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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Construção de computador quântico é radicalmente simplificada

Redação do Site Inovação Tecnológica



Construção de computador quântico é radicalmente simplificada
Um computador quântico de íons aprisionados consistiria em uma série de junções X com bits quânticos formados por íons aprisionados acima da superfície do chip (mostrado em cinza). Os bits quânticos individuais são manipulados simplesmente ajustando as tensões, simples como sintonizar um rádio em estações diferentes. Uma tensão V1 não gera nenhuma operação (zonas azuis), enquanto uma tensão V2 resulta em uma operação quântica em um único qubit (zonas verdes). Já uma tensão V3 resulta no entrelaçamento de dois qubits, que passam a compartilhar o mesmo valor (zonas vermelhas). [Imagem: University of Sussex]
Armadilhas de laser
"Vamos construir um computador quântico em grande escala aqui na Universidade usando esta nova tecnologia."
Foi assim que o professor Winfried Hensinger, da Universidade de Sussex, no Reino Unido, deu uma dimensão da importância da técnica inovadora que ele e sua equipe acabam de desenvolver.
Em termos simples, a técnica coloca a construção de computadores quânticos em grande escala ao alcance da tecnologia atual.
Não havia nada, em princípio, que impedisse a construção dos computadores quânticos universais. Mas os desafios tecnológicos pareciam ainda grandes demais - pelo jeito, até agora.
Floresta de lasers
Uma das principais abordagens para a computação quântica em pequena escala, como ela vem sendo testada em laboratório, usa íons (átomos carregados) aprisionados por feixes de laser, sendo que os feixes devem ser alinhados para cada íon individual - cada íon constitui um bit quântico.
Contudo, um computador quântico prático, em grande escala, precisaria de milhares de bits quânticos, exigindo, portanto, milhares de lasers precisamente alinhados, todos incrivelmente próximos uns dos outros.
Chip com qubits
Em vez disso, Seib Weidt e seus colegas inventaram um método simples onde as tensões são aplicadas a um microchip, sem qualquer necessidade de alinhar os feixes de laser - e obtiveram o mesmo efeito dos qubits aprisionados.
O protótipo apresentou uma taxa de erro impressionantemente baixa para um dispositivo em escala experimental e ainda sem otimizações.
"Este desenvolvimento muda radicalmente a computação quântica, tornando-a acessível para uso industrial e governamental. Vamos construir um computador quântico em grande escala, fazendo pleno uso desta nova tecnologia," reafirmou o professor Winfried Hensinger.
"Desenvolver esta nova tecnologia foi uma grande aventura e é absolutamente incrível observar que ela realmente funcionou no laboratório," disse Seb Weidt, acrescentando que ele espera que os computadores quânticos revolucionem a sociedade de maneira semelhante à revolução gerada pela emergência dos computadores clássicos.

Bibliografia:

Trapped-ion quantum logic with global radiation fields
Seib Weidt, J. Randall, S. C. Webster, K. Lake, A. E. Webb, I. Cohen, T. Navickas, B. Lekitsch, A. Retzker, Winfried Hensinger
Physical Review Letters
Vol.: 117, 220501
DOI: 10.1103/PhysRevLett.117.220501

domingo, 25 de dezembro de 2016

Japão quer transformar roupas velhas em combustível para aviões

Pelo site Ciclovivo


 acordo com as empresas, cem toneladas de algodão produzem até dez mil litros de combustível.

Japão quer transformar roupas velhas em combustível para aviões


O processo envolve a utilização de microrganismos para processar os açúcares contidos no algodão, transformando-os em um tipo de álcool.


A Japan Airlines está trabalhando em uma alternativa totalmente inusitada para reduzir o impacto ambiental da aviação. A companhia aérea japonesa, junto com empresas ambientais e varejistas, pretende abastecer os aviões a jato com roupas velhas no lugar dos combustíveis tradicionais.
Conforme informado pela imprensa japonesa, a companhia se juntará a dois institutos de pesquisas ambientais no projeto, que deve começar no início de 2017, para ser colocado em prática em 2020. Através da parceria com os varejistas, a empresa aérea pretende coletar roupas usada em mais de mil lojas em todo o país.
A tecnologia deste biocombustível totalmente alternativo é usar o poliéster e o algodão das roupas, para fabricar combustível para as aeronaves. A tecnologia que transforma este material em combustível foi desenvolvida pelo Green Earth Institute. O processo envolve a utilização de microrganismos para processar os açúcares contidos no algodão, transformando-os em um tipo de álcool, usado na queima dos motores.
A Jeplan, uma das parceiras no projeto, está trabalhando na construção de uma fábrica, que será destinada à produção deste biocombustível. Inicialmente, o plano mesclar o combustível alternativo com os tradicionais para estudar o desempenho.
De acordo com as empresas, cem toneladas de algodão produzem até dez quilolitros de combustível. Esta é o principal limitante da proposta, já que, mesmo se todo o algodão do Japão fosse transformado em biocombustível, seria possível abastecer apenas 1% do consumo de jatos no país.
A Japan Airlines ainda estuda outras estratégias para reduzir as emissões de seus voos, como o uso de resíduos orgânicos na fabricação de combustível. Todas as estratégias são pensadas para diminuir também a dependência do petróleo.

1/3 das áreas produtivas do planeta foram destruídas em apenas 40 anos

Pelo site Ciclovivo


O intenso uso de agrotóxicos e o desmatamento são as principais causas deste problema.


1/3 das áreas produtivas do planeta foram destruídas em apenas 40 anos
       São necessários 500 anos para que apenas 2,5 centímetros de solo seja recomposto naturalmente.


Foram necessárias quatro décadas para que 33% das terras produtivas do planeta fossem perdidas. De acordo com um estudo publicado pela Universidade de Sheffield, no Reino Unido, o intenso uso de agrotóxicos e o desmatamento são as principais causas deste problema.
A situação é alarmante, pois, ao mesmo tempo em que a terra fica imprópria para o cultivo, a demanda mundial por alimentos aumenta. Os cientistas responsáveis pela pesquisa estimam que a produção de alimentos tenha que aumentar 50% até 2050 para garantir o abastecimento global. Mas, se não houver mudanças drásticas nos padrões atuais, isso não deverá ser possível e o desastre pode ser irreversível.
Após diversas análises, o estudo concluiu que o modelo de lavoura, combinado ao uso intenso de fertilizantes tem degradado o solo em ritmo muito acelerado. A erosão, por exemplo, acontece cem vezes mais rápido do que a taxa de formação do solo. Segundo os pesquisadores, são necessários 500 anos para que apenas 2,5 centímetros de solo seja recomposto naturalmente.
Não é apenas a produtividade que está ameaçada. A erosão do solo ocorre devido à perda de estrutura e por uso contínuo para a lavoura. De acordo com o estudo, quando ele é preparado repetidas vezes para o plantio, ele é exposto ao oxigênio, o que ocasiona perda de carbono e qualidade. Isso impacta diretamente em sua capacidade de armazenar água, o tornando inútil como base eficiente e também no combate a inundações.
Os acadêmicos apresentaram algumas alternativas para minimizar o problema. Substituir os fertilizantes químicos por adubos orgânicos é a primeira delas. Eles ainda sugerem sistemas rotativos entre agricultura, pecuária e árvores, para aliviar a pressão exercida sobre a terra arável. Em entrevista ao The Guardian, Duncan Cameron, um dos líderes do estudo, explicou que, acima de tudo, é necessário contar com o apoio governamental, criando políticas públicas que ajudem os agricultores a adotarem métodos mais sustentáveis.

Dinamarca tem 41,8% de sua eletricidade proveniente de energia eólica

Pelo site Ciclovivo


O país teve 56% de sua energia proveniente de fontes renováveis em 2015.


Dinamarca tem 41,8% de sua eletricidade proveniente de energia eólica
                    As emissões de CO2 a partir do consumo de energia caíram 6,6% em 2015.


A Dinamarca alcançou um feito inédito no último ano. Conforme dados divulgados recentemente pelo governo dinamarquês, com as informações sobre 2015, o país teve 56% de sua energia proveniente de fontes renováveis, sendo a eólica a principal delas.
O fato de que as fontes limpas ganharam mais espaço, mesmo sem que o consumo tenha sido reduzido, prova que o país está caminhando a passos largos para alcançar a independência dos combustíveis fósseis.
De acordo com a Agência de Energia Dinamarquesa, o consumo energético aumentou 6,4% entre 2014 e 2015. No entanto, apenas a produção de energia eólica subiu 8,1% no mesmo período, alcançando 41,8% de toda a eletricidade usada no país. A biomassa responde pelo restante da energia limpa usada na Dinamarca, sendo responsável por garantir 11% da demanda nacional.
Em contrapartida, as emissões de CO2 a partir do consumo de energia caíram 6,6% em 2015, correspondo agora a 35,2 milhões de toneladas. Desde a década de 1990 o país vem se desenvolvendo no setor de energia. A Agência informa que as emissões ajustadas foram reduzidas em 35,8% nos últimos 26 anos.
Mas, esses resultados ainda não são suficientes para garantir a independência dinamarquesa. Mesmo dando preferência às fontes renováveis, o país ainda não consegue produzir sozinho toda a energia necessária para o seu abastecimento. Em 2015 o grau de autossuficiência energética da Dinamarca foi de 89%, ou seja, 11% da energia precisou ser importada de outros países.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Os metais valiosos contidos em seu smartphone - e por que ele pode se tornar um problema ambiental

Pela BBC


Pilha de smartphones descartados em depósito de lixoImage copyright
Image captionUma tonelada de iPhones pode conter 350 kg de ouro
Um iPhone incrustado com diamantes pode custar milhões de dólares. Mas se isso está bem além de seu poder aquisitivo, não fique aborrecido. Afinal, todo smartphone contém metais preciosos - entre eles ouro, prata e platina.
E isso é mais do que um detalhe interessante sobre um aparelho que nunca deixamos de lado: metais preciosos estão mais em alta do que nunca diante do prospecto de que um dia eles ficarão caros demais para serem extraídos.
Ou seja, seu smartphone está ganhando um valor inesperado.

O que exatamente há neles?

Os celulares modernos são pequenos depósitos de metais preciosos.
Um iPhone, por exemplo, pode conter 0,034g de ouro, 0,34 de prata, 0.015 de paládio e menos de um miligrama de platina. E também contém metais mais mundanos, mas também significativos, como o alumínio (25g) e cobre (15g).
E isso é apenas o começo: os smartphones contêm ainda uma série de elementos conhecidos como terras-raras (abundantes na crosta terrestre, mas de extração extremamente difícil e cara), como lantânio, térbio, neodímio, gadolínio e praseodímio.
Isso sem falar no plástico, vidro, a bateria... É uma longa lista de ingredientes.
Todos esses elementos estão presentes em quantidades relativamente pequenas. Só que mais de dois bilhões de pessoas têm smartphones hoje, e o número está projetado para aumentar.
E a concentração de alguns elementos, como o ouro e a prata, são bem mais altas que na mesma quantidade de minério. Uma tonelada de iPhones pode render 300 vezes mais ouro e 6,5 vezes mais prata que uma tonelada de minério desses materiais, respectivamente.
Trabalhador desmonta celular depósito de lixo da cidade de Guiyu, na ChinaImage copyright
Image captionGuiyu, na China, é uma espécie de capital mundial da reciclagem de celulares
Um milhão de iPhones contêm quase 16 toneladas de cobre, 350kg de prata, 34kg de ouro e 15kg de paládio.

Riscos à saúde

Mas há um problema: o fato desses dois bilhões de usuários de smartphones fazerem upgrades a cada 11 meses, em média. Isso significa que seus aparelhos antigos são largados em alguma gaveta ou jogados fora. Apenas cerca de 10% são reciclados e têm seus componentes reutilizados.
Trata-se, literalmente, de uma mina de ouro em armários, caixas e lixões. Em uma era de discussões sobre "picos" no uso de uma série de recursos naturais, faz senso em termos econômicos e ambientais evitar o desperdício desses materiais.
O desafio é como recuperá-los de maneira segura e economicamente viável.
Uma proporção significativa de lixo eletrônico é exportada para a China, onde mão de obra barata, incluindo crianças, é supostamente utilizada para desmontar os telefones e "garimpar" os metais preciosos usando componentes químicos perigosos.
Guiyu, uma cidade no sudeste do país, gaba-se - ainda que surpreendentemente - de ter o maior depósito de lixo eletrônico do mundo.
Esse "motivo de orgulho" está causando problemas de saúde na população e poluindo solo, rios e o ar com elementos tóxicos como mercúrio, arsênico, cromo e chumbo.
Depósito de circuitos de smartphonesImage copyright
Image captionCientistas buscam métodos para tornar reciclagem de telefones mais limpa
Mesmo o chamado e-lixo reciclado apresenta desafios: na Austrália, por exemplo, o processo ainda envolve fundições, que custam caro e não são benéficas em termos ambientais.
O ideal é que parássemos de trocar de telefone mais rápido do que nossas roupas íntimas. Mas já que isso não parece muito viável do ponto de vista comercial, então é melhor encontrarmos outra solução.
A cientista Veena Sahajwalla, da Universidade de New South Wales (Austrália), prega uma abordagem de pequena escala: vê um futuro em que microfábricas operem em comunidades para extrair o material de forma segura antes de incinerar os telefones.
O processo seria bem automatizado, minimizando a necessidade de contato humano com os materiais mais perigosos dentro dos telefones: o aparelho é aberto usando correntes de alta-voltagem antes de um braço-robô buscar as placas de circuitos e colocá-las em uma fornalha que usa altas temperaturas para separar o material valioso dos tóxicos.
As microfábricas têm o tamanho de um contêiner de navegação, o que pode dar início uma indústria de fundo de quintal para quem busca ouro em montanhas de lixo eletrônico.

Itaipu rompe barreira inédita dos 100 milhões de MWh

Com informações da Agência Brasil 

Itaipu rompe barreira inédita dos 100 milhões de MWh
A usina deverá fechar 2016 com produção acima dos 102 GWh.[Imagem: Caio Coronel/Itaipu]








Maior hidrelétrica do mundo
A Usina de Itaipu é a primeira hidrelétrica do mundo a gerar 100 milhões de megawatts-hora (MWh), segundo a empresa brasileiro-paraguaia. A marca foi alcançada nessa terça-feira (20), às 23h16.
O volume de energia gerada de janeiro até agora é 33% superior ao previsto no Tratado de Itaipu, que estabeleceu como 75 milhões de MWh anuais como meta de produção.
Os 100 milhões de MWh produzidos pela Usina de Itaipu seriam suficientes para atender ao mercado brasileiro de eletricidade por um período de dois meses e 16 dias, e o paraguaio durante sete anos e 17 dias.
No sábado (17), Itaipu já havia quebrado o recorde mundial de geração de energia elétrica ao ultrapassar os 98,8 milhões de MWh produzidos pela Usina Três Gargantas, na China, em 2014.
Com o resultado, a empresa binacional reassumiu a liderança mundial no setor.
Meta de 102 GWh
Uma combinação de fatores contribuiu para o bom desempenho, de acordo com a empresa: a afluência regular do Rio Paraná, a alta demanda de eletricidade no Brasil e no Paraguai, a otimização do uso dos recursos naturais e o elevado desempenho dos equipamentos.
Segundo o diretor-técnico executivo de Itaipu, Airton Dipp, a usina deve fechar o ano com produção acima dos 102 milhões de MWh.
"Repetir essa marca é possível, mas superar os 102 milhões de MWh é muito difícil, porque temos uma limitação que são os 14 mil megawatts instalados de potência. Eles limitam a produção a uma faixa nesse nível", disse. "É claro que tem as condições hidrológicas [de chuvas], que foram favoráveis em 2016, e também a alta demanda [por energia] de Brasil e Paraguai. Este ano foi excepcional e dificilmente vai se repetir".
Itaipu e Três Gargantas
Segundo projeções de Itaipu, a usina chinesa de Três Gargantas, que fechou novembro com a geração em torno de 83 milhões de MWh, deve ter uma produção total de 90 milhões de MWh em 2016.
Com 22,4 mil megawatts de potência instalada, contra 14 mil MW de Itaipu, a usina chinesa começou a operar a plena carga em 2012.
No entanto, embora com capacidade instalada de equipamentos superior, Três Gargantas só conseguiu produzir mais do que Itaipu em 2014, quando o Brasil enfrentava grande seca e a geração hídrica foi prejudicada.
Desde sua entrada em operação, em maio de 1984, Itaipu já gerou 2,4 bilhões de MWh, o que representa a maior produção de energia acumulada do mundo. Essa energia seria suficiente para suprir o consumo de todo o planeta por 40 dias.

Itaipu responde por 18% de toda a energia elétrica consumida no Brasil e atende a 82% do consumo paraguaio de eletricidade.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Designer cria poste solar que ajuda a purificar o ar

Pelo site Pensamentoverde


Inovação promete melhorar a qualidade de vida das pessoas e reduzir as mortes




Invenção suga o ar poluído e o devolve limpo.
A poluição do ar é uma das principais responsáveis pelos problemas no sistema respiratório enfrentados por grande parte da população. Do nariz aos pulmões, as partículas podem chegar, ainda, à corrente sanguínea e provocar inflamações dentro das veias e artérias, dificultando a passagem do sangue.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 8 milhões de pessoas morrem anualmente por causa da poluição atmosférica. Desse total, cerca de 3,7 milhões de mortes são atribuídas à contaminação lançada ao ar livre, enquanto 4,3 milhões de mortes são resultantes de contaminação de ambientes mal ventilados.
Só no Brasil, a poluição deve ser a causa de 250.000 mortes nos próximos 15 anos, 25% delas somente na cidade de São Paulo. Aqui, no entanto, 90% desse total aconteceria devido aos veículos motorizados.
Agora imagine que saudável e maravilhoso seria filtrar continuamente o ar poluído de uma cidade? Assustado com os dados da OMS, o designer Tony Thomas Narikulam idealizou o Eco Mushroom, ou, em português, cogumelo ecológico, um dispositivo para purificar o ar.

Invenção suga o ar e o devolve limpo

Com um design que lembra um poste de luz moderno e inovador, o sistema compacto promete, além de iluminar a via com seus 4 LEDs, absorver o dióxido de carbono presente no ar.
Segundo Narikulam, o ar poluído fica preso em uma camada um pouco mais alta, acima da altura das pessoas, se espalhando mais facilmente e criando uma faixa tóxica sobre nossas cabeças.
Para garantir que o ar fique mais limpo, a inovação conta com quatro entradas que sugam o ar poluído. Depois de passar pelo purificador, ele é devolvido, agora limpo, numa altura mais baixa, a fim de atingir diretamente as pessoas.
A sucção e circulação do ar acontecem graças ao motor DC (motor de corrente contínua sem escovas), que é movido a energia solar – há placas no topo do Eco Mushroom que captam os raios solares.
Mas, afinal, e a sujeira obtida no processo? Os poluentes são conduzidos por um cano central até um coletor na base do poste, que é removido para limpeza na manutenção periódica.

Teoria da Gravidade rival de Einstein mata matéria escura

Com informações da New Scientist 



Teoria da Gravidade rival de Einstein mata matéria escura
Esta ilustração pertence ao modelo atual que pressupõe a existência da Matéria Escura: a Terra seria envolvida por algo parecido com filamentos, que os cientistas chamam de "pelos de Matéria Escura". As novas teorias dispensam totalmente esses efeitos, nunca detectados de forma observacional - na verdade, nenhum sinal da Matéria Escura foi detectado até hoje.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]
Gravidade às claras
Uma nova teoria da gravidade, apresentada à comunidade científica há menos de um mês, passou pelo seu primeiro teste de checagem experimental.
O detalhe é que essa teoria desafia a interpretação de Albert Einstein e sugere que a matéria escura nunca foi encontrada porque ela simplesmente não existe.
Uma equipe de astrônomos que estudou a distribuição da matéria normal, ou bariônica, em mais de 30.000 galáxias, anunciou que suas observações podem ser explicadas por essa teoria alternativa, sem qualquer necessidade da matéria escura - a matéria escura nasceu como um argumento teórico para explicar porque as galáxias não se esfacelam dado que elas apresentariam uma velocidade grande demais para manter as estrelas agrupadas.
Se essa teoria da gravidade modificada - seus autores a chamam de "gravidade emergente" - estiver correta, ela promete lançar por terra centenas de anos de física fundamental, baseada nas regras estabelecidas pela Lei da Gravitação de Isaac Newton e pela Teoria da Relatividade Geral de Einstein.
Dados versus teorias
Margot Brouwer e seus colegas da Universidade de Leiden, na Holanda, examinaram o efeito de lente gravitacional - a forma como as galáxias fazem a luz de galáxias mais distantes se curvar, conforme previsto pela teoria de Einstein - para medir seu conteúdo de matéria escura.
Para sua surpresa, eles descobriram que o efeito lente observado pode ser facilmente explicado pelo novo modelo de gravidade, sem necessidade de invocar a presença da matéria escura.
Os dados dão suporte a duas teorias: à Dinâmica Newtoniana Modificada, ou MOND, elaborada pelo físico Mordehai Milgrom, e, de forma mais firme, à Gravidade Emergente, elaborada por Erik Verlinde, da Universidade de Amsterdã, na Holanda, que vem desenvolvendo há vários anos um modelo concorrente da gravidade que depende da própria Relatividade, mas também da mecânica quântica, da teoria da informação e da teoria das cordas.
Sem forçar os dados
Os dados observacionais se encaixam nas equações de Verlinde sem necessidade de se recorrer aos chamados parâmetros livres - essencialmente valores que podem ser ajustados à vontade para fazer com que os dados observacionais coincidam com a teoria.
Em contraste, explica Brouwer, os modelos convencionais de matéria escura, largamente aceitos pela comunidade científica, precisam de quatro parâmetros livres que devem ser adequadamente ajustados para explicar os dados.
"O modelo de matéria escura se encaixa ligeiramente melhor com os dados do que a previsão de Verlinde," disse Brouwer. "Mas então, se você matematicamente levar em consideração o fato de que a previsão de Verlinde não tem nenhum parâmetro livre, enquanto a previsão da matéria escura tem [quatro], então você mostra que o modelo de Verlinde está realmente funcionando um pouco melhor."

Bibliografia:

First test of Verlinde's theory of Emergent Gravity using Weak Gravitational Lensing measurements
Margot M. Brouwer, Manus R. Visser, Andrej Dvornik, Henk Hoekstra, Konrad Kuijken, Edwin A. Valentijn, Maciej Bilicki, Chris Blake, Sarah Brough, Hugo Buddelmeijer, Thomas Erben, Catherine Heymans, Hendrik Hildebrandt, Benne W. Holwerda, Andrew M. Hopkins, Dominik Klaes, Jochen Liske, Jon Loveday, John McFarland, Reiko Nakajima, Cristóbal Sifón, Edward N. Taylor
arXiv
https://arxiv.org/abs/1612.03034

As últimas palavras da Rosetta sobre o cometa

Com informações da ESA




As últimas palavras da Rosetta sobre o cometa
A sonda desceu a apenas 33 metros do ponto-alvo, mas não é possível saber o estado em que ela ficou porque a antena se desalinhou com a Terra no impacto. [Imagem: ESA/Rosetta]
Pouso no cometa II
A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou os últimos dados e imagens coletados pela sonda Rosetta, conforme ela descia para seu pouso final sobre o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que ela orbitou durante mais de dois anos.
Distante demais do Sol para que seus painéis solares gerassem energia suficiente, desgastada pela viagem inicial de mais de 12 anos - a Rosetta foi lançada em 2004 - e, sobretudo, depois de ter passado dois anos recebendo todo o impacto da poeira emanada do cometa, não restou outra alternativa senão "estacionar" a sonda para sempre sobre a superfície do cometa.
O prêmio por esta decisão foi uma oportunidade única de coletar dados até tocar no próprio cometa. De fato, com todos os seus instrumentos operando, os dados foram mais ricos do que os fornecidos pelo módulo de pouso Philae, que não funcionou como esperado.
Duas colheres de sopa de água
A reconstrução da descida mostrou que a sonda tocou suavemente a superfície a apenas 33 metros do ponto-alvo, que era uma elipse de 700 x 500 metros. O local, no interior de uma cratera na região de Ma'at, na cabeça do cometa, foi batizado de Sais, em homenagem à cidade do Egito onde a Pedra da Rosetta foi encontrada.
As últimas palavras da Rosetta sobre o cometa
A imagem final da Rosetta é um tanto frustrante, já que ela ficou desfocada pela proximidade - a sonda estava a cerca de 20 metros da superfície. [Imagem: ESA/Rosetta]
Foram coletadas inúmeras fotografias da cratera vizinha, capturando detalhes das suas paredes em camadas. Estas fotos ainda estão sendo analisadas pela equipe para ajudar a decifrar a história geológica do cometa.
A imagem final foi capturada a cerca de 20 metros acima do ponto de impacto. Além disso, os instrumentos da Rosetta de análise de pó, gás e plasma coletaram dados continuamente.
Foi observado um aumento da pressão da saída de gás do cometa à medida que a superfície se aproximava. Análises iniciais revelam temperaturas entre -190ºC e -110ºC até alguns centímetros da superfície - esta variação provavelmente se deve às sombras e à topografia do local à medida que a Rosetta se aproximava da superfície.
Uma última medição da emissão de vapor de água indica que o cometa estava emitindo o equivalente a duas colheres de sopa de água por segundo - durante o seu período mais ativo, no ponto mais próximo do Sol, a ejeção de água foi calculada em algumas centenas de litros de água a cada segundo.
Apesar das densidades plasmáticas decrescentes a partir de cerca de 2 km da superfície, não foram detectados sinais de desgaseificação oriunda dos poços de Ma'at.
Sem gelo
As primeiras indicações das leituras espectrais, com resoluções inéditas devido à proximidade, mostram que não há diferenças significativas na composição da superfície em relação ao que havia sido visto nas leituras anteriores.
Um resultado um tanto frustrante foi que não apareceu nenhuma indicação óbvia de gelo de água perto do local de aterragem - ao lançar a Rosetta, os cientistas esperavam estudar uma enorme bola de gelo empoeirada, mas o cometa se revelou um corpo extremamente seco.
As últimas palavras da Rosetta sobre o cometa
Este foi o último espectro colhido do cometa - era aqui que deveriam aparecer quaisquer sinais de gelo, que não deram o ar da graça. [Imagem: A. Stern/J. Parker]
As medições também sugerem um aumento nos grãos de poeira muito pequenos - na casa de um milionésimo de milímetro - perto da superfície.
A última observação do coma de gás - a cauda do cometa - foi feita no dia anterior à descida final. O dióxido de carbono continuava sendo emitido, a uma distância maior do que quando o cometa estava se aproximando do Sol.
Uma das últimas informações recebidas da Rosetta foi enviada pelos seus rastreadores de estrelas de navegação, relatando um "objeto grande" no campo de visão - o horizonte do próprio cometa - poucos segundos antes do pouso. Assim que tocou o cometa a conexão foi perdida, provavelmente porque a antena se desalinhou com a Terra no impacto.

A expectativa é que os artigos científicos descrevendo as conclusões sobre os novos dados sejam publicados nos próximos meses.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SP terá a maior fachada geradora de energia solar com filmes do Brasil

Pelo site Ciclovivo


Tal aplicação irá gerar energia suficiente para manter 66 estações de trabalho.


SP terá a maior fachada geradora de energia solar com filmes do Brasil
Os filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV) são filmes plásticos impressos com uma tinta orgânica capaz de produzir energia solar. 
Será inaugurada em São Paulo uma das maiores fachadas do mundo com aplicação comercial de células fotovoltaicas que captam a luz do sol e a transformam em energia elétrica. O anúncio foi feito pela Sunew, empresa brasileira fabricante de filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV).
Tal aplicação irá gerar energia suficiente para manter 66 estações de trabalho, além de evitar a emissão de 578 toneladas de CO2 por ano.
Além de compor os vidros padrões da fachada, criando um design diferenciado à edificação, os filmes serão utilizados como parte da comunicação visual. A iniciativa marca o início da disponibilização da solução OPV para o consumo em larga escala no mercado mundial. “Um investimento de 100 milhões de reais foi realizado para o desenvolvimento da tecnologia e implantação da fábrica, que hoje tem capacidade produtiva de 400 mil m2 de filmes fotovoltaicos orgânicos por ano”, afirma Marcos Maciel, CEO da Sunew.instalac%cc%a7a%cc%83o-09 

Os filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV) são filmes plásticos impressos com uma tinta orgânica capaz de produzir energia solar. Segundo o fabricante, a inovação é 40x mais leve, 50% mais transparentes, e 100% flexível em relação as convencionais placas rígidas usadas nas outras gerações.
“Essa tecnologia possui características capazes de revolucionar o mercado de energia solar, permitindo aplicações em locais onde as tecnologias existentes não se aplicam hoje. O OPV é leve, flexível, translúcido e tem baixa dependência do ângulo de incidência solar, bloqueio de raios UV e infravermelho, além de altamente customizado, em termos de cores e formato”, explica Maciel.
Os diferenciais do OPV também representam sua maior vantagem competitiva por possibilitar aplicações que vão desde a fachada de um prédio, como é o caso desse empreendimento, até o teto de um veículo ou um toldo de uma praça.filme_fotovoltaico_organico

Empreendimento paulistano
O empreendimento paulistano, idealizado pela construtora Inovalli, foi pensado como modelo para uma nova geração de construções que aliam inovação e sustentabilidade.
A aplicação do OPV também é capaz de reter 95% da radiação UV, o que, combinado ao fato do material ser transparente e permitir a entrada de luz, contribui para o conforto térmico e uma melhor gestão da eficiência energética do edifício. Esses fatores combinados têm potencial para garantir até 44 pontos na certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), criada para classificar construções sustentáveis de acordo com os critérios de racionalização de recursos (energia, água, etc.) atendidos por um edifício.
Sustentabilidade na produção
A fabricante ressalta que possui a maior capacidade produtiva de OPV do mundo, e que seus filmes são feitos a partir de matérias primas orgânicas e abundantes na natureza e a produção. Segundo eles, a tecnologia é sustentável desde o processo produtivo, que gasta 20 vezes menos energia do que a fabricação de painéis tradicionais.
“O processo produtivo das membranas orgânicas emite menos gases nocivos ao meio ambiente e consome menos energia do que as tecnologias tradicionais no mercado, figurando como a tecnologia fotovoltaica com menor pegada de carbono disponível atualmente. Todas essas propriedades permitem a união do design com energia e sustentabilidade. Por exemplo, só em reduzir a carga térmica incidente em uma fachada com OPV, podemos atingir até 10% de redução do consumo total de energia do prédio”, afirma Tiago Maranhão, presidente do Conselho da Sunew.
A aplicação está em fase final e o prédio deve ser inaugurado em janeiro do próximo ano.