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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Micróbios, cavernas e dragões de Komodo: onde os cientistas buscam novos antibióticos

Pela BBC

Dragões de KomodoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionDragões de Komodo são uma das possíveis fontes promissoras na busca por novos antibióticos
A história da medicina está repleta de casos de substâncias descobertas por acaso e que revolucionaram o tratamento de pacientes.
Há quase 90 anos, Alexander Fleming descobria acidentalmente a penicilina ao sair de férias e esquecer uma amostra de bactérias exposta ao ar em seu laboratório.
Na década de 1950, era de ouro da descoberta de antibióticos, novos medicamentos eram patenteados com frequência.
E, hoje, cientistas seguem em busca de novos antibióticos. Para isso, eles testam micróbios das mais variadas fontes - de cavernas ao sangue de dragões de Komodo -, ao mesmo tempo que desenvolvem drogas sintéticas, criadas em laboratório.
  • O mundo está à beira de um apocalipse dos antibióticos?
Apesar dos avanços, há cada vez menos antibióticos eficazes. O medicamento, que combate infecções no corpo, é essencial para assegurar desde o sucesso de um transplante de órgãos até o tratamento de uma intoxicação alimentar.
Bactérias mortais resistentes à penicilina - ou os mais de cem antibióticos desenvolvidos nos últimos 90 anos - são responsáveis pela morte de 700 mil pessoas anualmente. Se nada mudar, o número de óbitos pode chegar a 10 milhões por ano até 2050.
O uso excessivo e indevido destas drogas acende o alerta sobre um possível futuro em que não haja antibióticos eficazes.
Mas por que, em uma época de tantos avanços médicos e científicos surpreendentes, é tão difícil obter os novos antibióticos de que o mundo tanto precisa?

Corrida contra superbactérias

A resposta se encontra, em parte, no desafio científico, mas também na carência de investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
A parte menos conhecida da história de Fleming é que foram necessários anos de pesquisa e cooperação até que a penicilina se tornasse, na década de 1940, o primeiro antibiótico do mundo.
Alexander Fleming em seu laboratórioDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAlexander Fleming foi responsável pela descoberta da penicilina, que revolucionou a medicina
E o próprio Fleming advertiu, desde o início, que as bactérias poderiam se tornar resistentes aos medicamentos.
Sob a ótica do paciente, os antibióticos podem parecer um simples tratamento contra infecções. Mas cada um deles tem uma relação complexa com as bactérias que deve destruir.
Todos os micro-organismos evoluem, e aqueles que desenvolvem sistemas de defesa contra os antibióticos sobrevivem, enquanto os demais morrem.
Quanto mais antibiótico a gente toma, mais rapidamente as bactérias desenvolvem resistência a eles. No Reino Unido, por exemplo, estima-se que 20% das receitas médicas de antibióticos sejam desnecessárias.
O uso indevido e excessivo destas drogas resulta em uma corrida sem trégua para estar sempre um passo à frente das superbactérias.

Fontes inusitadas

Atualmente, algumas fontes surpreendentes de antibióticos estão sendo investigadas.
Cientistas acreditam, por exemplo, que o réptil conhecido como dragão de Komodo, que habita um arquipélago na Indonésia, tenha em seu sangue um componente capaz de tratar feridas infeccionadas.
E que formigas cortadeiras da Amazônia se associam a bactérias para proteger seus ninhos.
Enquanto isso, um antibiótico capaz de combater superbactérias foi encontrado dentro do nariz humano.
E, não menos importante, a sujeira continua a ser uma importante fonte de novos compostos antibacterianos.

Anos de testes

É fácil encontrar agentes químicos que matam bactérias. O desafio maior é descobrir e desenvolver substâncias que não sejam tóxicas para os seres humanos.
Além disso, o caminho da descoberta até a aprovação de um medicamento para uso clínico é inevitavelmente longo, e o risco de fracasso é alto.
O processo começa com pesquisas básicas, para identificar organismos que produzam substâncias antibióticas.
SuperbactériaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionUso excessivo de antibióticos apressa o surgimento de superbactérias resistentes
Milhares de possibilidades são então avaliadas, em um processo que, por si só, pode levar anos.
Os cientistas analisam diferentes agentes químicos e combinações para enfraquecer as bactérias. Algumas combinações podem atacar paredes celulares ou interferir na forma como as células bacterianas agem - ou em seu metabolismo.
Combinações bem-sucedidas são testadas e, se o resultado for promissor, avalia-se também se há efeitos tóxicos em seres humanos, assim como a viabilidade para produção em larga escala.
Só a partir daí que começam a contar os anos de testes clínicos.
No total, o processo pode levar de dez a 20 anos - do momento da descoberta até a obtenção do medicamento.

Sem novas descobertas

É claro que a complexidade e a incerteza têm um preço. É aí que fica evidente o desajuste econômico desse mercado.
Os antibióticos não são apenas complexos de serem produzidos, como tampouco podem ser vendidos livremente.
Isso faz com que não sejam vistos como uma oportunidade de investimento atraente.
Nos últimos 30 anos, as companhias farmacêuticas reduziram significativamente seus esforços para o desenvolvimento de novos tratamentos antibactericidas. Passaram-se décadas sem que novas classes de antibióticos fossem criadas.
Tanto que todas as drogas do tipo que entraram no mercado nas últimas décadas são variações de medicamentos descobertos até 1984.
E o mais preocupante é que faz muito tempo - desde 1962 - que foi descoberta a mais recente classe de antibióticos responsável por tratar pessoas infectadas por superbactérias resistentes do tipo gram-negativas. Essa categoria inclui bactérias que causam doenças graves e muitas vezes fatais, como infecções sanguíneas e pneumonia.
Outra preocupação atual é com bactérias cada vez mais resistentes e que causam doenças mais comuns, como intoxicação alimentar por salmonela ou gonorreia.
Nos últimos anos, tem crescido a consciência global em relação ao perigo das bactérias resistentes a medicamentos. Se nada for feito, elas podem causar mais mortes do que o câncer em 2050. Setores da iniciativa pública e privada começaram a trabalhar juntos para encontrar soluções.
Segundo dados de maio deste ano, um total de 51 antibióticos estava em fase de desenvolvimento clínico - sendo um terço destinado a atacar patógenos prioritários, 12 famílias de bactérias vistas como uma perigosa ameaça à saúde humana.
No entanto, a minoria desses medicamentos é de produtos inovadores, ou seja, não baseados em antibióticos já existentes.
Cartaz em hospital diz 'pare e lave suas mãos'Direito de imagemGETTY IMAGES
Image captionCartaz em hospital diz 'pare e lave suas mãos'; mais higiene é crucial para evitarmos que as bactérias se espalhem

Mais que sorte

Novas drogas são vitais, mas a solução para o problema é muito mais complexa.
Também é necessário explorar o potencial das vacinas para proteger contra as infecções. E, ao mesmo tempo, diagnósticos mais precisos poderiam ajudar os médicos a prescrever com mais eficiência o tratamento adequado.
Outra urgência diz respeito a um melhor entendimento sobre o alastramento de infecções resistentes a drogas - não apenas entre seres humanos, mas entre animais e no meio ambiente.
Se conseguirmos melhorar a higiene em hospitais, clínicas e nas próprias comunidades, também conseguiremos evitar que as infecções se espalhem.
E, se queremos estar na dianteira das superbactérias, não podemos depender da sorte que Fleming teve em 1928. Precisamos de um esforço conjunto da indústria e dos governos para avançar nos testes de drogas promissoras e levá-las ao mercado.
E, talvez mais importante que tudo isso, seja o fato de que precisamos dar a esse ramo maravilhoso da medicina o respeito que ele merece. Antibióticos, sejam velhos ou novos, são um recurso valioso a ser usado apenas quando necessário para proteger e melhorar a nossa saúde.

*Esta análise foi solicitada pela BBC a um especialista de uma organização externa. Tim Jinks é especialista em infecções resistentes a drogas da Wellcome Trust, que apoia o desenvolvimento de antibióticos por intermédio de sua parceria com a CARB-X, nos Estados Unidos. No último ano, a organização anunciou financiar 18 projetos contra bactérias resistentes gram-negativas, incluindo oito potenciais novas classes de antibióticos.

A empreendedora de 10 anos que criou um negócio para ajudar a combater o problema do lixo em seu país

Pela BBC

No Paquistão, são produzidas 20 milhões de toneladas de lixo anualmente - e o número está crescendo 2,4% a cada ano.
Nunca houve um controle oficial para lidar com objetos sólidos no país, apenas metade do lixo é coletado pelo governo e há uma problemática ausência de lugares apropriados para aterros.
Zymal Umer, de 10 anos, resolveu fazer algo a respeito. “Se as pessoas pensassem apenas por um momento antes de jogar fora seu lixo, talvez elas não o fizessem de uma maneira que prejudica o meio ambiente”, diz.
A menina transforma jornais velhos em bolsas de presente enfeitadas – as chamadas Zeebags - que são vendidas a amigos e familiares. A maior parte do lucro é distribuída para organizações locais de caridade.
"Eu aprendi a fazer as bolsas vendo vídeos no YouTube”, conta. Em apenas três anos, ela passou de algumas poucas peças vendidas até centenas, vendendo o equivalente a R$ 16 mil.
“É difícil equilibrar a escola com as Zeebags, então eu as produzo no final de semana ou durante as férias com os meus primos”, diz. “Meu pai e meu avô pagam pelo material bruto. Se não fosse sua ajuda, seria muito difícil manter meu projeto em andamento.”
Seu empreendimento atraiu a atenção de canais televisivos e jornais, que a chamaram de “a mais jovem empreendedora do Paquistão”.
As Zeebags de Zymal também ganharam vários prêmios no Paquistão, na Arábia Saudita e nos Estados Unidos.
“Eu fiquei muito feliz em ter um reconhecimento internacional pelo meu trabalho e orgulhosa por passar uma imagem positiva do meu país e dos meus pais”.
Este vídeo faz parte da série "Inovadores: Transformando Vidas", que trata de soluções criadas para lidar com os principais desafios atuais do sul da Ásia, um projeto financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates.

Estrela vizinha possui sistema planetário complexo

Redação do Site Inovação Tecnológica 



Estrela vizinha possui sistema planetário complexo
Esta concepção artística mostra como podem ser os recentemente descobertos cinturões de poeira em torno da estrela mais próxima do Sistema Solar, Próxima Centauro.[Imagem: ESO/M. Kornmesser]
Cinturões de poeira
O radiotelescópio ALMA, no Chile, detectou um disco de poeira em torno da estrela mais próxima do Sistema Solar, Próxima Centauro.
As observações revelam o brilho emitido por poeira fria em uma região situada a uma distância de Próxima Centauro equivalente a uma a quatro vezes a distância entre a Terra e o Sol.
Os dados indicam também a presença de um cinturão de poeira mais exterior e ainda mais frio, o que é consistente com a presença de um sistema planetário complexo.
Os cinturões de poeira são restos de material que não formou corpos maiores, tais como planetas. As partículas de rocha e gelo nessas formações variam em tamanho, desde os mais minúsculos grãos de poeira, menores que um milímetro, até a corpos do tipo de asteroides, com muitos km de diâmetro.
Os dois cinturões estão muito mais longe da Próxima Centauro do que o planeta Próxima b, o qual orbita a apenas 4 milhões de km de distância da estrela.
Sistema planetário complexo
Próxima Centauro é a estrela mais próxima do Sol. Trata-se de uma anã vermelha situada a apenas 4 anos-luz de distância, na constelação austral do Centauro. Em sua órbita encontra-se um planeta temperado do tipo terrestre, Próxima b, o exoplaneta mais próximo do Sistema Solar, descoberto em 2016.
Os novos dados revelam que este sistema é muito mais complexo do que se acreditava mesmo após a descoberta do exoplaneta.
"A poeira que rodeia a Próxima Centauro é importante porque, no seguimento da descoberta do planeta terrestre Próxima b, se trata da primeira indicação da presença de um sistema planetário elaborado, e não apenas de um único planeta, em torno da estrela mais próxima do nosso Sol," detalhou Guillem Anglada, do Instituto de Astrofísica de Andaluzia (CSIC), na Espanha.
A poeira parece estender-se ao longo de algumas centenas de quilômetros além de Próxima Centauro e tem uma massa total de cerca de uma centésima da massa da Terra. Estima-se que esse cinturão tenha uma temperatura de cerca de -230 graus Celsius, ou seja, tão fria quanto o Cinturão de Kuiper, no Sistema Solar exterior.
"Este resultado sugere que a Próxima Centauro possa ter um sistema planetário múltiplo com uma história rica de interações que terão resultado na formação de um cinturão de poeira. Estudos adicionais poderão dar-nos informação sobre as localizações destes planetas adicionais ainda não identificados," disse Anglada.
O sistema planetário de Próxima Centauro é o alvo do projeto Starshot - para a futura exploração direta do sistema por meio de micronaves impulsionadas por velas a laser.

Bibliografia:

ALMA Discovery of Dust Belts Around Próxima Centauro
Guillem Anglada et al.
Astrophysical Journal Letters
Vol.: To be published

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Excesso de produção de energia renovável faz Alemanha pagar para os cidadãos consumirem

Pelo site Engenharia é


Com o apoio do governo, a Alemanha está produzindo muita energia sustentável, seja ela dos painéis solares ou de geradores eólicos. A junção de muito vento, sol, água e biomassa fez do último fim de semana o melhor em captação de energia.
Para ilustrar, no domingo, dia 8 de maio, essas tecnologias estavam produzindo 87% de toda a energia requerida pelo país. O aumento de oferta fez com que, por algumas horas, os preços da eletricidade ficassem negativos. Isso quer dizer que moradores das regiões atendidas por essas companhias de fato pouparam dinheiro com cada watt consumido.
Excesso de produção de energia renovável faz Alemanha pagar para os cidadãos consumirem 1
Como funciona o sistema energético na Alemanha? 
Na Alemanha, existe um mercado de compra e venda de energia, semelhante ao mercado de ações.  Quando a oferta é alta, os preços caem, podendo ficar então negativos, reduzindo assim a conta de eletricidade do consumidor final.

Drones são usados para reflorestamento e cada um pode plantar 1 bilhão de árvores por ano

Pelo site Engenharia é




Todos sabemos da importância dos drones nos dias atuais, eles servem para despoluir os portossalvam vidas na Ruanda, além de servir para segurança e tantas outras coisas. E agora, eles também podem frear o desmatamento e recuperar tudo o que foi destruído por ele.
Uma startup britânica resolveu apostar no poder dos drones para plantar um bilhão de árvores por ano de maneira rápida e autônoma, uma solução à altura da grande devastação das florestas.
O projeto é conduzido pele engenheira Susan Grahams da Biocarbon Engineering. Segundo a empresa, o uso de drones seria mais eficiente e preciso que os métodos tradicionais adotados no mercado, como o plantio manual de árvores e a distribuição de sementes secas por via aérea.
“Nossa solução equilibra esses dois métodos. Em primeiro lugar, por meio do plantio de sementes germinadas, utilizando técnicas de agricultura de precisão. Em segundo lugar, por ser escalável e automatizada, a nossa tecnologia reduz significativamente os requisitos de mão de obra e custos.”, segundo a empresa.
Susan Grahams ainda ressalta, “Estamos trabalhando para combater o desmatamento em escala industrial com o reflorestamento em escala industrial”.
“A empresa planeja já nos primeiros testes realizados ter potencial  de plantarem cerca de 36.000 sementes de arvores por dia com capacidade de 10 sementes  por minuto”, relata Grist Liz. “Isso significa cerca de 1 bilhão por ano”.
Em um primeiro momento, com ajuda de um drone, a BioCarbon reúne dados detalhados do terreno, a fim de produzir mapas 3D de alta qualidade sobre as terras agrícolas, plantações e áreas a serem restauradas.
Apos todo mapeamento, os drones realizam as atividades de plantio de precisão. Então pequenas são lançadas ao solo, e se rompem liberando, assim, as sementes germinadas.
Mas a solução para nossos problemas florestais pode não ser tão simples, diz Grist Liz  O centro de estudo do projeto é cético, destacando que o plantio de 1 bilhão de sementes não significa que você ganha 1 bilhão de árvores.  Ela escreve, replantio não desfaz o dano considerável que o desmatamento faz para o solo pois as florestas renasce não têm a mesma biodiversidade, por exemplo.
E tem outra razão pela qual uma parte da população pode não gostar da idéia do drone: No Canadá, por exemplo, o trabalho árduo de reflorestamento em Ontário e British Columbia serve como uma fonte de emprego para os cidadãos. Os drones podem custar apenas 15 por cento do custo do método de plantação tradicionais por isso é fácil ver como as máquinas poderiam assumir mais um trabalho. O plantio de árvores com a mão-de-obra convencional é um trabalho duro e pode demorar até dois meses de trabalho humanos para plantar 100.000 árvores trabalhando durante todos os dias com grande margem de erros sem contar com o mau tempo. Em contrapartida, um par de pessoas que operam drones poderia plantar mais de 100.000 árvores em uma única semana. O que você pensa sobre este projeto? Deixe sua opinião aqui nos comentários.

Pesquisadores descobrem algo surpreendente dentro da pirâmide de Gizé

Pelo site Engenharia é


Por milênios, a Grande Pirâmide de Gizé era a mais alta estrutura humana na Terra e, ao longo de todo esse tempos, guardava um segredo.
Os cientistas relataram a descoberta na revista Nature. Segundo eles existe um gigante espaço vazio escondido nesta maior pirâmide egípcia. Embora ainda não saibam o propósito da sala ou salão, o tamanho do espaço sugere que ele desempenha um papel importante no túmulo do faraó antigo – talvez até sua vida após a morte também.
Uma equipe internacional de pesquisadores envolvidos com o projeto ScanPyramidsdetectou o vazio escondido nas pesquisas feitas em 2015. A mesma equipe de pesquisa descobriu anteriormente anomalias térmicas na estrutura da Grande Pirâmide, e também realizou uma análise da Pirâmide de Bent do Egito ao sul do Cairo, o que permitiu mapear sua estrutura interna.
O espaço vazio recém-descoberto, está logo acima da Grande Galeria e teria dimensões comparáveis com ela, com aproximadamente 30 metros de comprimento, oito de altura e largura entre um e dois metros. 
O que sabemos é que há este grande espaço vazio com características semelhantes às da Grande Galeria. Mas não sabemos ainda se ele é na horizontal ou inclinado como a Grande Galeria, nem se é composto por uma única estrutura ou várias sucessivas. O que temos certeza é que o espaço está lá, e é simplesmente impressionante, sua existência não era prevista por nenhuma teoria.
Os pesquisadores dizem que mais pesquisas estão sendo conduzidas agora – e mais anúncios serão feitos em breve – mas até que essas novas descobertas sejam compartilhadas, há uma coisa que os pesquisadores vão admitir: esse estranho vazio não chegou lá por acaso.
“Quando você conhece a pirâmide e sabe a perfeição dela, é muito estranho imaginar que o vazio resultou de um acidente”.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Senado sanciona incentivo ao aproveitamento de águas das chuvas

Da Agência Senado


A nova lei já entrou em vigor.

Senado sanciona incentivo ao aproveitamento de águas das chuvas

O incentivo e a promoção da captação, preservação e aproveitamento de águas das chuvas serão incluídos entre os objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos. É o que estabelece a Lei 13.501/2017, sancionada na última segunda-feira (30) e publicada nesta terça-feira (31) no Diário Oficial da União. A nova lei já entrou em vigor.
A Política Nacional de Recursos Hídricos já prevê entre seus objetivos assegurar a disponibilidade de água à atual e às futuras gerações com padrões de qualidade adequados aos respectivos usos; a utilização racional e integrada da água, incluindo o transporte aquaviário; e a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais.
A inclusão entre esses objetivos do incentivo à captação, preservação e aproveitamento de águas das chuvas segue tendência mundial de utilização de água não tratada para manutenção de jardins, limpeza de calçadas e em atividades agrícolas e industriais.
O autor do PLS 326/2015 é o ex-senador Donizete Nogueira (PT-TO). Na justificativa para o projeto, Donizete Nogueira alegou que a intenção é evitar o agravamento da crise hídrica. Conforme afirmou, cerca de 40% da população do planeta já enfrenta dificuldades de acesso à água. Ele citou estimativas do Instituto Internacional de Pesquisa de Política Alimentar, dando conta de que, até 2050, cerca de cinco bilhões de pessoas estarão em situação de estresse hídrico.
Além de problemas para o consumo humano, ele afirmou que a falta de água será um fator limitante à produção agrícola e industrial. Para ele, é urgente melhorar a gestão dos recursos hídricos, estimulando práticas sustentáveis de utilização dos mananciais, redução de desperdício de água e captação da água da chuva.
No Senado, o PLS foi aprovado em decisão terminativa na Comissão de Meio Ambiente (CMA), onde foi relatado por Otto Alencar (PSD-BA). Ele apresentou voto pela aprovação do projeto, com duas emendas de redação. No relatório, Alencar afirmou que o PLS representa “uma iniciativa louvável que promove a preservação dos recursos hídricos”.

Pesquisador cria mini estação de tratamento que produz água limpa, energia e adubo

Pelo site Ciclovivo


Máquina poderá ser a solução para comunidades que vivem sem saneamento básico.


Pesquisador cria mini estação de tratamento que produz água limpa, energia e adubo

Uma mini estação de tratamento de água desenvolvida por pesquisadores da Flórida (EUA) pode ser a solução para comunidades que vivem sem saneamento básico. Ela cumpre diversas funções e, por isso, será levada para atender regiões do sul da África.
Daniel Yeh, professor de engenharia civil e ambiental da Faculdade de Engenharia da Universidade do Sul da Flórida, é o principal pesquisador envolvido na construção da máquina Newgenerator. Por meio dela, será possível tratar águas residuais de dejetos humanos, produzir água limpa, energia e fertilizante.

A estação será usada em conjunto com os chamados Community Ablution Blocks (CABs), que atualmente são formados por contêineres que alojam banheiros, lavatórios e chuveiros. Os CABs são instalados em regiões onde os moradores não têm encanamento e/ou sanitários em suas casas e o Newgenerator promete ser uma ferramenta complementar, uma vez que os recursos serão melhor aproveitados.
Durban, África do Sul. Foto: Daniel Yeh
Semelhante a uma estação de tratamento de águas residuais, a máquina fará o tratamento biológico anaeróbio. Neste processo, a matéria orgânica será transformada em biogás, uma fonte de energia que fará a Newgenerator gerar energia. A ideia ainda é que o biogás seja usado em conjunto com painéis solares acoplados na máquina.  
Para eliminar as impurezas das águas cinzas e negras, o líquido passará por processos de desinfecção em vários estágios. Mas, basicamente, um filtro de membrana microscópica vai capturar bactérias e vírus para depois a água ser desinfectada com cloro. A água reciclada então poderá ser usada para descarga de sanitários nos CABs, reduzindo drasticamente o consumo deste bem tão escasso, especialmente em períodos de seca.
A água também poderá ser usada para irrigação. Assim como os fertilizantes,  também captados na estação de tratamento. Eles serão usados nos jardins comunitários que os moradores já cultivam normalmente. A ideia é incentivar o espaço verde urbano, além de ser uma fonte de alimento.
Para este projeto, a faculdade recebeu uma doação de mais de um milhão de dólares da Fundação Bill & Melinda Gates, considerada a maior fundação de caridade do mundo. 
Foto: Daniel Yeh
O projeto já foi implantado na Índia em 2016, atendendo 100 usuários por dia. A meta para Durban é mais ambiciosa: atender 1000 pessoas diariamente. Os testes estão previstos para começarem no início de 2018.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Arquiteto inglês projeta casa flutuante para áreas com risco de alagamento

Pelo site Ciclovivo


A residência ainda é capaz de produzir a sua própria energia.


Arquiteto inglês projeta casa flutuante para áreas com risco de alagamento

O escritório britânico Carl Turner Architects projetou uma casa sustentável ideal para áreas alagadas ou que estão em regiões que correm riscos de alagamentos. Apelidada de “Casa Flutuante”, a residência ainda é capaz de produzir a sua própria energia.
Segundo o site Inhabitat, a proposta foi desenvolvida em resposta a um desafio lançado pelo projeto Paper Houses, que buscou arquitetos com ideias para dar novos usos às hidrovias urbanas e resolver o crescente problema de inundações em áreas residenciais de Londres.


Imagem: Divulgação
A casa foi planejada para ser adaptável. Desta forma, a estrutura principal permanece inalterada, mas internamente ela pode receber diferentes disposições, de acordo com a necessidade e o uso. A casa tem uma base flutuante de 20×7 metros. As paredes são feitas em madeira e revestidas com borracha, o que garante um super-isolamento.

Imagem: Divulgação
Para garantir energia e água aos moradores, a residência também é equipada com placas fotovoltaicas, que produzem eletricidade e um sistema de aquecimento solar para fornecer água quente. Na parte superior, a casa ainda possui um tanque de armazenamento para reaproveitar a água da chuva e um jardim.

Imagem: Divulgação
O projeto foi desenvolvido para áreas alagadas ou que estão constantemente expostas a este perigo. Por isso, ela pode ser facilmente transportada através de caminhões ou barcos e erguida sobre estacas em praticamente qualquer lugar.

NASA projeta robô para pousar em Plutão

Redação do Site Inovação Tecnológica 



NASA projeta robô para pousar em Plutão
A imagem mostra a linha de tempo de entrada em Plutão: (1) Aproximação em velocidade interplanetária de aproximadamente 50.000 km/h (14 km/s); (2) lançamento do desacelerador; (3) entrada e descida através da atmosfera; (4) separação, giro e pouso; e (6) saltos para exploração superficial.[Imagem: L. Calçada (ESO)/GAC]
Arrasto aerodinâmico
Contratada pela NASA, a empresa GAC (Global Aerospace Corporation) desenvolveu o conceito de uma sonda espacial para pousar em Plutão.
Se antes ir a Plutão era uma curiosidade científica - todos os planetas já haviam sido visitados -, agora essa curiosidade aumentou muito com os resultados obtidos pela sonda New Horizons, que mostrou um planeta-anão extremamente rico em formações geológicas e com estruturas que ainda estão fazendo os cientistas coçarem a cabeça em busca de hipóteses para explicá-las.
Ao contrário da New Horizons, que apenas passou chispando por Plutão, a ideia é desacelerar usando o atrito com a fina atmosfera de Plutão e então pousar suavemente.
"A pressão [atmosférica] na superfície de Plutão é apenas 10 milionésimos a da Terra, mas sua atmosfera é extremamente espalhada, estendendo-se por 1.600 km acima da superfície," explicou o professor Benjamin Goldman, idealizador do projeto. "Essa atmosfera estendida e de densidade ultrabaixa é ideal para dissipar grandes quantidades de energia cinética por meio do arrasto aerodinâmico, mas a chave é fazer a área de arrasto muito grande, ao mesmo tempo mantendo o peso do sistema no mínimo."
Ou seja, a sonda não precisará apenas ser leve - ela deverá ser enorme, com uma área superficial equivalente a um campo de futebol. Essa área será fornecida pelo desacelerador, que irá se abrir na aproximação final ao planeta anão.
Robô saltador
Depois de pousar, o veículo passará para um "modo salto", tirando proveito da baixa força gravitacional do planeta anão. Esses saltos gastarão pouco combustível, tornando essa uma alternativa mais interessante do que um sistema de rodas e motores elétricos, que teriam que ser alimentados por fonte nuclear, já que Plutão está distante demais do Sol para usar painéis solares.
Cada disparo do foguete deverá levar a sonda a centenas ou mesmo milhares de quilômetros de distância, o que permitirá estudar várias formações geológicas.

Se a tecnologia for aprovada pelo Escritório de Estudos Avançados da NASA, o próximo passo consistirá no desenvolvimento de um protótipo em pequena escala, a ser lançado da Estação Espacial Internacional como um cubesat. Na hipótese mais otimista, a missão poderia estar pronta para ir a Plutão em 12 anos.

Quais são os riscos existenciais para a humanidade?

Redação do Site Inovação Tecnológica 

Quais são os riscos existenciais para a humanidade?
"A biologia sintética, a inteligência artificial e a nanotecnologia são exemplos de áreas que podem criar os riscos novos mais sérios."[Imagem: US Department of Energy]









Risco existencial
Que riscos ameaçam o futuro da humanidade nos próximos cem anos? E o que devemos fazer para nos proteger contra eles?
Mais um grupo de pesquisadores se dispôs a abordar essas questões. O programa de pesquisa Risco Existencial para a Humanidade será conduzido por uma equipe multidisciplinar das universidades de Tecnologia de Chalmers e Gotemburgo, na Suécia.
De acordo com esse crescente grupo de pesquisadores, não basta nos concentrarmos nos riscos atualmente colocados sobre a mesa - guerra nuclear e mudanças climáticas. Há muitos outros perigos que também devem ser abordados, como vírus sintéticos, inteligência artificial descontrolada ou declínios dramáticos na produção mundial de alimentos.
Abordagem holística
De acordo com o professor Olle Haggstrom, os cientistas não costumam adotar abordagens holísticas para os problemas, mas eles têm uma importante responsabilidade de fazer isso. "Através do nosso programa de pesquisa, nós vamos trabalhar juntos para avançar o estado do conhecimento em relação aos riscos existenciais. Nós deveremos fazer uma avaliação abrangente de todas as ameaças e propor estratégias para lidar com elas," disse ele.
Haggstrom defende que os riscos existenciais - riscos que ameaçam todo o futuro da humanidade - são maiores hoje do que 50 anos atrás. Isso seria principalmente um efeito colateral do desenvolvimento tecnológico incrivelmente rápido e da disseminação global do conhecimento nas últimas décadas.
"A biologia sintética, a inteligência artificial e a nanotecnologia são exemplos de áreas que podem criar os riscos novos mais sérios. Ou seja, exatamente as mesmas áreas que são algumas das mais promissoras para resolver muitos dos problemas da humanidade e aumentar a prosperidade no mundo," disse Haggstrom.
Evitar os problemas, não a tecnologia
Um elemento importante do programa de pesquisa será a realização de discussões entre especialistas de várias partes do mundo sobre como reduzir os riscos dessas novas tecnologias sem bloquear as enormes possibilidades que elas oferecem.
"Nós queremos desenvolver um conhecimento de ponta, mas é igualmente importante comunicar o conhecimento já disponível para um público mais amplo," finalizou o pesquisador.

Outros esforços nesse sentido incluem o Instituto do Futuro da Humanidade, na Universidade de Oxford, e o Centro para o Estudo do Risco Existencial, na Universidade de Cambridge, ambas no Reino Unido, além do Grupo AI100, da Universidade de Stanford, nos EUA, focado nos riscos da inteligência artificial.