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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Índia ratifica acordo de Paris contra mudanças climáticas


Da France Presse


Índia é o terceiro emissor mundial de gases de efeito estufa.
28 estados da União Europeia também concordaram com ratificação.




Veículos passam perto do Palácio Presidencial em meio à poluição em Nova Deli, na Índia. A Organização Mundial de Saúde classificou Nova Deli como a cidade mais poluída do mundo em 2015

A Índia, o terceiro emissor mundial de gases de efeito estufa, ratificou neste domingo (2) o acordo de Paris sobre o clima, estabelecido na COP 21, anunciou o ministro indiano do Meio Ambiente.
Todo o procedimento ocorreu sem cerimônias. Com a ideia de cultivar sua imagem de governo ecologista, o poder Executivo do nacionalista hindu Narendra Modi escolheu a simbólica data de 2 de outubro, aniversário do nascimento de Mahatma Gandhi, para ratificar o acordo da COP21. 
Modi afirmou, para explicar sua decisão, sua vida foi marcada pela pegada do carbono.
O pacto pretende manter o aumento médio das temperaturas "bem abaixo" dos 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais para lidar com o aquecimento global. Isso irá exigir um rompimento dramático com os combustíveis fósseis neste século como parte dos esforços para limitar ondas de calor, inundações, secas e a elevação dos mares.
Para que entre em vigor, o acordo, anunciado em dezembro de 2015, deve ser ratificado por, ao menos, 55 países que sejam responsáveis, como mínimo, de 55% das emissões de gases de efeito estufa.
Assim, com a Índia e seus 4,1% das emissões mundiais, um total de 62 países responsáveis por quase 52% das emissões totais, terão ratificado o acordo.
China e Estados Unidos, os dois países que mais contaminam, contribuíram para acelerar o processo ao assinarem o texto no início de setembro, durante uma cúpula na qual se reuniram os presidentes Xi Jinping e Barack Obama.
Países europeus também entraram em acordo
Os estados da União Europeia (UE) também concordaram nesta sexta-feira (30) com uma ratificação acelerada e conjunta do acordo de Paris contra as mudanças climáticas, garantindo apoio suficiente para que o pacto entre em vigor neste ano e encaminhe uma mudança radical da economia mundial que a distancie dos combustíveis fósseis.
O entendimento entre os ministros do Meio Ambiente de todos os 28 países-membros é um avanço político raro para a UE em um momento de discórdia a respeito da crise imigratória e de incerteza após o referendo de desfiliação do Reino Unido.

Pesquisadores dizem ter descoberto o maior dinossauro do Brasil

Pelo G1



Fóssil tem 25 metros de comprimento e foi encontrado no interior de SP.
Ele será exposto no Museu de Ciências da Terra a partir desta quinta (6 de outubro)





Cientistas de várias instituições do país anunciaram, na manhã desta quarta-feira (5), a descoberta do que dizem ser o maior dinossauro já encontrado no Brasil, com 25 metros de comprimento. O fóssil que levou à conclusão foi encontrado em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. O animal viveu no país há 70 milhões de anos, segundo os pesquisadores.
A descoberta, anunciada no Museu de Ciências da Terra, na Urca, Zona Sul do Rio, revela novas informações sobre as espécies que habitaram o território brasileiro. O Austroposeidon magnificus, como foi chamado, teve vértebras do pescoço e da coluna vertebral encontradas no local onde uma estrada estava sendo aberta.
Com base nas características anatômicas, o animal pode ser classificado no grupo dos titanossauros, que eram dinossauros herbívoros com um corpo bem desenvolvido, pescoço e cauda longa e um crânio relativamente pequeno. Habitaram o mundo principalmente durante o período cretáceo, nas áreas onde atualmente são a América do Sul, a África, a Antártida e a Oceania.
A descoberta do fóssil aconteceu na década de 50, pelo paleontólogo Llewellyn Ivor Price, que faleceu em 1980 e não chegou a ver sua descoberta reconhecida.  A demora no anúncio se deve ao tempo necessário para estudar o material.
"Price se preocupou em criar um ambiente de pesquisa. Graças a isso, conseguimos criar uma equipe que vem trabalhando, um laboratório adequado e fazer os trabalhos científicos que precedem uma grande descoberta", afirmou o diretor do Museu de Ciências da Terra, Diógenes Campos.
Alex Kellner, paleontólogo do Museu Nacional (UFRJ), destaca que uma das principais causas da demora foi a falta de dinheiro e apoio à ciência no Brasil.
"Apenas quando tivemos que financiar uma pesquisa contínua é que pudemos fazer essa preparação. Também não é um material fácil de manusear. Por último, temos que lembrar que paleontologia não é só feita no Rio", explicou Kellner.
A tecnologia também ajudou a desvendar os segredos do maior dinossauro brasileiro. Um aparelho de tomografia foi usado para analisar o material encontrado, para estudar a parte interna dos ossos. O estudo revelou características novas para os titanossauros, como anéis de crescimento intercalados com um tecido ósseo mais denso, cujo significado ainda não foi compreendido completamente pelos pesquisadores.
Para que o material ainda tivesse condições de estudo mais de 50 anos depois, o cuidado foi fundamental para preservar os ossos. Eles ficaram em prateleiras de madeira, com temperatura ambiente controlada e a retirada cuidadosa de todos os sedimentos de terra e rocha.
No Brasil, já foram descobertas nove espécies de titanossauros. Antes da descoberta, o maior era o Maxakalisaurus topai, com mais de 13 metros de comprimento.
"Essa espécie entra para o hall das espécies brasileiras e mostra que temos um gigante", destacou Camila Bandeira, aluna do doutorado do Museu Nacional/ UFRJ e que participou da pesquisa.
De acordo com o diretor do Museu de Ciências da Terra, o Brasil ainda pode descobrir parte de seu passado e até espécies que podem rivalizar em tamanho com o dinossauro anunciado nesta quarta (5).
"A região central do Brasil é riquíssima e com certeza possui muitas descobertas a fazer", revelou Diógenes Campos.
O estudo é um esforço conjunto de pesquisadores do Museu de Ciências da Terra, do Museu Nacional/UFRJ, da Petrobras, e da Universidade Federal de Pernambuco. O estudo foi financiado pela Faperj e pelo CNPq.
"A importância é mostrar que levando em consideração as descobertas da Argentina, em algum momento tivemos uma fauna em comum. Isso ajuda a definir quem foi para onde e como a área se desenvolveu até hoje", contou Kellner.
                         Pesquisadores anunciaram a descoberta do fóssil nesta quarta-feira (5)

              Descoberta do fóssil foi anunciada no Museu de Ciências da Terra, na Urca, Zona Sul do Rio 
                     Fóssil foi encontrado em Presidente Prudente, no interior do estado de São Paulo






Magnetismo oceânico mostra lado elétrico da Terra

Com informações da ESA 



Magnetismo oceânico mostra lado elétrico da Terra
Acredita-se que o campo magnético da Terra funciona como uma "bolha" que nos protege dos rigores do espaço e de suas partículas energéticas - mas como ele é gerado ainda é uma incógnita. [Imagem: ESA]

Campo magnético da Terra
Que a Terra possui um campo magnético é algo bem estabelecido porque é possível medi-lo.
Mas o que gera esse campo magnético é algo que a ciência ainda luta por descobrir.
Já sabemos que o campo magnético tem origem em diferentes partes da Terra e que cada uma dessas fontes gera um magnetismo de intensidade diferente. Já sabemos também que o campo magnético da Terra está enfraquecendo. Mas exatamente como ele é gerado e por que ele tem intensidades diferentes é algo por se esclarecer.
Foi em busca de novos conhecimentos nesta área que, em 2013, a ESA (Agência Espacial Europeia) lançou o seu trio de satélites Swarm.
Agora, os dados dos três observatórios trouxeram informações sobre uma fonte de magnetismo em nosso planeta que poucos se dão conta: as marés oceânicas.
E, de forma um tanto surpreendente, os primeiros dados, que ainda precisarão ser monitorados por um prazo mais longo para ajudar na questão do magnetismo terrestre, trouxeram informações inéditas sobre o interior da Terra e o funcionamento das placas tectônicas.
Magnetismo das marés oceânicas
Magnetismo oceânico mostra lado elétrico da Terra
O movimento da água salgada dos oceanos ao longo do campo magnético da Terra gera uma corrente elétrica, que por sua vez influencia a Terra até quilômetros de profundidade. [Imagem: ESA/DTU Space]
Graças às medições de grande precisão da missão Swarm, pareadas com as da missão Champ - uma missão que terminou em 2010, depois de medir os campos gravitacionais e magnéticos da Terra por mais de 10 anos - os cientistas conseguiram "pinçar" o campo magnético gerado pelas marés dos oceanos no meio dos dados, um feito inédito, que ajuda a entender um pouco da variabilidade do nosso escudo protetor.
Mas o melhor estava por vir: a equipe descobriu que o campo magnético gerado pelo movimento dos oceanos funciona como uma "bobina de acoplamento" que permite fazer um retrato da natureza elétrica do manto superior da Terra, centenas de quilômetros abaixo do fundo do oceano.
Quando a água salgada do mar flui através do campo magnético terrestre, esse movimento gera uma corrente elétrica que, por sua vez, induz uma resposta magnética que adentra profundamente, abaixo da crosta terrestre, atingindo o manto.
"Os satélites Swarm e Champ permitiram que distinguíssemos entre a litosfera 'rígida' do oceano e a 'astenosfera' mais flexível por baixo," explicou Alexander Grayver, do ETH de Zurique, na Suíça.
Campo magnético e placas tectônicas
"Estes novos resultados são importantes para a compreensão das placas tectônicas, a teoria que argumenta que a litosfera da Terra consiste em placas rígidas que deslizam sobre a astenosfera mais quente e menos rígida e que serve como um lubrificante, permitindo o movimento das placas," disse Grayver.
A litosfera é a parte externa rígida da Terra, que consiste na crosta e no manto superior, enquanto a astenosfera fica logo abaixo da litosfera e é mais quente e mais fluida do que a litosfera.
"O trabalho mostra que, até cerca de 350 km abaixo da superfície, o grau no qual o material conduz correntes elétricas está relacionado com a composição [da crosta]. Além disso, a análise mostra uma clara dependência da configuração tectônica da placa oceânica. Estes novos resultados indicam também que, no futuro, poderemos ter uma visão completa 3D da condutividade abaixo do oceano," disse Roger Haagmans, cientista da missão Swarm.
"Temos muito poucas formas de explorar profundamente a estrutura do nosso planeta, mas a Swarm está dando uma contribuição valiosa para a compreensão do interior da Terra que aumenta o nosso conhecimento de como a Terra funciona como um sistema num todo," completou Rune Floberghagen, diretor da missão Swarm.

Bibliografia:

Satellite tidal magnetic signals constrain oceanic lithosphere-asthenosphere boundary
Alexander V. Grayver, Neesha R. Schnepf, Alexey V. Kuvshinov, Terence J. Sabaka, Chandrasekharan Manoj, Nils Olsen
Science Advances
Vol.: 2, no. 9, e1600798
DOI: 10.1126/sciadv.1600798

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Conheça 10 benefícios da maçã

Márcia Sousa – Redação CicloVivo



A concentração de fibras e vitaminas B, C e E faz desta fruta uma importante aliada na prevenção de doenças.




                          Um velho ditado diz que comer uma maça, por dia, mantém o médico afastado.


Um velho ditado diz que comer uma maça, por dia, mantém o médico afastado. A concentração de fibras e vitaminas B, C e E faz desta fruta uma importante aliada na prevenção de doenças. Caso não saiba do poder da maçã, conheça dez benefícios que esta fruta pode trazer.
Diabetes: A maçã é rica em pectina, uma fibra que ajuda no controle da glicemia. Recomenda-se o consumo de duas maçãs pequenas diariamente, esta quantidade é suficiente para a dose de pectina necessária.
Colesterol: Pesquisadores da Universidade da Flórida constataram que a fibra pectina também auxilia na redução do mau colesterol ao formar uma fibra na parede intestinal impedindo a absorção do colesterol e de outras gorduras. O estudo foi realizado com 160 mulheres entre 45 e 65 anos de idade.
AVC: Frutas com a polpa branca, como maçã e pera, podem reduzir o risco de uma pessoa sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Esta é a conclusão de um estudo feito pela Universidade de Wageningen, na Holanda, em que foram acompanhadas 20.069 pessoas, entre as idades de 20 e 65 anos. A pesquisa levou dez anos para ser desenvolvida. Após este período, os pesquisadores viram que as pessoas que mais comiam alimentos de polpa branca de frutas e legumes tinham 52% menos chances de ter um AVC. Apesar de deixarem claro que é preciso ter mais estudos para confirmar as descobertas, os estudiosos afirmam que o consumo de uma maçã por dia, reduz o risco em cerca de 40%.
Problemas respiratórios: A maçã possui antioxidantes que ajudam a melhorar a capacidade respiratória e ainda protegem os pulmões. Uma pesquisa feita pela Universidade de Nottingham, Inglaterra, mostrou que as pessoas que comem cinco maçãs ou mais por semana têm menos problemas respiratórios, incluindo asma. A maçã também possui uma propriedade adstringente que auxilia a garganta e as cordas vocais.
Doenças estomacais: A maçã possui agentes cicatrizantes que ajudam os que sofrem de problemas como azia, gastrite e úlceras, além de auxiliar no funcionamento intestinal. Esta fruta age de forma benéfica na mucosa do sistema digestivo. Quem tem problemas de má cicatrização, equimoses e sangramento das gengivas também pode melhorar este quadro comendo maçã.
Prevenção de cárie dentária: Esta infecção é causada por causa de bactérias e o sumo das maçãs têm propriedades que podem matar até 80% destes germes. Por isso, alguns dentistas recomendam oferecer maçãs para as crianças que comem muitos doces, pois a fruta ajuda a proteger a superfície dos dentes e gengivas.
Cérebro: Devido às vitaminas do complexo B, a fruta também ajuda na prevenção de todo o sistema nervoso. Isso se dá por ela ser uma ótima fonte de nutrientes, sendo rica em vitamina C e ácido fosfórico.  Desta forma, a maçã ajuda a evitaar doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.
Câncer e envelhecimento: Por ser rica em taninos e flavonóides, que são fitonutrientes que agem como antioxidantes, adstringentes e antiinflamatórios, a fruta ajuda na prevenção do envelhecimento precoce. Os flavonoides também auxiliam em doenças cardiovasculares. Além disso, a maçã possui componentes que ajudam na prevenção do câncer de cólon, de próstata e de mama.
Saciedade: As maçãs são muito recomendadas aos que querem começar uma dieta. Isso porque a fruta possui fibras que ajudam a dar a sensação de saciedade. A casca, por exemplo, possui fibras insolúveis que não são digeridas e, por isso, ficam no estômago por mais tempo. Ela também tem o poder de reduzir a vontade de comer doces e chocolates.
Vitaminas: Não é possível falar de todos os benefícios da maçã, que são inúmeros. Mas, em resumo, por ela ter vitaminas B1, B2, B3, a fruta auxilia no controle do crescimento, ajuda a evitar problemas de pele, evita a queda de cabelo e ainda regula o organismo.

INB prepara segunda fase de enriquecimento de urânio no Brasil

Com informações da Agência Brasil 


INB prepara segunda fase de enriquecimento de urânio no Brasil
Brasil já está exportando urânio enriquecido para a Argentina.[Imagem: INB]









Cascatas de ultracentrífugas
A segunda fase do enriquecimento isotópico de urânio no Brasil já começou a ser preparada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
O presidente da INB, João Carlos Derzi Tupinambá, anunciou que o projeto básico e os relatórios e pedidos de autorização de licenças para essa nova fase já foram desenvolvidos pela estatal.
A primeira fase do projeto de enriquecimento de urânio será encerrada em 2019, quando serão atendidas 100% das necessidades de urânio enriquecido da Usina Nuclear Angra 1.
Atualmente, a usina de enriquecimento da INB, localizada no município de Resende (RJ), possui seis cascatas de ultracentrífugas em operação, o que permite atender cerca de 40% das necessidades da usina. Até o fim da primeira fase, serão adicionadas mais quatro cascatas.
"Na segunda fase, nós vamos ter um acréscimo de mais 11 módulos, que dariam conta de Angra 2 e Angra 3. Ainda sobraria alguma coisa para exportação. Para Angra 2, a gente precisa de mais cinco módulos e para Angra 3, mais seis," disse João Carlos.
A expectativa é que os módulos da nova fase sejam instalados no começo de 2022.
Exportação de urânio
De acordo com o presidente da INB, a produção de urânio enriquecido sempre gera algum excedente, que é exportado para atender demandas pontuais. Atualmente, a estatal está atendendo a um pedido da Argentina.
O embarque do material nuclear para o país vizinho - quatro toneladas no total - ocorrerá até o fim deste mês. Embora seja um volume pequeno, é considerado representativo por causa das oportunidades de negócio de longo prazo que pode gerar.
O Brasil faz parte do rol de 11 países que dominam hoje o ciclo de enriquecimento do urânio, o que aumenta a importância dessa primeira remessa de urânio ao exterior. "Não só consolida a presença da INB, mas a nossa capacidade tecnológica e nossa presença no cenário internacional do enriquecimento de urânio para fins pacíficos", disse o executivo.

A tecnologia utilizada na unidade da INB em Resende foi desenvolvida pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

Como a Inteligência Artificial afetará vida urbana em 2030

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Como a Inteligência Artificial afetará a vida urbana em 2030
O objetivo do grupo é garantir que os benefícios da inteligência artificial sejam amplamente compartilhados pela sociedade. [Imagem: Stock/Askold Romanov/Mlenny/Tricia Seibold]

Desafios profundos
Um painel composto por pensadores da academia e da indústria fez um exercício de futurologia, focando no ano de 2030 para tentar prever como os avanços da inteligência artificial (AI) poderão afetar a vida de uma cidade em áreas como transporte, saúde e educação.
O objetivo é estimular a discussão sobre como garantir o desenvolvimento seguro, justo e benéfico destas tecnologias que estão emergindo rapidamente.
Este é o primeiro resultado publicado pelo grupo AI100 (Estudo de Cem anos sobre a Inteligência Artificial), um projeto criado pela Universidade de Stanford, nos EUA, para dar suporte à sociedade e fornecer orientações sobre o desenvolvimento ético dos softwares, sensores e máquinas inteligentes.
"Acreditamos que aplicações especializadas de inteligência artificial se tornarão mais comuns e mais úteis até 2030, melhorando nossa economia e nossa qualidade de vida. Mas essa tecnologia também criará desafios profundos, afetando o emprego, a renda e outras questões que devemos começar a discutir agora para garantir que os benefícios da inteligência artificial sejam amplamente compartilhados," disse o professor Peter Stone, um dos 17 membros do painel.
Inteligência Artificial e vida urbana
O relatório investiga oito domínios da atividade humana nos quais as tecnologias de inteligência artificial estão começando a afetar a vida urbana de formas que vão se tornar cada vez mais generalizadas e mais profundas em 2030.
Transporte: carros e caminhões autônomos e, possivelmente, veículos aéreos de entrega, poderão alterar a forma como nós nos deslocamos, trabalhamos e fazemos compras, criando novos padrões de vida e lazer nas cidades.
Robôs domésticos e de serviços: Assim como os aspiradores de pó robóticos já presentes em muitas casas, os robôs especializados irão limpar e fornecer segurança em áreas públicas e privadas, estimam os pesquisadores.
Cuidados com a saúde: Dispositivos para monitorar a saúde pessoal e cirurgias robóticas deverão se tornar comuns se a inteligência artificial for desenvolvida de forma que ganhar a confiança dos médicos, enfermeiros, pacientes e agências reguladoras.
Educação: sistemas educacionais interativos já ajudam alunos a aprender línguas, matemática e outras habilidades. Mas é possível ir além se tecnologias como plataformas de processamento de linguagem natural se desenvolverem para inaugurar a "instrução aumentada", uma versão educativa da realidade aumentada.
Como a Inteligência Artificial afetará a vida urbana em 2030
Como viveremos daqui a 100 anos e quais são as tecnologias que prometem facilitar nossa vida são assunto cada vez mais alvo de estudos sistemáticos. [Imagem: Samsung SmartThings]
Entretenimento: A convergência de ferramentas de criação de conteúdo, redes sociais e inteligência artificial vai levar a novas maneiras de coletar, organizar e disponibilizar informações e interações de forma envolvente, personalizada e interativa.
Comunidades de baixa renda: Investimentos em modelos preditivos para evitar a poluição ou melhorar a distribuição de alimentos poderão trazer benefícios para a parcela mais carente da população.
Segurança pública: Câmeras, drones e programas para analisar padrões criminais deverão usar a inteligência artificial de forma a reduzir o viés humano (preconceito) e aumentar a segurança sem perda de liberdade ou dignidade.
Emprego: O trabalho deverá começar já para ajudar as pessoas a se adaptar enquanto a economia passa por mudanças rápidas, como muitos postos de trabalho sendo perdidos e novos sendo criados.
"Até agora, a maioria do que se sabe sobre inteligência artificial vem dos livros de ficção científica e dos filmes. Este estudo fornece uma base realista para discutir como as tecnologias de inteligência artificial poderão afetar a sociedade," concluiu Stone.

Bibliografia:

Artificial Intelligence and Life in 2030
Peter Stone, Rodney Brooks, Erik Brynjolfsson, Ryan Calo, Oren Etzioni, Greg Hager, Julia Hirschberg, Shivaram Kalyanakrishnan, Ece Kamar, Sarit Kraus, Kevin Leyton-Brown, David Parkes, William Press, AnnaLee Saxenian, Julie Shah, Milind Tambe, Astro Teller
https://ai100.stanford.edu/2016-report

Risco de outro Chernobyl ou Fukushima é maior que anunciado

Redação do Site Inovação Tecnológica 




Risco de outro Chernobyl ou Fukushima é maior que anunciado
A equipe disponibilizou seu banco de dados em código aberto, listando todos os eventos nucleares analisados - 216 ao todo. [Imagem: Spencer Wheatley et al.]
Riscos da energia nuclear
Uma equipe de especialistas em análise de risco, que acaba de publicar a maior avaliação já feita até hoje sobre os acidentes nucleares, adverte que o próximo desastre na escala de Chernobyl ou Fukushima pode acontecer muito mais cedo do que o público se dá conta.
Os pesquisadores da Universidade de Sussex, na Inglaterra, e do instituto ETH de Zurique, na Suíça, analisaram mais de 200 acidentes nucleares e, estimando e levando em conta os efeitos das respostas da indústria aos desastres anteriores, forneceram uma avaliação sombria dos riscos da energia nuclear.
Eles estimam que catástrofes na escala de Fukushima e Chernobyl têm maior chance de ocorrer do que de não ocorrer de uma a duas vezes por século, e que acidentes na escala do colapso da usina Three Mile Island, em 1979, nos EUA (com danos de cerca de 10 bilhões de dólares) são mais propensos a ocorrer do que a não ocorrer a cada 10 a 20 anos.
Fiscalização e promoção da indústria nuclear
Dados públicos "falhos e lamentavelmente incompletos" da indústria nuclear estão levando a uma atitude de excesso de confiança quanto ao risco da indústria nuclear, adverte o estudo.
A equipe aponta para o fato de que sua análise independente contém três vezes mais dados do que os fornecidos publicamente pela própria indústria. Isto, argumentam, provavelmente se deve ao fato de que a Agência Internacional de Energia Atômica, que compila os dados, tem um duplo papel de regulação do setor e de promovê-lo.
"Nossos resultados são preocupantes. Eles sugerem que a metodologia padrão usada pela Agência Internacional da Energia Atômica para prever acidentes e incidentes - particularmente quando foca as consequências dos eventos extremos - é problemática. O próximo acidente nuclear pode ocorrer muito mais cedo ou ser mais mais grave do que o público imagina," disse o professor Benjamin Sovacool, coautor do trabalho.
A equipe pede também uma reconsideração total da forma como os acidentes nucleares são classificados, argumentando que o método atual (a escala INES de sete pontos) é "altamente imprecisa, mal definida e muitas vezes inconsistente".
Banco de dados de acidentes nucleares
Os 15 eventos nucleares mais caros da história analisados pela equipe são:
  1. Chernobyl, Ucrânia (1986) - $259 bilhões
  2. Fukushima, Japão (2011) - $166 bilhões
  3. Tsuruga, Japão (1995) - $15.5 bilhões
  4. TMI, Pensilvânia, EUA (1979) - $11 bilhões
  5. Beloyarsk, União Soviética (1977) - $3.5 bilhões
  6. Sellafield, Reino Unido (1969) - $2.5 bilhões
  7. Athens, EUA (1985) - $2.1 bilhões
  8. Jaslovske Bohunice, Tchecoslováquia (1977) - $2 bilhões
  9. Sellafield, Reino Unido (1968) - $1.9 bilhões
  10. Sellafield, Reino Unido (1971) - $1.3 bilhões
  11. Plymouth, EUA (1986) - $1.2 bilhões
  12. Chapelcross, Reino Unido (1967) - $1.1 bilhões
  13. Chernobyl, Ucrânia (1982) - $1.1 bilhões
  14. Pickering, Canadá (1983) - $1 bilhões
  15. Sellafield, Reino Unido (1973) - $1 bilhões
A equipe disponibilizou seu banco de dados em código aberto, listando todos os eventos nucleares analisados - 216 ao todo - incluindo datas, locais, o custo em dólares norte-americanos e as classificações oficiais de magnitude do acidente.

Bibliografia:

Reassessing the safety of nuclear power
Spencer Wheatley, Benjamin K. Sovacool, Didier Sornette
Energy Research & Social Science
Vol.: 15: 96
DOI: 10.1016/j.erss.2015.12.026

Of Disasters and Dragon Kings: A Statistical Analysis of Nuclear Power Incidents and Accidents
Spencer Wheatley, Benjamin Sovacool, Didier Sornette
Risk Analysis
DOI: 10.1111/risa.12587

Globo solar gera energia até mesmo com a luz da lua

Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo


O equipamento já é comercializado e aproveita várias fontes de luminosidade natural para produzir eletricidade.



O conceito do dispositivo é baseado num princípio básico de física, fazendo a refração da luz num raio.


O arquiteto alemão André Broessel desenvolveu e já comercializa os globos solares, equipamentos capazes de produzir até 70% mais energia fotovoltaica do que os painéis convencionais. Chamado de Rawlemon, o coletor é uma esfera de vidro que faz a refração da luz num raio concentrado. Totalmente sensível à luminosidade – até das nuvens –, o dispositivo é capaz de seguir a trajetória do sol ao longo do dia e aproveitar o clarão da lua, gerando energia limpa durante a noite.


O responsável pelo globo solar levou três anos para finalizar o produto, que, ao contrário das placas convencionais, possui um design atraente e ocupa pouco espaço, podendo ser instalado em diversos locais. A intenção é fazer os globos solares entrarem no mercado em larga escala, com preços mais acessíveis do que os painéis comuns.


O conceito do dispositivo é baseado num princípio básico de física, fazendo a refração da luz num raio. Como uma lente esférica, o globo solar foi chamado pela imprensa internacional de “bola de cristal” e possui um rastreador que acompanha a rota da luz, do amanhecer ao pôr do sol. Durante a noite ou quando o tempo está nublado, o dispositivo busca a orientação da luminosidade mais intensa, gerando energia ininterruptamente.



De acordo com Broessel, a eletricidade é armazenada nas baterias do sistema, e o coletor é capaz de abastecer uma residência ou um estabelecimento comercial. Assim, o criador espera tornar a tecnologia cada vez mais viável. “Nós só podemos tornar isso possível se nossos produtos forem acessíveis a todos, e, para isso, necessitamos do seu apoio na campanha”, explica Broessel.



Sistema gera energia a partir das ondas ao mesmo tempo em que produz água potável

Pelo site Ciclovivo



                  Água potável e energia são dois grandes desafios da humanidade.


                              A primeira central a utilizar o CETO está em Garden Island, na Austrália. 


Água potável e energia são dois grandes desafios da humanidade. Uma tecnologia desenvolvida pela empresa australiana Carnegie Wave Energy pode resolver esses dois problemas de uma só vez. O sistema, apelidado de CETO, transforma as ondas do mar em eletricidade, ao mesmo tempo em que dessaliniza a água.
Este projeto tem sido planejado desde 1999. Em 2003 a empresa desenvolveu o primeiro protótipo e em 2014 ela chegou à quinta versão já produzida e pronta para o uso. Durante esse tempo, o sistema, que produzia um quilowatt de energia, passou a produzir 240 kW por boia, e em 2017 já deve estar disponível um modelo que produzirá três megawatts.
Ao contrário de outros sistemas de energia a partir das ondas, não é necessário que as boias do CETO estejam na superfície. Os equipamentos usam o movimento gerado pelas ondas, mas no fundo do mar, aproveitando também as correntes que não podem ser vistas e evitando a exposição a tempestades.


Cada boia usada no CETO 5 possui 11 metros de largura, é feita em aço e cheia com água do mar e espuma, o que proporciona uma densidade ligeiramente inferior à da água, para que eles flutuem. Assim, mesmo que estejam abaixo da superfície, o inchamento é suficiente para gerar energia.


Além de aproveitarem o movimento das ondas, as boias estão conectadas a uma bomba, acoplada ao fundo do mar. Esta bomba empurra a água através de um tubo para uma central elétrica. Lá, a enorme pressão gira turbinas que movem os geradores. Esta mesma pressão tem um segundo uso: dessalinizar a água.


O processo de retirada do sal da água é feito através de osmose reversa. Isso acontece quanta uma solução de sal e um corpo de água pura são separados por uma membrana, por onde passam as moléculas de água, mas não passam os íons de sal. Normalmente este processo requer muita energia para que seja possível alcançar a pressão ideal. Mas, aproveitando a pressão natural do oceano é descartada a necessidade de motores movidos a combustíveis fósseis.
A primeira central a utilizar o CETO 5 com a dupla função está em Garden Island, na Austrália, a três quilômetros da costa. As três boias usadas na estrutura estão conectadas a uma central  em terra, através de cabos subaquáticos. A possibilidade de gerar energia limpa ao mesmo tempo em que produz água potável é uma ótima alternativa para locais com escassez de recursos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Índia planeja a maior usina solar do mundo

Pelo site Ciclovivo



O objetivo da Índia é chegar a 2030 tendo 40% de toda sua energia proveniente de fontes renováveis.


Com cerca de 300 dias de sol por ano, a Índia tem uma das melhores condições do mundo para aproveitar a energia solar.


A energia elétrica ainda é um problema na Índia, onde quase 300 milhões de pessoas vivem sem acesso à eletricidade e os combustíveis fósseis são a principal fonte energética. Esses fatores, aliado às condições ambientais favoráveis, têm levado o país a fazer planos audaciosos em termos de energia renovável, principalmente fotovoltaica. Os indianos já têm projeto de construir uma fazenda solar de dois gigawatts.
A usina, que deve ser construída no estado de Karnataka, irá gerar energia suficiente para abastecer, em média, um milhão de famílias. Além disso, o empreendimento deve impedir de 20 milhões de toneladas de CO2 sejam emitidas.
O objetivo da Índia é chegar a 2030 tendo 40% de toda sua energia proveniente de fontes renováveis. Apenas em relação ao potencial solar, o intuito é alcançar 2022 produzindo cem gigawatts. Para isso, o país conta com investimentos estrangeiros e principalmente, com o apoio do Banco Mundial.
A instituição fornecerá mais de um bilhão de dólares para ajudar o país a chegar ao alvo. O programa governamental de telhados solares, por exemplo, já conseguiu empréstimo de US$ 625 milhões.
“Com cerca de 300 dias de sol por ano, a Índia tem uma das melhores condições do mundo para aproveitar a energia solar. A rápida expansão do setor pode melhorar a qualidade de vida de milhões de indianos, especialmente da população mais pobre. A evolução também pode criar milhares de empregos da indústria solar”, explicou Onno Ruhl, Diretor do Banco Mundial na Índia, à ONU.

Potencial eólico do Brasil é maior do que se imaginava

Por Noêmia Lopes – Agência Fapesp



O Brasil ainda tem muito campo para explorar também em produção de energia solar.


                   O país é o quarto no mundo em termos de expansão da capacidade eólica instalada.

Uma revisão do potencial eólico onshore (“em terra”) do Brasil, realizada em resposta ao aumento da altura das torres de geração energética, aponta que o país pode ter uma capacidade seis vezes maior de produzir energia a partir dos ventos do que o estimado no último grande levantamento nacional, o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, lançado em 2001.
A conclusão é de um estudo do subprojeto Energias Renováveis do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-Clima), apoiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e foi apresentada durante a Conferência Internacional do instituto, realizada em São Paulo entre os dias 28 e 30 de setembro.
“O Atlas do Potencial Eólico Brasileiro foi feito com a estimativa do uso de torres de 50 metros de altura. Hoje, temos torres acima de cem metros, que ampliam o potencial tecnicamente viável de exploração de 143 gigawatt para 880 gigawatt”, disse o coordenador da pesquisa, Ênio Bueno Pereira, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Além disso, consideramos uma expansão das áreas que se tornam economicamente viáveis para a instalação das torres.”
Embora no Brasil a produção de energia eólica ainda seja restrita, Pereira aponta que o país é o quarto no mundo em termos de expansão da capacidade eólica instalada, perdendo apenas para China, Estados Unidos e Alemanha.
“É um movimento importante, em um momento em que se busca a diminuição da emissão de gases de efeito estufa, menor dependência de combustíveis fósseis e garantia de segurança energética”, disse.
Offshore

No campo da energia eólica, o subprojeto Energias Renováveis também estuda o potencial offshore (“em mar”), buscando avaliar a zona costeira brasileira, particularmente na região Nordeste; a viabilidade de exploração em áreas de reservatórios hidrelétricos; a previsão da capacidade de geração, visando aprimorar as estimativas calculadas em dias e horas de antecedência; e a densidade de potência estimada até o final do século.


Sobre esse último tema, modelos revelam tendência de aumento dos ventos em determinadas porções do norte da região Nordeste. “Embora pareça uma notícia interessante, ventos intensos e rajadas nem sempre são bons para o sistema de geração de energia eólica, que pode sofrer danos estruturais”, disse Pereira.
Solar
Outro aspecto ressaltado pelo pesquisador foi o potencial de geração de energia elétrica a partir da irradiação solar. “O pior nível de irradiação no Brasil – na região litorânea de Santa Catarina e do Paraná – é comparável aos melhores níveis de irradiação que se tem na Alemanha, o país que mais explora a energia fotovoltaica [na qual células solares convertem luz diretamente em eletricidade] no mundo.”

A Rede Sonda, financiada parcialmente pelo INCT-Clima, coleta dados de irradiação no território nacional. Uma edição atualizada do Atlas Brasileiro de Energia Solar, com informações obtidas pela Rede nos últimos 15 anos, deve ser lançada ainda neste ano.
“São necessários mais estudos sobre a variabilidade solar, mas já sabemos que, se fossem usadas áreas como aquelas que são alagadas por hidrelétricas ou as que estão em estado avançado de desertificação, teríamos uma grande geração de energia fotovoltaica no Brasil”, disse Pereira.
Os desafios
Segundo o pesquisador, em temos de potencial teórico, fontes eólicas e solares seriam capazes de suprir toda a demanda energética nacional. Contudo, ainda é necessário ultrapassar obstáculos financeiros e de conhecimento.
“O problema do custo vem sendo superado pela evolução tecnológica, tanto que esses dois tipos renováveis já são competitivos com a energia termelétrica. Já a barreira do conhecimento é aquela que ainda impede investidores de ter mais interesse na geração eólica e solar. É o que o nosso projeto tenta enfrentar, investigando e disseminando dados científicos sobre os verdadeiros potenciais dessas energias”, disse.