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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Stephen Hawking revela 3 fatores que destruiriam os humanos, saiba quais são

De acordo com LiveScience e HypeScience




Stephen Hawking  tem ficado ainda mais conhecido  por suas opiniões polêmicas sobre as coisas que poderiam dar um fim à civilização humana.
Esses são os três fatores que o cientista pensa que podem levar a nossa destruição:

Inteligência artificial

Hawking é parte de um grupo crescente de cientistas que expressa preocupações sobre a inteligência artificial (IA) “plena”, a que poderia ser igual ou superior a de um ser humano, por exemplo.
“O DESENVOLVIMENTO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PLENA PODERIA SIGNIFICAR O FIM DA RAÇA HUMANA”, HAWKING DISSE À BBC EM DEZEMBRO DE 2014.
Essa opinião é compartilhada pelo empresário bilionário Elon Musk, CEO da Tesla Motors e da SpaceX, que tem chamado a IA de “maior ameaça existencial”. No mês passado, Hawking, Musk e dezenas de outros figurões assinaram uma cara aberta sobre os riscos e os benefícios da IA.
“POR CAUSA DO GRANDE POTENCIAL DA IA, É IMPORTANTE PESQUISAR COMO COLHER SEUS BENEFÍCIOS, EVITANDO ARMADILHAS POTENCIAIS”, ESCREVERAM OS CIENTISTAS NA CARTA.
“ESTAMOS DÉCADAS LONGE DE QUALQUER TECNOLOGIA COM A QUAL PRECISAMOS NOS PREOCUPAR”, AFIRMOU DEMIS HASSABIS, UM PESQUISADOR DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO GOOGLE DEEPMIND. “AINDA ASSIM, É BOM INICIAR A CONVERSA AGORA”, ACRESCENTOU.

Agressão humana

Se as nossas máquinas não ficarem superinteligentes e nos matarem, nós podemos acabar nos matando. Hawking acredita que a agressão humana pode aniquilar a civilização.
Em resposta a Adaeze Uyanwah, um professor de 24 anos da Califórnia (EUA) que lhe perguntou qual defeito humano o físico mais gostaria de alterar, Hawking respondeu:
“A falha humana que eu mais gostaria de corrigir é a agressão. Ela pode ter sido uma vantagem de sobrevivência nos dias dos homens das cavernas, para obter mais comida, território e parceiros com quem se reproduzir, mas agora ameaça destruir a todos nós”.
Por exemplo, uma grande guerra nuclear provavelmente acabaria com a civilização e a raça humana. Nesse sentido, Hawking crê que a exploração do espaço é importante para garantir nossa sobrevivência.
“Eu acredito que o futuro a longo prazo da raça humana deve ser o espaço, o que representa um seguro de vida importante, uma vez que poderia impedir o desaparecimento da humanidade por colonizar outros planetas”, disse.

Vida alienígena

Hawking já fez várias advertências ameaçadoras sobre a vida alienígena. Em 2010 disse que, se a vida extraterrestre inteligente existir, pode não ser tão amigável para os seres humanos.
“Se os aliens vierem nos visitar, eu acho que o resultado seria mais parecido com quando Cristóvão Colombo desembarcou na América, o que não foi muito bom para os nativos americanos”, disse Hawking durante um episódio de “Into the Universe com Stephen Hawking”, no Discovery Channel.
Civilizações alienígenas avançadas poderiam querer conquistar e colonizar os planetas nos quais chegassem – o que, de fato, faz sentido. É melhor deixarmos quieto esse negócio de procurar ETs por aí.

10 maneiras de ficar ( ainda ) mais inteligente

Pelo site Engenharia é




Enquanto o seu Q.I. pode ser determinado geneticamente, portanto imutável, há ainda várias maneiras de ficar ( ainda ) mais inteligente, maximizando assim a sua inteligência funcional. Use bem a lista abaixo, pois estará investindo no seu maior patrimônio, sua mente.
10. Coma peixe
Peixes oleosos são ricos em DHA, que é um ácido graxo Omega-3 responsável por 40% da formação das membranas celulares e podem melhorar a neurotransmissão. O DHA é necessário para o desenvolvimento do cérebro do feto e vários estudos ligaram dietas com bastante peixe à redução do declínio mental de acordo com o avanço da idade. Mas antes que você morda a isca, saiba que estes estudos se basearam no que as pessoas lembravam sobra as suas dietas, uma tarefa que cheia a peixe. Testes com Omega-3 em ratos não mostraram melhora nas habilidades cognitivas.
9. Beba chá
A cafeína do chá verde e preto faz o corpo pegar no tranco e afia a mente. Não é bom beber café e energéticos. Para um ganho cerebral excelente faça pausas regulares para beber chá. Doses pequenas durante o dia fazem mais efeitos que tomar uma única grande dose.
8. Sem pânico
Enquanto um leve nervosismo pode melhorar o desempenho cognitivo, períodos de estresse intenso nos transformam em neandertais. Tente controlar a sua respiração, jovem!
7. Mais devagar
Não existe o fenômeno anunciado por aí chamado de “leitura dinâmica”. Ao menos que se o seu conceito de “leitura” significa compreender o texto. Pesquisas mostram que os leitores rápidos vão muito pior quando questionados sobre o texto. A resposta motora da retina, e o tempo que a imagem leva para ir da mácula para o tálamo e em seguida ao córtex visual para processamento, limita os olhos para cerca de 500 palavras a cada 60 segundos, em eficiência máxima. O estudante universitário comum alcança, cerca da metade disto.
6. Mantenha-se afiado
Pesquisadores da Itália descobriram que pessoas que tem mais de 65 anos que andam cerca de 9 km por semana em passo moderado tem 27% menos chance de desenvolver demência do que adultos sedentários. Os pesquisadores dizem que exercícios melhoraram o fluxo sanguíneo no cérebro.
5. Pratique
Pratique os tipos de questões que aparecem nos testes de inteligência. Ao se preparar para problemas verbais, numéricos e espaciais, típicos dos exames psicrométricos, você pode melhorar o seu escore.
4. Zzzzzz
Tirar uma soneca rápida no escritório pode deixar seu chefe irritado? Não é mesmo? Informe-o que você merece uma promoção de acordo com os últimos resultados dos estudos sobre o sono. Um breve cochilo pode melhorar a sua memória, mesmo que esse cochilo dure apenas seis minutos.
3. Jogue videogame
Todo mundo que implorou por um videogame agora vai conhecer o melhor argumento para possuir um: “Você não quer que eu tenha uma coordenação visual e motora inferior, quer?” Agora você pode falar que alguns jogos o tornam mais inteligente assim como o Brain Age, da Nintendo. Depois de esforços cuidadosos os jogadores “sentem seus cérebros rejuvenescerem”.
2. Exercícios
Estudos mostram que estudantes que praticam exercícios aeróbicos regulares ajudam a construir matéria cinza e branca no cérebros de adultos mais velhos. Em crianças o ponto alto foi o de levar a melhores performances em exames cognitivos.
1. Descubra
Aprender novas coisas pode reforçar também o cérebro. É um círculo vicioso: quando você pensa que está tornando-se mais inteligente, você estuda mais, criando mais conexões entre os neurônios.

Casa inspirada no Tetris tem a capacidade de se dividir e de receber mais módulos

Pelo site Engenharia é




Uma empresa holandesa de arquitetura criou o que pode ser a solução para disputas de divórcio ou para a necessidade de mais espaço quando a família aumenta: uma que tem a capacidade de se dividir e de receber mais módulos. Caso haja um divórcio, simplesmente a casa será dividida – literalmente – sem comprometer a estrutura.
O criador do projeto é o jovem arquiteto, de apenas 23 anos, Vincent Ringoir. A inspiração para o projeto segundo ele veio do famoso jogo de computador Tetris – aquele em que usuários precisam encaixar peças de formatos diferentes que caem do alto da tela.
Ringoir explica que a casa é composta por duas unidades que ocupam um total de 108 metros quadrados e que, quando alguém quiser separá-las, há a possibilidade de instalar de forma “fácil, rápida e barata” outro quarto e outra cozinha à unidade que ficar desprovida.
casa-tetris
Um cliente queria comprar uma casa com a namorada e ter a possibilidade de dividi-la. Então, surgiu o projeto e está sendo chamado de “casa pré-nupcial”. A taxa anual de divórcios na Holanda é de 43%. Então, já é certeza do sucesso de vendas que essa casa vai ter no país.
No Brasil, houve um aumento de divórcio em 10 anos de 160%. Talvez fosse viável casas assim em nosso país também, concordam?
A pretensão do início da produção é fevereiro de 2017, Ringoir não confirmou o preço, mas assegurou que a casa “não será cara”.

Algodão revestido coleta água pura da umidade do ar

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Algodão revestido coleta água pura da umidade do ar
Abaixo dos 34ºC as fibras do algodão revestido se abrem, coletando a umidade do ar (esquerda). Quando a temperatura sobe, os poros se fecham, expulsando a água (direita). [Imagem: Eindhoven University of Technology]
Esponja natural
No final do ano passado, pesquisadores criaram um revestimento capaz de se autorreparar que promete nada menos do que carros que não precisam ser lavados e celulares sem manchas de dedos.
Agora, a mesma equipe inverteu o comportamento dos seus revestimentos, e criou um algodão capaz de capturar a umidade do ar.
O revestimento recobre fibras de algodão, permitindo que o material absorva uma quantidade excepcional de água a partir da umidade do ar: até 340% do seu próprio peso.
O que é melhor é que o algodão libera sozinho a água que ele coleta assim que fica um pouco mais quente, permitindo que compor um sistema de coleta da umidade noturna que libere a água assim que o Sol aquecer o material.
O revestimento foi sintetizado por Helen Yang, da equipe da Dra. Catarina Esteves, na Universidade de Eindhoven, na Holanda, em colaboração com colegas da Universidade Politécnica de Hong Kong.
Segundo a Dra. Catarina, a aplicação mais imediata do algodão absorvedor de água será no suprimento de água potável em regiões desérticas, tornando realidade modos de vida já vistos na ficção científica, como nos planetas Arrakis, de Duna, e Tatooine, de Star Wars.
Algodão revestido captura água pura da umidade do ar
O algodão coletor de umidade criado pela equipe da Dra. Catarina Esteves tornará realidade modos de vida já vistos na ficção científica, como nos planetas Arrakis, de Duna, e Tatooine, de Star Wars. [Imagem: Eindhoven University of Technology.]
Coletores de umidade do ar
A "esponja de algodão" foi criada aplicando à fibra natural um polímero de nome complicado - poli(N-isopropilacrilamida) mas que atende também pela sigla PNIPAA.
A uma temperatura de até 34°C, o tecido fica altamente hidrofílico, ou seja, torna-se um forte absorvedor de água, podendo capturar até 340% do seu próprio peso em água - o polímero PNIPAA sozinho não consegue capturar mais do que 18%.
Quando a temperatura supera os 34°C, contudo, o algodão torna-se altamente hidrofóbico, ou seja, repelente à água.
A estrutura do material se fecha, liberando toda a água retida em seu interior - uma água totalmente pura, sem traços do material sintético.
Como o polímero PNIPAA é um produto disponível comercialmente, as pesquisadoras calculam que um tecido de algodão pode se tornar um coletor de água do ar ambiente custando apenas 12% a mais em relação ao tecido de algodão puro.
Já existem sistemas de coleta de umidade do ar, mas que não são tão eficientes - trata-se na verdade de redes ou telas coletoras de neblina, que exigem, além de umidades bastante elevadas, um fluxo de vento que faça a neblina passar através da rede, que captura as gotículas de ar, que por sua vez escorrem para um depósito na base.

Bibliografia:

Temperature-Triggered Collection and Release of Water from Fogs by a Sponge-Like Cotton Fabric
Helen Yang, Haijin Zhu, Marco M. R. M. Hendrix, Niek J. H. G. M. Lousberg, Gijsbertus de With, A. Catarina C. Esteves, John H. Xin
Advanced Materials
Vol.: Article first published online
DOI: 10.1002/adma.201204278

Raiz de cacto inspira criação de material superabsorvente

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Raiz de cacto inspira criação de material superabsorvente
Esquema do material bioinspirado e foto dos protótipos. [Imagem: Hyejeong Kim et al. - 10.1021/acsmacrolett.8b00014]
Bioinspiração nos cactos
Um novo material imita a capacidade das raízes dos cactos para absorver rapidamente e reter grandes quantidades de água, com uma quantidade mínima de evaporação.
Esse material bioinspirado será útil em uma ampla gama de aplicações, dos cosméticos e dispositivos médicos até produtos do dia a dia para as donas de casa e na agricultura e jardinagem.
Os cactos não podem perder tempo por ocasião das raras chuvas nos desertos. A chave para essa prontidão está em um sistema radicular superficial, mas muito extenso, que rapidamente absorve as águas, que raramente penetram mais do que alguns centímetros no solo. Durante as secas, as raízes se desidratam e encolhem, criando espaços de ar que impedem que a água escape de volta para o solo.
Quem replicou esse comportamento em um material artificial foi Hyejeong Kim e seus colegas da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pohang, na Coreia do Sul.
Eles fabricaram um material composto de fibras de celulose, criogel de agarose e micropartículas, que foi moldado em formato cilíndrico e liofilizado, formando uma estrutura que imita a composição em camadas da epiderme da raiz do cacto.
Os testes de laboratório mostraram que o material é capaz de absorver água 930 vezes mais rápido do que a perda por evaporação.
Os pesquisadores afirmam que a mistura de fibras de celulose, micropartículas e criogel é ajustável para necessidades específicas. Por exemplo, a adição de micropartículas repelentes de água pode produzir materiais úteis na separação de óleo. No geral, eles anteveem aplicações na agricultura, cosméticos e medicina.

Bibliografia:

Fast and Efficient Water Absorption Material Inspired by Cactus Root
Hyejeong Kim, Junho Kim, Sang Joon Lee
Macro Letters
Vol.: 7 (3), pp 387-394
DOI: 10.1021/acsmacrolett.8b00014

Aviões vão passar de tubo com asas para caixa com asas

Redação do Site Inovação Tecnológica



Aviões vão passar de tubo com asas para caixa com asas
Detalhes da estrutura do avião de Prandtl. [Imagem: DICI Pisa University]
Avião de Prandtl
O tradicional "tubo com asas" que tem marcado a aparência dos aviões virtualmente desde sua criação pode mudar para uma arquitetura do tipo "caixa com asas".
O projeto europeu Parsifal elegeu esse design, conhecido como avião de asa fechada, ou avião de Prandtl - em homenagem a seu idealizador, o engenheiro alemão Ludwig Prandtl (1875-1953) - como a melhor opção para o avião do futuro.
As análises e simulações mostraram que o avião de asa fechada supera o tubo com asas em todas as categorias, tornando os aviões mais espaçosos, mais ecológicos e menos dispendiosos.
Definida a configuração estrutural do avião, a equipe agora está construindo um modelo em escala, que deverá estar pronto em 2020.
Avião com escadas embutidas
O projeto está se concentrando na categoria de aviões de tamanho médio, adequados para aeroportos regionais. A diferença é que, em vez dos 180 passageiros desta categoria, a caixa com asas está sendo projetada para transportar mais de 300 passageiros, devido ao ganho de espaço interno. Os engenheiros garantem que, de fato, em vez de exigir mais espaço, ele deverá oferecer vantagens significativas em termos de operações terrestres mesmo com esse acréscimo de passageiros - por exemplo, dispensando as escadas externas.
"Estamos planejando ilhas maiores e três conjuntos de escadas embutidas," explica Aldo Frediani, da Universidade de Pisa, na Itália, coordenador do projeto. "Essas características permitirão que os passageiros embarquem e desembarquem mais rápido, o que economiza tempo e reduz os custos tanto para os operadores de aeroportos quanto para as companhias aéreas".
O avião de Prandtl, com sua aerodinâmica otimizada, também deverá consumir menos combustível e gerar menos emissões. Em particular, acrescenta Frediani, isso diminuirá significativamente a poluição nas áreas aeroportuárias, uma vez que esse tipo de avião é especialmente eficiente nas baixas velocidades envolvidas durante a decolagem e o pouso.
Avião de asa fechada
Todas essas vantagens derivam da característica básica do avião de Prandtl: o seu design. O tubo ainda parece estar lá, mas pode ser largamente ovalado, e a visão das asas faz com que os engenheiros prefiram chamá-lo de "caixa com asas" porque, quando o avião é visto de frente, as asas descrevem um retângulo - a caixa com asas é um tipo particular de design de asa fechada.
"Há duas horizontais típicas de um biplano, mas as pontas das asas estão conectadas com asas verticais," explica Frediani. "Devido a essa configuração especial, esse tipo de aeronave é mais eficiente do que uma convencional".
Aviões vão passar de tubo com asas para caixa com asas
Com o mesmo tamanho externo, esse design permite passar de 180 para 300 passageiros - e com escadas embutidas. [Imagem: DICI Pisa University]
Investimentos
Com seu protótipo, a equipe espera atrair a atenção de uma das grandes indústrias de aviação do mundo, uma vez que serão necessários investimentos para levar o avião proposto do computador para o céu.

Segundo Frediani, se a ideia for bancada por um fabricante de aeronaves imediatamente, os aviões baseados no projeto de asa fechada poderão estar voando dentro de 20 anos.

sábado, 21 de abril de 2018

Vacina para plantas pode ser alternativa a agrotóxicos

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Vacina para plantas pode ser alternativa a agrotóxicos
O objetivo inicial é evitar a aplicação de defensivos químicos às plantas comestíveis. [Imagem: CC0 Creative Commons/Pixabay]









Alternativa aos agrotóxicos
Os pesticidas já tiveram seu papel na história da agricultura; contudo, se quisermos realmente proteger o meio ambiente e a saúde das pessoas, está na hora de dar um salto tecnológico.
Um projeto colaborativo entre a Universidade de Helsinque (Finlândia) e o Centro Nacional Francês para Pesquisa Científica (CNRS) está propondo um caminho para essa nova rota tecnológica.
Em vez de aplicar venenos para matar as pragas e combater as doenças das culturas, o grupo propõe vacinar as plantas contra as doenças e as pragas.
Esse caminho pode tão controverso quanto o da indústria química, já que há muitas restrições à chamada biologia sintética, mas a equipe garante que as vacinas baseadas no RNA podem ser ambientalmente corretas.
Vacina para plantas
As doenças e pragas nas plantações têm sido tradicionalmente combatidas com pesticidas químicos, hoje mais conhecidos como "agrotóxicos", porque se espalham pelo ambiente e podem ser perigosos para a saúde humana, para organismos benéficos e para o meio ambiente como um todo.
"A nova abordagem para a proteção das plantas envolve a vacinação das plantas contra patógenos usando moléculas de RNA de fita dupla que podem ser pulverizadas diretamente nas folhas," explicou a professora Minna Poranen, da Universidade de Helsinque.
A vacina desencadeia um mecanismo conhecido como interferência de RNA, que é um mecanismo de defesa inato de plantas, animais e outros organismos eucarióticos, para se defenderem contra patógenos. A vacina pode ser direcionada ao patógeno escolhido usando moléculas de RNA que compartilham a identidade da sequência com os genes da praga, impedindo sua expressão.
Isto significa que as moléculas de RNA de fita dupla não afetam a expressão de genes na planta protegida, alvejando apenas a doença ou a praga da planta. O RNA também é uma molécula comum na natureza, que se degrada rapidamente, não se acumulando no meio ambiente, como os agrotóxicos, defendem os pesquisadores.
Falta legislação
Para demonstrar seu conceito, a equipe desenvolveu um novo método de produção para moléculas de RNA de fita dupla e demonstrou a eficácia das vacinas baseadas em RNA produzidas usando o método contra infecções desencadeadas nas plantas por vírus.
O método utiliza o sistema de amplificação de RNA de um bacteriófago, isto é, um vírus destruidor de bactérias, e a produção de RNA é feita dentro de células bacterianas.
Mas talvez ainda não seja a hora de vender suas ações das empresas fabricantes de defensivos agrícolas: "É difícil prever quando a vacina será disponibilizada porque ainda não existe nenhuma legislação relevante [sobre o assunto]," disse Poranen.

Bibliografia:

Synthetic biology approach for plant protection using dsRNA
Annette Niehl, Marjukka Soininen, Minna M. Poranen, Manfred Heinlein
Plant Biotechnology Journal
DOI: 10.1111/pbi.12904

Asa bioinspirada abre, trava e fecha sem usar energia

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Asa bioinspirada abre, trava e fecha sem uso de energia
Asa da tesourinha (Dermaptera), com sua incrível capacidade de dobra. [Imagem: Jakob Faber/ETH Zurich]
Asa biomimética
Todos conhecem o origami como a arte japonesa das dobraduras em papel, mas existem exemplos de origami também no mundo natural. A asa de uma tesourinha, por exemplo, é uma ilustração perfeita: seu elaborado desenho é muito mais engenhoso do que qualquer estrutura feita pelo homem.
Quando aberta, a asa da tesourinha torna-se 10 vezes maior do que quando fechada - uma das mais altas taxas de dobraduras no reino animal. A grande área da asa permite que o inseto voe, enquanto sua forma compacta, quando as asas se retraem, permite que a criatura se infiltre pelo subsolo sem danificar as asas.
O design da asa desse inseto tem outro recurso exclusivo: Em seu estado aberto, a asa "trava", permanecendo rígida sem necessidade de força muscular para garantir estabilidade. Igualmente, com apenas um "clique", a asa se dobra completamente, novamente sem atuação muscular.
Agora, a equipe do professor André Studart, um brasileiro que atualmente trabalha no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, conseguiu criar uma estrutura artificial que funciona sob o mesmo princípio - o pesquisador é natural de Brasília e se formou em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de São Carlos, no interior de São Paulo.
André afirma que o modelo artificial biomimético poderá ter diversos usos, dos robôs e drones, à eletrônica de vestir e até na exploração espacial.
Mola de dupla função
A análise da asa da tesourinha mostrou que, se a asa operasse no princípio clássico do origami - usando dobras rígidas e retas com uma soma angular de 360 graus em suas interseções - o inseto só seria capaz de dobrar sua asa até um terço de seu tamanho. O fator crucial no projeto da asa do inseto são suas dobras elásticas, que podem funcionar de forma dupla, como uma mola extensora ou rotacional.
As juntas das asas artificiais foram feitas de camadas de um biopolímero elástico especial, a resilina, cuja disposição e espessura determinam o tipo de mola. Em alguns casos, as funções de extensão e rotação são combinadas na mesma junta.
As funções de mola nas dobras de conexão foram programadas no material para permitir que ele faça movimentos de extensão ou rotacional, imitando o modelo biológico.
Asa bioinspirada abre, trava e fecha sem uso de energia
Este é um dos modelos biomiméticos construídos pela equipe. [Imagem: Jakob Faber/ETH Zurich]
Eletrônica de vestir e velas solares
Os protótipos mostraram que essas estruturas de origami bioinspiradas, com travamento automático, economizam espaço, peso e energia, já que não requerem atuadores ou estabilizadores adicionais.
Uma aplicação potencial seria na eletrônica dobrável, das peles eletrônicas aos aparelhos de vestir. As viagens espaciais também têm a ganhar com esse projeto: Velas solares para satélites ou sondas espaciais poderiam ser transportadas dentro de um espaço muito pequeno e, em seguida, desfraldadas até seu tamanho total já no espaço.

Bibliografia:

Bioinspired spring origami
Jakob A. Faber, Andres F. Arrieta, André R. Studart
Science
Vol.: 359 Issue 6382
DOI: 10.1126/science.aap7753

Planeta Terra pode fabricar sua própria água

Com informações da New Scientist 



Planeta Terra pode fabricar sua própria água
A água totalmente terrestre é gerada no interior de cristais de quartzo nas profundezas do manto. [Imagem: Earth and Planetary Science Letters]
Origem da água da Terra
Sem conseguir imaginar uma reação química que possa dar origem às moléculas de água na Terra primordial, a teoria preferida dos cientistas é que toda a nossa água chegou aqui a bordo de cometas e asteroides.
Mas talvez nosso planeta possa ser azul de dentro para fora.
Uma equipe liderada por Zdenek Futera, da Universidade de Dublin, na Irlanda, constatou que reações químicas que produzem água podem de fato ocorrer no manto.
E esta água totalmente terrestre surge sob tamanha pressão que ela poderia explicar alguns terremotos centenas de quilômetros abaixo da superfície da Terra - tremores cujas origens até agora permaneceram inexplicáveis.
Síntese de água no manto
A equipe realizou uma simulação computadorizada de reações no manto superior da Terra e descobriu que a água pode ser produzida pela reação entre hidrogênio líquido e quartzo, a forma mais comum e estável de sílica nessa parte do planeta.
"Nós mostramos que é possível ter água se formando no ambiente natural da Terra, em vez de ser de origem extraterrestre," comemorou o professor John Tse, membro da equipe.
A reação bastante simples ocorre a cerca de 1.400° C e pressões 20.000 vezes superiores à pressão atmosférica. A sílica, ou dióxido de silício, reage com o hidrogênio líquido para formar água líquida e hidreto de silício.
Esta reação havia sido descoberta por pesquisadores japoneses em 2014, e agora as simulações mostraram que ela pode ocorrer naturalmente entre 40 e 400 km de profundidade.
Água sob pressão
O detalhe um tanto surpreendente é que as simulações mostram que a água se forma dentro do quartzo, mas depois não tem como escapar, o que gera uma acumulação de pressão no interior dos cristais.
"O hidrogênio líquido difunde através da camada de quartzo, mas acaba por formar água não na superfície, mas no interior do mineral," disse Tse. "Analisamos a densidade e a estrutura da água aprisionada e descobrimos que ela está altamente pressurizada".
De acordo com a simulação, a pressão poderia atingir até 200.000 atmosferas. "Observamos que a água está sob alta pressão, o que pode levar à possibilidade de terremotos induzidos. Entretanto, são necessárias mais pesquisas para quantificar a quantidade de água liberada necessária para desencadear terremotos profundos."
Da mesma forma, será necessário quantificar a água produzida ao longo de eras geológicas, para verificar se esse processo poderia responder por uma parcela significativa da água do planeta. Enquanto isso, os defensores da teoria atual continuam procurando por asteroides e cometas feitos inteiramente de gelo.

Bibliografia:

Formation and properties of water from quartz and hydrogen at high pressure and temperature
Zdenek Futera, Xue Yong, Yuanming Pan, John S. Tse, Niall J. English
Earth and Planetary Science Letters
Vol.: 461, 1 March 2017, Pages 54-60
DOI: 10.1016/j.epsl.2016.12.031

Formation of SiH4 and H2O by the dissolution of quartz in H2 fluid under high pressure and temperature
Ayako Shinozaki, Hiroyuki Kagi, Naoki Noguchi, Hisako Hirai, Hiroaki Ohfuji, Taku Okada, Satoshi Nakano, Takehiko Yagi
American Mineralogist
Vol.: 99 (7)
DOI: 10.2138/am.2014.4798

A maior ponte marítima do mundo fica na China, é resistente a furacões e foi construída com mais aço do que 60 torres Eiffel

Pelo site Engenharia é







Édifícil negar que, embora muitos países possam reivindicar superioridade tecnológica, é impossível não se maravilhar com a velocidade quão rápido a China constrói, desde sua capacidade de elevar ilhas do fundo do mar em questão de semanas até sua megacidades.
A China também está trabalhando na maior ponte marítima do mundo. Ela está em desenvolvimento há sete anos, mas este ano – depois de ser originalmente inaugurada em 2016 – ela será finalmente revelada ao mundo. De acordo com a Al Jazeera, a construção tem 55 quilômetros de extensão e ligará Hong Kong, Macau e a província de Guangdong, na China continental.
Como ponto de comparação (talvez injusta), esse megaprojeto é aproximadamente 20 vezes mais longo do que a ponte Golden Gate.
Foi construído usando mais aço do que 60 torres Eiffel. Apresentando três seções de ponte e um túnel submarino, também exigiu a construção de quatro ilhas artificiais. A seção principal da chamada Ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau (HZMB) foi concluída em 2017, mas foi necessário trabalho adicional antes da inauguração deste ano.
Segundo o site oficial do HZMB , ele foi projetado para funcionar por 120 anos. É resistente a furacões, o fluxo de água e os “altos padrões ambientais” foram levados em consideração.
Mas a construção não é toda da China, especialistas do Reino Unido, Japão e pelo menos 11 outros países estão envolvidos no processo de construção.

Confira o vídeo no link     https://youtu.be/NgLhzq3FD9M

Nova cápsula da NASA será composta por 100 peças em 3D

Pelo site Engenharia é





Anova cápsula da NASA, Orion, será composta por 100 peças em 3D feitas pelas especialistas em impressão 3D,  Stratasys e à empresa de engenharia PADT. A Stratasys diz que as peças impressas em 3D serão feitas a partir de novos materiais projetados para viagens espaciais.
O vice-presidente de soluções de fabricação da Stratasys, Scott Sevcik, disse à imprensa sobre os novos materiais. “No espaço, por exemplo, os materiais acumulam uma carga” , disse ele a reuters. “Se isso fosse chocar os eletrônicos em uma espaçonave, poderia haver danos significativos.”

O uso de impressão 3D em projetos de espaçonaves foi iniciado por startups de exploração espacial como a Rocket Lab. Sevcik diz que o uso de peças impressas em 3D dá aos projetistas de cápsulas espaciais mais liberdade e não os impede de usar peças ou tecnologias existentes.
Imprimir sob demanda também reduz o preço da construção de espaçonaves complexas. As empresas esperam que este projeto de impressão 3D abra portas para outras maneiras de usar a tecnologia em projetos de satélites e naves espaciais robóticas.

Engenheiros estão desenvolvendo um inovador caminhão movido a hidrogênio e com emissão zero

Pelo site Engenharia é




Uma equipe de engenheiros de Liverpool estão desenvolvendo um novo caminhão movido a hidrogênio, com emissão zero. O veículo é o produto de uma parceria entre especialistas em hidrogênio da ULEMCo e Innovate UK.
A tecnologia vai modificar o caminhão FH16 da Volvo para demonstrar como o hidrogênio pode ser poderoso no transporte de cargas pesadas.
Este veículo movido a hidrogênio em particular, se difere de outros como é um caminhão Mega Low Emissions (MLE), de acordo com seus criadores. Isso significa que o hidrogênio aciona os veículos usando um motor de combustão em vez de células de combustível e um motor elétrico.
Os engenheiros da Ulemaco apontaram que nos carros a hidrogênio “tradicionais”, os hidrocarbonetos ainda afetam a qualidade do ar. No entanto, o caminhão MLE não emite esses elementos por meio de seu modelo de motor mais convencional.
Os desenvolvedores da ULEMCo disseram que usando projetos tradicionais de motores e caminhões, eles podem contornar a transformação necessária para a eletrificação. Assim, o prazo para a meta de emissões zero de carbono é reduzido, ao mesmo tempo em que minimiza significativamente o custo de mudança para os clientes.
“Estamos muito entusiasmados com o potencial do hidrogênio como combustível, ele é o caminho para a obtenção mais rápida de emissões zero de carbono em veículos comerciais”, disse Amanda Lyne, CEO da ULEMCo. “Com este demonstrador MLE, co-financiado pela agência de inovação do Reino Unido, Innovate UK, estamos mostrando que ter veículos movidos 100% a hidrogênio em motores de combustão é uma opção prática e econômica. Ele se encaixa bem com as conversões de combustível duplo de hidrogênio que temos já implementado comercialmente. “
Esta não é a primeira transformação da ULEMCo de um motor a diesel em uma criação movida a hidrogênio. Várias de suas criações ainda estão ativas em todo o Reino Unido. Este veículo em particular, no entanto, será o primeiro produto totalmente a hidrogênio. Ele vai ter pelo menos 300 cavalos de potência com 17 kg de hidrogênio a bordo. Também é esperado que tenha um alcance de 300 km quando descarregado.
Atualmente, a empresa quer trabalhar com grandes frotistas para modernizar suas frotas atuais – especialmente aquelas que operam em áreas urbanas. A ULEMCo afirmou em um comunicado a imprensa que os primeiros planos para o veículo poderiam incluir caminhões de coleta de lixo e entregas locais, casos em que seria relativamente fácil para um caminhão retornar à sua estação para reabastecer.

Este currículo de Steve Jobs, de 1973, prova de que tudo é possível

Pelo site Engenharia é





Para um homem que basicamente elevou o mundo da tecnologia para um patamar jamais pensando, Steve Jobs não parecia muito promissor naquele 1973, aos 18 anos de idade.
Na época, ele havia desistido da faculdade e se divertia com projetos de tecnologia com o amigo Steve Wozniak. A Apple ainda estava a alguns anos de se tornar realidade, então ele precisava de uma fonte de renda para se manter.
Por isso, ele preencheu este currículo para um emprego que o atual dono do documento não sabe informar qual era, e agora o formulário vai ser leiloado pela casa de leilões RR Auction.
Pela forma que o formulário foi preenchido, é possível que Jobs não estivesse tão interessado assim naquela vaga. Alguns campos estão vazios, como posição desejada e empregos anteriores, e alguns campos contêm respostas estranhas.
Confira abaixo as informações:
Posição desejada: –
Data de nascimento: 24 de fevereiro de 1955
Nome: Steven Jobs
Endereço: Reed College
Telefone: nenhum
Curso: Literatura inglesa
Ano: –
Empregos anteriores: –
Carteira de motorista: sim
Acesso a transporte? Possivelmente, mas improvável
Habilidades: computador: sim – calculadora: sim  (design, tecnologia)
Habilidades especiais: eletrônicos, tecnologia ou design de engenharia. Digital. Hewlett-Pachard.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Apple produz mais energia limpa do que consome

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A Apple anunciou nos últimos dias que suas instalações em todo lugar do mundo funciona 100% com energia limpa. Isso é um grande feito, tendo em vista a grandiosidade da companhia, o montante de energia renovável gerado pela empresa ou comprado por meio de Certificados de Energia Renovável é superior ao gasto da mesma.
Além disso, a empresa anunciou que outros parceiros de fabricação se comprometeram a usar 100% de energia limpa em todas as suas operações. “A Apple cria ou desenvolve, em parceria com serviços de utilidade pública, novos projetos regionais de energia renovável que de outra maneira não existiriam. Esses projetos representam diversas fontes, incluindo painéis solares e usinas eólicas, além de outras tecnologias que estão surgindo, como células a combustível, sistemas de geração micro-hídrica e tecnologias de armazenamento de energia”, afirma a companhia em comunicado.
Além disso, a gigante da tecnologia afirma que atualmente possui 25 projetos de energia renovável em todo o mundo, o que totaliza 626 megawatts de capacidade de geração de energia. Destes, 286 megawatts são provenientes da geração de energia solar fotovoltaica em 2017, a maior geração de energia do tipo para o período de um ano. Mais 15 projetos estão em desenvolvimento. Quando finalizados, mais de 1,4 gigawatts de energia limpa renovável estarão disponíveis em 11 países.

Indústria 4.0 ainda está fora da política industrial brasileira

Com informações da Agência Fapesp 



Indústria 4.0 ainda está fora da política industrial brasileira
Agenda voltada a desenvolver a manufatura avançada no país deverá ir além da difusão e adoção de tecnologias, avaliam especialistas. [Imagem: Christoph Roser-AllAboutLean.com / Wikimedia]
Fazer tudo
O Brasil precisa inserir, com urgência, a indústria 4.0 no centro de suas estratégias de política industrial a fim de preservar e aumentar a competitividade do país. A política industrial brasileira voltada a desenvolver a indústria 4.0 ou manufatura avançada no país, contudo, deverá abranger um conjunto amplo de ações que terão de ir muito além da difusão e adoção de tecnologias.
A avaliação foi feita no 3º Fórum de Manufatura, realizado em São Paulo. "A agenda da indústria 4.0 no Brasil será difícil e complexa em razão da própria heterogeneidade da indústria brasileira, que faz com que não exista uma solução única para o setor," disse Carlos Américo Pacheco, da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), durante o evento.
"A política industrial voltada a estimular o desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil precisará contemplar um conjunto de temas como, além da difusão e adoção de tecnologias, a criação e o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas, questões regulatórias, capacitação de mão de obra e criação de startups, entre outros", disse Pacheco.
Aceleração da tecnologia
Na avaliação de João Emílio Gonçalves, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a disseminação das tecnologias da indústria 4.0 terá uma velocidade imensamente maior do que em momentos anteriores de transformação da forma de produzir.
"A chegada e a consolidação da indústria 4.0 será muito mais rápida do que em casos anteriores. Por essa razão, as principais nações industrializadas inseriram o desenvolvimento da indústria 4.0 no centro de suas estratégias de política industrial para preservar e aumentar sua competitividade", disse Gonçalves.
O Brasil precisa com urgência se adequar a essa realidade, uma vez que, na opinião dele, a capacidade de a indústria nacional competir internacionalmente dependerá da habilidade do país de promover essa transformação.
"A indústria 4.0 está aí, é a nossa chance, não podemos perder esse bonde. Desperdiçar a oportunidade criada pela indústria 4.0 será imperdoável", disse Gonçalves, acrescentando o Brasil terá um duplo desafio para se inserir na realidade da indústria 4.0: buscar a incorporação e o desenvolvimento das soluções tecnológicas e ter agilidade para evitar que a distância em termos de competitividade para os principais competidores aumente.
Mais institutos
Segundo Pacheco, há um conjunto de indústrias no Brasil que precisa ter acesso às principais tecnologias habilitadoras da indústria 4.0, como Internet das Coisas (IoT), megadados, robótica avançada e inteligência artificial.
Para o especialista, a política industrial brasileira voltada ao desenvolvimento da indústria 4.0 deverá dar suporte para que empresas provedoras dessas tecnologias já existentes, como fabricantes de máquinas e equipamentos, além de softwares e serviços, sejam capazes de melhorar a difusão e a adoção dessas soluções por esse conjunto de indústrias, a fim de melhorar o funcionamento e a competitividade delas.
Para promover a difusão dessas tecnologias de forma ampla será preciso criar um conjunto de instrumentos, a exemplo dos que foram elaborados para implementar, no início da década de 1990, o programa de qualidade no Brasil, comparou Pacheco.
"Para implementar o programa de qualidade foram criadas fundações específicas, como a Fundação Nacional da Qualidade, e um conjunto de instrumentos para difundir boas práticas de qualidade. Precisamos agora, também, para desenvolver a indústria 4.0 no Brasil, de um conjunto de instrumentos que possibilitem difundir as tecnologias necessárias e dar condições, em termos de financiamento, facilidade de acesso e formação de recursos humanos específicos, para que as indústrias possam adotá-las", disse.

Simultaneamente a esse processo de difusão de tecnologias será preciso estimular empresas estabelecidas no país a desenvolver novas soluções tecnológicas voltadas à indústria 4.0. Para isso, as agências de fomento à pesquisa no país, como a FAPESP, podem desempenhar um papel estratégico. "A FAPESP tem três programas de apoio especificamente voltados à pesquisa em cooperação com empresas e definiu a manufatura avançada como um dos temas estratégicos para atuação da instituição em médio e longo prazo", disse Pacheco.