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sábado, 11 de novembro de 2017

Reforçador de Wi-Fi de alumínio funciona mesmo

Redação do Site Inovação Tecnológica



Reforçador de Wi-Fi de alumínio funciona mesmo
Parece mesmo uma das bugigangas vistas nos vídeos do Youtube, que foram usadas como inspiração: mas os cientistas a chamam de "refletor Wi-Fi computacionalmente otimizado".[Imagem: Xia Zhou]
Solução caseira generalizada
É possível amplificar os sinais de Wi-Fi em sua casa ou escritório sem precisar usar outros aparelhos eletrônicos.
Uma equipe da Universidade de Colúmbia, nos EUA, criou um refletor de sinais Wi-Fi simples usando uma impressora 3D.
"Nós não apenas reforçamos os sinais do roteador, nós também os tornamos mais seguros," apressa-se em dizer a professora Xia Zhou. "Por meio dessa solução única, nós resolvemos uma série de desafios que atormentam os usuários dos serviços sem fios."
A equipe partiu de um experimento muito comum em vídeos do tipo "Faça você mesmo" encontrados no Youtube: colocar um pedaço de papel alumínio ou uma lata de alumínio atrás da antena do roteador para reforçar o sinal na direção oposta.
A seguir eles generalizaram esse princípio a fim de otimizar os formatos do refletor para permitir uma distribuição dos sinais Wi-Fi de forma mais planejada e consistente com o ambiente, não apenas reforçando-os numa direção, mas também anulando-se onde eles não são necessários.
Refletor de Wi-Fi
Devido ao formato complexo resultante, o "refletor Wi-Fi computacionalmente otimizado", como diz a equipe, foi fabricado em uma impressora 3D e depois revestido com papel alumínio.
Os testes mostraram que o refletor passivo diminui a intensidade do sinal em até 10 dB onde a cobertura Wi-Fi é desnecessária, e aumenta a intensidade em 6 dB onde ele é mais desejado.
Como o design atual é limitado a uma forma estática para cada local, a equipe pretende a seguir testar refletores feitos de outros materiais, para que o dispositivo possa ter sua forma adaptada para diferentes ambientes.
Quanto à segurança adicional anunciada pela equipe, ela se refere à limitação dos sinais aos locais onde os usuários precisam deles, evitando que se espalhem para áreas fora da residência ou do escritório, onde possam ser alvo de ataques.

Bibliografia:

Customizing Indoor Wireless Coverage via 3D-Fabricated Reflectors
X. Xiong, J. Chan, E. Yu, N. Kumari, A. Sani, C. Zheng, X. Zhou
BuildSys 2017 Proceedings
DOI: 10.1145/3137133.3137148

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Olho de inseto inspira painéis solares eficientes e belos

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Olho de inseto inspira painéis solares eficientes e belos
A estrutura de suporte e separação dos olhos dos insetos deu maior durabilidade às células solares.[Imagem: Thomas Shahan/Creative Commons]
Painel solar composto
Colocar minúsculas células solares em uma estrutura similar às microlentes que formam o olho composto de um inseto pode ajudar a superar os obstáculos para o desenvolvimento das promissoras células fotovoltaicas de perovskita.
Uma estrutura biomimética inspirada nos olhos dos insetos mostrou-se capaz de proteger essas frágeis células solares, retardando sua deterioração quando expostas ao calor, à umidade ou ao estresse mecânico.
"As perovskitas são materiais promissores e de baixo custo que transformam a luz solar em eletricidade de forma tão eficiente quanto as células solares convencionais feitas de silício. O problema é que as perovskitas são extremamente instáveis e mecanicamente frágeis. Elas mal sobrevivem ao processo de fabricação, o que dizer então da durabilidade a longo prazo no meio ambiente," explicou o professor Reinhold Dauskardt, da Universidade de Stanford, nos EUA.
Essa fragilidade tem a ver com a estrutura cristalina das perovskitas, que tornam o material parecido com o sal de cozinha.
Células solares belas
Para enfrentar o desafio da durabilidade, a equipe voltou-se para os olhos compostos das moscas, que consistem em centenas de pequenos olhos segmentados.
"Eles têm uma linda forma de favo de mel, com uma redundância interna: se você perder um segmento, centenas de outros continuarão operando. Cada segmento é muito frágil, mas está protegido por uma parede de suporte em torno dele," explicou Dauskardt.
Olho de inseto inspira painéis solares eficientes e belos
Estrutura das células solares individuais inseridas no andaime de polímero. [Imagem: Brian L. Watson - 10.1039/C7EE02185B]
A célula solar composta construída pela equipe é formada por centenas de microcélulas de perovskita dispostas em um andaime de forma hexagonal, no qual cada "favo" mede apenas 500 micrômetros de largura. O andaime é feito de uma resina epóxi de baixo custo amplamente utilizada na indústria microeletrônica.
Para ver se o dispositivo conseguiria suportar o calor e a umidade que os painéis solares convencionais experimentam sobre um telhado, a equipe expôs suas células compostas a temperaturas de 85 graus Celsius e umidade relativa de 85 por cento durante seis semanas. Apesar dessas condições extremas, que as teriam feito parar de funcionar totalmente, as células continuaram a gerar eletricidade a taxas de eficiência elevadas.
"Estamos muito entusiasmados com esses resultados," disse Dauskardt. "É um novo modo de pensar sobre o projeto de células solares. Essas células em andaimes também são realmente belas, então existem algumas possibilidades estéticas interessantes para aplicações do mundo real."

Bibliografia:

Scaffold-reinforced perovskite compound solar cells
Brian L. Watson, Nicholas Rolston, Adam D. Printz, Reinhold H. Dauskardt
Energy & Environmental Science
DOI: 10.1039/C7EE02185B

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Reator solar gera água e oxigênio a partir do solo lunar

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Reator solar gera água e oxigênio a partir do solo lunar
O coletor solar (à esquerda) concentra toda a luz do Sol no centro do reator (direita), para fundir os minerais e produzir água.[Imagem: Thorsten Denk]
Energia termossolar
Para quem não gostou da ideia de basear a exploração espacial em energia nuclear, pode haver uma alternativa mais segura e mais ambientalmente correta.
Thorsten Denk e seus colegas da SolarPaces, uma rede internacional de pesquisas em energia termossolar, acaba de apresentar um reator capaz de produzir água, hidrogênio e oxigênio a partir de minérios encontrados no solo lunar usando apenas energia solar.
A ideia não é nova - mas a solução é.
Fabricar oxigênio na Lua
Em 2006 a NASA lançou um desafio que prometia US$2 milhões para quem conseguisse fabricar oxigênio a partir de recursos encontrados na Lua usando um equipamento com peso máximo de 50 quilogramas (kg).
Ninguém conseguiu, mas Denk e seus colegas já conseguem processar 25 kg por hora de um minério encontrado no regolito - o solo lunar - em um equipamento que pesa 400 kg.
O reator de leito fluidizado usa um minério de titânio, chamado ilmenita, e produz 0,7 kg de água por hora. O próximo passo será usar a bem conhecida eletrólise para quebrar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio. Denk calcula que produzirá 2,5 kg de oxigênio a cada quatro horas, desde que o reator seja suprido com 10 kW de energia produzida por coletores termossolares.
A reação química é alimentada basicamente pelo reator solar, que consumirá a maior parte da energia na segunda etapa da reação: a quebra da água extraída do solo em oxigênio e hidrogênio. Para isso, a energia do coletor termossolar terá que ser convertida em energia elétrica.
Reator solar gera água e oxigênio a partir do solo lunar
Reator termossolar para produção de água. [Imagem: Thorsten Denk et al. - 10.1063/1.4984324]
Produção de água a partir de óxido de titânio
O processo usa um óxido de titânio, chamado ilmenita (FeTiO3), que deverá ser minerado por um robô e trazido até o reator, que opera em um sistema conhecido como leito fluidizado - um dispositivo onde sólidos triturados se comportam como líquidos.
A partida da reação exige que se leve um pouco de hidrogênio da Terra. "O hidrogênio [levado da Terra] será apenas para as primeiras poucas horas. Então ele será reciclado no eletrolisador. Mesmo se você trouxer hidrogênio da Terra e obtiver oxigênio da Lua para fazer combustível de foguete, você economiza quase 90% do peso. O hidrogênio é o elemento mais leve. O oxigênio é muito mais pesado," explicou Denk.
O hidrogênio é adicionado à ilmenita para extrair o oxigênio. Nessa etapa da reação, sob ação do calor, o hidrogênio liga-se ao oxigênio da ilmenita, produzindo água - FeTiO3 + H2 -> Fe + TiO2 + H2O.
O segundo passo, que ainda não foi implementado neste primeiro protótipo, será feito em um eletrolisador, que quebrará a água em hidrogênio e oxigênio usando eletricidade produzida pelo coletor solar. O oxigênio é o produto final, enquanto o hidrogênio retorna ao processo, eliminando a necessidade de trazer mais da Terra.
Reator solar gera água e oxigênio a partir do solo lunar
Esquema do reator termossolar e detalhe da entrada de minério no vaso de fundição. [Imagem: Thorsten Denk et al. - 10.1063/1.4984324]
Energia solar na Lua
De acordo com Denk, a Lua tem condições ideais para a fabricação de combustíveis solares porque as reações químicas para dividir oxigênio e hidrogênio exigem temperaturas muito altas e funcionam melhor quando são contínuas. A irradiação solar normal anual da Lua é de quase 6.000 kWh por metro quadrado por ano, e os dias lunares equivalem a 14 dias da Terra - 354 horas.
"Não há atmosfera na Lua, e não há problemas de clima, sem nuvens, então você realmente pode operar do nascer ao pôr-do-sol com plena potência por cada meio mês. A luz do dia dura 2 semanas sem interrupção, e então você tem o mesmo meio-mês de escuridão. Então, se você precisar de três horas para ativar [o reator], não é um grande problema," disse ele.
Reator solar gera água e oxigênio a partir do solo lunar
Interior do reator e sistema de coleta da água produzida. [Imagem: Thorsten Denk et al. - 10.1063/1.4984324]
Mineração na Lua
Agora os pesquisadores esperam obter financiamento para agregar a etapa de eletrólise ao seu protótipo e eventualmente trabalhar para reduzir seu peso.
Embora o sistema seja um passo substancial em relação a tudo o que já foi feito antes, a demonstração utilizou ilmenita pura, como a obtida após o processamento de minérios terrestres para obtenção de titânio.
Ocorre que não há ilmenita pura na Lua. O mineral teria que ser purificado a partir do regolito. A presença de titânio na Lua foi uma das principais descobertas do robô chinês Yutu, mas ainda não se sabe com segurança qual a sua concentração no solo lunar - o concentrado deverá ter entre e 4% e 25% de ilmenita para que o reator funcione a contento.
"A longo prazo, a adaptação ao ambiente lunar será um grande desafio. Isso inclui o vácuo do espaço, a gravidade lunar reduzida, as propriedades do solo lunar real e a identificação de ocorrências ricas em ilmenita na Lua," conclui a equipe em seu artigo.

Bibliografia:

Design and Test of a Concentrated Solar Powered Fluidized Bed Reactor for Ilmenite Reduction
Thorsten Denk, Aurelio González-Pardo, Inmaculada Cañadas, Alfonso Vidal
Proceedings of the International Conference on Concentrating Solar Power and Chemical Energy Systems
DOI: 10.1063/1.4984324

EUA divulgam relatório sobre clima contrário ao discurso de Trump

Por Agência Brasil


EUA divulgam relatório sobre clima contrário ao discurso de Trump


O Relatório Especial de Ciência Climática divulgado pela administração de Donald Trump afirma ser extremamente provável que as atividades humanas, especialmente a emissão de gases do efeito estufa, sejam a causa dominante do aquecimento global observado desde a metade do século 20.
“Não há nenhuma explicação alternativa convincente para o aquecimento global do último século que seja baseada na mesma extensão de evidências observadas”, diz o estudo de um grupo de mais de 50 cientistas do governo norte-americano, segundo informações da agência Reuters.
O relatório afirma que os Estados Unidos sofrem os impactos das mudanças climáticas, com tempestades mais frequentes e intensas, os incêndios florestais mais extensos e maior número de inundações.
Há ainda um alerta para o risco de elevação do nível do mar. De acordo com o relatório, a média global do nível do mar deve crescer “ao menos diversos centímetros nos próximos 15 anos” por conta do aumento de temperaturas.
A publicação do relatório é uma exigência de uma lei aprovada em 1990 pelo Congresso dos Estados Unidos e apresenta estudos produzidos por diversas agências federais e por acadêmicos.
A comunidade científica chegou a especular que o governo de Donald Trump pudesse editar o conteúdo ou impedir a publicação do documento, uma vez que as informações contradizem o discurso e a política de Trump para a questão do clima.
Em diversas ocasiões, o presidente questionou a responsabilidade humana sobre os efeitos do aquecimento global. Nos últimos meses, a Casa Branca tem trabalhado para impulsionar a indústria de combustíveis fósseis e revogar leis criadas pelo ex-presidente Barack Obama para incentivar a produção de energia limpa.
Em junho, Trump anunciou a saída do país do Acordo de Paris, assinado por 195 nações para combater os efeitos das mudanças climáticas. Diversas empresas e estados confrontaram o presidente e afirmaram que vão cumprir as metas, mesmo que os Estados Unidos abandonem o pacto. Apesar da decisão do presidente, os Estados Unidos estão participando da Conferência do Clima em Bonn, na Alemanha. O encontro discute a implementação do Acordo de Paris. Os Estados Unidos participam do evento porque o tratado determina que nenhum país pode abandoná-lo antes de 2020.
O porta-voz da Casa Branca Raj Shah disse hoje que “o governo apoia análises científicas rigorosas e debate e encoraja comentários públicos sobre esboços de documentos sendo divulgados hoje.”

Papel que gera energia solar pode ser revolucionário

Pelo site Ciclovivo


A bio-bateria solar é um avanço na pesquisa sobre um novo tipo de tecnologia de 
energia renovável.


Papel que gera energia solar pode ser revolucionário

Imagine decorar a casa com um papel de parede que não só deixa seu lar mais bonito como ainda gera energia. Futuramente, talvez isso seja possível graças aos pesquisadores da Universidade Imperial College, localizada em Londres, na Inglaterra. A tecnologia é feita usando cianobactérias, que é um grupo de bactérias que obtêm energia por fotossíntese.
As cianobactérias são microorganismos fotossintéticos que estão na Terra há bilhões de anos. E uma equipe de estudiosos mostrou que elas podem ser usadas como tinta e impressas a partir de uma impressora a jato de tinta em nanotubos de carbono eletricamente condutores, que também foram impressos a jato de tinta no pedaço de papel. A equipe mostrou que as cianobactérias sobreviveram ao processo de impressão e foram capazes de realizar a fotossíntese para que poucas quantidades de energia elétrica pudessem ser colhidas durante um período de 100 horas.

Os pesquisadores afirmam que um painel bio-solar feito desta forma, de tamanho aproximado a um iPad, poderia alimentar um relógio digital simples e até uma pequena lâmpada LED. Uma grande vantagem do produto é que por ser feito com materiais naturais, da natureza, ele pode ser biodegradado -, o que reduziria o problema atual de descarte de lixo eletrônico.
Os pesquisadores do Imperial College de Londres, da Universidade de Cambridge e da Central Saint Martins sugerem que seu avanço poderia levar a novos tipos de dispositivos elétricos feitos de papel e de bactérias fotossintéticas impressas. Eles sugerem criar materiais que se parecem com papel de parede, quando na verdade são sensores ambientais para monitorar a qualidade do ar em uma casa, por exemplo.


© Imperial College London

Novo tipo de energia renovável
A bio-bateria solar é um avanço na pesquisa sobre um novo tipo de tecnologia de energia renovável (que está sendo desenvolvida atualmente por cientistas mundialmente) chamada de biopotécnica microbiana (BPV). Trata-se de explorar a capacidade de cianobactérias e outras algas que utilizam a fotossíntese para converter a energia da luz em uma corrente elétrica usando água como fonte de elétrons.
Uma das vantagens de usar BPVs para colher energia de células como cianobactérias é que eles podem produzir pequenas quantidades de eletricidade durante a luz do dia e continuar produzindo, mesmo no escuro, de moléculas produzidas na luz.
Algumas das limitações atuais que os cientistas já enfrentaram no desenvolvimento de BPVs são que eles são caros, têm pouca potência e uma vida curta. Todas essas desvantagens impediram os cientistas de ampliar a tecnologia a um nível industrial. Por isso, a equipe de Londres afirma que sua abordagem de usar uma impressora a jato de tinta para construir BPVs demonstra um método potencial para aumentar facilmente a tecnologia, o que pode abrir caminho para seu uso mais amplo.
“Os BPVs baseados em papel não se destinam a substituir a tecnologia convencional de células solares por produção de energia em larga escala, mas, em vez disso, poderia ser usado para construir suprimentos de energia descartáveis e biodegradáveis. Sua baixa potência significa que eles são mais adequados para dispositivos e aplicativos que exigem uma quantidade pequena e finita de energia, como detecção ambiental e biocombustíveis”, afirma Dr. Andrea Fantuzzi, co-autor do estudo do Departamento de Ciências da Vida no Imperial College.
Os pesquisadores sugerem que as BPVs possam ser usadas em novas formas de sensores construídos inteiramente a partir de papel, ou seja, mais baratos e mais ecológicos. “Integrados à tecnologia eletrônica impressa e à tecnologia de biossensor, poderiam inaugurar uma era de sensores descartáveis em papel que monitora indicadores de saúde, como níveis de glicose no sangue em pacientes com diabetes. Uma vez que uma medida é tomada, o dispositivo pode ser facilmente eliminado com baixo impacto ambiental e sua facilidade de uso pode facilitar o emprego direto dos pacientes. Além disso, esta abordagem tem o potencial de ser muito rentável, o que também poderia abrir caminho para o seu uso em países em desenvolvimento com orçamentos de cuidados de saúde limitados e recursos sobre recursos”, defende Fantuzzi.
O professor Christopher Howe, do Departamento de Bioquímica da Universidade de Cambridge, acrescentou: “Esta é uma prova de conceito emocionante. O desafio agora é fazer painéis mais potentes, duradouros e robustos”.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Cabo Verde terá energia 100% renovável em menos de uma década

Pelo site Ciclovivo

Três das ilhas já produzem cerca de 25% de sua eletricidade a partir de turbinas eólicas.


Cabo Verde terá energia 100% renovável em menos de uma década

Se você está cansado(a) de ouvir notícias tristes sobre a África, esta vai te ajudar. Cabo Verde, o pequeno país da ilha do arquipélago, estabeleceu uma grande meta sustentável: fornecer somente energia de fontes renováveis aos moradores até 2025.
Como é comum em muitos países africanos, e até aqui no Brasil, cerca de um terço da população ainda usa lenha e carvão para cozinhar. Os preços ainda são altos, mas segundo um artigo do professor Erik Nordman, da Grand Valley State University (EUA), quase todos os 550 mil habitantes das ilhas têm acesso à eletricidade.

Uma grande aposta é a energia eólica. Como os ventos são muito fortes, três das ilhas, incluindo as duas mais populosas, produzem cerca de 25% de sua eletricidade a partir de turbinas eólicas. Hoje a maior dificuldade é armazenar a energia gerada.
Também, segundo Nordman, outra tecnologia que poderia ser integrada na geração de eletricidade é o sistema de dessalinização do país. Isso porque muitas comunidades de Cabo Verde dependem de água potável e tais sistemas podem ser executados enquanto as turbinas eólicas estão operando. A água dessalinizada ainda poderia ser bombeada para um reservatório de alta elevação e usada para gerar energia hidrelétrica.
Além disso, há muito potencial solar, que hoje é mais que o dobro da capacidade de geração elétrica atualmente instalada. Outra particularidade é que, sendo um arquipélago vulcânico, Cabo Verde ainda pode investir em energia geotérmica – que aproveita o calor da Terra. Enfim, possibilidades não faltam para o país investir em energias renováveis.

Montadoras se unem para instalar rede de recarga de veículos elétricos em toda a Europa

Pelo site Ciclovivo


Parceria entre Ford, BMW, Volkswagen, Daimler, Audi e Porsche quer viabilizar viagens de longa distância.


Montadoras se unem para instalar rede de recarga de veículos elétricos em toda a Europa

Ford, BMW, Daimler e Volkswagen, incluindo as marcas Audi e Porsche, anunciaram a formação de uma joint-venture, chamada IONITY, para desenvolver e instalar uma rede de recarga de veículos elétricos em toda a Europa.
Com a previsão de abertura de cerca de 400 estações de recarga de alta potência até 2020, a IONITY quer facilitar as viagens de longa distância, um passo importante para o avanço do uso dos veículos elétricos. A joint-venture com sede em Munique, na Alemanha, é liderada pelo diretor-presidente Michael Hajesch e pelo diretor de operações Marcus Groll, com uma equipe que deve chegar a 50 pessoas até o início de 2018.
“A primeira rede de recarga elétrica de alta potência pan-europeia tem um papel essencial na viabilização do mercado de veículos elétricos. A IONITY atende o nosso objetivo comum de oferecer aos clientes carga rápida e pagamento digital para facilitar as viagens de longa distância”, diz Hajesch.
20 estações a partir de 2017
Um total de 20 estações serão inauguradas já em 2017, localizadas nas principais estradas da Alemanha, Noruega e Áustria, em intervalos de 120 km, por meio de parcerias com as redes de serviços “Tank & Rast”, “Circle K” e “OMV”. Em 2018, a rede será ampliada para mais de 100 estações, que permitirão a recarga simultânea de vários clientes e diferentes marcas de veículos.
Com capacidade de até 350 kW por ponto, a rede vai usar o padrão europeu de carregamento chamado “Combined Charging System”, reduzindo significativamente o tempo de recarga comparado aos sistemas atuais. Seu conceito multimarca e distribuição em toda a Europa devem ajudar a popularizar os veículos elétricos.
A escolha dos melhores locais para instalação das estações leva em conta o potencial de integração com as tecnologias de carga e iniciativas já existentes, incluindo as das empresas participantes e de instituições públicas. Esse investimento reforça o compromisso dos fabricantes participantes com os veículos elétricos, apoiado na cooperação internacional de toda a indústria.
Os sócios fundadores BMW Group, Daimler AG, Ford Motor Company e Volkswagen Group têm partes iguais na joint-venture e outros fabricantes de automóveis são convidados para a expansão da rede.


Compromissos para Acordo de Paris não manterão aquecimento abaixo dos 2ºC

Por ONU Brasil.


Metas assumidas no âmbito do tratado não são suficientes e precisarão ser alteradas em 2020.

Compromissos para Acordo de Paris não manterão aquecimento abaixo dos 2ºC
As metas de cada país junto ao Acordo de Paris reduzirão em apenas um terço do necessário o volume de emissões de gases do efeito estufa. Com a implementação dos atuais compromissos nacionais, a temperatura da Terra provavelmente aumentará em pelo menos 3ºC até 2100 — bem acima do objetivo do Acordo, que visa manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC até o fim do século. É o que revela uma nova pesquisa da ONU Meio Ambiente, divulgada na última terça-feira (31). Agência das Nações Unidas pediu revisão das metas.
O 8º Relatório sobre a Lacuna de Emissões aponta que as chamadas Contribuições Pretendidas Nacionalmente Determinadas (INDC) — metas assumidas pelos Estados-membros no âmbito do tratado — não são suficientes e precisarão ser alteradas em 2020, ano em que está prevista uma revisão dos compromissos.Mesmo que as atuais promessas sejam cumpridas, as emissões de gases do efeito estufa chegarão, em 2030, a um valor anual equivalente a algo em torno de 11 a 13,5 gigatoneladas de gás carbônico. O volume estará bem acima do nível exigido para alcançar a meta dos 2ºC da forma menos custosa. Uma gigatonelada equivale aproximadamente ao total de emissões do setor de transporte, incluindo o segmento de aviação, da União Europeia.
Segundo o levantamento, as emissões de gás carbônico permaneceram estáveis desde 2014 devido, em parte, ao avanço da energia renovável na China e na Índia. Os números levaram especialistas a crer que o volume de CO2 liberado na atmosfera havia atingido um teto. Todavia, de acordo com o relatório, outros gases do efeito estufa — como o metano — continuam se proliferando e picos de crescimento econômico poderiam provocar um recrudescimento das emissões de gás carbônico.Acesse
“Um ano depois que o Acordo de Paris entrou em vigor, ainda nos encontramos em uma situação na qual não estamos fazendo o suficiente para salvar centenas de milhões de pessoas de um futuro infeliz”, afirmou o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim. “Isso é inaceitável.”
A agência das Nações Unidas também lembrou a meta mais ambiciosa do Acordo de Paris — conter o aquecimento global até 1,5º C até 2100. Para esse objetivo, seria necessária uma redução de 16 a 19 gigatoneladas de CO2 até 2030.
Soluções
Apesar das projeções preocupantes, a pesquisa da ONU Meio Ambiente indica que soluções baratas já estão disponíveis para a comunidade internacional. Nos setores de agricultura, construção, energia, indústria, transporte e silvicultura, investimentos em tecnologia poderiam evitar a liberação do equivalente a 36 gigatoneladas de CO2 por ano até 2030. Os custos seriam pequenos — menos de 100 dólares por tonelada de CO2 não liberada.
O potencial de redução vem sobretudo de investimentos em energia solar e eólica e em equipamentos e veículos de passageiros com uso eficiente de energia, bem como de iniciativas de reflorestamento e de medidas para interromper o desflorestamento. Ações recomendadas para diminuir o impacto climático desses setores econômicos poderiam cortar em até 22% as gigatoneladas de CO2 calculadas para 2030.
Essas estratégias poderiam, por si só, recolocar o planeta numa rota mais viável e tranquila rumo à meta dos 2ºC. “Se investirmos nas tecnologias corretas, garantindo que o setor privado esteja envolvido, ainda podemos cumprir a promessa que fizemos às nossas crianças para proteger seu futuro. Mas temos que trabalhar nisso agora”, acrescentou Solheim.
Produção sustentável
O relatório da ONU Meio Ambiente também chama atenção para o papel que empresas e instâncias decisórias subnacionais, como os municípios, podem desempenhar para fechar a lacuna de emissões. Segundo o levantamento, as cem maiores empresas emissoras de capital aberto respondem por cerca de um quarto das emissões de gases do efeito estufa.
A pesquisa menciona ainda a Emenda de Kigali para o Protocolo de Montreal. O acréscimo ao texto original do tratado — que visa à proteção da camada de ozônio — prevê a eliminação do uso de hidrofluorocarbonos (HFC) em cadeias produtivas.
Essas substâncias são usadas primariamente na indústria de refrigeração e isolamento com espumas. Os compostos não destroem a camada de ozônio, mas agravam o efeito estufa. Caso seja adotada e implementada com sucesso, a Emenda não trará benefícios imediatos, mas poderá ter um impacto positivo para as metas a longo prazo do Acordo de Paris.
A situação é semelhante para os poluentes de vida curta. Até a metade do século, reduções no consumo de metano e carbono negro poderão evitar a elevação da temperatura a níveis perigosos até o final do século.
O levantamento das Nações Unidas também recomenda a descontinuação das atividades de usinas movidas a carvão, mas sem ignorar questões como emprego, interesses de investidores e a estabilidade dos sistemas de fornecimento de energia.
Atualmente, existem no mundo 6.683 usinas movidas a carvão. Juntas, elas geram 1.964 gigawatts. Se essas instalações operarem até o fim de sua vida útil e não forem adaptadas com mecanismos de captura e armazenamento de carbono, elas poderão emitir 190 gigatoneladas de CO2.
No início de 2017, novas usinas a carvão, com potência conjunta estimada em 273 gigawatts, estavam em construção e outras, com potência de 570 gigawatts, estavam em fase de pré-construção. Segundo as estimativas da ONU Meio Ambiente, as operações dessas instalações poderiam levar à liberação de cerca de 150 gigatoneladas de CO2. Dez países respondem por quase 85% de toda cadeia de produção do carvão — China, Índia, Turquia, Indonésia, Vietnã, Japão, Egito, Bangladesh, Paquistão e Coreia do Sul.
Acesse o Relatório nesse link:     http://www.unenvironment.org/resources/emissions-gap-report

Vidro "invisível" acaba com reflexos de telas

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Vidro
O "vidro invisível" (círculo à esquerda) em comparação com um vidro comum (à direita), ambos postos sob uma iluminação para reforçar a reflexão. [Imagem: BNL]
Vidro invisível
Todas as telas têm vidros que as protegem. O vidro é necessário, mas tem o grave inconveniente de gerar reflexos, principalmente em áreas de forte iluminação.
Andreas Liapis, do Laboratório Nacional Brookhaven, nos EUA, acredita ter encontrado um meio de fabricar o antirreflexo perfeito: tornar os vidros virtualmente invisíveis.
Ele fez isso produzindo estruturas em nanoescala na superfície do vidro, estruturas essas cuidadosamente projetadas para lidar com a luz de forma muito precisa.
Sempre que a luz encontra em seu caminho uma mudança abrupta no índice de refração, uma parte dela é refletida - o índice de refração é uma medida de quanto um raio de luz se curva à medida que passa de um material para outro, como do ar para o vidro.
As nanoestruturas em forma de pilar têm o efeito de fazer com que o índice de refração mude gradualmente daquele do ar para o do vidro, evitando reflexos.
O vidro ultratransparente nanotexturizado é antirreflexivo em uma ampla faixa de comprimentos de onda, incluindo todo o espectro visível e infravermelho próximo, e em uma ampla gama de ângulos de visão.
Vidro texturizado
Para texturizar as superfícies de vidro em nanoescala, Liapis usou uma abordagem chamada automontagem, que é a capacidade de certos materiais para formar espontaneamente arranjos ordenados por conta própria.
Neste caso, a automontagem de um copolímero de bloco gerou um modelo para gravar a superfície de vidro com uma floresta de cones nanométricos - é esta geometria que elimina quase completamente as reflexões da luz. Os copolímeros de bloco são polímeros industriais (cadeias repetitivas de moléculas) encontrados em muitos produtos, incluindo solas de sapato, fitas adesivas e interiores automotivos.
As reflexões são tão reduzidas que o vidro torna-se essencialmente invisível.
Esse "vidro invisível" poderá fazer mais do que melhorar a experiência dos usuários das telas de aparelhos eletrônicos. Ele também poderá aumentar a eficiência da conversão de energia das células solares, minimizando a quantidade de luz solar perdida pela reflexão.
Também pode se tornar uma alternativa aos relativamente frágeis revestimentos antirreflexo utilizados em lasers de alta potência presentes nos dispositivos médicos e componentes aeroespaciais.

Bibliografia:

Self-assembled nanotextures impart broadband transparency to glass windows and solar cell encapsulants
Andreas C. Liapis, Atikur Rahman, Charles T. Black
Applied Physics Letters
Vol.: 111 (18): 183901
DOI: 10.1063/1.5000965

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Como é feita a reciclagem de alumínio no Brasil?

Pelo site Pensamentoverde


O país é um dos maiores produtores de alumínio e o líder mundial na reciclagem de latinhas

Latinhas
O alumínio é o terceiro elemento mais abundante no planeta que pode ser encontrado em diversos produtos de nosso dia a dia, porém, apesar de sua grande importância, possui uma recente escala industrial, já que passou a ser produzido comercialmente há apenas 150 anos.
O produto tem uma grande importância no mercado global, já que é utilizado na fabricação de diversos materiais. No Brasil, o alumínio tem números significativos: o país possui a terceira maior jazida de bauxita do planeta e é também o quarto maior produtor do material, sendo o quinto na exportação de alumínio primário/ligas.
A reciclagem do alumínio traz diversos benefícios para o meio ambiente, pois economiza matéria-prima e energia elétrica, diminui as emissões de gás de efeito estufa, o volume de lixo nos aterros sanitários e gera uma fonte de renda para diversas pessoas envolvidas com a coleta seletiva deste material.
Dentre os produtos de alumínio reciclados, as latas de alumínio têm um grande destaque. O Brasil é líder mundial na reciclagem deste tipo de resíduo, quase 100% das latas descartadas são reaproveitadas. O tempo médio que uma lata fica nas ruas de São Paulo é de dez segundos e o setor já movimenta cerca de 2 bilhões por ano no país.
Latinhas
Embora as latinhas tenham grande destaque na reciclagem no Brasil, existem outros produtos de alumínio que também podem ser reaproveitados, como por exemplo, esquadrias de janelas, carcaças de automóveis e outros. Porém estes têm um processo de reciclagem mais difuso e menos eficiente devido ao custo elevado, além de esses produtos demorarem mais para serem descartados.
Para cada produto de alumínio que é reciclado, o processo tem suas peculiaridades. De uma forma geral ele segue o seguinte processo: primeiramente o alumínio é coletado, as empresas limpam o produto, retirando todos os resíduos, como areia, terra e metais ferrosos e depois o compactam. Após isso, removem-se tintas e vernizes e no final é feita a fundição do alumínio em um forno especial que faz com que ele fique líquido para ser laminado.
Vale ressaltar o processo de reciclagem das latas de alumínio, já que estas representam um número alto na reciclagem deste material. Primeiro é feita a compra e o consumo das latas de alumínio. Coleta:depois de utilizada, a lata é levada a um dos pontos de coleta e depois vendida aos sucateiros. Prensagem: após isso, as embalagens são prensadas por duas vezes e aglomeradas em grandes fardos. Fundição: as latas são derretidas em fornos especiais para latas de alumínio, depois passam pelo Lingotamento em que o material é transportado em lingotes (massa de metal) e fundido sob forma de tiras. Laminação: os lingotes passam por um processo de deformação plástica na qual são transformados em bobinas de alumínio. Novas latas: essas bobinas são utilizadas na formação de novas latinhas. Enchimento: na fábrica de bebidas as latas passam por um processo para ganhar seu novo formato. Consumo: as latas voltam a ser distribuídas em pontos de venda para o consumo.
Processo de reciclagem do lixo