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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Tecnologia da Fórmula 1 permitirá prédios mais altos e mais baratos

Pelo site Inovação Tecnológica 

City research draws on Formula 1 technology for the construction of skyscrapers
Diagrama dos dispositivos adaptativos de supressão de vibração para conforto e captação de energia em prédios altos.
[Imagem: Agathoklis Giaralis]

Inerciadores
Uma tecnologia originalmente desenvolvida para os carros de Fórmula 1 poderá permitir a construção de arranha-céus ainda mais altos e finos do que os atuais.
Nos edifícios atuais, dispositivos chamados amortecedores de massa sintonizados (ou TMDs, para tuned mass dampers) são montados nos andares superiores para funcionar como pêndulos pesados que neutralizam o movimento causado por ventos ou terremotos.
O problema é que eles pesam até 1.000 toneladas e abrangem cinco andares em edifícios de 100 andares, o que adiciona milhões aos custos de construção e consome espaços valiosos em centros urbanos cada vez mais apertados.
Francesco Petrini e colegas de duas universidades londrinas descobriram que sistemas inerciais leves e compactos, semelhantes aos desenvolvidos para os sistemas de suspensão dos carros de Fórmula 1, podem reduzir o peso dos amortecedores de massa atuais em até 70%.
No automobilismo, esses inerciadores são conhecidos como "amortecedores J". São dispositivos de dois terminais, nos quais as forças aplicadas nos terminais são iguais, opostas e proporcionais à aceleração relativa entre os dois. Tipicamente são construídos com uma roda voadora (flywheel) montada em um sistema de cremalheira e pinhão, tendo um efeito similar a aumentar a inércia do objeto onde são instalados.
Tecnologia da Fórmula 1 permitirá prédios mais altos e mais baratos
O inerciador usará apenas um andar do edifício.
[Imagem: Francesco Petrini et al. - 10.1016/j.engstruct.2019.109904 ]
Conforto e geração de energia
Testes em escala reduzida mostraram que será necessário até 30% menos aço nas vigas e colunas de um edifício de estrutura metálica típico de 20 andares, graças aos novos dispositivos. Análises de modelos de computador para um edifício existente em Londres, o Newington Butts, de 48 andares, mostraram que a "aceleração do piso" - a medida do conforto dos ocupantes contra o enjoo - pode ser reduzida em 30% com a tecnologia dos inerciadores.
"Essa redução na aceleração do piso é significativa. Isso significa que os dispositivos também são mais eficazes para garantir que os edifícios possam suportar ventos fortes e terremotos. Mesmo ventos moderados podem causar enjoo ou tontura para os ocupantes, e as mudanças climáticas sugerem que ventos mais fortes se tornarão mais frequentes. A tecnologia de controle de vibração que estamos testando está demonstrando que ela pode reduzir significativamente esse risco com baixo custo inicial em edifícios novos, mesmo que muito finos, e com pequenas modificações estruturais em edifícios existentes," disse o professor Agathoklis Giaralis.
E a equipe acredita que, usando os inerciadores, será possível aproveitar as oscilações induzidas pelo vento sobre o edifício para produzir eletricidade.
"Eu não acredito que possamos, no momento, ter um prédio que seja completamente autossustentável usando essa tecnologia, mas podemos colher o suficiente para alimentar sensores sem fio usados para o controle climático interno dos edifícios," disse Giaralis.
Bibliografia:

Artigo: Optimal tuned mass-damper-inerter (TMDI) design in wind-excited tall buildings for occupants’ comfort serviceability performance and energy harvesting
Autores: Francesco Petrini, Agathoklis Giaralis, Zixiao Wang
Revista: Engineering Structures
Vol.: 109904
DOI: 10.1016/j.engstruct.2019.109904

Arquitetura de um edifício pode melhorar criatividade dos seus ocupantes

Pelo site Inovação Tecnológica
Maharishi Vastu: A arquitetura que aumenta a criatividade
Este é prédio da empresa de engenharia Nika, onde foram realizados os testes de criatividade dos funcionários.
[Imagem: Ron Blunt]

A arquitetura de um prédio ajuda a aumentar a criatividade dos seus ocupantes.
Esta é a conclusão um tanto surpreendente de Anil Maheshwari e Margaret Werd, da Universidade Maharishi de Administração, nos EUA.
A arquitetura utilizada é conhecida como Maharishi Vastu, um sistema tradicional de construção que se originou na Índia e é conhecido também como vastu ou sthapatya veda.
As técnicas do Maharishi Vastu incluem o alinhamento da construção com os pontos cardeais, uma área central silenciosa chamada brahmasthan, cômodos com localização e proporções precisas, declive e forma apropriados do terreno, uma visão desobstruída do nascer do sol, um local distante o suficiente das principais fontes de radiação eletromagnética e o uso de materiais naturais e energia solar.
Os pesquisadores levantaram a hipótese de que essa arquitetura traria uma ampla gama de benefícios porque ela se propõe a criar uma harmonia dos ocupantes com a natureza.
"Pode parecer pouco familiar para uma perspectiva científica ocidental, mas o fato é que nossa fisiologia está intimamente ligada ao material, aos ritmos e às forças da terra e do sol. Os sistemas tradicionais de arquitetura, que têm surgido em muitos lugares ao redor do mundo por um longo período de tempo, levam essas coisas em consideração. E agora queremos ver se os supostos benefícios podem ser cientificamente verificados," disse o professor Anil Maheshwari.
Arquitetura que melhora criatividade
Nesse primeiro estudo desse tipo, os funcionários de uma empresa de arquitetura e engenharia, com sede em uma grande cidade metropolitana do leste dos Estados Unidos, mudaram-se para um prédio de escritórios recém-construído segundo as regras do Maharishi Vastu.
As avaliações mostraram que esses funcionários obtiveram uma pontuação mais alta nos testes padronizados de criatividade (TTCT: Torrance Tests of Creative Thinking) em comparação com sua pontuação quatro meses antes, quando ainda trabalhavam no prédio antigo. Em particular, os funcionários geraram de 50% a 80% mais ideias originais.
Os pesquisadores afirmam que esses resultados têm menos de 1% de probabilidade de serem devidos ao acaso.
"Esta pesquisa demonstrou experimentalmente que a mudança de um edifício de arquitetura convencional para um edifício Vastu levou a grandes melhorias mensuráveis na criatividade dos funcionários, em particular na originalidade das ideias geradas e em sua elaboração aberta e detalhada. Acho que todas as organizações, grandes e pequenas, poderiam se beneficiar disso," disse o professor Maheshwari.
Bibliografia:

Artigo: Architecture and Creativity: Examining the Impact of Maharishi Vastu on Workplace Creativity
Autores: Anil K. Maheshwari, Margaret Rose P. Werd
Revista: Creativity Research Journal
DOI: 10.1080/10400419.2019.1667943

Nanopartícula faz célula desentupir artéria e evitar ataque cardíaco

Pelo site Engenharia É


Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos criaram uma nanopartícula que estimula os monócitos e os macrófagos,  que são células de defesa do organismo, a comerem placas de gordura, cálcio e outras substâncias que causam o entupimento das artérias.

A descoberta foi publicada na revista Nature Nanotechnology e traz um grande avanço no combate à aterosclerose, uma doença cardíaca que atinge dois milhões de pessoas por ano só no Brasil.
A nanopartícula, na ocasião, é colocada dentro das células imunes, que são responsáveis por combater corpos estranhos no organismo. Então, ela libera medicamento para estimular os macrófagos a sugar e comer as células mortas e doentes. Isso reduz e estabiliza o tamanho da obstrução dos vasos.

De forma natural, os macrófagos já realizam esse trabalho de limpeza em nosso organismo. Entretanto, no caso desse tipo de doença cardíaca, as células de defesa dependem de um estímulo para selecionar aquelas moléculas que estão entupindo as veias, para depois eliminá-las.
“Descobrimos que podemos estimular os macrófagos a comer seletivamente células mortas que causam ataques cardíacos”, explicou Bryan Smith, professor da Michigan State University envolvido na pesquisa. “E nós podemos colocar a nanomolécula dentro dos macrófagos para mandá-los comer novamente”. Continua.
O pesquisador ainda disse que, futuramente, as nanodrogas podem reduzir o risco de diversos tipos de ataques cardíacos com menos efeitos colaterais para os pacientes. Isso será possível graças ao local em que será depositado tal medicamento – para este caso, no interior das células imunes; atualmente, elas são depositadas na superfície.
A descoberta demonstra que os nanomateriais são capazes de procurar e enviar uma mensagem para as células necessárias ao combate de doenças relacionada a cardiovasculares. “Nosso trabalho futuro incluirá o uso desses nanomateriais em modelos de animais grandes e testes em tecidos humanos”, afirma Smith. “Acreditamos que é melhor que os métodos anteriores”. Concluiu.
O cientista americano registrou uma patente provisória e começará a comercializá-la ainda este ano.

Teoria do Universo dos Blocos: a passagem do tempo é uma ilusão?

Pelo site Engenharia É





Épossível viajar no tempo? O tempo é apenas uma ilusão que nossos cérebros meramente acreditam estar avançando de maneira linear? De acordo com os defensores da teoria do universo dos blocos, a resposta para ambas as perguntas é, simplesmente, sim.

A teoria do universo dos blocos descreve o ‘agora’ como um lugar arbitrário no tempo e afirma que o passado, o futuro e o presente existem todos simultaneamente.
Da mesma forma que sua localização atual não exclui a existência de outras localidades, a teoria do universo dos blocos afirma que estar no presente não significa que o passado e o futuro não estejam ocorrendo no momento.

Examinamos diferentes versões da teoria e como essa percepção estática atravessável do espaço-tempo significa que a viagem espacial, em teoria, é possível.
Tempo e espaço, e espaço e tempo
A teoria do universo das caixas, conforme explicada pela Dra. Kristie Miller no ano passado, postula que nosso universo pode ser um gigantesco bloco quadridimensional do espaço-tempo, contendo todas as coisas que já aconteceram e acontecerão em nossa percepção tradicional do tempo.
A Dra. Kristie Miller, diretora conjunta do Center for Time da Universidade de Sydney, explicou a teoria em um artigo publicado pela ABC Science. Miller descreveu como todos os momentos que existem são relativos entre si em três dimensões espaciais e em uma única dimensão temporal.

A teoria do universo de blocos também é conhecida em alguns círculos científicos como Eternalismo, em que o passado, o presente e o futuro coexistem ‘agora’. Isso se opõe ao presentismo, que afirma que o passado não existe mais e está desaparecendo constantemente graças a essa noção de tempo ‘presente’.
A viagem no tempo poderia ser possível?
Segundo Miller, hipoteticamente falando, sim, é possível. Mas há uma grande ressalva. Teríamos que descobrir como viajar a uma velocidade próxima à velocidade da luz, permitindo-nos usar um buraco de minhoca como atalho para viajar para outro “local” no espaço-tempo. Isso seria possível devido a um fenômeno conhecido como dilatação do tempo.
No entanto, se pudéssemos criar a tecnologia para nos permitir viajar no tempo, não poderíamos afetar nosso presente mudando o passado, diz Miller. Isso ocorre porque o presente existe ao mesmo tempo que o passado e, portanto, está inextricavelmente vinculado. Não há necessidade de se preocupar em matar um inseto no passado, levando a uma cadeia de eventos de bolas de neve que desencadeariam outra guerra mundial na época.
“Se eu viajo para o passado, faço parte do passado. Importante, sempre fiz parte do passado”, diz Miller. Em outras palavras, ir ao passado significaria simplesmente que estamos cumprindo ações pré-ordenadas que já estão gravadas no bloco que é o espaço-tempo.
Confuso?
O universo dos blocos, é claro, tem seus detratores, como Big Think aponta. O físico Lee Smolin, por exemplo, escreveu que “o futuro não é real e não pode haver fatos definitivos sobre o assunto”. Ele também acrescentou em uma conferência de 2017 que o que é real é apenas “o processo pelo qual eventos futuros são gerados a partir de eventos atuais”.
A idéia, se verdadeira, também daria peso à idéia filosófica do Predeterminismo, que afirma que tudo é pré-ordenado e, portanto, um indivíduo não tem nenhuma agência sobre o resultado de sua vida e também pode deixá-lo seguir seu curso. Não é uma idéia muito do século XXI.
Um contraponto à associação com o predeterminismo é outra teoria, que postula que o bloco do espaço-tempo é na verdade uma entidade crescente que pode ser alterada. O passado e o presente sempre existem, mas o futuro seria mais uma entidade em mudança.
Então, uma vida predeterminada poderia estar intimamente ligada à nossa capacidade de viajar no tempo? A verdade é que não estamos nem perto de saber isso com certeza. A teoria do universo das caixas no momento é apenas isso, uma teoria. Precisávamos da ordem muito alta de uma máquina do tempo para testar a hipótese.
Saber se toda a história está acontecendo ao mesmo tempo é algo que pode nunca, você adivinhou, acontecer. Por outro lado, pode estar acontecendo agora.

Cidade inteligente já existe no Brasil e saiba como é viver em uma

Pelo site Engenharia É


No Brasil, ela já existe, e é um projeto da Planet Smart City, líder global em cidades inteligentes inclusivas, que constrói cidades e bairros que colocam as pessoas ao centro de cada projeto. A proposta única da Planet se tornou realidade no Brasil, onde está construindo a Smart City Laguna, a primeira Cidade Inteligente Inclusiva do mundo.
Projetada para 25 mil pessoas, Laguna está localizada em uma área de 330 hectares em São Gonçalo do Amarante, no Ceará, distante apenas 55 km da capital Fortaleza e a 20 minutos das mais belas praias cearenses. A 1ª etapa da cidade foi entregue em 2018 e toda semana chegam novos moradores. A previsão de conclusão da Smart City Laguna é em dezembro de 2021.

Soluções inteligentes
Equipes multidisciplinares da Planet integram em seus projetos soluções inteligentes e inovadoras em arquitetura e planejamento urbanístico, tecnologia, meio ambiente e práticas de inovação social para oferecer residências de alta qualidade, com preço acessível, criando valor de longo prazo para seus moradores. À medida em que a Planet vê as cidades evoluindo, a empresa entrega mais do que casas, mas empreendimentos ricos em tecnologia, serviços e programas de inovação social, tudo isso apoiado pelo Planet App – o aplicativo gratuito dos seus bairros e cidades inteligentes.
A Smart City Laguna integra mais de 50 soluções inteligentes divididas em quatro pilares: meio ambiente, planejamento e arquitetura, pessoas e tecnologia. A cidade tem iluminação pública inteligente com lâmpadas de LED, pavimentação drenante com piso intertravado, blocos fotovoltaicos no piso iluminando alguns equipamentos urbanos, ciclofaixas e rede elétrica subterrânea em algumas áreas.  As ruas residenciais são sem saída, com balões de retorno (cul-de-sac) ao final para aumentar a segurança, e as vias são planejadas para evitar trânsito caótico, mesmo quando a cidade estiver em pleno funcionamento.
O canteiro de obras é racional e sustentável, evitando ao máximo o desperdício e o ruído que pode incomodar os moradores. Além disso, procura preservar ao máximo as características da terra e otimizar a sua reutilização para a requalificação ambiental. A preocupação com o canteiro também se estende as plantas, que são cultivadas antes ou junto com a obra, melhorando a inclusão do verde no ambiente e reduzindo a pressão no solo.
A tecnologia é levada muito a sério pela Planet Smart City e começa pelo Planet App, aplicativo gratuito do bairro que funciona como o painel de controle da cidade. Através do app, o morador pode ter acesso ao videomonitoramento das áreas comuns, trocar serviços, participar de grupos, reservar áreas comuns e até equipamentos. Além disso, a cidade contará com ilha de recarga para carros elétricos, wi-fi grátis nas áreas públicas, sistema de controle do ar e bancos inteligentes que recarregarão equipamentos.
A Smart City Laguna é o primeiro projeto já implantado no Brasil. Em Natal, uma outra smart city está em construção. Até o final de 2020 outros projetos serão lançados.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Pequeno gerador pode acender 100 lâmpadas LED com uma única gota de chuva

Pelo site Engenharia É

Um grupo de cientistas projetou um gerador de eletricidade minúsculo, mas altamente eficiente, que pode gerar energia suficiente para acender 100 lâmpadas de LED com uma única gota de torneira, chuva ou água do mar.

Com as atuais crises ambientais, a energia renovável com energia solar, eólica e hídrica é mais importante do que nunca. Atualmente, dependemos da chuva que cai em grandes altitudes e da coleta nos rios para atingir massas grandes o suficiente para tornar a colheita de turbinas eficiente. Enquanto 70% da superfície da Terra é coberta por água, a energia cinética de baixa frequência contida nela não é convertida eficientemente em energia elétrica devido a limitações tecnológicas.
No entanto, este novo estudo mostra que podemos usar diretamente a energia das gotas em queda. Os cientistas demonstraram a potência potencial do gerador pingando gotas de água em um filme de politetrafluoretileno sobre um substrato de óxido de índio e estanho. A água se espalha pelo filme e conecta os eletrodos de alumínio. É isso que faz com que as cargas acumuladas no filme fluam como eletricidade.

O professor Wang Zuankai, que é um dos líderes, afirma: “Nossa pesquisa mostra que uma gota de 100 microlitros (1 microlito = milionésimo de litro) de água liberada a uma altura de 15 cm (6 polegadas) pode gerar uma voltagem de acima de 140V. ”
A estrutura do mecanismo é como um transistor de efeito de campo (FET), que permite alta eficiência na conversão de energia. Dessa forma, a densidade de potência é aumentada do que seus pares sem a estrutura.
A melhor parte é que os cientistas calcularam que estão convertendo 2,2% da energia cinética de cada gota em eletricidade. Isso significa que essa nova melhoria pode ser a ponta do iceberg.
Wang reforça sua afirmação dizendo que a nova tecnologia pode ser aplicada em diferentes superfícies onde o líquido atinge o sólido. Isso significa que a superfície de balsas, guarda-chuvas e até garrafas de água pode ser usada para utilizar a energia cinética de baixa frequência na água.
A tecnologia tem obstáculos a serem superados, como a corrosão do eletrodo, no entanto, Wang espera que dentro de cinco anos a tecnologia vá além dos laboratórios.

ABB instala a primeira subestação digital de 500 kV do mundo na América do Sul

Pelo site Engenharia é





Asubestação irá permitir que a Enel Green Power forneça eletricidade, sem emitir carbono, a partir da maior planta fotovoltaica do Brasil, de forma segura, confiável e também sustentável.

Quando a ABB entregou a primeira subestação digital da América Latina no Brasil, em 2018, a Enel Green Power tomou nota. A empresa é líder global no setor de energia limpa, decidiu digitalizar suas operações e processos de ativos para melhorar assim a eficiência energética, e claro diminuir os custos com manutenção e aumentar o uso de soluções sustentáveis.
A tecnologia permite acelerar a tomada de decisões em tempo real para lidar com a instabilidade da energia na irradiação solar devido aos movimentos que as nuvens realizam.

Com essa estratégia, a subestação digital da ABB se encaixar perfeitamente. Trabalhando de perto com o cliente, a ABB propôs várias alternativas de projeto e engenharia para encontrar a solução mais vantajosa que atendesse às exigências da Enel Green Power.

Maior planta fotovoltaica da América do Sul

A subestação da ABB foi escolhida pela Enel para fornecer energia solar livre de emissões à rede de transmissão de 500 kilovolt a partir do parque solar São Gonçalo, a maior planta de energia solar da América do Sul, no estado do Piauí.
Essa é a primeira subestação digital do mundo para classificação de corrente alternada em 500 kV.
A primeira seção da planta, que possui 475 MW, começou a produzir energia no inicio deste ano. Quando estiver em pleno funcionamento, será capaz de gerar mais de 1.200 GWh por ano, eliminando a emissão de mais de 600.000 toneladas de CO2 no mesmo período.
A energia fotovoltaica está em uma crescente no país. A capacidade instalada em 2019 ultrapassou a marca de 3.000 MW, um aumento de mais de 50% em relação a 2018. De acordo com a ABSOLAR, a associação comercial da indústria fotovoltaica brasileira, isso equivale a US$ 1,3 bilhão em investimentos na economia do Brasil, e que gera mais de 15 mil empregos.
Os operadores de rede exigem soluções digitais para trabalhar com a crescente quantidade de fontes intermitentes de energias renovável que estão sendo integradas à rede.

O que é uma subestação digital?

As subestações digitais fornecem mais controle e confiabilidade aos clientes. Elas trabalham a comunicação digital de dados para transmitir de forma contínua as informações da operação e condição de ativos, permitindo uma tomada de decisão mais rápida e importante, confiável.
As subestações ajudam a simplificar a implementação de estratégias de manutenção preditiva com base em condições através da aplicação de diagnóstico e serviços remotos. Com o uso de fibra ótica em vez de cabos de cobre, a tecnologia da ABB, no caso, possibilita operações mais seguras nas subestações, além de reduzir o tempo de instalação e o custo total de propriedade.
ABB entregou a primeira subestação digital do mundo em 2009. Desde então, foram entregues mais de 30 para concessionárias e indústrias pelo mundo.

Como plantar árvores em cidades?

Pelo Site Pensamento Verde


Não basta escolher uma muda e sair plantando na calçada. Existem regras e normas para o plantio de árvores no espaço público, que você confere aqui.

Morar em uma cidade arborizada é o desejo de todos nós. As árvores desempenham um importante papel nos ambientes urbanos, absorvendo os gases poluentes, contribuindo para reduzir as temperaturas causadas pelo excesso de asfalto e tornando as ruas mais belas.
Mas, nem toda espécie de árvore pode ser adequada para a sua calçada, terreno ou casa. Existem algumas regras que precisam ser seguidas para que o plantio seja bem-sucedido.
De acordo com a engenheira agrônoma, doutora em Agronomia e professora do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL), na cidade de Americana (SP), Denise Santos da Silva, é preciso ter um planejamento claro antes de iniciar o plantio e também uma consulta à prefeitura da cidade, pois o órgão deve auxiliar e incentivar a arborização no espaço público e em áreas privadas. “É preciso levantar diversos fatores físicos do terreno, como largura e área disponível para o plantio, existência de fiação aérea, distância de mobiliário urbano e demais árvores. Também há fatores biológicos, como a espécie, porte, tamanho, arquitetura da copa e o diâmetro do tronco, além da adubação do solo, irrigação, proteção do berço, necessidade de poda, entre outros”, afirma.
Denise também conta que existem leis e normas que regem a ocupação do espaço público, como a calçada na frente de sua casa. O Decreto 58.612/19 do Estado de São Paulo, por exemplo, garante a largura mínima de 1,20m na calçada para a livre circulação de pedestres e determina a largura mínima de 70 centímetros para vegetação, postes de iluminação, sinalização, etc. Ou seja, o plantio de árvores em passeios públicos só pode ser feita se tiver largura de 1,90m. Mesmo em áreas privadas é necessário ter cuidado, uma vez que o plantio inadequado pode comprometer a estrutura dos imóveis vizinhos.

Cuidado no plantio de mudas de árvores

É preciso ter em mente que uma muda nada mais é do que um ser vivo que precisa de cuidado e atenção para crescer forte e saudável – como um animal de estimação! O plantio deve ser feito em uma área aberta em profundidade que recebe o nome de berço (e não cova, uma vez que está nascendo e não morrendo). É preciso também colocar um tutor, ou seja, um apoio para o crescimento da muda. Também é recomendado adicionar areia grossa ou cascalho para evitar a impermeabilização do solo e o atrofiamento da raiz. “A irrigação deve ser periódica nos dois primeiros anos e monitorar a presença de formigas, pois elas podem acabar com uma muda da noite para o dia, e de plantas competidoras no mesmo local”, explica Denise. 

Árvores mal cuidadas trazem riscos à vida das pessoas

É comum tempestades derrubarem árvores nas grandes cidades. Esse problema, porém, pode ser agravado, segundo Denise, se não houver um cuidado adequado com as espécies. Podas malfeitas, por exemplo, comprometem o tronco das árvores e alteram seu eixo de inclinação, facilitando o tombamento em caso de vento forte. “Isso pode levar a danos na fiação elétrica das ruas e demais equipamentos urbanos. Galhos secos não retirados podem cair em carros ou até em pessoas, causando acidentes sérios. É preciso estar atento aos cuidados que a espécie que você possui precisa receber e, no caso de espaço público, cabe à prefeitura a execução deste serviço”, alerta.

Árvores trazem diversos benefícios ao dia a dia

A copa bloqueia os raios solares, protegendo da exposição direta à radiação solar, e também absorve gotas de chuva, reduzindo a perda de solo causada pela erosão. Elas produzem flores e frutos que alimentam insetos, animais e humanos, servindo até de repouso e abrigo para algumas espécies da fauna. Suas raízes possibilitam a infiltração da água, reduzindo o escoamento superficial e, consequentemente, os episódios de enchentes. A presença delas contribui para o conforto térmico em todas as estações e suas folhas retém gases e partículas poluentes, diminuindo a presença na atmosfera. Entretanto, é preciso ter algo em mente: uma única árvore não faz milagre! É preciso ter uma conscientização na arborização do espaço urbano para que tudo isso seja possível.

Usina solar transforma água do mar em água potável no Quênia

Pelo site CicloVivo



usina solar agua potavel

Tecnologia pode ser a solução para a falta de água limpa que atinge mais de 2 bilhões de pessoas no mundo

Mais de 2 bilhões de pessoas no mundo não tem acesso à agua potável fornecida de forma segura. Pode parecer contraditório falar em escassez em um planeta coberto por água, mas cerca de 97% da água encontrada na Terra é salgada e imprópria para o consumo humano.
A solução para este problema pode estar na dessalinização de água, processo que demanda energia elétrica e produtos químicos.
A boa notícia é que uma nova tecnologia foi desenvolvida e já está fornecendo água limpa para a comunidade de Kiunga, uma vila rural no Quênia, desde 2018.

Foto: Reprodução | YouTube GivePower

Fazenda solar de água

Diferente dos processos tradicionais de dessalinização de água, que precisam de grandes quantidades de energia elétrica e uma rede de distribuição bem estruturada, o sistema criado pela organização não-governamental GivePower usa a energia do sol.
Apelidado de “fazenda solar de água” o local possui painéis solares que produzem 50 quilowatts de energia, que é armazenada em duas baterias Tesla de alto desempenho, e duas bombas de água operam 24 horas por dia. O sistema produz água potável suficiente para 35 mil pessoas por dia – com uma qualidade melhor do que a produzida pelos processos tradicionais.
Além de fornecer água de boa qualidade para as pessoas, a fazenda solar de água não tem o mesmo impacto negativo de outros processos, que envolvem produtos químicos e resíduos salinos nocivos ao meio ambiente.


Foto: Reprodução | YouTube GivePower

Mudando a vida das pessoas

Antes da instalação da usina solar, os 3,5 mil habitantes de Kiunga precisavam viajar por cerca de 1 hora para conseguir água. A única fonte disponível era um poço com água imprópria.
Com o sucesso da operação da primeira fazenda solar de água a GivePower expandiu sua área de atuação e está instalando sistemas similares em outras partes do mundo como o Haiti e comunidades isoladas na Colômbia.
Estima-se que em 2025 metade da população vai viver em áreas com escassez de água. O tratamento e reúso de água são cada vez mais importantes neste cenário, assim como o aproveitamento da água do mar.
https://youtu.be/P9I0CJSHd1E

Projeto eólico vai gerar energia para 800 mil casas no Rio Grande do Norte

Pelo site CicloVivo




Complexo formado por seis parques eólicos teve seu financiamento aprovado e vai ser construído em 2021


A implantação de seis parques eólicos, e subestação associada, no Rio Grande do Norte, teve seu financiamento aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O parque vai ter 76 aerogeradores e capacidade total instalada de 319,2 MWsuficiente para abastecer cerca de 800 mil residências. Os parques ficarão localizados nos municípios de Jandaíra, Lajes e Pedro Avelino e começarão a ser construídos em janeiro de 2021.
A previsão é de que as operações comerciais dos parques iniciem ao longo de 2022. O Projeto tem previsão de criação de aproximadamente 500 empregos diretos e 200 indiretos durante a fase de construção. Parte dessa mão de obra será contratada entre as localidades próximas ao empreendimento.

Energia Limpa

O Projeto contribui para a redução de emissões de gases do efeito estufa pela matriz elétrica brasileira ao adicionar capacidade de geração energética por meio de uma fonte de recursos limpa e renovável; e contribui, também, para a fortalecimento da cadeia de fornecedores do setor de aerogeradores estabelecida no país.
O financiamento de R$ 1 bilhão concedido pelo BNDES ao projeto corresponde, aproximadamente, a 70% do investimento total. Na operação, cada parque eólico configura uma Sociedade de Propósito Específico (“SPE”) que serão controladas pela MV Holding S.A., empresa da EDP Renováveis Brasil S.A., braço do grupo português EDP para investimento em energia renovável no Brasil.

África ergue maior estrutura viva da Terra: uma muralha de árvores!

Pelo site Ciclovivo

muralha de árvores áfrica

A iniciativa conta com o apoio de 20 países da África, do Banco Mundial, da ONU, da União Africana e de outras instituições europeias

Não é novidade que o planeta Terra sofre com as mudanças climáticas. Mas o assunto vira notícia quando o mundo decide se unir para combater esses efeitos – é o que vem acontecendo na África.
Bem na borda do deserto de Sahel, vinte países apoiam a construção da “Grande Muralha Verde”, uma estrutura de plantas de 8 mil quilômetros de comprimento e 15 quilômetros de largura, que cortará o continente de ponta a ponta, atravessando 11 nações.
Foto: Divulgação | Casa.com.br
A barreira natural tem como grande objetivo minimizar os efeitos climáticos para as populações africanas. Seus resultados positivos inclusive já podem ser vistos, como reversão da desertificação de algumas regiões.
“O objetivo é proporcionar alimentação, emprego e futuro para milhões de pessoas que vivem em uma região que é linha de frente das mudanças climáticas”, explica o site oficial do projeto. “Quando estiver pronta, a Muralha Verde será a maior estrutura viva da Terra e uma nova maravilha do mundo”.
Foto: Divulgação | Casa.com.br

Construção em um dos lugares mais pobres da Terra

A região do Sahel é uma faixa que corta o continente africano de leste a oeste, afetando mais de uma dezena de países. O lugar fica logo abaixo do deserto do Saara e sofre muitos impactos ligados às mudanças climáticas e falta de recursos naturais.
Com a construção da muralha, entretanto, espera-se que todos estes impactos sejam convertidos. Iniciada em 2007, a obra deverá custar o equivalente a R$25 bilhões. O dinheiro vem do Banco Mundial, da ONU e da União Africana, além do apoio financeiro de algumas instituições europeias.
Entre os países que fazem parte da região do Sahel e receberão a Muralha de Árvores, estão Djibouti, Etiópia, Sudão, Eritreia, Chade, Níger, Nigéria, Mali, Burquina Faso, Mauritânia e Senegal.

Cidade-esponja: a natureza é a solução para inundações

Pelo site Ciclovivo





Um sistema adequado seria capaz de coletar, armazenar e tratar toda água que cai do céu.

Cidades que absorvem a água da chuva e permitem que a água siga seu fluxo natural. Deveria ser fácil, mas inventamos de canalizar nossas águas, aplicar pavimentos impermeáveis e não deixamos a própria natureza fazer a parte dela: absorver e purificar. Para o arquiteto chinês Kongjian Yu, essa é a questão central para solucionar um dos maiores problemas da atualidade em grandes centros urbanos: as inundações. 
Aliás, Kongjian Yu defende que as inundações “não são inimigas” e que até podemos fazer “amizade” com ela. Ele é chamado de “o arquiteto das cidades-esponja”.
Numa gestão ideal da água pluvial, o líquido que cai de graça do céu seria melhor utilizado. Que sentido faz termos inundações durante parte do ano e escassez hídrica em outros períodos? Um sistema adequado seria capaz de coletar, armazenar e tratar esta água – o que poderia ser feito criando zonas úmidas, solos permeáveis e margens de rios restauradas. 
O conceito de cidades-esponja já foi implantado em Hong Kong onde, por exemplo, abriga um reservatório de água da chuva dentro de um estádio de futebol. O sistema é capaz de armazenar 60 mil m3 de água. Já na Europa, é a descolada Berlim, na Alemanha, que vem testando soluções neste sentido. Em cidades nos Estados Unidos, Rússia e Indonésia também é possível encontrar exemplos da aplicação do conceito. Mas é na China que a ideia foi abraçada pelo governo. Por lá, já são 16 cidades-esponja em andamento com previsão de término para 2020. 
Nas cidades chinesas, o objetivo é que 20% das áreas urbanas possam absorver e armazenar 70% da água pluvial. O objetivo é menos asfalto, menos concreto e mais lagos, mais parques. 

Outros benefícios

Tal medida ainda fornece mais espaços verdes dentro de áreas urbanas das quais os próprios moradores se beneficiam. Além de contribuir para a redução de esgotos nas cidades. 
“Há evidências de que as zonas úmidas sozinhas podem remover de 20% a 60% dos metais na água e reter de 80% a 90% dos sedimentos de escoamento. Alguns países chegaram a criar zonas úmidas para tratar as águas residuais industriais”, afirma a Unesco.
Telhados verdes, jardins verticais e jardins de chuva também entram nas estratégias para absorver a água da chuva. Com a expectativa de que eventos climáticos extremos sejam cada vez mais comuns é preciso se preparar. De qualquer forma, não é preciso esperar que o pior aconteça – quebrar o concreto e ceder mais espaço para a natureza é trazer a reconexão com a terra para que finalmente entendamos que somos parte dela.
Confira abaixo o vídeo, em inglês, em que Kongjian Yu aborda a cidade-esponja:
https://youtu.be/U37gst79pGc