo o ano, mas é de outubro a março, no verão antártico, que ocorre a movimentação de pesquisadores, pessoal de apoio, equipamentos e material.

Projetos para cidades inteligentes terão R$ 10 milhões

Com informações da Finep 



Projetos para cidades inteligentes terão R$ 10 milhões
O conceito de cidades e edifícios inteligentes está intimamente ligado com a chamada "internet das coisas". [Imagem: Finep]
Cidade inteligente
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito (Fapesp) lançaram chamada de propostas para apoiar o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores em cidades inteligentes e sustentáveis.
O conceito de cidade inteligente envolve "construções evolutivas", segundo as duas agências, envolvendo o uso de materiais integrados com sensores, dispositivos eletrônicos e redes de comunicação, os quais são ligados com sistemas computadorizados, para análise de dados a partir de algoritmos inteligentes que tomam decisões.
As áreas temáticas da chamada são meio ambiente sustentável; mobilidade urbana; tecnologias assistivas; segurança pública; tecnologias para difusão de educação e cultura e saúde.
Espera-se que as empresas contempladas com os financiamentos realizem pesquisas visando ao desenvolvimento comercial e industrial dos produtos, em projetos com duração de até 24 meses. O orçamento solicitado na proposta poderá ser de até R$ 1,5 milhão.
Financiamento regional
Os recursos disponíveis para financiamento são de R$ 10 milhões, sendo 50% com recursos da Finep e 50% com recursos da Fapesp.
Podem participar da chamada microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas empresas e médias empresas brasileiras, sediadas no estado de São Paulo (SP) e constituídas, no mínimo, 12 meses antes ao lançamento do edital.

As propostas devem ser enviadas por meio do Sistema de Apoio a Gestão (SAGe) da Fapesp, até o dia 25 de abril de 2016.

Cristal de cristais para uma nova era na eletrônica

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Cristal de cristais para uma nova era na eletrônica
O cristal de pontos quânticos agora só depende da purificação dos cristais semicondutores individuais que o formam. [Imagem: Kevin Whitham/Cornell]
Cristal de cristais
Assim como a pastilha de silício monocristalina inaugurou a era da eletrônica de estado sólido há 60 anos, cristais feitos de cristais estão se candidatando a inaugurar uma nova era na tecnologia da informação.
Pesquisadores conseguiram pela primeira vez sintetizar um cristal único feito de outros pequenos cristais sólidos, conhecidos como pontos quânticos.
Esses pequenos cristais semicondutores estão na base, por exemplo, de um transístor quântico apresentado no mês passado, mas que dependia da disposição dos pontos quânticos sobre um nanotubo. No cristal, eles já ficam alinhados, abrindo novos caminhos não apenas para a computação quântica, mas também para os processadores fotônicos, as células solares, LEDs e uma infinidade de outras aplicações.
Cristal de pontos quânticos
Kevin Whitham, da Universidade Cornell, nos EUA, desenvolveu dois processos químicos para sintetizar os pontos quânticos de chumbo-selênio em cristais grandes e, em seguida, fundi-los para formar superredes atomicamente coerentes.
A diferença entre essas superredes e as estruturas cristalinas anteriores é a coerência atômica de cada cristal - eles não estão conectados por uma substância que funcione como cola, eles estão quimicamente ligados uns aos outros, formando um cristal único de pontos quânticos.
O forte acoplamento dos nanocristais leva à formação de bandas de energia que podem ser manipuladas com base na composição dos cristais, o que pode ser o primeiro passo para o desenvolvimento de outros materiais artificiais com estrutura eletrônica controlável.
Desafios
Curiosamente, o cristal de pontos quânticos não rendeu tudo o que se esperava porque os próprios pontos quânticos ainda não são tão previsíveis como esperado para uma autêntica rede cristalina - eles não são idênticos entre si, o que cria defeitos que limitam o trânsito dos elétrons no material.
Este é o desafio a ser vencido agora pela equipe.

Bibliografia:

Charge transport and localization in atomically coherent quantum dot solids
Kevin Whitham, Jun Yang, Benjamin H. Savitzky, Lena F. Kourkoutis, Frank Wise, Tobias Hanrath
Nature Materials
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nmat4576

Varinha Mágica conecta aparelhos à rede Wi-Fi sem esforço

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Varinha Mágica conecta aparelhos à rede Wi-Fi sem esforço
A equipe já está em busca de parceiros, mas ainda não há previsão de lançamento da varinha mágica configuradora de Wi-Fi no mercado. [Imagem: Dartmouth College]
Registro médicos eletrônicos
Uma "varinha mágica" digital promete melhorar a segurança do crescente número de aparelhos médicos que monitoram a saúde e que podem estar sujeitos à invasão e ao roubo de dados pessoais.
O aparelho, criado por Timothy Pierson e seus colegas da Universidade Dartmouth, nos EUA, foi batizado de Wanda - em inglês, varinha é wand.
A ideia é proteger os pacientes e a confidencialidade dos seus registros médicos, que estão passando do papel para o formato eletrônico, o que tem tornado comum o trânsito de informações de casa para o consultório.
Para isso, o aparelho automatiza a conexão dos equipamentos que contêm os registros médicos a uma rede Wi-Fi, onde eles possam ser lidos com segurança.
Conexão automática à rede
Há três operações principais envolvidas quando um aparelho móvel precisa se conectar a uma rede: configurar o aparelho para acessar uma rede sem fios; parear o aparelho com outros dispositivos próximos para que eles possam trabalhar em conjunto; e configurar o aparelho para que ele se conecte a uma conta individual ou organizacional na nuvem.
A varinha mágica Wanda faz tudo isso usando duas antenas separadas por metade do comprimento de onda empregado e usando ondas de rádio como canal de comunicação. Basta puxar a varinha de uma porta USB no ponto de acesso Wi-Fi e apontá-la para o novo aparelho para que a mágica aconteça.
Em poucos segundos, a varinha garante o acesso de forma segura à rede Wi-Fi protegida à qual ela pertence. O mesmo método pode ser usado para transferir qualquer informação da varinha para o novo dispositivo sem correr o risco de que algum aparelho nas proximidades intercepte a informação.
Quero uma
"As pessoas adoraram esta nova abordagem para a conexão de dispositivos à rede Wi-Fi," disse Timothy Pierson. "Muitos dos nossos testadores voluntários comentaram sobre a frustração que sentiam durante a configuração de dispositivos sem fio e perguntaram quando poderiam levar nossa varinha mágica para casa."
A equipe já está em busca de parceiros, mas ainda não há previsão de lançamento da varinha mágica configuradora de Wi-Fi no mercado.

Bibliografia:

Wanda: securely introducing mobile devices
Timothy J. Pierson, Xiaohui Liang, Ronald Peterson, David Kotz
Vol.: Accepted for publication
http://www.cs.dartmouth.edu/~dfk/papers/pierson-wanda.pdf

Nasa tem projeto que levaria nave à Marte em meia hora






O que você consegue fazer em meia hora? Se entrar em um carro em São Paulo, por exemplo, dificilmente vai conseguir andar mais do que dez quilômetros no caótico transito paulistano.
Pois se você acha que esse período de tempo é pequeno, fique sabendo que a Nasa pretende que a viagem para Marte seja feita em meia hora. Para isso, pretende criar um novo tipo de técnica de lançamento.
Segundo os especialistas da agência espacial, será possível que o tempo atual de seis a oito meses seja drasticamente reduzido. Para isso, o lançamento seria feito com um laser de alta potência — entre 50 e 100 gigawatts.
Com isso, seria possível criar uma aceleração a uma fração significativa da velocidade da luz. Isso faria com que o período de viagem fosse diminuído a meia hora no melhor dos cenários e a três dias no pior deles, o que ainda seria uma redução bastante drástica.
“Acredito que nós poderíamos, com o desenvolvimento completo dessa tecnologia de lançamento, impulsionar um veículo robótico de 100 quilos e com um metro de altura para Marte em poucos dias. Seria um avanço e tanto”, afirma Philip Lubin, da Universidade de Santa Barbara.
A Nasa já tem até vídeo para demonstrar sua nova técnica, mas ainda não tem um projeto em andamento para utilizar essa propulsão. Por conta disso, cientistas nem sequer falam em uma data para colocar em prática o que hoje é só um plano.

terça-feira, 1 de março de 2016

NASA construirá avião supersônico de passageiros

Redação do Site Inovação Tecnológica 



NASA construirá avião supersônico de passageiros
Conceito artístico do protótipo de testes do X-Avião com tecnologia QueSST, que eliminará o estrondo sônico causado pela quebra da barreira do som.[Imagem: Lockheed Martin]
Supersônico sem estrondo
A volta dos aviões de passageiros supersônicos ficou mais próxima da realidade com o anúncio de que a NASA irá financiar o projeto de uma aeronave de demonstração de baixo ruído.
E quando se fala em baixo ruído de aviões supersônicos a principal referência é ao estrondo sônico, o barulho quase explosivo associado às ondas de choque criadas quando o avião quebra a barreira do som.
O Concorde só podia superar a barreira do som quando estava voando sobre o mar, devido ao risco de quebrar janelas e causar outros acidentes mais graves. Mas esse é um limitador importante e pode fazer a diferença na viabilidade econômica da aeronave.
X-Aviões
O projeto do avião supersônico será o primeiro de um programa chamado Novos Horizontes da Aviação, no qual a NASA pretende construir vários "X-aviões", ou aviões do futuro.
Para esse primeiro projeto foi selecionada uma equipe liderada pela Lockheed Martin Aeronautics, que deverá elaborar o projeto preliminar da tecnologia QueSST (Quiet Supersonic Technology, ou tecnologia supersônica silenciosa).
O projeto descreverá um avião supersônico de teste pilotado que seja capaz de criar o que a agência chama de "pulsação supersônica" - uma referência ao som de um batimento cardíaco, em substituição ao estouro sônico de alto potencial destrutivo.
NASA construirá avião supersônico de passageiros
O desenho final do avião supersônico deverá ser mais parecido com este, um "supersônico verde" apresentado juntamente com outros conceitos de aviões do futuro que poderão ser construídos no programa Novos Horizontes da Aviação. [Imagem: NASA/Lockheed Martin]
Avião supersônico de passageiros
"O desenvolvimento, construção e teste de voo de um X-avião supersônico silencioso será o próximo passo lógico em nosso caminho para permitir que a indústria decida a abrir as viagens supersônicas para o público," disse Jaiwon Shin, administrador do projeto.
A Lockheed Martin terá 17 meses para terminar o projeto da aeronave com tecnologia QueSST, incluindo o desenho propriamente dito do avião, as exigências de voo e todas as especificações, incluindo validações em túnel de vento, para que o programa possa caminhar para uma fase de protótipo.

A expectativa é que o modelo de teste pilotado possa voar por volta de 2020.

Células solares tão leves quanto bolhas de sabão

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Células solares tão leves quanto bolhas de sabão
São as células solares mais finas e mais flexíveis já fabricadas. [Imagem: Joel Jean/Anna Osherov]
Célula solar sobre bolha de sabão
A eletrônica orgânica continua avançando rápido, conforme demonstram as telas de OLEDs cada vez maiores - os OLEDs são LEDs orgânicos, ou seja, feitos de materiais à base de carbono, ou plásticos.
Joel Jean, do MIT, nos EUA, conseguiu agora sintetizar não LEDs, mas células solares orgânicas tão finas e flexíveis que elas podem ser colocadas sobre bolhas de sabão sem estourá-las.
É claro que ninguém pretende soltar bolhas de sabão para coletar energia solar, mas a demonstração mostra o potencial dessas células solares para serem usadas em balões de hélio para observação astronômica ou fornecimento de sinais Wi-Fi, dirigíveis para missões humanitárias, aviões solares "eternos", que quase nunca precisão pousar e muito mais.
Nesse muito mais entram alternativas mais portáteis, como recobrir bonés, chapéus e camisetas para recarregar celulares e outros equipamentos portáteis.
Processo único
O avanço foi possível graças a um processo que permite criar todas as camadas das células solares orgânicas - substrato, célula solar propriamente dita e camada de revestimento e proteção - em um único passo. Como as camadas individuais não precisam ser manipuladas, elas podem ser muito mais finas.
A equipe agora pretende testar seu processo usando outros tipos de células solares, como as de perovskita, que já rivalizam com as células solares de silício, e as células solares de pontos quânticos.

Bibliografia:

In situ vapor-deposited parylene substrates for ultra-thin, lightweight organic solar cells
Joel Jean, Annie Wang, Vladimir Bulovic
Organic Electronics
Vol.: 31, April 2016, Pages 120-126
DOI: 10.1016/j.orgel.2016.01.022