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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Chineses criam painéis solares que funcionam à noite

Pelo site Ciclovivo

Produto promete reduzir os custos de captação de energia solar.


Chineses criam painéis solares que funcionam à noite
Mesmo quando há pouca luminosidade, painel segue gerando energia.

Duas universidades chinesas se uniram para desenvolver um painel solar revolucionário que promete gerar energia mesmo em dias chuva, nevoeiro e até à noite. Para isso, foi utlizado um material diferente dos tradicionais chamado de LPP (sigla em inglês para “fósforo de longa persistência”).
Com o LPP, o painel é capaz de armazenar energia solar durante o dia e as células solares continuam a produzir energia elétrica mesmo quando há pouca luminosidade. A eficiência da tecnologia está exatamente na conversão de eletricidade. “Só a luz parcialmente visível é que pode ser absorvida e convertida em eletricidade, mas esta matéria (LPP) pode armazenar energia solar a partir de luz não absorvida e próxima da infravermelha”, explica Tang Qunwei, da Universidade Oceânica da China.

Essa capacidade de gerar energia contínua durante dia e noite ganhou notoriedade em revistas científicas, que publicaram o trabalho de Qunwei e seu parceiro Yang Peizhi, professor da Universidade Pedagógica de Yunnan. Com suas equipes, os dois chegaram a um produto que promete reduzir os custos de captação de energia solar.

Telescópio para monitorar lixo espacial é inaugurado em MG

Com informações da Agência Brasil



Telescópio para monitorar lixo espacial é inaugurado em MG
O telescópio de tecnologia russa se torna o mais avançado em funcionamento no Brasil.[Imagem: LNA]
De olho no lixo espacial
O Observatório do Pico dos Dias, em Brazópolis (MG), inaugurou o telescópio de tecnologia russa que vinha sendo montado desde o ano passado.
O equipamento se torna o mais avançado em funcionamento no Brasil. Com 75 centímetros (cm) de abertura, o telescópio terá campo de visão mais abrangente e será capaz de mapear área maior que qualquer outro instalado no território brasileiro.
Mas o telescópio não foi projetado para fotografar estrelas ou exoplanetas: Sua principal função será o monitoramento de lixo espacial e diagnosticar possíveis riscos colisões com a Terra, com outros detritos espaciais e com satélites.
A instalação é resultado de um acordo assinado em abril do ano passado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e a Roscosmos, agência espacial russa que se comprometeu com um investimento estimado em R$ 10 milhões. Em contrapartida, o Brasil ofereceu a estrutura para operação do equipamento, além de arcar com os custos de energia e internet, entre outros.
Um telescópio similar opera há alguns anos em território russo. Havia, no entanto, necessidade de parceiros do Hemisfério Sul. Outros países, como a África do Sul, também estão em negociação com a Roscosmos. No Brasil, foram encontradas condições favoráveis no Observatório do Pico dos Dias, gerenciado pelo Laboratório Nacional de Astrofísica.
A posição geográfica é um dos fatores que contribuíram para a escolha do local. Os telescópios no Brasil e na Rússia estarão em uma posição que possibilitará a captura de imagens complementares. Além disso, a região tem um céu que favorece a observação. O Observatório do Pico dos Dias está situado a cerca de 1,8 mil metros de altitude, em um local onde já existiam quatro telescópios. Nos próximos dias, os técnicos brasileiros que vão operar o novo equipamento passarão por um treinamento com engenheiros russos.
Dados nacionais
Com o telescópio instalado, o Brasil poderá se preparar melhor para o lançamento de satélites, uma vez que terá dados mais detalhados dos percursos do lixo espacial. Há inúmeras peças grandes viajando na órbita da Terra e a trajetória delas precisa ser observada para prevenir um impacto catastrófico - em 2016, um telescópio japonês foi destruído por um detrito espacial.
Atualmente, para colocar em órbita um novo satélite, o Brasil precisa seguir recomendações da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. No entanto, os norte-americanos não fornecem informações detalhadas. Com o novo equipamento, haverá mais elementos para escolher a melhor órbita.
Ainda na fase de testes, o telescópio foi capaz de detectar cerca de 200 detritos espaciais em uma única imagem. "Existe uma preocupação em proteger os satélites e, com isso, garantir que serviços não sejam comprometidos. Tudo que utilizamos no dia a dia corre risco de interrupção caso um satélite em órbita seja danificado", afirma o diretor do Laboratório Nacional de Astrofísica, Bruno Castilho.

As imagens geradas pelo equipamento também vão contribuir com a pesquisa brasileira, favorecendo estudos sobre asteroides, cometas e estrelas. Todos os dados e fotos ficarão disponíveis para a comunidade científica. "Vamos ter acesso a uma grande quantidade de dados sem custos para o país", disse Castilho.

Cerâmica fabricada a frio é mais forte que concreto

Redação do Site Inovação Tecnológica



Cerâmica fabricada a frio é mais forte que concreto
Foto de uma das peças produzidas (esquerda) e estrutura interna, mostrando a coesão e a homogeneidade dos grânulos (direita).[Imagem: ETH Zurich/Peter Rüegg]
Sinterização a frio
No final do ano passado, uma equipe norte-americana lançou um inovador processo de sinterização "a frio" com potencial para revolucionar a fabricação de cerâmicas.
A novidade requer as aspas porque houve uma redução substancial do calor exigido para assar as peças, mas os fornos ainda são necessários.
Agora, Florian Bouville e André Studart, do Instituto ETH de Zurique, na Suíça, criaram um novo método de fabricação de cerâmicas que dispensa totalmente a queima - a sinterização ocorre a temperatura ambiente. Para comparação, a fabricação de cimento, tijolos, pisos, revestimentos e louças requer fornos com temperaturas bem superiores a 1000° C.
Em vez da queima, as matérias-primas são compactadas sob alta pressão em um processo com um consumo muito baixo de energia.
Geomimetismo
A dupla usou como matéria-prima um pó muito fino de carbonato de cálcio, o mesmo usado na indústria de cerâmica. Só que, em vez de aquecê-lo para obter uma peça, eles adicionaram uma pequena quantidade de água e o compactaram.
"O processo de fabricação é baseado no processo geológico de formação rochosa," explica Bouville.
As rochas sedimentares são formadas naturalmente a partir de sedimentos que são comprimidos ao longo de milhões de anos através da pressão exercida por depósitos sobrepostos. Esse processo transforma o sedimento de carbonato de cálcio em calcário - com uma pequena ajuda da água presente no ambiente.
Como os pesquisadores usaram carbonato de cálcio em partículas extremamente finas (nanopartículas), o processo de compactação não demorou tanto - leva apenas uma hora para que as peças fiquem prontas. "Nosso trabalho é a primeira evidência de que uma peça de material cerâmico pode ser fabricada a temperatura ambiente em um curto período de tempo e com pressões relativamente baixas," diz Studart.
Mais forte do que o concreto
O material resultante também apresentou altíssima qualidade. Os testes mostraram que a cerâmica sinterizada a frio suporta cerca de 10 vezes mais força do que o concreto antes de se quebrar, e é tão rígida como pedra ou concreto. Em outras palavras, é difícil deformá-la.
Até agora, a equipe produziu apenas pequenas amostras de material, do tamanho de uma moeda, e usando uma prensa hidráulica de laboratório - como as normalmente usadas na indústria, mas de pequeno porte.
"O desafio é gerar uma pressão suficientemente alta para o processo de compactação. Peças maiores exigem uma força correspondentemente maior," diz Bouville, acrescentando que peças de cerâmica do tamanho de azulejos podem ser viáveis usando a nova técnica.

Bibliografia:

Geologically-inspired strong bulk ceramics made with water at room temperature
Florian Bouville, André R. Studart
Nature Communications
Vol.: 8, Article number: 14655
DOI: 10.1038/ncomms14655

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Brasileiro cria aplicativo que pode ajudar milhões de pessoas e ganha prêmio da ONU

Pelo site Engenharia é






Para quem tem dificuldades de locomoção, fazer comprar em um shopping, buscar doce em uma doceria ou pão em uma padaria, ou ir a qualquer outro lugar pode ser um grande problema.
E vendo essa dificuldade, Bruno Mahfuz, de 33 anos e cadeirante há 16 anos criou o guiaderodas, um aplicativo colaborativo onde qualquer usuário pode fazer rápidas avaliações sobre a acessibilidade em qualquer estabelecimento.
O aplicativo, foi criado em 2015, e funciona do seguinte modo: é mostrado ao usuário quais estabelecimentos são acessíveis às pessoas que têm dificuldade de locomoção.
Sobre o porque de criar o aplicativo, Bruno disse: “O aplicativo nasceu da minha história de vida. A falta de acessibilidade é clara, mas a falta de informação é o que aumenta a exclusão”.
É muito fácil usar o aplicativo, as avaliações não são nada técnicas. “O app faz perguntas como ‘a entrada é boa?’, ‘tem vaga para deficiente?’, ‘dá pra circular dentro do local?’. A ideia é que todo mundo, mesmo pessoas sem restrição de mobilidade, consiga responder de forma rápida e eficiente”, acrescentou Bruno.

Mais de 70% dos usuários são pessoas que não possuem dificuldade de locomoção, segundo Bruno. “Vejo uma consciência nas pessoas hoje em dia, algo que antes não tinha. Elas querem ajudar.”
Pelo seu grande impacto social e criativo, o aplicativo foi um dos vencedores do World Summit Awards – WSA Mobile, premiação global organizada pela cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas).
Foi escolhido entre as 451 iniciativas de todo o mundo, e um detalhe, foi o único aplicativo brasileiro selecionado. Ele ganhou na categoria “Inclusão e Empoderamento”.
“Esse reconhecimento dá mais combustível para continuar alcançando mais pessoas. A gente engaja a sociedade de uma forma leve, sem apontar problemas, mas como a acessibilidade traz vantagens na vida de qualquer um”, disse Bruno.
Ele ainda acrescenta: “As pessoas acham que acessibilidade é coisa de deficiente. Ela beneficia todo mundo em diversas fases da vida, seja um idoso, alguém com uma contusão, ou uma grávida. Nosso mote é ‘uma ideia quando é boa, é boa para todos’”.

Visão artificial desenvolvida no Brasil para classificar madeiras

Redação do Site Inovação Tecnológica



Visão artificial desenvolvida no Brasil para classificar madeiras
O equipamento está pronto para ser usado na indústria.[Imagem: CeMEAI/Divulgação]
Automação
Este equipamento de visão artificial, criado no Brasil, é capaz de selecionar madeiras no processo industrial com um nível de aproveitamento muito superior ao método humano-visual utilizado hoje.
Depois de passar pelas fases de pesquisa, protótipos, testes, registros e patentes, ele já está pronto para ser utilizado pelas empresas do ramo madeireiro no processo de classificação dos produtos.
O aparelho foi criado pela equipe do professor Carlos de Oliveira Affonso, do CEMEAI (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria), que funciona na USP de São Carlos, no interior de São Paulo.
O desenvolvimento contou com a participação de empresas do polo madeireiro de Itapeva, também no interior de São Paulo.
Classificação de madeiras
Segundo Affonso, a ideia inicial era criar apenas um software de visão artificial que pudesse aprimorar o processo de seleção das madeiras que atualmente são classificadas em A, B e C - dependendo da qualidade e observando, entre outros fatores, textura e coloração das peças. Esse trabalho hoje é feito de forma visual por trabalhadores treinados.
"Estatísticas demonstram um aproveitamento de apenas 65% nesta forma de inspeção, levando em conta falhas causadas por cansaço, distração ou falta de treinamento dos operadores humanos", comentou Affonso.
Coube aos estudantes André Rossi e Fábio Vieira, da UNESP, catalogarem centenas de madeiras antes de criar um modelo matemático com programas que interagem entre si em uma plataforma Java - que processa, analisa e classifica a qualidade do produto.
O software, batizado de Neurowood, tornou-se então parte de uma tecnologia completa, formada por câmeras instaladas ao longo das esteiras de classificação que captam as imagens que alimentam o programa, por sua vez controlando um outro sistema de automação que separa as madeiras boas das ruins na própria esteira.
Nacionalização
A grande vantagem da nacionalização desta tecnologia, também conhecida como "visão de máquina", é o barateamento, tornando-a acessível a empresas de menor porte.

"A tecnologia já existe, no entanto, produzida por empresas internacionais a um preço proibitivo para a realidade das nossas indústrias. Um equipamento como este custa cerca de 500 mil euros. Então, um dos enfoques que nós tivemos desde o começo é primeiro produzir um equipamento que fosse 100% aplicável e que tivesse viabilidade econômica também para as médias e pequenas empresas," finalizou Affonso.

Peneira de óxido de grafeno tira sal da água do mar

Com informações da BBC 



Peneira de óxido de grafeno tira sal da água do mar
Ilustração mostra como membrana de óxido de grafeno pode separar o sal da água.[Imagem: Universidade de Manchester]
Dessalinização
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, criou uma "peneira" de um parente do grafeno que consegue remover o sal da água do mar.
Se puder ser fabricada em larga escala, a membrana de separação tem o potencial de ajudar milhões de pessoas sem acesso direto a água potável.
O grande problema com o grafeno é justamente a dificuldade de fabricá-lo, mesmo em quantidades para experimentos de laboratório. Para usá-lo como filtro, seria necessário dotá-lo de uma matriz de furos, cada furo com um diâmetro menor do que um nanômetro - algo impraticável com a tecnologia atual.
Por isso, Jijo Abraham e seus colegas usaram o óxido de grafeno, que é mais fácil de fabricar e manipular.
"Em forma de solução ou tinta, podemos aplicá-lo em um material poroso e usá-lo como membrana. Em termos de custo do material e produção em escala, ele tem mais vantagens em potencial do que o grafeno em uma camada," relatou o professor Rahul Nair, que liderou a pesquisa.
Peneira de óxido de grafeno tira sal da água do mar
Da esquerda para a direita, protótipo do filtro de óxido de grafeno e dois níveis de ampliação de suas camadas. [Imagem: Jijo Abraham et al. - 10.1038/nnano.2017.21]
Inchaço indesejável
As membranas feitas de óxido de grafeno já provaram ser capazes de filtrar nanopartículas, moléculas orgânicas e até sais de cristais maiores. Contudo, elas ficam levemente inchadas quando imersas em água, o que permite que sais menores passem por seus poros juntamente com moléculas de água.
Abraham e seus colegas demonstraram que colocar paredes feitas de resina epóxi em cada lado da membrana de grafeno é suficiente para frear este inchaço, além de permitir ajustar as propriedades da membrana, deixando passar mais ou menos sal, por exemplo.
Dificuldades práticas
"Nosso próximo passo é comparar as membranas de óxido de grafeno com o material mais sofisticado disponível no mercado", diz Rahul Nair.
Mas em um artigo que acompanha a pesquisa na revista Nature Nanotechnology, Ram Devanathan, do Laboratório Nacional do Noroeste do Pacífico, nos EUA, disse que seria preciso mais experimentos para conseguir, de fato, produzir membranas de óxido de grafeno a baixo custo e em escala industrial.
Segundo ele, a equipe britânica ainda precisa demonstrar a durabilidade da membrana durante o contato prolongado com a água do mar e garantir que ela é resistente ao acúmulo de sais e de material biológico - o fenômeno requer que as barreiras de dessalinização existentes hoje sejam limpas ou substituídas periodicamente.

Bibliografia:

Tunable sieving of ions using graphene oxide membranes
Jijo Abraham, Kalangi S. Vasu, Christopher D. Williams, Kalon Gopinadhan, Yang Su, Christie T. Cherian, James Dix, Eric Prestat, Sarah J. Haigh, Irina V. Grigorieva, Paola Carbone, Andre K. Geim, Rahul R. Nair
Nature Nanotechnology
DOI: 10.1038/nnano.2017.21

Ion sieving and desalination: Energy penalty for excess baggage
Ram Devanathan
Nature Nanotechnology
DOI: 10.1038/nnano.2017.53

terça-feira, 4 de abril de 2017

Pote cerâmico utiliza técnica egípcia para irrigar plantas por até 1 mês

Pelo site Ciclovivo


O Clayola é ideal para quem viaja muito ou não sabe cuidar de plantas.



Pote cerâmico utiliza técnica egípcia para irrigar plantas por até 1 mês
Os potes cerâmicos ficam parcialmente enterrados, próximos às plantas.


Muitas pessoas adoram plantas, porém, sentem grande dificuldade em cultivá-las, principalmente, se passam muito tempo fora de casa. Pensando nisso, Rami Halim, da startup egípcia Clayola, desenvolveu um produto que utiliza um método egípcio antigo, que usa apenas a gravidade e a cerâmica para manter as plantas irrigadas.
Os potes cerâmicos ficam parcialmente enterrados, próximos às plantas e conectados por tubos ligados a uma fonte de água, em local mais elevado. Uma bomba de aquário pequena recebe o fluxo de água e, em seguida, todo o trabalho fica por conta da gravidade.

O vaso de barro poroso age como uma esponja que liberta lentamente uma pequena quantidade de água no solo, apenas quando ele necessita de água. “À medida que a água evapora das folhas de uma planta, ela retira a água do solo e, à medida que o solo seca, a água é extraída da Clayola para o solo”, disse Rami. “Com efeito, a planta retira apenas a água que precisa de cada vaso de barro.” Segundo a startup, o sistema do Crayola é 80% mais eficiente do que a irrigação convencional.

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Você pode conectar um pote ao outro como você quiser, mas é preciso verificar se seu reservatório de água conseguirá abastece-los. Seis a oito plantas conectadas a um galão de água de 20 litros irão durar por até 1 mês.
Os Clayolas são ideais para viajantes ou para aqueles que tendem a matar as plantas de sede ou até mesmo a afogá-las com tanta água.

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Medindo apenas 7 x 18 centímetros, o Crayola tem uma forma cônica que atende a várias funções. Não só maximizar a superfície de rega na parte superior, mas para também ficar mais fácil de enterrá-la no solo. Os topos coloridos evitam a evaporação e realçam a estética divertida do projeto.
A empresa ainda trabalha com artesãos qualificados no Cairo para fazer seus produtos, de acordo com Rami.

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Um conjunto com seis potes cerâmicos custa cerca de R$ 85,00, mais o frete. Para obter mais informações, consulte a página do Clayola no Facebook.

Raios espaciais atingem 10.000ºC ao redor da Terra

Com informações da ESA 



Raios espaciais atingem 10.000ºC ao redor da Terra
O fenômeno dos "raios espaciais" - jatos supersônicos de plasma - ocorre na fronteira entre as correntes de Birkeland. [Imagem: Universidade de Calgary/ESA]
Correntes de Birkeland
Informações obtidas pela constelação de satélites Swarm, lançada para mapear o campo magnético da Terra, levaram à descoberta de jatos de plasma supersônicos na porção superior da nossa atmosfera que podem atingir temperaturas de quase 10.000°C.
A teoria de que há enormes correntes elétricas, movidas pelo vento solar e guiadas através da ionosfera pelo campo magnético da Terra, foi postulada há mais de um século pelo cientista norueguês Kristian Birkeland. Mas só nos anos 1970, após o advento dos satélites, essas "correntes de Birkeland" foram confirmadas por medições diretas feitas no espaço.
Essas correntes levam até 1 terawatt de energia elétrica para a atmosfera superior - cerca de 30 vezes a energia consumida em uma cidade como Nova Iorque ou São Paulo.
Elas também são responsáveis pelos arcos das auroras boreais e austrais, as belas cortinas verdes que dançam lentamente, podendo se estender de horizonte a horizonte. Os dados mostraram que o fenômeno é mais forte no hemisfério norte e varia com a estação.
Raios espaciais atingem 10.000ºC ao redor da Terra
O fenômeno também leva à perda de material atmosférico para o espaço. [Imagem: Universidade de Calgary/ESA]
Jatos de plasma supersônicos
Embora já houvesse muitas informações sobre esses sistemas de correntes elétricas, as observações recentes feitas pelos satélites Swarm revelaram que eles estão associados com grandes campos elétricos, atingindo tensões muito elevadas. Esses campos, que são mais fortes no inverno, ocorrem onde as correntes de Birkeland verticais e horizontais se conectam através da ionosfera.
"Ao utilizar dados dos instrumentos de campo elétrico dos satélites Swarm, descobrimos que estes fortes campos elétricos impulsionam jatos de plasma supersônicos," explicou Bill Archer, da Universidade de Calgary. "Os jatos, aos quais chamamos de 'fluxos fronteiriços das correntes de Birkeland', marcam claramente a fronteira entre as camadas de correntes movendo-se em direção oposta e levam a condições extremas na atmosfera superior."

A confluência desses fluxos pode fazer com que regiões da ionosfera atinjam momentaneamente temperaturas próximas dos 10.000°C, o suficiente para alterar sua composição química. "Também fazem com que a ionosfera flua para cima, para altitudes mais elevadas, onde a energização adicional pode levar à perda de material atmosférico para o espaço," acrescentou Archer.

Experimento desafia compreensão do que é a luz

Redação do Site Inovação Tecnológica



Experimento desafia compreensão do que é a luz
"Tudo tem uma certa 'nebulosidade' quântica associada, e os fótons não são os projéteis duros de luz que popularmente se imagina."[Imagem: UEA]
Identidades distantes
Físicos descobriram um novo mecanismo de criação de pares de partículas de luz - fótons - que tem um impacto significativo sobre a teoria e a prática da física quântica.
Eles demonstraram que, quando os fótons são criados em pares, eles podem emergir de pontos diferentes no espaço, em vez de surgir do mesmo local.
Pares de fótons - ou fótons idênticos - são largamente utilizados em processos de computação, criptografia e teletransporte quânticos porque eles nascem entrelaçados. O entrelaçamento quântico - ou emaranhamento - é o fenômeno pelo qual duas partículas são tão intimamente ligadas que qualquer coisa que afetar uma afetará imediatamente a outra.
A criação de fótons é um procedimento muito sutil e muito rápido, de forma que até agora os físicos assumiam que esses pares de fótons necessariamente se originariam do mesmo ponto no espaço. Mas o aumento na precisão dos experimentos mostrou que não é bem assim.
Nova incerteza
O entrelaçamento dos estados quânticos em cada par de partículas tem aplicações importantes na computação quântica, assim como em outras áreas da física, o que inclui o próprio entendimento da teoria quântica, até hoje motivo de grandes controvérsias entre os físicos.
"Até agora, assumia-se que esses pares de fótons vinham da mesma localização. A identificação de um novo mecanismo deslocalizado mostra que cada par de fótons pode ser emitido a partir de pontos espacialmente separados, introduzindo uma nova incerteza posicional de origem fundamentalmente quântica," explicou o professor David Andrews,da Universidade East Anglia, no Reino Unido.
A descoberta também é significativa porque coloca limites na resolução espacial e no próprio conceito de espaço - sem contar, é claro, em toda a teoria da luz e na definição de o que é a luz.
"Tudo tem uma certa 'nebulosidade' quântica associada, e os fótons não são os projéteis duros de luz que popularmente se imagina," disse o professor Andrews.


Bibliografia:

Nonlocalized generation of correlated photon pairs in degenerate down-conversion
Kayn A. Forbes, Jack S. Ford, David L. Andrews
Physical Review Letters
Vol.: Accepted Paper
DOI: http://journals.aps.org/prl/

sábado, 1 de abril de 2017

7 tipos de inteligência: de que tipo é o seu cérebro?

Pelo site Engenharia é





Mas como pessoas consideradas “burras” pelo teste de QI poderiam ter tanto sucesso?
A resposta é simples: existem vários tipos de inteligência !!
Segundo Howard Gardner, psicólogo autor desta teoria, existem ao todo sete tipos de inteligência e todas as pessoas têm um pouco das sete dentro de si. No entanto, cada pessoa tem um desses tipos mais desenvolvido e que se sobrepõe sobre os outros.
Os 7 tipos de inteligência identificados no trabalho de Howard Gardner são:
Inteligência Linguística
As pessoas que possuem este tipo de inteligência têm grande facilidade de se expressar tanto oralmente como na forma escrita. Além da grande expressividade, também têm um alto grau de atenção e alta sensibilidade para entender pontos de vista alheios. É uma inteligência fortemente relacionada ao lado esquerdo do cérebro é uma das mais comuns.

Inteligência Lógica

Pessoas com esse perfil de inteligência têm uma alta capacidade de memória e um grande talento para lidar com matemática e lógica em geral. Elas têm facilidade para encontrar solução de problemas complexos, com a capacidade de dividir estes problemas em problemas menores e ir resolvendo cada um deles até chegar à resposta final. São pessoas organizadas e disciplinadas. É uma inteligência fortemente relacionada ao lado direito do cérebro.

Inteligência Motora

Pessoas com este tipo de inteligência possuem um grande talento em expressão corporal e têm uma noção espantosa de espaço, distancia e profundidade. Têm um controle sobre o corpo maior que o normal, sendo capazes de realizar movimentos complexos, graciosos ou então fortes com enorme precisão e facilidade. É uma inteligência relacionada ao cerebelo, que é a porção do cérebro que controla os movimentos voluntários do corpo. Presente em esportistas olímpicos e de alta performance, é um tipo de inteligência diretamente relacionado à coordenação e capacidade motoras.

Inteligência Espacial

Pessoas com este perfil de inteligência têm uma enorme facilidade para criar, imaginar e desenhar imagens 2D e 3D. Elas possuem grande capacidade de criação em geral, mas principalmente apresentam um enorme talento para a arte gráfica. Pessoas com este perfil de inteligência têm como principais características a criatividade e a sensibilidade, sendo capazes de imaginar, criar e enxergar coisas que quem não tem este tipo de inteligência desenvolvido, em geral, não consegue.

Inteligência Musical

É um dos tipos mais raros de inteligência. Pessoas com este perfil têm uma grande facilidade para escutar músicas ou sons em geral e identificar diferentes padrões e notas musicais. Eles conseguem ouvir e processar sons além do que a maioria das pessoas consegue, sendo capazes também de criar novas músicas e harmonias inéditas. É como se conseguissem “enxergar” através dos sons. Algumas pessoas têm esta inteligência tão evoluída que são capazes de aprender a tocar instrumentos musicais sozinhas. Assim como a inteligência espacial, este é um dos tipos de inteligência fortemente relacionados à criatividade.

Inteligência Interpessoal

Inteligência interpessoal é um tipo de inteligência ligada à capacidade natural de liderança. Pessoas com este perfil de inteligência são extremamente ativas e em geral causam uma grande admiração nos outros. São os líderes práticos, aqueles que chamam a responsabilidade para si. Eles são calmos, diretos e têm uma enorme capacidade para convencer o outro a fazer tudo o que acharem conveniente. São capazes também de identificar as qualidades das pessoas e extrair o melhor delas, organizando equipes e coordenando trabalho em conjunto.

Inteligência Intrapessoal

É um tipo raro de inteligência, também relacionado à liderança. Quem desenvolve a inteligência intrapessoal tem uma enorme facilidade em entender o que as pessoas pensam, sentem e desejam. Ao contrário dos líderes interpessoais, que são ativos, os lideres intrapessoais são mais reservados, exercendo a liderança de um modo mais indireto, através do carisma e influenciando as pessoas através de ideias e não de ações. Entre os tipos de inteligência, este é considerado o mais raro.

As Inteligências Predominantes:

Porcentagem das pessoas em que cada tipo de inteligência predomina:

Casa na árvore é feita de bambu e não usa nenhum prego ou parafuso

Pelo site Engenharia é



Para construir uma casa na árvore, você normalmente precisa de pregos ou parafusos, um martelo e pranchas de madeira. Mas Penda, uma empresa de arquitetura com sede em Pequim, projetou uma casa na árvore que não utiliza qualquer uma dessas coisas. Somente corda e hastes de bambu.
O conceito de design recentemente ganhou o segundo lugar na categoria de projeto de arquitetura em 2016.
Penda não construiu a casa da árvore ainda, mas é um protótipo de um pequeno modelo do sistema de bambu modular. A equipe chama o projeto “Rising Canes”, já que camadas de bambu serão empilhadas em cima umas das outras para formar a casa da árvore.
A equipe espera construir um modelo maior fora de Pequim em 2023 – onde cerca de 20.000 pessoas poderiam viver.

Novo drone autônomo da DARPA voa a 20 metros por segundo e ainda desvia de obstáculos

Pelo site Engenharia é





DARPA recentemente publicou um vídeo mostrando seu novo drone autônomo. O novo projeto é parte de seu programa Fast Lightweight Autonomy (FLA), que pretende “explorar métodos de percepção e autonomia não tradicionais que podem permitir uma nova classe de algoritmos para a navegação de alta velocidade em ambientes desordenados.”
O novo drone da agência pode atingir velocidades incríveis de até 20 metros por segundo. Mesmo com câmeras e sensores ligados, pode autonomamente voar com agilidade impressionante – sem a necessidade de um operador para controlá-lo.

Além de voar em altas velocidades, o drone também é capaz de contornar obstáculos. No vídeo, você pode vê-lo voando em torno de uma série de caixas empilhadas configuradas como obstáculos. Mesmo assim, ele foi capaz de voar sem a necessidade de assistência de um piloto.
DARPA pretende com tais projetos criar ferramentas que podem operar em situações e locais que não seria seguro para um ser humano.

Tubulação movida a energia solar transforma 1,5 bilhões de galões de água do mar em potável

Pelo site Engenharia é




Oprojeto é basicamente, uma usina de energia solar que implanta dessalinização eletromagnética para fornecer água potável para a cidade e filtra a salmoura resultante através de banhos termais de bordo antes de ser reintroduzido no Oceano Pacífico. A tubulação já é finalista da 2016 Land Art Generator Initiative design competition.
Elizabeth Monoian, co-fundadora da Iniciativa Land Art Generator afirma: “A infra-estrutura sustentável que é necessário para atingir as metas de desenvolvimento e crescimento da população da Califórnia terá uma profunda influência sobre a paisagem. O acordo de Paris uniu o mundo em torno de um objetivo de limitação da elevação da temperatura para 1,5 – 2 °C, o que exigirá um investimento maciço em infraestrutura de energia limpa “.

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Para esta competição particular, a LAGI pediu para apresentar propostas que incorporam tanto energia quanto água limpa, uma vez que estão inextricavelmente interligados.  Khalili Engineers do Canadá escolheu um projeto para alimentar um dispositivo de dessalinização eletromagnética usando a energia solar.
 E – de acordo com a arte pública e aspecto educativo da cruzada ambiental e social global da LAGI – a tubulação é um projeto bonito que permite que as pessoas interagem perfeitamente com a sua fonte de água potável, sem nenhum dos efeitos colaterais desagradáveis tipicamente associados com a geração de energia.

“Acima, painéis solares fornecem energia para bombear água do mar através de um processo de filtragem eletromagnética abaixo do deck da piscina, oferecendo banhos termais e produzindo água potável”. Segundo a equipe de desenvolvimento do projeto, “A tubulação representa uma mudança no futuro da água.”


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De acordo com Khalili Engineers, a sua concepção, essa coisa longa brilhante visível do píer de Santa Monica, é capaz de gerar 10.000 MWh por ano, o que por sua vez irá produzir 4,5 bilhões de litros (ou 1,5 bilhões de galões) de água potável. Dada a atual situação de seca em toda a Califórnia, e a escassez de água em geral, uma variedade de microgeradores urbanos como este pode complementar a geração de energia e água.
“O resultado são dois produtos: água potável pura, que é dirigida para a rede de tubulação de água principal da cidade, e água clara com 12% de salinidade. A água potável é canalizada para a costa, enquanto a água salgada fornece os banhos termais antes de ser redirecionado de volta para o oceano através de um sistema de liberação inteligente, mitigando a maioria dos problemas habituais associados com o retorno de água salgada do mar “.

Empresa em Dubai vai construir o primeiro arranha-céu impresso em 3D do mundo

Pelo site Engenharia é






Aimpressão em 3D poderia subir para novas alturas com a construção do primeiro arranha-céu impresso em 3D do mundo. A empresa com sede em Dubai, Cazza , anunciou recentemente que pretende imprimir o arranha-céu nos Emirados Árabes Unidos. Eles vão recorrer a uma nova técnica de construção conhecida como grua de impressão.
Para imprimir o seu arranha-céu ambicioso, Cazza usará guindastes com unidades adicionadas criadas especificamente para a construção de estruturas 3D impressas de 80m ou mais.
O CEO da empresa, Chris Kelsey, disse que quando eles começaram sua empresa, eles se concentraram em impressão 3D de baixa estrutura ou casas, mas os desenvolvedores continuaram perguntando sobre arranha-céus, então decidiram adaptar a sua tecnologia para alcançar algo maior.

O processo de impressão de gruas inclui todos os principais componentes estruturais necessários para edifícios altos, de acordo com a Construction Week Online. Os métodos de construção atuais completarão o resto do edifício. O engenheiro mecânico Xavier Hernand disse que há muitas possibilidades para quais materiais eles poderiam usar, incluindo aço ou concreto.
O chefe de operações da Cazza, Fernando De Los Rios, disse: “O sistema de impressão de gruas pode ser facilmente adotado com as gruas existentes, o que significa que não precisamos construir guindastes a partir do zero. Estamos adicionando novos recursos para torná-lo adaptável a velocidades do vento, juntamente com o uso do nosso sistema de suavização de camada que cria superfícies completamente planas. Você não vai saber que é impresso em 3D. “
Kelsey disse: “Através de nossas tecnologias, seremos capazes de construir edifícios arquitetonicamente complexos em velocidades nunca antes vistas. Trata-se de uma grande economia no custos iniciais “. A empresa ainda não anunciou uma data de início para a construção do arranha-céu.

Brasil desenvolve combustível limpo para foguetes e satélites

Pelo site Engenharia é



Combustível foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)


OBrasil acaba de desenvolver um novo tipo de combustível para a propulsão de motores de foguetes usados no lançamento de satélites. A novidade conta com a autoria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O composto utiliza uma combinação de etanol e etanolamina que reage com peróxido de hidrogênio, a popular água oxigenada, concentrado a 90%. A mistura desses elementos, catalisada por sais de cobre, entra em combustão espontaneamente, culminando na propulsão do estágio satélite.
Segundo o chefe do Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP), Ricardo Vieira, o propelente pode ser mais bem utilizado em motores de apogeu, usados na transferência de órbita de satélites, ou nos últimos estágios de veículos lançadores. Trata-se de uma reação hipergólica, que gera ignição espontaneamente apenas pelo contato dos componentes químicos, sem a presença de fontes externas para a ignição.
“Descobrimos que o etanol funciona muito bem nessa reação. Com ele, o atraso de ignição é bem menor, aumenta o desempenho do motor e reduz os custos do combustível. A decomposição do peróxido a 90% eleva muito a temperatura do sistema, o que facilita na ignição do motor”, explicou Vieira.

Custo x benefício
O combustível brasileiro apresenta vantagens em relação aos propelentes comumente usados pela indústria espacial no mundo, como, a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio.
Ambos são importados e têm alto valor de compra. Um quilo de cada uma dessas substâncias é cotado a R$ 1 mil, aproximadamente. Além disso, a hidrazina e seus derivados são cancerígenos e o tetróxido de nitrogênio pode ser fatal após poucos minutos de exposição, mesmo a baixas concentrações no ar.
Já o combustível desenvolvido no LCP tem um custo médio de R$ 35, por quilo, e não oferece risco. Além disso, a concentração do peróxido de hidrogênio a 90% é feita no próprio laboratório.
“A eficiência é próxima a dos propelentes tradicionalmente utilizados em propulsão, a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio. A vantagem que temos são o preço e a segurança no manuseio dos componentes, que não poluem o meio ambiente”, ressaltou o pesquisador.
O Laboratório Associado de Combustão e Propulsão é o único laboratório no Brasil capaz de concentrar o peróxido de hidrogênio para aplicações aeroespaciais.