Powered By Blogger

sábado, 18 de novembro de 2017

Estudo da ONU aponta que 2017 será ano mais quente já registrado sem El Niño

Pelo site pensamentoverde



Entre janeiro e setembro foi registrado um aumento na temperatura média global de 0,47 grau Celsius



Foi possível notar esse aumento nas temperaturas devido as diversas catástrofes ambientais que estão acontecendo pelo mundo.
Entre os dias 6 e 17 de novembro, representantes de 190 países se reuniram em Bonn, cidade localizada na Alemanha, para a realização da 23ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP23). O evento, presidido pelo governo de Fiji, é dedicado a discussões políticas em prol do desenvolvimento sustentável, visando especialmente o combate às mudanças climáticas.
Logo no primeiro dia de evento o primeiro-ministro de Fiji e presidente da COP23, Frank Bainimarama, destacou a importância de seguir e acelerar os rumos fixados no Acordo de Paris. Esse apelo foi feito com base no relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que apontou o ano de 2017 como o mais quente já registrado sem o El Niño.
Foi possível notar essa diferença devido às diversas catástrofes climáticas que aconteceram durante o ano, como os furacões que devastaram os Estados Unidos e o extremo calor e a seca que afetaram a Europa. Outros indicadores importantes — como as crescentes emissões de gases do efeito estufa na atmosfera, a elevação do nível do mar e a acidificação dos oceanos — também continuaram aumentando descontroladamente neste ano.
Alguns lugares do Sul da Europa — tais como Itália, África do Norte, partes do leste e sul da África e a parte asiática da Federação Russa — registraram recordes de temperatura em 2017, e também foi notado que a China estava mais quente do que nos outros anos. De acordo com o documento, a temperatura média do planeta entre janeiro e setembro foi 1,1 graus Celsius acima do período pré-industrial, porém um menor do que em 2016, quando o clima sofreu fortes influências do fenômeno El Niño.
O ano de 2016 ainda será o mais quente registrado, uma vez que o El Niño foi incomumente mais forte nesse período, enquanto 2017 e 2015 disputam o segundo lugar. Outras mudanças climáticas puderam ser percebidas por conta desse aumento nas temperaturas: embora o Brasil tenha registrado um nível de precipitações bem próximo da média entre os meses de janeiro e setembro, na região de Sahel (entre o deserto do Saara e a savana do Sudão) as chuvas foram bastante intensas e ficaram acima da média, desencadeando inundações e milhares de mortes.
Para Patrícia Espinosa, secretária executiva da ONU sobre Mudanças Climáticas, essas descobertas só reforçam os riscos crescentes para a população, para a economia e para a vida na Terra, especialmente se não forem seguidos os objetivos e os acordos firmados em Paris em 2015. Ela ainda ressalta, “Bonn 2017 precisa ser a plataforma de lançamento para o próximo nível de ambição mais elevado por todas as nações e todos os setores da sociedade à medida que procuramos minimizar os riscos para o futuro e maximizar as oportunidades de um caminho de desenvolvimento novo, avançado e sustentável.”.
Agora o principal objetivo é cumprir com o Acordo de Paris e impedir o aumento de mais de 1,5 graus Celsius na temperatura global. Porém, para que isso seja possível é preciso que haja a união de todos os países e a responsabilidade de encontrar soluções sustentáveis para minimizar e/ou anular esse grave problema que está assolando o planeta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário