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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Correntes oceânicas podem gerar energia continuamente

Redação do Site Inovação Tecnológica 




Correntes oceânicas podem gerar energia continuamente
Os primeiros protótipos já passaram pelos testes - os modelos finais deverão ter 80 metros de diâmetro e ficar a 100 metros de profundidade. [Imagem: OIST]
Eletricidade do mar
Diversas técnicas estão sendo analisadas e comparadas em busca de uma forma eficiente e economicamente viável de fazer com que os oceanos gerem eletricidade.
Algumas abordagens propõem tirar proveito do movimento das marés usando diques, enquanto outras usam turbinas flutuantes. Mas a maioria dos projetos-piloto envolve tirar proveito da energia das ondas.
O professor Katsutoshi Shirasawa, do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa, no Japão, acredita que dá para tirar proveito também de outro movimento natural das águas: as correntes oceânicas.
A grande vantagem é que as correntes oceânicas - verdadeiros rios que cruzam todos os oceanos da Terra - são contínuas, podendo gerar energia 24 horas por dia, sete dias por semana. Isto as torna mais estáveis do que as ondas e as marés, e livres do problema da intermitência das fontes solar e eólica.
Gerador oceânico
Shirasawa projetou uma turbina que ficará bem no meio da corrente oceânica, 100 metros abaixo da superfície do mar, o que significa que o gerador oceânico não colocará qualquer restrição à navegação.
Apesar de constantes e de não mudarem de direção, as correntes oceânicas são lentas, com uma velocidade média entre 1 e 1,5 metro por segundo. Contudo, como a água é mais de 800 vezes mais densa do que o ar, mesmo uma corrente lenta consegue gerar energia comparável à energia gerada por um vento forte incidindo sobre uma turbina eólica.
Correntes oceânicas podem gerar energia continuamente
Esquema da turbina para gerar eletricidade a partir das correntes oceânicas. [Imagem: Katsutoshi Shirasawa et al. - 10.1016/j.renene.2016.01.035]
O projeto foi calculado para explorar a Corrente Kuroshio, que flui ao longo da costa japonesa.
"Nosso projeto é simples, confiável e energeticamente eficiente. A turbina compreende um flutuador, um contrapeso, uma nacele para acomodar o gerador e três pás. Minimizar o número de componentes é essencial para facilitar a manutenção, baixar o custo e alcançar uma baixa taxa de falhas," disse Shirasawa.
Substituir um reator nuclear
A equipe já construiu dois protótipos, que estão passando pelos testes finais de eficiência e durabilidade.
A equipe espera obter financiamento para construir 300 turbinas de 80 metros de diâmetro, o suficiente para gerar 1 GW, potência equivalente à dos reatores nucleares japoneses.

Bibliografia:

Experimental verification of a floating ocean-current turbine with a single rotor for use in Kuroshio currents
Katsutoshi Shirasawa, Kohei Tokunaga, Hidetsugu Iwashita, Tsumoru Shintake
Renewable Energy
Vol.: 91, June 2016, Pages 189-195
DOI: 10.1016/j.renene.2016.01.035

Superar a velocidade da luz é matematicamente possível

Redação do Site Inovação Tecnológica




Superar a velocidade da luz é matematicamente possível
Este gráfico mostra a relação entre três diferentes velocidades: v, u e U. "v" é velocidade de um segundo observador medida pelo primeiro observador; "u" é a velocidade de uma partícula em movimento medida pelo segundo observador; e "U" é a velocidade relativa da partícula do ponto de vista do primeiro observador.[Imagem: Hill/Cox]
Velocidade superluminal
Matematicamente - e, por enquanto, apenas matematicamente - é possível fazer com que a Teoria da Relatividade Especial de Einstein funcione além da velocidade da luz.
É o que demonstraram James Hill e Barry Cox, da Universidade de Adelaide, na Austrália.
Embora a teoria de Einstein afirme que nada possa se mover mais rápido do que a velocidade da luz, os dois matemáticos desenvolveram novas fórmulas que permitem quebrar esse limite universal de velocidade.
"Nós somos matemáticos, não físicos, por isso abordamos o problema de uma perspectiva teórica matemática," disse o Dr. Cox. "Nosso trabalho não tenta explicar como isso pode ser feito, apenas como as equações de movimento devem operar em tais regimes."
Isso significa que, se alguém imaginar uma maneira de viajar a uma velocidade superior à da luz, o intrépido viajante agora já poderá contar com um velocímetro confiável.
O que os dois pesquisadores ressaltam é que sua teoria não contradiz a teoria de Einstein, apenas lhe fornece uma nova faceta.
Além de Einstein
Apesar do enorme sucesso explicativo da teoria da relatividade, os físicos costumam ficar incomodados em estabelecer limitações para qualquer coisa no Universo.
Assim, tem havido muita especulação sobre a superação da velocidade da luz.
O mundo científico levou um susto há alguns meses, quando um experimento parecia indicar que neutrinos podiam ter viajado mais rapidamente do que a luz, algo que se deveu na verdade a defeitos no experimento.
Segundo o Dr. Cox, foi isso que os levou a pensar sobre como deveriam ser as equações se algum resultado experimental decidir negar a teoria de Einstein.
"Nessa altura nós começamos a pensar sobre como lidar com o problema de uma perspectiva matemática e física," disse ele.
Extensão natural
A Teoria da Relatividade Especial de Einstein foi publicada em 1905 e explica como movimento e velocidade são sempre relativos ao quadro de referência do observador.
A teoria conecta medições do mesmo incidente físico quando o acontecimento é visto a partir de pontos diferentes, de uma maneira que depende da velocidade relativa dos dois observadores.
As novas fórmulas agora deduzidas pelos dois matemáticos estendem a Relatividade Especial para uma situação em que a velocidade relativa pode ser infinita.
Isso permite que elas sejam usadas para descrever o movimento a velocidades mais rápidas do que a luz, as chamadas velocidades superluminais.

"Nossa abordagem é uma extensão natural e lógica da Teoria da Relatividade Especial de Einstein, e produziu fórmulas sem a necessidade de números imaginários ou física complicada," acrescentou o pesquisador.

Velocidade de dobra é mais factível do que se imaginava

Redação do Site Inovação Tecnológica


Viagem espacial acima da velocidade da luz pode ser possível
Se a teoria estiver correta, o primeiro desafio a vencer é descobrir como produzir "energia negativa", necessária para contrair e expandir o tecido do espaço-tempo. [Imagem: NASA]
Viagens interestelares
Um evento chamado "Espaçonave Interestelar em 100 Anos" parece ser o lugar ideal para quem quer discutir ideias mirabolantes para o futuro da exploração espacial.
Mas não exatamente o lugar onde procurar ideias para colocar em prática a curto prazo.
É por isso que está causando furor uma apresentação feita pelo cientista Harold White, do Centro Espacial Johnson, da NASA, durante o evento.
White propôs nada menos do que um experimento de laboratório, a ser realizado nos próximos meses, para demonstrar que as viagens espaciais acima da velocidade da luz são possibilidades com um nível de "concretude" muito além do imaginado até agora - ou, também se poderia dizer, são "menos impossíveis" do que se supunha.
As viagens espaciais interestelares não podem ser realizadas com as tecnologias conhecidas hoje porque as naves são lentas demais.
A Voyager 1, por exemplo, que é o artefato construído pelo homem a atingir a maior distância da Terra, está a 17 horas-luz de distância, mesmo viajando continuamente desde 1977.
Isso porque ela viaja a 0,006% da velocidade da luz. A Voyager levará 17.000 anos para percorrer 1 ano-luz - e a estrela mais próxima de nós, Alfa Centauri, está a 4,3 anos-luz.
Velocidade de dobra
As viagens em velocidade superluminal - acima da velocidade da luz - são comuns na ficção científica, onde são conhecidas como viagens em velocidade de dobra - ou warp - uma referência a dobras no tecido do espaço-tempo.
A Teoria da Relatividade estabelece que nada pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz. Mas ela não impõe nenhum limite para a velocidade com que o tecido do espaço-tempo pode se contrair ou expandir.
É fácil entender essa "brecha na lei": imagine duas lâmpadas, uma ao lado da outra, piscando alternadamente. A velocidade máxima com que a luz de cada uma delas chegará aos seus olhos será sempre a velocidade da luz. Mas a velocidade com que elas alternam as piscadas não tem nenhum limite.
No caso da viagem em velocidade de dobra, o truque é colocar a espaçonave dentro de uma "bolha" e fazer com que o espaço-tempo à frente da bolha se contraia, expandindo-se logo atrás da bolha. A espaçonave vai literalmente surfar pelo espaço-tempo, sem nenhuma aceleração.
Na verdade, em termos da velocidade da luz, a espaçonave estará totalmente parada em relação ao seu referencial, que é o seu "tapete mágico" de tecido espaçotemporal.
Viagem espacial acima da velocidade da luz pode ser possível
O conceito inicial da viagem de dobra que está sendo explorado foi proposto pelo físico mexicano Miguel Alcubierre. [Imagem: Harold White]
Energia negativa
Em 1994, o físico mexicano Miguel Alcubierre propôs um esquema para fazer isso, envolvendo um tipo de "matéria exótica", com energia negativa, que ninguém sabe se existe.
Além disso, para dar a partida na bolha de dobra, a proposta de Alcubierre exigiria energia negativa equivalente à massa do Universo.
O esquema foi aprimorado por outros cientistas, que chegaram a uma quantidade de energia negativa equivalente à massa de Júpiter.
O que o Dr. Harold White fez agora foi redesenhar o projeto inicial de Alcubierre, que previa uma nave espacial em formato de charuto circundada por um anel feito da matéria exótica e desconhecida, que seria o responsável por contrair o espaço à frente e expandi-lo atrás da nave.
Ao usar um anel de material arredondado - imagine um anel feito de um cano - White refez os cálculos e descobriu que será necessário usar apenas algumas centenas de quilogramas de energia negativa.
E, embora ninguém tenha a menor ideia de em que situação essa energia negativa possa ser encontrada ou produzida, White afirma que a ideia pode ser demonstrada em laboratório, em microescala.
Dobras espaçotemporais
É o que White pretende fazer em um novo laboratório que está sendo criado pela NASA, por enquanto conhecido informalmente como Eagleworks.
Ele está usando um tipo especial de interferômetro a laser, chamado Interferômetro de Campo de Dobra White-Juday, para criar versões microscópicas das dobras espaçotemporais.
O equipamento tem precisão suficiente para fazer o espaço-tempo se contrair e expandir apenas uma parte em 10 milhões, mas será o suficiente para demonstrar a viabilidade do conceito.
Se o experimento der certo, outros cientistas poderão se sentir encorajados a encarar os muitos problemas que ainda restarão para tornar realidade as viagens interestelares.

Entre esses problemas estão o fato de que as teorias ainda não sabem como ordenar ao mecanismo de dobra espacial para onde ele deve ir - se para frente ou para trás, por exemplo - e, para onde quer que ele vá, como é que se faz para pará-lo.

Base lunar da China é testada com sucesso na Terra

Redação do Site Inovação Tecnológica

Base lunar da China é testada com sucesso na Terra

O sistema de suporte de vida biorregenerativo será testado primeiro na Estação Espacial Chinesa, e depois na Lua e em Marte. [Imagem: CNSA]
Palácio Lunar
A Agência Espacial Chinesa divulgou o término com sucesso do primeiro teste de longa duração do protótipo de uma estação espacial lunar.
Três pesquisadores da Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Pequim passaram 105 dias em isolamento no interior da construção, chamada Palácio Lunar (Lunar Palace 1 ou Yuegong-1).
A instalação é composta por três módulos, com um volume interno de 500 metros cúbicos e ocupando uma área de 160 metros quadrados.
A astrobase inclui uma sala de estar, sala de trabalho, dormitório, um banheiro e instalações para cultivo de plantas e criação de animais (minhocas), coleta de resíduos e reprocessamento dos rejeitos e da água.
Ainda que a designação "Palácio Lunar" possa parecer adequada, o termo PALACE também é uma sigla para Permanent Astrobase Life-support Artificial Closed Ecosystem, ou astrobase permanente com suporte de vida por ecossistema fechado artificial, em tradução livre.
Suporte de vida biorregenerativo
Base lunar da China é testada com sucesso na Terra
Projeto da primeira colônia chinesa na Lua. [Imagem: CNSA]
Os pesquisadores chineses, que chamam a principal tecnologia usada na instalação de "suporte de vida biorregenerativo", apressaram-se em diferenciar o seu ecossistema artificial fechado do projeto Biosfera, feito nos Estados Unidos sem grande sucesso.
Segundo o professor Liu Hong, um dos idealizadores do projeto, enquanto a Biosfera tentou reproduzir o ecossistema terrestre inteiro, o Lunar Palace é voltado para reproduzir o "ecossistema humano", ou seja, um ambiente que permita a vida de um grupo de seres humanos por um tempo determinado.
Por exemplo, uma parte da alimentação dos três pesquisadores - sobretudo carne - foi fornecida de fora. Mas eles cultivaram 15 plantas, incluindo milho, soja, amendoim, lentilha, pepino e morango. A principal fonte de proteína veio de minhocas criadas no interior da estação, que são desidratadas para serem ingeridas.
As plantas foram também a principal fonte de oxigênio na estação, permitindo que o oxigênio disponível para os três tripulantes fosse reposto três vezes durante os 105 dias do teste.
Base lunar da China é testada com sucesso na Terra
A tripulação do teste de 105 dias foi formada por duas mulheres - Xie Beizhen e Wang Minjuan - e um homem - Dong Chen -, todos pesquisadores da Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Pequim. [Imagem: CNSA]
A água é reciclada e os dejetos humanos são processados por biofermentação. Os restos de alimentos e dos vegetais foram reprocessados para virar adubo e ajudar no cultivo das plantas, que receberam uma iluminação especial feita com LEDs.
Os responsáveis pelo projeto não divulgaram o consumo de energia do Palácio Lunar, uma informação crucial para sua viabilidade no espaço.
Lua e Marte
Antes de serem usadas para construir uma base na Lua, as tecnologias desenvolvidas no Palácio Lunar serão testadas em órbita da Terra, a bordo da estação espacial chinesa - que se chama "Palácio Celestial" (Tiangong).
"O sucesso do experimento lança fundações sólidas para os testes de demonstração do CELSS [sistema de suporte de vida ecológico controlado] na estação espacial da China, que será útil para os astronautas chineses obterem legumes frescos, melhorando suas condições de vida e aliviando seu estresse mental," afirma nota da CMSE (China Manned Space Engineering).

A nota afirma também que o suporte de vida biorregenerativo será utilizado no futuro na instalação de uma base na Lua e para a exploração de Marte.

Robôs flutuantes da NASA vão ganhar celular do Google

Redação do Site Inovação Tecnológica



Robôs flutuantes da NASA vão ganhar celular do Google
Três robôs Sphere na Estação Espacial. No detalhe, o "Smart Sphere", já com o celular, durante testes em terra. [Imagem: NASA Ames/Eric James]
Robô com celular
Depois de anos de testes no interior da Estação Espacial Internacional, os robôs flutuantes da NASA finalmente vão ganhar alguma inteligência rumo à realização dos seus sonhados primeiros voos espaciais.
Na última nave de suprimento, que chegou à Estação em meados de Julho, foram a bordo equipamentos para criar uma versão atualizada das SPHERES (Synchronized Position Hold, Engage, Reorient, Experimental Satellites).
Os robôs flutuantes, projetados para voar do lado de fora da Estação, em missões de monitoramento contínuo e de auxílio às caminhadas espaciais dos astronautas, receberão agora um celular inteligente, o que os elevará à categoria de "Smart Spheres".
Os telefones - protótipos do Projeto Tango, do Google - darão aos robôs flutuantes câmeras mais atualizadas, sensores de posicionamento e maior capacidade de cálculo para rodarem programas mais complexos, além de conexão Wi-Fi para trocar dados em tempo real com o sistema de controle.
Os astronautas vão conectar manualmente os telefones inteligentes às Spheres que já estão na Estação desde 2006 e farão inicialmente testes internos de coleta de imagens e criação de um mapa 3D do ambiente.
Numa segunda etapa, as Smart Spheres serão testadas usando seu próprio sistema de navegação baseado no mapa inicialmente traçado, podendo então ser usadas em tarefas de auxílio aos astronautas, sobretudo de monitoramento do ambiente.

Ainda não há data marcada para os robôs flutuantes finalmente irem ao espaço.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Estudantes criam captador automático de água da chuva

Por: aline Cavalcanti - site Pensamentoverde


Projeto foi desenvolvido para o concurso Call to Innovation, promovido pela Fiap.





A falta de uma estratégia para captação, armazenamento e tratamento 

da água da chuva faz com que parte dela seja desperdiçada, ou nem mesmo aprove
Todos os anos, muitas instituições apoiam ações que desenvolvem soluções criativas para grandes problemas mundiais. Uma dessas iniciativas é o concurso cultural “Call to Innovation”, promovido pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), em parceira com a Singularity University (SU), instituição de ensino interdisciplinar sediada na NASA.
O tema escolhido em 2015 foi a crise global de água e o grande desafio do concurso é justamente criar uma alternativa inovadora e tecnológica para resolver o problema da falta de água, que afeta um bilhão de pessoas ao redor do planeta.

O concurso

O concurso é realizado desde 2009 e o “Call to Innovation” tem a proposta de melhorar a vida das pessoas por meio do uso da tecnologia.
Para participar, as pessoas precisavam inscrever seus projetos, o que ocorreu até 15 de março, e os seis mais votados participarão de uma banca avaliadora.
Como prêmio, o criador da proposta vencedora ganhará uma bolsa de estudos na Singularity University e uma bolsa para os MBA’s da FIAP. Além disso, o projeto receberá o suporte de mentores e investidores para seu desenvolvimento.
“Nosso objetivo é incentivar e fortalecer o empreendedorismo social e ajudar a encontrar uma solução para este problema global. Toda a bagagem que o vencedor vai receber na SU será de grande utilidade para colocar em prática o projeto que busca resolver uma das piores crises de água que o Brasil já viveu”, comenta Nathalie Trutmann, diretora de Inovação da Fiap.

Projeto Cactus

Dentre os vários projetos que estão participando do concurso, um deles é o “Cactus”, um captador de água da chuva automático, que foi proposto pelos alunos do 4º ano do curso de Engenharia da Computação da Fiap.
Segundo os idealizadores, o equipamento será capaz de captar a água da chuva, tratá-la e deixá-la pronta para o consumo humano. O maior desafio deste projeto é fazer com que o ele seja universal, para poder ser instalado no telhados de qualquer lugar e tipo de moradia.
Depois de instalado no telhado da casa, todo o processo será automatizado, porque o equipamento possui um sensor que detectará quando a chuva começa, ativando o motor e fazendo com que a estrutura de captação se abra. O coletor irá subir e abrir as hastes que formarão um guarda-chuva invertido. Posteriormente, quando a chuva terminar, o mecanismo será recolhido, diminuindo, assim, a área de contato com a água.
Reprodução
Vista superior do mecanismo de coleta sem o tecido das hastes. 
Protótipo feito na ferramenta SolidWorks.
A última etapa é a filtragem, cuja água captada escorrerá por um cano e será direcionada para um filtro no interior do “Cactus”, onde ela será tratada em diversas fases, para remoção de substâncias nocivas. Após esse processo, a água será levada para a caixa d’água da casa.
O diferencial do “Cactus” é o sistema de tratamento da água, que permite que ela possa ser utilizada tanto para banho, descarga, lavar roupa e louça, quanto para o próprio consumo, sendo, inclusive, potável.
A proposta é que o equipamento tenha tamanhos personalizados e, dependendo da necessidade, o imóvel poderá ter mais de uma instalação.
De acordo com os idealizadores, o dispositivo é capaz de captar 10 litros de água por dia na versão de 1m² ou 20 litros na versão de 2m². A capacidade aumentaria proporcionalmente de acordo com a versão do “Cactus”.
“A proposta do Cactus é aproveitar o máximo possível da água disponível nas chuvas, minimizando um dos maiores problemas enfrentados pelas pessoas nas últimas décadas: a falta da água”, afirma Pedro Garcia, aluno que está gerenciando o projeto.
Protótipo impresso na impressora 3D. Na imagem da esquerda, a estrutura está 
recolhida e, na direta, aberta para a captação de água.

Aprenda como captar e usar a água da chuva

Pelo site Pensamentoverde


Curso da Acessa SP é gratuito e pode ser feito online.




Cisterna permite que água potável seja poupada.
Diante de tantos problemas relacionados à falta de água, estocar o recurso em casa tem sido a saída de muitos brasileiros. E para quem ainda não sabe como proceder, o Acessa SP preparou um curso ensinando como realizar o procedimento de maneira adequada.
Durante as aulas online e gratuitas do curso “Como captar e usar Água da chuva”, o participante vai aprender como montar um sistema de captação de chuva (minicisterna doméstica), de maneira simples, e também como tratar e armazenar essa água que vamos coletar.
Através da captação da água da chuva, é possível poupar água potável, e usá-la apenas para cozinhar e beber. Com a criação de uma cisterna, você consegue reduzir em até 50% o volume de água consumido nas residências.

Como funciona o curso

O minicurso é composto por vídeos explicativos, ilustrações e links de páginas externas. Ao término de cada lição, o participante tem acesso a informações adicionais, lições de casa e um teste de conhecimentos. E ao final do curso, é possível avaliar o conteúdo com uma nota, fazer reclamações e dar sugestões de melhorias.
Para acessar o curso o interessado deve acessar a home de minicursos do Acessa SP, se cadastrar e criar login e senha. São mais de 30 cursos disponíveis.
Além de ajudar o consumidor e fazer economia, o curso procura alertar sobre o grave problema da crise hídrica e conscientizar a população sobre o uso desenfreado da falta d’água.

Piscina no teto de casa inovadora pode captar água da chuva e ainda resfriar espaço interior

Pelo site Pensamentoverde



Projeto sustentável da Global Architectural Development resolve 

uma série de problemas espaciais em uma casa inteligente



           A piscina no telhado garante o resfriamento natural do ambiente.

Em Bodrum, na Turquia, o tamanho máximo que uma casa pode ter é 75 m². Para solucionar o problema da falta de espaço a Global Architectural Development decidiu projetar uma casa que apresentasse soluções para a falta de espaço, mas também fosse inteligente de forma a reaproveitar os cômodos.
A casa é feita com três edifícios separados, interligados por átrios de vidro. O local conta ainda com piscinas nos telhados que funcionam como um sistema de resfriamento natural do ambiente e ainda captam água da chuva que pode ser reaproveitada. Esse sistema é ecológico e contribui até mesmo para a diminuição de itens que gastam muita energia como o ar condicionado.
Confira as imagens da casa que além de tudo é muito bonita!





Planeta pode virar uma enorme lixeira em 2100, diz pesquisa

Por Ingrid Araújo - site Pensamentoverde


Estudo de revista científica revela que produção de lixo pode atingir cerca de 11 milhões de toneladas por dia.




Lixão

A humanidade produz mais de 3,5 milhões de toneladas de resíduos sólidos a cada 24 horas, o equivalente a pelo menos 40 toneladas por segundo, um aumento de dez vezes em relação ao que gerávamos há 100 anos. Este índice provavelmente irá dobrar até o ano de 2025 e se o ritmo de consumo e descarte atual for mantido, até 2100 poderemos atingir o “pico” do despejo de resíduos sólidos, com a geração de 11 milhões de toneladas por dia, três vezes mais do que a taxa atual. A preocupação é que não haverá lugar para tanta sujeira.
As informações acima são do estudo publicado na Revista Nature, a qual analisa situações distintas de produção de lixo mundial. A pesquisa indica que a áfrica subsaariana é a maior responsável por esse crescimento. O fenômeno ocorre geralmente por conta do aumento de renda das populações mais pobres, as quais passam a consumir mais e a gerar mais lixo. Além disso, a pesquisa considera que os moradores de áreas urbanas chegam a produzir o dobro do lixo de um morador da zonal rural.
A pesquisa ainda classificou o mundo em três regiões: extrema pobreza; riqueza moderada; e subsistência (local no qual se produz apenas para consumo próprio), com o objetivo de relacionar a condição do espaço com a produção de lixo. E na primeira projeção, onde não houve empenho para diminuir a poluição e os demais problemas ambientais, o acúmulo de resíduos e poluentes aumenta em 1 milhão, atingindo 12 milhões de toneladas diárias.
Já na projeção de um bom cenário, no qual as políticas e práticas ambientais sejam seguidas à risca, a máxima de produção será cerca de 8,4 milhões de toneladas por dia em 2075, ou seja, 70% a menos em relação o alto índice projetado para o cenário crítico anterior. No contexto de um bom cenário, a população se estabiliza em 7 bilhões de pessoas, das quais 90% vivem em cidades, ou seja, mesmo que exista o grande número de habitantes urbanos e consequentemente produzam mais lixo, eles terão condições de reciclá-los. De acordo com a pesquisa, esse número pode ter relação com o fato das pessoas possuírem uma consciência ecológica a qual pode facilitar na gestão dos resíduos.
ExpoLixo

Como reverter a situação?

A grande questão é saber se toda essa produção de lixo pode ser evitada. Para a pesquisa, uma das alternativas para que isso ocorra é implantar a regra dos 3 R’s – reduzir, reutilizar, reciclar. Alguns lugares do planeta já mostram o resultado dessa tecnologia. A cidade japonesa de Kawasaki, por exemplo, conseguiu evitar o despejo de 565 mil toneladas de resíduos potencialmente perigosos no meio ambiente com estratégias de reutilização de matérias-primas como papel, aço e outros produtos químicos. Já na Califórnia, em São Francisco, mais de 55% dos seus resíduos são reciclados. E a meta da cidade é reaproveitar todos os materiais recicláveis até 2020.

Metade do planeta pode ficar árido, prevê estudo

Pelo site Pensamentoverde



Emissão de gases poluentes é a principal causa do aumento de temperatura e queda na umidade que pode deixar árida mais da metade da superfície terrestre




Segundo cientistas do clima, com o aquecimento global, as regiões áridas são suscetíveis a receber ainda menos chuva, enquanto que nas áreas úmidas haveria maior risco de inundações.
As mudanças climáticas estão transformando a vida no planeta Terra. Não é de hoje que assistimos ao derretimento de calotas polares, tsunamis, furacões cada vez mais constantes, neve em regiões quentes, entre vários outros fenômenos explicados pela variação do clima global. Os gases poluentes emitidos pela atividade humana são os vilões responsáveis por este cenário que já está em níveis extremos, mas que infelizmente pode ficar ainda pior nos próximos anos.
Segundo estudo realizado por cientistas da Universidade de Lanzhou, na China, mais da metade da superfície do mundo pode se tornar árida até 2100, o que impactaria direta e gravemente em todo o ciclo alimentício da humanidade. O motivo? A pesquisa publicada na revista Nature Climate Change aponta justamente a emissão de gases poluentes. A situação mais preocupante ocorre nos países em desenvolvimento, isso porque nestas regiões estão as maiores áreas de expansão de terras áridas e também onde as chuvas estão mais escassas.

Futuro incerto e preocupante

Para chegar a tal conclusão, a equipe liderada por Jianping Huang apresentou dados obtidos entre 1948 e 2005, que mostram que a transformação em terras áridas de várias partes do mundo vem ocorrendo ano a ano, chegando hoje a 40% de toda a superfície terrestre atualmente. Os cientistas da Universidade de Lanzhou concluíram que se não houver diminuição na emissão dos gases poluentes, este nível pode subir para 56% em até 85 anos.
Na mesma linha do estudo chinês, um trabalho realizado pelo Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, confirmou o que muitos já suspeitavam: a região do Golfo Pérsico chegará a níveis extremos de temperatura e baixa umidade ainda no século XXI, podendo tornar quase impossível a vida humana na região. Para os pesquisadores do MIT, o corpo humano só consegue manter sua temperatura devido a transpiração e abaixo dos 35º Celsius. “Acima disso, o corpo não pode se esfriar e a sobrevivência de um indivíduo no ambiente externo fica em sério risco”, apontou o estudo.
A conclusão do estudo norte-americano só foi possível após simulações de ondas de calor extremas em modelos climáticos entre 2071 e 2100.

Arte pode revelar primeiros sinais de doenças como Parkinson e Alzheimer, diz estudo

Por: Dominic Hughes - BBC News
Artista pintando
Image captionPesquisa aponta diferenças nas pinceladas de artistas que tiveram doenças neurológicas
Uma análise detalhada das pinceladas de artistas que mais tarde desenvolveram doenças neurológicas revelou intrigantes pistas sobre mudanças cerebrais ocorridas anos antes do surgimento dos sintomas óbvios desses males.
O método matemático, que chama-se análise fractal, observa padrões recorrentes presentes tanto na matemática como no mundo natural.
Padrões fractais podem ser encontrados, por exemplo, em árvores e nuvens. E também nas ondas emitidas por nosso cérebro ou nos nossos batimentos cardíacos.
O mesmo se aplica às pinceladas de artistas, que podem ser comparadas à sua escrita.
Como parte de um pequeno estudo, a psicóloga Alex Forsythe, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, realizou análises fractais de mais de duas mil pinturas feitas por sete artistas famosos.
São eles: Pablo Picasso, Claude Monet, Marc Chagall (que não tinham diagnóstico conhecido de doenças neurológicas), Salvador Dalí, Norval Morrisseau (que desenvolveram mal de Parkinson), Willem de Kooning e James Brooks (diagnosticados com mal de Alzheimer).

Variações

A pesquisadora encontrou minúsculas variações nos padrões observados nas pinceladas dos artistas.
No entanto, nos trabalhos daqueles que mais tarde desenvolveram demência ou mal de Parkinson os padrões se alteraram de maneira peculiar.
"O que verificamos é que, até 20 anos antes de serem diagnosticados com algum transtorno neurológico, o conteúdo fractal nas pinturas desses artistas começou a diminuir."
O Pianista, obra de Pablo PicassoImage copyright
A obra 'Pianista' de Pablo Picasso
O artista de origem holandesa Willem de Kooning, que morreu em 1997 aos 93 anos, continuou a pintar até sua oitava década de vida, mesmo após ser diagnosticado com Alzheimer.
As pinceladas observadas nos primeiros quadros do artista - um dos expoentes do Expressionismo Abstrato no mundo - são diferentes daquelas presentes em obras feitas mais tarde.
Mas no caso de artistas como Monet e Picasso, que, pelo que se sabe, morreram sem doenças neurológicas, os padrões das pinceladas mantiveram-se constantes.
Obra de Willem de KooningImage copyright
Obra de Willem de Kooning mostra pinceladas diferentes nos primeiros quadros e nas obras feitas posteriormente
Na obra de Picasso, um artista que adotou estilos bastante diferentes de pintura, a constância dos padrões fractais verificados chamou particularmente a atenção dos pesquisadores.
Esse modesto estudo não ajudará a diagnosticar a demência ou outras doenças neurológicas, os especialistas explicam.
O trabalho oferece, no entanto, revelações importantes sobre mudanças que podem estar ocorrendo no cérebro anos antes de que uma doença neurológica apareça.
"Tudo o que nos ajuda a entender melhor o funcionamento do cérebro tem utilidade ao direcionar caminhos futuros de pesquisa", disse Forsythe.

Compósitos aeroespaciais ganham energia para ir para os carros

Redação do Site Inovação Tecnológica




Compósito aeroespaciais ganham energia para ir para os carros
Os nanotubos de carbono, que têm excelente condutividade termal e elétrica, são cultivados diretamente sobre as peças de fibra de carbono. [Imagem: T. R. Pozegic et al. - 10.1038/srep37334]
Sr. Carbono
Uma tecnologia que deverá ter um amplo impacto nas indústrias aeroespacial e automotiva acaba de ser desenvolvida por uma equipe das universidades de Bristol e Surrey, no Reino Unido, e da empresa canadense Bombardier.
A tecnologia consiste em um método de fabricação de materiais compósitos - como as fibras de carbono - que torna esses materiais ultrarresistentes capazes de transmitir eletricidade e calor.
Os compósitos de fibra de carbono - feitos com fibras de carbono misturadas a um polímero - revolucionaram as indústrias que exigem materiais fortes, mas leves. Contudo, sua aplicação tem sido restringida por causa de suas condutividades elétricas e térmicas inerentemente pobres.
"A indústria aeroespacial ainda depende de estruturas metálicas, sob a forma de uma malha de cobre, para fornecer proteção contra descargas atmosféricas e evitar a acumulação de carga estática na superfície dos compósitos de fibra de carbono devido à sua baixa condutividade elétrica. Isto aumenta o peso e torna difícil a processo de fabricação com compostos de fibra do carbono," explicou Thomas Pozegic, principal responsável pelo desenvolvimento da tecnologia.
"O material que desenvolvemos utiliza nanotubos de carbono de alta qualidade, cultivados em alta densidade, para permitir o transporte elétrico em todo o material compósito," acrescentou ele.
Tecnologia aeroespacial em carros
A técnica de fabricação consiste em fazer com que os nanotubos de carbono cresçam diretamente sobre a superfície das peças de fibra de carbono.
Além de não interferir com a integridade estrutural do material, a fabricação integrada permite adicionar múltiplas funcionalidades a cada peça, de acordo a aplicação, incluindo a construção de sensores, antenas de comunicação e pára-raios.
"No futuro, os compósitos de fibra de carbono modificados com nanotubos de carbono poderão viabilizar possibilidades entusiasmantes, como a colheita de energia e estruturas de armazenamento com capacidades de autocura. Estamos atualmente trabalhando nesses protótipos e temos muitas ideias, incluindo a incorporação da atual tecnologia aeroespacial e de satélites em projetos automotivos," disse o professor Ravi Silva.

Bibliografia:

Multi-Functional Carbon Fibre Composites using Carbon Nanotubes as an Alternative to Polymer Sizing
T. R. Pozegic, J. V. Anguita, I. Hamerton, K. D. G. I. Jayawardena, J-S. Chen, V. Stolojan, P. Ballocchi, R. Walsh, S. R. P. Silva
Nature Scientific Reports
Vol.: 6, Article number: 37334
DOI: 10.1038/srep37334